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Leitor-repórter: acidente em passarela de Jurerê Internacional

29 de fevereiro de 2012 2

Na última sexta-feira,  por volta de 17h, ao deixar a praia de Jurerê Internacional pelo acesso do Il Campanário, cortei a sola do pé em cabeça de prego que se elevou da passarela. Ao tentar me erguer após o tombo, e com o pé sangrando, me apoiei em uma ripa de assoalho que se partiu, criando um buraco na passarela.

Meu chinelo caiu no buraco aberto. Consegui resgatá-lo e não pude deixar de observar a deficiente estrutura de sustentação da passarela.

Quem projetou esta passarela?

Quem executou?

Quem a liberou para utilização pública?

Este equipamento deve ser interditado IMEDIATAMENTE, pois coloca em risco os incautos transeuntes. As ripas de pinus do piso se deformam, por falta de apoio, ocasionando o levantamento dos pregos de fixação.

Ao transitar por ali descalço, e batendo os pés para eliminar a areia dos pés, rasguei a sola do pé solenemente. Sou morador de Florianopolis por mais de 20 anos. Criei meus filhos tomando banho nesta linda praia. Não posso admitir que madeira fora de especificação (pinus) e estrutura de sustentação ineficiente possam estar colocando em risco os transeuntes.

Pinus é uma madeira de crescimento muito rápido e possui fibras muito distanciadas entre si e de baixíssima capacidade de resistência a flexão. Vocês não têm o direito de colocar em risco os usuários de uma praia pública com obras privadas de baixíssima qualidade.

Não achei socorro nas proximidades e paguei uma chuverada para limpar um pouco meu pé e fui para casa sangrando em busca de recursos para tratar do ferimento. Casualmente, além de Eng Civil, sou perito judicial e não posso deixar que esta ocorrência prejudique outros usuários.

Tomem providências já, interditem a passarela e façam um reforço estrutural URGENTE. Enviei mensagem idêntica para Habitasul que se limitou a informar, através da Salete, que a manutenção é de responsabilidade da Associação de Moradores. Salete informou que repassaria minha mensagem à Associação.

Parece que não entenderam a gravidade do problema. Parece até atitude de órgão publico passando aos outros suas tarefas.

Texto enviado por Aécio de Miranda Breitbach. Você também quer enviar sua reportagem?

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Comentários (2)

  • Patricia diz: 22 de março de 2012

    Pouco conheço e frequento Jurerê Internacional e tampouco tenho dinheiro para isso, contudo algo chamou minha atenção no post acima, o acesso a praia reclamado pelo leitor, foi pelo Il Campanario, se não me engano é um Hotel e dos "bem caros" ... se o tal acesso não for público ... Quem tem a responsabilidade sobre "acesso" a praia é o restaurante ... cabe os órgãos fiscalizadores autuarem, contudo as adequações ficam por conta do restaurante q cobra caro e usa "pinus" no lugar de um "estrutura sustentação eficiente" como disse o caro e incauto leitor, q inclusive pode processar o restaurante ... fica a dica!

  • Luiz Rogério de Carvalho diz: 2 de abril de 2012

    Em 9/6/2011, o DC acreditando na informação da Prefeitura Municipal de Florianópolis, publicou matéria sob o título: "Projeto prevê que parque de Florianópolis tenha iluminação 100% alimentada por energia eólica".
    Morador do Bairro de Coqueiros, e frequentador assíduo do Parque de Coqueiros, afirmo que, desde aquela data, no parque existe um aerogerador, ao lado de uma grande placa, onde há a informação de que se trata do "1º Parque Público utilizando Energia Limpa Sustentável".
    Entretanto, essa informação não é verdadeira, pois o referido aerogerador, se produziu alguma energia, esta nunca foi utilizada, pois não existe nenhuma ligação elétrica para conduzir energia. É uma propaganda enganosa, e a empresa que instalou o equipamento está usando, com a permissão da Prefeitura, uma área pública para propaganda privada.

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