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Artigo: Sobre o Bêbê que desapareceu em floripa

28 de fevereiro de 2012 0

Marcus Roberto Claudino *

Vendo as notícias de hoje de que um bebê de um mês desapareceu na última sexta-feira em Florianópolis e onde alguns meses uma filha de um policial federal de florianópolis também encontra-se desaparecida, ratifico minha recém pesquisa.

Nos tempos de hoje crianças andam nas ruas livremente e poucos sabem sobre os centenas que desaparecem em Santa Catarina. Sou Policial Militar e estou há anos estudando o desaparecimento em nosso estado. Fiquei surpreso e apavorado com algumas pesquisas em nosso estado.

Em minha pesquisa conclui que a maioria das crianças desaparecidas tinham moradia própria e estavam na escola. Isto é, a pobreza embora relevante, não é fator preponderante do desaparecimento.

O desaparecimento de menores se apresenta como um problema complexo, principalmente quando se constata que a maior parte dos casos envolve fuga ou rapto consensual, demonstrando que suas causas estão mais ligadas a questões familiares e culturais do que à prática de crimes violentos e indicando que o estudo dos crimes e abusos contra crianças e adolescentes pode ser o norte para a prevenção a fugas e desaparecimentos diversos que assola o país.

Por outro lado, a resolutividade do Estado na resposta a estes incidentes pode ser considerada muito baixa e está muito aquém da expectativa da população, em especial das famílias envolvidas e suas vizinhanças. Hoje estimativas da Subsecretaria demonstram que entre 10% e 15% dos meninos e meninas jamais serão encontrados.

Na resolução dos casos, ainda mais, a participação dos órgãos policiais diretamente na resolução através da localização da vítima antes que sofra lesões, abusos, ou seja, assassinada é fundamental, sendo vital que ocorra de forma rápida e eficiente.

No Brasil, todos os anos, são 200 mil desaparecimentos sendo 40 mil de crianças e adolescentes. Estudo alguns anos em meu estado o tema e após um trabalho de pesquisa no Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), verificamos que de janeiro de 2005 a outubro de 2011, Santa Catarina registrou 8017 casos, oficialmente registrados, de desaparecimento de Crianças e adolescentes, perfazendo 42,7% de todos os registros de desaparecimento no mesmo período. Nestes sete anos já foram registrados 18773 casos de desaparecimentos. Só em Florianópolis foram 650 menores desapareceram. Nosso estado é considerado um dos mais desenvolvidos da federação, porém o desaparecimento não está diretamente vinculado á pobreza, embora influencie consideravelmente.

Com todas essas questões, consideramos que o problema do desaparecimento de crianças e adolescentes ainda não está no foco central da agenda pública, dando a sensação de que o tema está “desaparecido” da ótica dos Governos e da Sociedade em Geral.

Outro fator a ser analisado quando se trata das formas de divulgação do desaparecido é a internet, pois acreditamos que o processo realizado está na contramão da sua função, sendo que, por exemplo, podem verificar o Twiter das Mães da sé, que hoje (25 de janeiro de 2012) possui 25 seguidores contando comigo e não está seguindo ninguém.

Fica então a pergunta no ar, quem acessa as páginas de desaparecidos além das famílias que buscam por informações? Quais ações de divulgações em Santa Catarina estão disponíveis as famílias de crianças desaparecidas, de forma eficaz e amplamente vinculada aos veículos de comunicação?

Se compararmos os dispositivos de informação e alerta de desaparecimento de veículos com os dispositivos existentes para crianças desaparecidas, entenderemos o quadro destoante de prioridades da sociedade. Então será que tecnologia e eficiência existem somente quando há interesses lucrativos envolvidos na questão? Acreditamos que todos nós somos corresponsáveis pela construção de um futuro melhor, não só para nossa família, mas para toda sociedade brasileira.

Mesmo com o marco legal da Busca imediata lembremos a reflexão de Oliveira (2007) que fala que isto não é verdade, pois a cultura policial não muda com a criação da Lei ou com a aplicação de uma nova mentalidade por parte de alguns gestores da segurança pública. Ele ainda lembra que a mudança na Lei não contribui muito para sanar o problema, pois o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estabelece o direito, mas não define sua execução, sendo que ainda nos Estados que já constituíram Leis específicas, persiste a cultura das 24 ou 48 horas para denunciar (B.O.)

No decorrer dos trabalhos pesquisados no campo da sociologia criminal, refletimos bastante sobre o conceito de justiça através da história e do pensamento. Cumpre no presente momento pensar a segurança pública em seus aspectos preventivos da criminalidade, pois este fator quando deficiente leva necessariamente a desordem social, que por sua vez implica na sensação de insegurança, no medo e no estabelecimento da infelicidade. Quando se fala em prevenção ao crime a primeira imagem que nos vem à cabeça é a parcela mais frágil e carente de atenção em nossa sociedade: As crianças e adolescentes.

As famílias vitimadas vivem este conflito eterno e lembra incessantemente do destino do perdido. Muitos, particularmente após algum tempo, acredita que seu parente está morto. Não obstante, uma minoria vive com a ambiguidade de não saber, se um do seu ente querido está morto nem vivo e sofre o impacto mais doloroso de todas as perdas.

Quando se fala de ente querido desaparecido, principalmente crianças, falamos da base da dignidade humana, sendo que a dignidade humana necessita de pilares de sustentabilidade e a família é vital para o processo harmônico da vida e pedra angular da construção da felicidade.

Concluímos que medidas de ampla divulgação, parcerias com a mídia e os mais variados segmentos da sociedade, atendimento adequado às famílias vitimadas, otimização dos recursos, estímulo profissional, legislação sancionada pela sociedade, banco de dados atualizado, acompanhamento dos desfechos dos casos, indicadores de desaparecimento e identificação neonatal, são o caminho para uma resposta adequada ao problema do desaparecimento de crianças e adolescentes em Santa Catarina.

* Major da PMSC, pós-graduado em administração em Segurança

Leitor-repórter: Acorde e Sinta o Cheiro das Flores, um documentário sobre as Ilhas Falkland/Malvinas

28 de fevereiro de 2012 4

Os jornalistas Gustavo Naspolini e Paulo Rocha produziram um documentário sobre as Ilhas Falkland/Malvinas, Wake Up & Smell The Flowers (Acorde e Sinta o Cheiro das Flores). O vídeo é o trabalho de conclusão de curso de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, produzido e apresentado em 2010.

Wake Up traça um panorama geral sobre o local, abordando temas como política, economia, estilo de vida, meio ambiente, a relação com a Argentina, a guerra de 1982, entre outros.

Produção, direção, edição e imagens: Gustavo Naspolini e Paulo Rocha

Co-produção: Jéssica Lipinski

Orientação: Aglair Bernardo

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Vídeo enviado por Paulo Rocha. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-Repórter: descaso com a manutenção nas pontes de Florianópolis

27 de fevereiro de 2012 1

O leitor registrou imagens que demonstram o descaso com as pontes Governador Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, a entrada e a saída da Ilha de Santa Catarina.  Segundo ele, o aço que foi utilizado para a construção das vigas-caixão foi aço patinável, (tipo COR TEN e outros). A pátina do aço não é desenvolvida plenamente em ambientes marinhos agressivos onde a velocidade de corrosão pode ser bastante alta. Isto é especialmente válido quando a estrutura se encontra próximo ao mar e também em superfícies abrigadas da chuva onde o acúmulo de cloretos, que não são lavados pela chuva, acaba promovendo um grande ataque. O cloreto de sódio (em suspensão) em atmosferas marinhas prejudica as propriedades do aço patinável.

Ponte Colombo Salles

Foto 1: Corrosão na tubulação de drenagem e falta de manutenção na junta

Foto 2: Árvore nascendo em junta no Aparelho de Apoio da Viga-PERIGO!

Foto 3: Corrosão de armaduras e fiação sem proteção-PERIGO!

Foto 4: Braçadeira corroída

Ponte Governador Pedro Ivo Campos

Foto 1: Vista geral da parte de baixo das vigas-caixão- Notar corrosão.

Foto 2: Detalhe da Foto 1 - Corrosão (descascamento do aço) na parte inferior da viga-caixão

Foto 3: Detalhe da Foto 2 - Notar aço descascando

Foto 4: Parte inferior da viga-caixão – Corrosão por lascamentos e furos.

Foto 5: Vegetação nascendo na junta e parte inferior do piso quebrado.

Foto 6: Notar corrosão em várias peças de aço e ferro.

Texto e foto enviados por Trajano Oliveira. Você também quer enviar sua reportagem?

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Artigo: Carnaval de rua pede socorro

27 de fevereiro de 2012 0

Antonio Felix da Silva*

É CARNAVAL! Sexta-Feira à noite. Pela primeira vez neste Carnaval criei coragem e fui ao centro da cidade para me divertir, porém preocupado com a minha segurança. Como moro no centro da cidade, fui andando em direção ao Mercado Municipal. Na Rua Felipe Schmidt tive a primeira e única grata surpresa: O Bloco de Maracatu – “Arrasta Floripa” – Lindo, gracioso, perfeito. As pessoas se juntavam a bloco e se divertia. É o Carnaval de Rua. É o Carnaval espontâneo sem imposição, sem censura de nossa cidade.

O Bloco passou. Segui para Alfândega procurando a folia. De cara encontrei uma cerca de ferro me impedindo de entrar na Praça. Raciocinei: deve ser por motivo de segurança. Depois de muito andar encontrei uma entrada para a alfândega pela Praça XV. Havia um esquema policial muito bom. Revista. Quando me juntei à multidão “caiu à ficha”. Por que toda essa revista? Fui revistado. Tudo bem. Não encontraram nada. Mas ao chegar dentro do cercado nada me impedia de chegar junto à cerca, encontrar meus comparsas e receber até uma bazuca que ninguém me incomodava. Uma prova disso foram as “rodinhas de maconha” presentes em todos os locais.

Dentro do cercado, outra grande decepção: Patrulha Policial passa ao teu lado. Você se encolhe para dar passagem. Voltam de outra direção. Você dá passagem. Todos em fila indiana, segurando suas armas na cintura. Eu ali, cidadão, desarmado, querendo se divertir, apesar da qualidade da Banda que estava no palco, não me senti em segurança. Pelo contrário. Qualquer confusão ali poderia ser desastrosa para a segurança de todos. Não tive outra opção. Voltei para casa decepcionado. No caminho para casa pensei: Os Comandantes Militares não teriam opções mais seguras para proteger o cidadão durante as festas populares como o Carnaval?

SÁBADO DE CARNAVAL! O tão esperado dia dos Blocos dos Sujos. Uma tradição. Há anos a concentração ocorre nas Avenidas Rio Branco, Padre Roma, Osmar Cunha e adjacências. No ano passado foi a maior concentração de foliões de ruas que já vi em Florianópolis. Todos os quarteirões próximos ficaram cheios de foliões e os Blocos de Sujos. Uma manifestação alegre com samba, irreverência e muita alegria. Banheiros Químicos. Vi uns quatros na Avenida Rio Branco. A Prefeitura não deu estrutura. Mas o Povo se divertiu.

SÁBADO DE CARNAVAL 2012! Por volta de meio dia as emissoras de TV anunciaram: A CONCENTRAÇÃO DOS BLOCOS DOS SUJOS ESTÁ PROIBIDA NAS AVENIDAS RIO BRANCO E OSMAR CUNHA. TAMBÉM ESTÁ PROIBIDA A PRESENÇA DOS VENDEDORES AMBULANTES REGIÃO. A GUARDA MUNICIPAL JÁ ISOLOU A REGIÃO E FAZ PATRULHA COM A POLÍCIA MILITAR. Uma operação de guerra para impedir a alegria popular?

Sem outra opção eu e meus amigos fomos para o Salão de Festa de alguém para o famoso “esquenta” e a transformação dos participantes de nosso Bloco. De lá seguimos sem rumo, ou melhor, em direção ao “Corredor da Avenida Paulo Fontes” decretado pela Prefeitura como o reduto ideal para a folia dos Blocos dos Sujos. Conseguimos chegar próximo ao Mercado e ficamos ali, parados, no meio da multidão, sem a presença dos Blocos dos Sujos, sem a música e irreverência dos carnavalescos. Resumindo: apenas bebendo.

Antes das vinte horas, eu e alguns amigos, voltávamos para casa, quando tivemos o desprazer de ver na Rua Deodoro, um jovem covarde dando chutes na cabeça de outro jovem caído na rua e depois sair calmamente abraçado com a orgulhosa namorada, enquanto algumas pessoas tentavam reanimar o jovem desacordado.

Algumas perguntas ficaram no ar: Por que proibiram a concentração dos Blocos dos Sujos em uma região tão tradicional? Qual a justificativa para um ato de violência como esse, obrigando milhares de foliões, a se amontoarem em um local tão restrito como a Paulo Fontes? Seria uma tentativa de acabar de vez com o Carnaval de Rua já em fase de extinção na cidade? E como ficaram as pessoas de outros Estados e cidades que vieram especificamente para os Blocos de Sujos de Florianópolis?

Conclusão: O Carnaval de 2012 já terminou na Segunda Feira de Carnaval. Agora é pegar uma praia quando der e ficar em casa com segurança com minha família.

* Oficial do Exército Reformado, Escritor, Pedagogo e Professor da Língua Internacional Esperanto.

Artigo: Lei 12.353/2010 e a participação dos empregados no Conselho de Administração das Empresas Estatais

27 de fevereiro de 2012 0

Anelisa Marcos de Medeiros*

A Lei 12.353/2010, legislação que regula sobre a participação de empregados nos conselhos de administração, dispõe em seu art. 2, §1º, que “o representante dos trabalhadores será escolhido dentre os empregados ativos da empresa pública ou sociedade de economia mista, pelo voto direto de seus pares, em eleição organizada pela empresa em conjunto com as entidades sindicais que os representem”. Após a determinação, as empresas estatais estão se movimentando para escolher os empregados que irão auxiliar a definir os rumos das empresas estatais. Nesse sentido, a PETROBRAS e a ELETROBRAS irão definir, no próximo mês de março, quais dos seus empregados irão integrar o Conselho de Administração.

Aqui em Santa Catarina, a Eletrosul, integrante da Eletrobras, também está se movimentando para definir a dupla de empregados (titular e suplente) que irá compor o Conselho de Administração.

Como funciona a Eleição?

O representante dos trabalhadores será escolhido dentre os empregados ativos da empresa pública ou sociedade de economia mista, pelo voto direto de seus pares, em eleição organizada pela empresa em conjunto com as entidades sindicais que os representem

Quantas chapas se inscreveram?

No total são 10 chapas.

Qual o papel do sindicato e o que está acontencendo em algumas empresas?

Nessas eleições os sindicatos possuem a função precípua de organizar as eleições, todavia a fim de se auto afirmarem estão concorrendo à vaga de Conselheiro os próprios dirigentes sindicais, o que contraria a finalidade do processo, pois, quem organiza, não poderá participar das eleições.

Em quais assuntos os conselheiros-empregados poderão auxiliar?

No caso da Eletrosul, como os conselheiros representantes dos empregados não podem atuar diretamente em questões salariais ou de benefícios, a linha de atuação destes será preponderantemente na análise das decisões estratégicas da empresa, através do seu voto, visando que a Eletrosul consiga atingir sua meta até 2020: ser o maior sistema empresarial global de energia limpa, com rentabilidade comparável às das melhores empresas do setor elétrico, o que, trará benefícios aos empregados e a toda a sociedade.

* Trabalha na Eletrosul e é candidata suplente pela Chapa 8

Leitor-repórter: O Fim do Velho Folião e a Praça XV

27 de fevereiro de 2012 0

Há quarenta anos ininterruptos como folião e trinta e dois na Praça XV, atrevo-me a comentar o estrago feito ao carnaval dos foliões mais antigos, os blocos de sujo da Praça XV.

Local tradicional, onde saíam tantos blocos tradicionais, onde os foliões independentes se encontravam, onde as famílias iam assistir ao redor da praça e em frente ao Palácio Cruz e Souza (embora houvesse algum abuso por parte de alguns mais “exaltados”, tenho que admitir), mas onde se ouviam marchinhas típicas ou temas de blocos como Sou + Eu, do Lira, entre outros que tanto ali passaram. E onde , a cada bloco, seguia-se um grande cortejo ao som de batucadas e músicas de carnaval e afins.

Em paralelo, a garotada tem festejado com outro tipo de música, mais eletrônica, em local diverso do tradicional, em frente ao Bar Ilhéus, juntando gente até o Ceísa Center. Reclamação dos moradores? Sim. Reclamação de trânsito? Também sim. Mas a garotada se divertia… e nós também…no nosso canto.

Mas voltemos ao carnaval da Praça XV, que com o tempo foi melhorando a estrutura, ganhou banheiros móveis, gente vendendo bebida gelada, gente vendendo os sanduíches salvadores.

Com a re-estruturação do carnaval, idealizaram a cidade do samba, querendo juntar, talvez, os velhos foliões aos novos foliões e à música eletrônica. Talvez fosse uma boa ideia, mas percebeu-se claramente que quem assim planejou, nunca foi folião.

O que resultou? Multidão na Praça, que ficou sem estrutura, às 19hs não havia mais bebida gelada, quase nenhum fornecedor de comida e uma redução imensa da disponibilidade de banheiros. E quase nenhum bloco conseguiu passar, exceção feita a banda do Clube Lira, que nos salvou com seu tema tradicional (… tó, tó, sou manezinho mas não sou nenhum bocó..), e que caiu como uma luva para a situação.

E mesmo assim a banda, em cima de um caminhão, só passou com a ajuda de um policial de moto, que tentando de todas as maneiras (e o fez muito bem), abriu sozinho o espaço de passagem. Estava tão preocupado em seu serviço sobre a moto, que nem percebeu que sua arma ficou exposta a quem quisesse tentar pegar, pois a multidão era grande e não haveria como reagir. Ainda bem que não se chegou a tanto. Mas o cortejo ? Quase não existiu… A multidão não deixou.

O velho folião não estava disposto a ouvir música eletrônica e não desceu. Ficou fantasiado esperando a passagem de alguns blocos na praça XV. E a garotada subiu, buscando alguma opção melhor que a cidade do samba… E o velho folião sumiu, depois de perder seu espaço e não ver mais blocos. Às 20hs quase já não eram vistos, já não se encontravam, já não curtiam, simplesmente desistiram.

Parabéns Prefeitura de Florianópolis, parabéns Sr Vinicius Lummertz. Conseguiram concentrar todos no mesmo local, conseguiram colocar quase 20 mil pessoas circulando nas proximidades da Praça XV… e conseguiram acabar com a brincadeira das famílias e dos velhos foliões, fazendo o pior “ carnaval de sujo” dos últimos tempos.

Mas, sejamos justos, parabéns também por provarem que pode-se fazer eventos sem ter que atrapalhar todo o trânsito de Florianópolis, deixando de prejudicar quem não quer participar da festa. Esperamos que tal atitude seja tomada quando dos diversos eventos que entopem a Beira-Mar, provocando congestionamentos imensos, e prejudicando grande parte da população, que também não está interessada nesse eventos.

Texto enviado por Carlos Fassheber. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-repórter: Aeroporto Internacional Hercílio Luz

27 de fevereiro de 2012 0

Domingo 19/02/2012, manhã de sol lindíssima em Floripa, sensação de calor, entre 35 e 40 graus, eu e minha mulher, nos deslocamos para o Aeroporto Hercílio Luz, pegar nosso filho chegando de viagem do rigoroso inverno Europeu…..Carro no estacionamento R$ 5,00 por uma hora + R$ 1,00 por hora extra, preço até que razoável, mas o pior estava por vir. Quando adentramos nas dependências do aeroporto, local público, tomamos aquele choque porque lá parecia que a temperatura estava 50 graus, com muita, muita gente e chegando e partindo e muita gente reclamando.

Conversei com um comerciante (que paga aluguel e não e pouco, segundo ele) para saber o que estava ocorrendo, ele respondeu que infelizmente era assim mesmo, mas que eu poderia ir ao balcão de informações “reclamar por que o sistema de ar condicionado não estava funcionando, sendo meu procedimento de imediato. Após pegar o formulário e ir em outro balcão solicitar uma caneta para preencher a “reclamação” o atendente alertou: “Não adianta você entregar este formulário preenchido, ele nao chegará a aquém de direito, estamos cansados de reclamar sem solução”. Aconselhando-me a falar direto com a ouvidoria da Infraero 0800 727 1234, que liguei de imediato, caindo no aeroporto de Brasilia, haja vista, domingo não ter atendimento.

Hoje estou denunciando por escrito o pouco caso com as pessoas, com os turistas, com os usuários, com os comerciantes, enfim, com a falta de respeito, de cidadania, independendo de possíveis explicações que a Infraero e/ou o responsável supervisor tenham a dar, tendo que buscar abrigo nas lojas pelo calor que sofremos no período em que lá estávamos.

Uma situação revoltante, um desserviço a Santa Catarina, numa época de alta temporada, de confraternização da maior festa brasileira – o carnaval, de entrada de divisas para diversos segmentos da economia, de enriquecimento e um Órgão do Governo Federal, encarrega-se de tornar uma das principais portas de acesso ao nosso Estado, como um cartão de visita de péssima qualidade, de falta de respeito para com os milhares de cidadãos Brasileiros e Estrangeiros.

Aproveitar o ensejo e se pudesse dar um puxão de orelhas na Santur, que entendo deveria ser um órgão fiscalizador, fazendo com que os nativos e visitantes tenham seus direitos preservados.

Texto enviado por João Luiz Miguel. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-repórter: problemas funcionais com amianto

27 de fevereiro de 2012 0

Nestes dias de carnaval, o brasileiro pode tudo ou quase tudo, nesta data o povo se democratiza com a total liberdade de ser o que quer ser, um rei, um príncipe, um santo enfim, tudo que pode espelhar que envolve arte e cultura. Bom se tudo fosse assim, tem brasileiro que em pleno dia de folia, aproveita para fazer um (BICO), e quem precisa dos serviços de urgência contratam este tipo de mão de obra. Foi assim que passando no ponto mais belo desta cidade, o mirante do morro da Lagoa da Conceição, deparei com uma cena imprópria para quem quer simplesmente ganhar uns trocadinhos a mais nos feriados. Um senhor bastante obeso prestava seus serviços para umas das lojinhas instaladas na borda do morro, ao que parece, construíam um TOTEM, aqueles que servem para expor algum tipo de produto, no momento, ele serrava algumas telhas de amianto que com certeza iria cobrir sua obra.

Pasmem, sem que fosse interrompido o acesso a tal loja, o coitado em um calor de mais de 30 graus, serrava com uma serra elétrica sua telhas, a poeira era intensa, se espalhava por todo área do mirante, sem que algum aviso fosse dado aos transeuntes e muito mais do que isso, o trabalhador sequer usava uma máscara de proteção, seu rosto se perdia dentro de tanto poeira, algo muito perigoso, pois segundo estudos recentes o amianto é altamente prejudicial à saúde humana, ou, a qualquer animal que inspire esta tal poeira.

Seria por total falta de comunicação sobre os malefícios do amianto que tanto o profissional, quanto o proprietário que contratou os serviços estaria agindo assim? E os gestores da saúde, onde estavam? A fiscalização de obras sabia desta obra em pleno dia de atendimentos aos clientes?

Bem… É lamentável que este cidadão hoje possa estar contaminado por falta de orientações, talvez o que ganhou neste serviço resolva seus problemas presente, mais poderá lhes trazer grandes problemas de saúde no futuro. Isto não é um prognóstico, mais pode acontecer.

Segundo dados recentes relatos no site:  Redação do Diário da Saúde – Cientistas descobrem como o amianto causa câncer

Diagnóstico e tratamento do mesotelioma

“Os pesquisadores descobriram que pacientes expostos ao amianto têm níveis elevados de HMGB1”. Desta forma, defendem os cientistas, pode ser possível usar a HMGB1 como um alvo para prevenir ou tratar o mesotelioma.
Além disso, pode ser possível identificar grupos populacionais que foram expostos ao amianto por meio de simples testes sorológicos que meçam os níveis da proteína HMGB1. Para testar suas hipóteses, os cientistas planejam agora realizar um teste clínico em uma região na Capadócia, na Turquia, onde 50% da população morre de mesotelioma maligno. Se os resultados forem positivos, a abordagem será alargada a duas coortes de indivíduos expostos ao amianto nos Estados Unidos”.

Texto enviado por Lucelio Costa. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-repórter: Construtoras: elas podem tudo?

27 de fevereiro de 2012 0

Meu nome é Julio Paulo Darin, tenho 50 anos e nas fotos está a rua Rubens de Lima Ulissea, onde resido, na altura do número 791 no Mar Grosso, Laguna – SC. Nelas, (tiradas no último dia 11 de fevereiro de 2012) estão a minha sogra, Juraci da Silva Matos de 87 anos e minha filha, Sophia Mathos Darin de 11 anos.

Como é possível observar, todos os pedestres são obrigados a enfrentar o meio da rua e a dividir espaço com carros, motos, caminhões e demais veículos que trafegam intensamente pelo local devido a quantidade de obras concomitantes.

A construtora em destaque, e olha que não é só ela, não tem o mínimo respeito para com as pessoas, pois invade e se utiliza de todo o passeio público com sua estrutura e seu material de construção. Não está nem aí com a segurança dos transeuntes.

Por outro lado, a prefeitura de Laguna, faz vistas grossas para com essas construtoras que aparentemente “tudo podem” em nome do progresso, do IPTU e já me falaram até de um apartamentinho mais “em conta”, para o pessoal da administração direta, mas isso é fofoca. Por aí é assim também???

Prezados, já fui pessoalmente na prefeitura, já levei fotos, já reclamei com fiscais, com assessores, com secretários adjuntos, com secretários titulares, com procuradores, com a secretária do prefeito (porque o mesmo é blindado para assuntos menores como o meu), já falei com o CREA de Florianópolis, já pedi até para “São Jorge”, mas, aparentemente, minha voz não tem a potência necessária; a não ser para com “São Jorge” que tudo pode. Infelizmente não consigo fazer essa turma agir decentemente.

Quem sabe, com uma exposição neste conceituado jornal, não nos ajude por aqui. Se não der, não faz mal, fica o registro.

Texto e foto enviados por Julio Paulo Darin. Você também quer enviar sua reportagem?

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Leitor-repórter: esgoto e buracos

27 de fevereiro de 2012 0

Há alguns dias enviei uma foto da situação da esquina da Madre Benvenuta e a Osmarino de Deus, na Trindade, em Florianópolis. O problema era o vazamento de esgoto pelos bueiros. Após a intervenção da CASAN nesta semana, ficamos com o esgoto a céu aberto e duas crateras. Seria incompetência ou descaso com o pedestre e o motorista que passam por aquele lugar? As fotos mostram o “antes” e o “depois”.

Texto e foto enviados por Luiz Mantovani. Você também quer enviar sua reportagem?

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