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#100happydays

03 de setembro de 2014 4

Depois uma pausa, sem motivo específico, apenas um período longe do blog, cá estou novamente escrevendo no Limonada Zen. Voltei porque, talvez, preciso externar reflexões, sentimentos, conflitos e situações que circulam na minha cachola desde o último texto, lá em março deste ano. Acredito que tive bastante tempo para reunir elementos para novas discussões.

 

Dizem que a vida é feita de momentos felizes. Para provar isso, terminei recentemente um projeto desafiador na minha vida: #100happydays. O movimento mundial tem por objetivo nos sacudir para encontrarmos a nossa felicidade, nem que seja por cinco minutos. Na prática, o participante precisa registrar apenas um único momento bacana do dia, durante cem logos dias, em uma das redes sociais mais usadas atualmente – Facebook, Twitter ou Instagram – com a #100happydays, contando sempre os dias, tipo, #day1, day2, day3…

 

Parece simples, mas 71% das pessoas que decidiram compartilhar da proposta fracassaram. A palavra fracassar é forte, mas é verdadeira. Não conseguiram, nas 24 horas do dia, encontrar um minuto pra si. Alegaram falta de tempo, muito trabalho e blá blá blá.

 

De fato, o simples registro chega a ser um fardo bem pesado no decorrer do andar da carruagem. E é fácil compreender: os tempos modernos exigem de nós muito trabalho, pouco lazer e uma dose cavalar de paciência: no trânsito, na faculdade, no ambiente profissional, no trato com as pessoas, nos serviços públicos que temos que usar e, até mesmo, nos privados. Sem falar que lidamos com chateações, decepções, tristezas, dúvidas, provenientes de problemas pessoais, como falta de grana, relacionamentos, doença e até mesmo perdas. Ou seja, coisas para aborrecimentos são infinitamente maiores que os motivos que temos para sorrir.

 

Como tudo nesta existência, há altos e baixos. Vivi dias com vários momentos bacanas. Já me peguei, no entanto, em semanas péssimas, que não sabia para onde correr, mas como não queria entrar para a estatística dos 71%, logo dava um jeitinho se ser momentaneamente feliz. Mesmo quando estava amolado, encontrava algo que me fazia um pouco menos amolado. E acreditem: sempre tem. E pode ser qualquer coisa: uma pausa no trabalho para um cafezinho, uma caminhada domingo no parque, um happy hour com um amigo, uma soneca depois do almoço, um copo de suco bem gelado…

 

Uma das maiores provas de me fazer feliz foi há setes dias para a conclusão do desafio. Um tio-avô faleceu muito querido faleceu. Como o velório e enterro eram em Canela, aqui na Serra Gaúcha, eu e meu irmão fomos juntos de carro. Nas quase cinco horas de estrada, ida e volta, tivemos um papo reto, de mano pra mano, resgatando nosso passado e falando sobre o presente e futuro. Ou seja, mesmo num encerramento de ciclo para a nossa família, como toda perda é, uma conversa com o Dudu representou um momento especial.

 

A peleia é dura, meus amigos, mas não é impossível!Venci. Consegui, durante os pouco mais de três meses, provar para mim mesmo que posso encontrar um tempinho para mim, mesmo na dor, na tristeza, na saúde e na doença. Mas o grande lance dessa iniciativa é entender que os momentos felizes dependem exclusivamente de nós, e de mais ninguém. E prova, por A + B, que sim, a vida é feita de momentos felizes, nem que sejam cinco minutos.

 

 

Alguns dos meus cem momentos mais felizes durante o projeto

Alguns dos meus cem momentos mais felizes durante o projeto

O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Comentários vazios, com palavrões ou contra o blogueiro não serão publicados.

 

Em breve...

29 de agosto de 2014 0

Olá caros leitores! Em breve, teremos novos textos aqui no Limonada Zen. A pausa foi importante porque, tudo em nossa vida, é um ciclo. Espero poder contar com a leitura de vocês.

Aproveito para convidá-los a revisitar alguns posts.

Um forte abraço

detox da alma

28 de março de 2014 2

As férias servem como um “detox” pra alma. O estresse, as chateações, as obrigações da vida adulta parecem ir embora como as impurezas que saem do organismo com o tal suco verde. Nos sentimos leves, renovados e “limpos” de tudo e todos. É o momento ideal para o encontro com a nossa essência, eu diria.

E neste universo de paz é que surgem nossos principais questionamentos: carreira, relacionamentos,  escolhas que fizemos e oportunidades. Talvez essa última palavra – oportunidade – seja a chave para os caminhos que seguimos.

Acredito que a vida é feita de oportunidades. Não tenho dúvidas, também, que as oportunidades constroem nossa vida. Oportunidades que buscamos; que nos são ofertadas; que escorregam por entre nossos dedos; que caem no colo como uma benção divina; que nunca chegam.

Para mim, no período que saímos da rotina surgem, do nada, os seres que habitam a nossa consciência. Será que estamos na direção certa? Será que nos empenhamos ao máximo em busca dos nossos desejos? Será que nos foram dadas as devidas chances ou fomos obrigados a desviar dos sonhos?

Sim, estou dizendo que as férias são um segundo balanço de vida! Menos pesado que o final do ano, bem verdade. Mas uma verdadeira reflexão do que deu certo e errado, do que fizemos e deixamos de fazer, das oportunidades que nos deram e que não nos foram apresentadas ao longo da vida, e não apenas no ano que passou.

Cada um sabe o que já buscou neste mundo, como se esforçou para alcançar o tal objetivo, quem ajudou ou não a realização da meta. Enfim, cada um sabe como se sente hoje depois de todas as perguntas respondidas.

Não é fácil aceitar que, em algum momento, nos podaram do que achávamos competentes para viver. Não é fácil aceitar que, em algum momento, escolhemos a opção B. Não é fácil aceitar que, em algum momento, algo saiu errado.

Mas, como nada é por acaso, tivemos de encarar novas oportunidades na vida! Vida que talvez seja a nossa de hoje. Nem tão planejada nem tão sonhada, mas ainda sim a nossa feliz e digna vida. Feliz e digna vida que podemos, todos os dias, buscar ou esperar por novas oportunidades!

 

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beijo gay, nudez e mimimi...

27 de fevereiro de 2014 6

Não tenho dúvidas de que o Brasil é o país do mimimi. No início do ano, jornalistas, formadores de opinião e uma parcela mais retrógrada da sociedade recriminaram o tão esperado primeiro beijo gay da televisão nacional. Durante semanas não se falava em outro assunto. Alguns setores da mídia criticaram o tão bonito gesto de amor, mesmo que ficcional, entre dois homens do mesmo sexo na novela “Amor à Vida”, da Rede Globo. Alguns até apostaram qual seria a próxima “pouca-vergonha” que “eles” teriam que engolir através dos folhetins globais.

Dia 23 de fevereiro, um domingo, artistas voltaram a incomodar quem deveria estar ao lado deles, lutando por um mundo livre e sem preconceitos. No desfile do Bloco da Laje pela Orla do Guaíba, em um dos eventos de pré-carnaval de Porto Alegre, dois atores tiraram a roupa e se beijaram em público. Pronto, mais mimimi na capital! Até um apresentador desses programas sensacionalistas da TV local caiu de pau no inusitado e divertido gesto.

Eu estava lá no exato momento da intervenção artística. Mães e pais com filhos pequenos estavam lá. Senhores e senhoras estavam lá. Homens e mulheres, de todas as orientações sexuais, raças e crenças estavam lá. O clima era de alegria e diversão, simples assim. O ato estava dentro de um contexto da música que dizia “vamos tirar Jesus da cruz”. Os dois integrantes do grupo foram aplaudidos e ovacionados. Mas a euforia geral não foi pela banalização da nudez ou pelo beijaço deles, mas, sim, pelo fim de toda e qualquer discriminação. E até onde me foi informado os rapazes são heterossexuais, o que prova, mais uma vez, que tudo não passou de um “abrir” de olhos para os tempos atuais.

 

laje

Em carta publicada na internet, o bloco carnavalesco escreveu:

- “Tiramos a roupa porque o corpo é lindo. O corpo é uma festa…Não há do que se envergonhar. Peitos, bundas, pênis, todos temos, todos usamos, todos são belos a sua maneira…”!

Em um mundo que ainda há países onde homossexuais são listados e condenados à prisão perpétua e à morte, onde mulheres são proibidas de mostrarem o corpo, onde a cor da pele ainda é motivo de ódio, onde a informação é negada, onde a liberdade de expressão é coibida com violência, o Brasil deveria se orgulhar de ser um território livre de qualquer tipo de retaliação legal. Sou jornalista e não entendo o porquê que muitos colegas ficam visivelmente incomodados com a feliz liberdade alheia.

Essa turma, que cobra justiça pela a morte de um repórter/fotógrafo/cinegrafista durante uma cobertura de guerra ou conflito, que esbraveja quando o nosso trabalho é censurado por um governo, que enche a boca para falar da tal liberdade de imprensa, deveria aprovar e elogiar manifestações legítimas do povo. Sou de uma opinião: caso não queira aplaudir, tudo bem. Apenas respeite. O respeito já é um começo para a construção de um futuro melhor.

Em 2014 não há mais espaço para dois pesos e duas medidas. É preciso entender que a tua liberdade não é mais importante que a minha ou de qualquer um que seja. Todos temos os mesmos direitos e deveres. Todos somos iguais.  Está na hora do mundo deixar de mimimi, de celebrar a felicidade de sermos livres e de tirar o Jesus da cruz.

mimimi

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apenas uma noite...

21 de fevereiro de 2014 4

Não há nada mais secreto em nós que os sentimentos. Ninguém consegue desvendar o que se passa dentro do meu ou do teu coração. Às vezes, nem nós mesmos deciframos o que dizemos estar guardado a sete chaves.

No entanto, um gesto, um olhar, um falcete podem dar sinais de algo que nunca nos demos conta de que um dia iria acontecer. E mais: fazem ressurgir ou eclodir dentro de nós o monstro adormecido da paixão, do ciúme, da dúvida.

Esse é basicamente o assunto de “Apenas uma noite”, de Massy Tadjedin, onde Joanna (Keira Knightley) acusa o marido, Michael (Sam Worthington), de estar interessado em uma colega de trabalho. Durante uma viagem profissional, Michael não esquece o que a esposa lhe disse e resolve testar se a acusação dela é verdadeira. Nesta mesma noite Joanna reencontra um amor do passado, Alex (Guillaume Canet), que a faz balançar.

É a vida real, onde estamos, todos os dias, lutando contra nossas tentações e a favor do que acreditamos. Atire a primeira pedra quem nunca achou interessante um ou uma colega do ambiente profissional, quem nunca traiu ou pensou em cometer um adultério, quem nunca se sentiu mal por ter esses pensamentos, quem nunca encontrou um amor do passado e se questionou sobre o por quê do fim do relacionamento, quem nunca repensou a atual relação, quem nunca pensou em viver uma loucura, mesmo por uma noite! Todos esses questionamentos se passam pelas cabeças dos quatro personagens.

Na trama, sem muitas emoções, mas com uma dose carregada de experiências conflituosas, tenho que admitir, nos faz sentir menos culpados com as escolhas da vida. Por um motivo simples: nos identificamos com todos os quatro personagens, ora com um, ora com outro. É mais ou menos na linha “é assim pra todo mundo”.

Às vezes, não ficamos com o amor da nossa vida e não sabemos o motivo. Às vezes, casamos com quem nos dá segurança e equilíbrio do que com quem fomos loucamente apaixonados. Às vezes, procuramos alguém que nos dê ouvidos e colo, mesmo sabendo que queremos correr para os braços de quem estamos juntos. Às vezes, queremos apenas ser notados!

Entendemos que pode ser assim para mim, para você ou para o vizinho. Entendemos que tudo pode acontecer apenas em uma noite! Entendemos que tudo pode não passar de apenas uma noite!

 

apenas uma noite - imagem

foco é inimigo da preguiça

28 de janeiro de 2014 0

Ah…a segunda-feira! Vira e mexe e ela vira pauta no trabalho, na escola, na faculdade, na academia, no cursinho de inglês e em qualquer lugar que vamos. Não adianta reinar ou contestar, mas é o dia internacional da preguiça.

Se aproveitamos o máximo o final de semana, ela, a segunda, serve como ressaca na nossa vida. Se descansamos muito no “findi”, ela, a segunda, segue sendo a extensão do sono e da lentidão! De um jeito ou de outro é na manhã dela, a segunda, o momento que pensamos:

- ai não, começa tudo de novo…”

Tem até pesquisador por aí tentando tirar da segunda-feira o título de “O Dia Mais Desestimulante” da semana com estudos e teorias.  A mais recente tentativa otimista que ouvi é que temos que colocar uma atividade prazerosa neste dia para nos estimular. Certamente a minha seria o ócio seguido de uma longa soneca!

Enquanto não consigo realizar meu desejo, luto com as armas que tenho. Na última segunda-feira, depois de uma noite de sexta, um sábado e um domingo gloriosos na praia, me deparei com o “já é manhã de segunda”?

O peso do ar úmido de Porto Alegre grudava no meu corpo. A cama me abraçava. As pálpebras pareciam importadas da China – meio fechadas -. E o raciocínio mais lento que a operação tartaruga dos ônibus da capital gaúcha.

Sem saída e com a missão de ter que honrar com minha agenda pensei:

- O foco é inimigo da preguiça! O lance é focarmos, mesmo com preguiça, para que façamos acontecer!!

Bingo! Nesse momento, mesmo sofrendo de preguiça-mor, foquei no que deveria ser executado. Trabalhei, malhei, atendi familiares e amigos com uma disciplina japonesa. Nem olhava para o lado e respirava apenas o necessário. Fazia o que tinha que fazer e ponto. Como resultado, tudo foi finalizado – no meu tempo, bem verdade – e me deu uma sensação incrível de missão cumprida. Daí, no final da tarde, fui para a casa e me larguei no sofá para relaxar.

Quando a preguiça bater, seja ela segunda, terça, quarta ou qualquer dia, o negócio é focar! Como diz um ditado por aí:

- O importante não é a velocidade com que se chega, e sim o trajeto que se faz para chegar.

 

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 Que vontade de estar naquela cadeira…

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tudo é questão de tempo

17 de janeiro de 2014 2

Ah! Se pudéssemos voltar no tempo. Esse, certamente, é o impossível desejo mais secreto e íntimo de todos nós.  Quantos erros poderíamos consertar, quantas decisões poderíamos repensar, quantas frustrações poderíamos arrancar de nossos corações se tivéssemos o dom do “refazer” o presente, que vira passado em um segundo.

Em Questão de Tempo (2013), de Richard Curtis, os homens da família Lake possuem a magia de atrasar os ponteiros do relógio. Na trama, Tim, um jovem desajeitado de 21 anos, ao descobrir a máquina do tempo que está dentro dele, decide fazer de tudo para arranjar uma namorada. Cenas engraçadas nos dão um gostinho de “eu também queria receber essa capacidade”! Capacidade de reeditar o momento do primeiro encontro com a pessoa amada, o primeiro beijo, a primeira transa e o pedido de casamento.

Mas, surpreendentemente, o roteiro vai amadurecendo, como a gente mesmo, ao longo da vida! A comédia se transforma num drama. O riso nos nossos lábios dá lugar para reflexões e lágrimas nos olhos ao sabermos que nem tudo é passível de nova chance, nem mesmo na ficção. E aí, meu caro leitor, ganhamos um soco no estômago.

O roteiro de Questão de Tempo nos acorda para o agora. Nos damos conta que não é fundamental voltar um momento para construir um novo final. Isso tornaria a vida perfeitamente chata, já que não aprenderíamos com os erros e frustrações.  E nem entenderíamos o sentido da vida.

Entre risadas, nós na garganta, lágrimas e uma saudade que brota na gente – do que vivemos e do ainda iremos perder -, percebemos que tudo é uma questão de tempo. O nascer, a infância, a adolescência, o amor, a fase adulta, a velhice, a doença, a morte! O tempo de agora é aprender com o tempo passado. É levar a vida mais leve, é dizer mais vezes “eu te amo” para quem se ama, é beijar e abraçar mais quem se gosta, é sorrir mais – mesmo na dificuldade -, é ser feliz. É simplesmente viver! Porque tudo é uma questão de tempo.

 

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vidinha para meu consumo

10 de janeiro de 2014 2

A sociedade de hoje está num surto tecnológico sem volta. A cada dia surgem novas ferramentas de comunicação e aplicativos de relacionamentos. Basta estar num grupo de amigos que se percebe que todos ficam ligados nos seus smartphones. Hoje, por exemplo, ninguém mais pede o número do teu telefone. Logo, perguntam:

- Qual o teu WhatsApp?

Para quem não sabe, ainda, WhatsApp é uma forma das pessoas trocarem mensagens sem pagar por SMS. Realmente é um achado! O problema é que muita gente confunde isso com um chat, já que se pode ter uma conversa simultânea.

Como, teoricamente, estamos sempre com o celular perto de nós, há quem não respeite a nossa individualidade. Manda mensagem antes das 8h e depois da meia-noite. Sem falar que, ao ver o status de “online” logo dá um “oizinho”, sem nunca mais parar de falar.

Sou jornalista e gosto, realmente, de tudo que facilita a nossa comunicação. Uso direto o tal WhatsApp e estou nos principais Social Network: FaceBook, Twitter, Instagram, Foursquare…O problema é que isso acelera, e pacas, o nosso metabolismo-físico-mental.

Acordava pela manhã e a primeira coisa que fazia era pegar o celular para conferir as mensagens. E a última atividade do dia era dar uma espiadinha no telefone. Dormia e acordava a mil. Tudo eu comentava e postava! E comentava e curtia tudo o que postavam. Natural, claro!

Estar no mundo virtual é, de certa forma, compartilhar com os outros o que se está fazendo e pensando. Esse é o grande lance da brincadeira. Consumimos TUDO o que os outros consomem, sem desfrutar efetivamente do que se está consumindo.

Faz um bom tempo que reduzi a minha entrada nas redes sociais. Dei um tempo. Compartilho, comento e curto o que realmente acho legal e que pode acrescentar ao outro. Estou me sentindo bem e menos ansioso nesta nova fase meio low profile. Como diz uma letra de uma canção tradicionalista que me foi comentada por um amigo, estou levando uma “vidinha que é minha, só para meu consumo!”.

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Imagem meramente ilustrativa

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doar renova as energias

03 de janeiro de 2014 14

Ok. Ok. Ok. Vou confessar. E me envergonho, um pouquinho, do que vou escrever. Sempre preferi ganhar a dar. Gosto de receber presentes, elogios, atenção, carinho, méritos e tudo o que tenho direito. Quem não gosta, não é mesmo? O que não significa que também não faça agrados aos outros. Sou um cara extremante carinhoso, dedicado e atencioso.

O problema é que quando não se ganha o que se espera, vem a frustração. Com a frustração, a insatisfação. E com a insatisfação, a tristeza, a decepção, a depressão e os sentimentos ruins que possamos ter.

Ainda bem que tudo nessa vida é passível de transformação. Há um bom tempo – recentemente, é bem verdade – descobri o prazer de doar. Por incrível que pareça, a partir da doação material como roupas e objetos, percebi o quanto é gratificante fazer o próximo mais feliz, nem que seja apenas um pouco menos triste.

Já que estamos no início de 2014 e que ainda é possível traçar as metas para o ano, já sei quais serão os meus objetivos para os 12 meses que tenho pela frente. Aliás, o único plano: doar mais.

Doar para mim e, sobretudo, para os outros. Doar mais roupas. Doar mais calçados. Doar mais objetos usados. Doar mais livros. Doar mais tempo para o meu lazer e projetos. Doar mais horas para a minha família. Doar mais dias para os meus amigos. Doar alguns segundos para um desconhecido. Mas, principalmente, doar mais carinho, amor e compreensão para mim e para todo aquele que precisa.

Doar, seja lá o que for, faz a energia circular. Não tenho mais dúvida disso. Renovamos a vida dos objetos doados, assim como renovamos a nós mesmos. Li uma frase interessantíssima que resume muito bem este post:

A vida responde de acordo com o que você dá.

Que em 2014, 2015, 2016, 2017…possamos doar mais. Só assim construiremos um mundo melhor e reduziremos, com certeza, as nossas infelicidades causadas por frustrações!

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o pedido da virada!

27 de dezembro de 2013 6

Deu! A brincadeira acabou. É fato! 2013 termina para 2014 entrar em cena. E todos se organizam para a hora da virada de calendário. Literalmente no último minuto do dia 31 de dezembro, olhar para o céu parece ser inevitável e um consenso mundial. E no primeiro minuto do ano novo já começam os pedidos e os desejos para os próximos 365 dias. É um pede-pede que congestiona até mesmo os nossos pensamentos com Deus e com o universo, para quem preferir.

Tirar a conta bancária do vermelho, trocar de emprego, entrar na faculdade, fazer um pós, iniciar a dieta, se inscrever numa academia, comprar a casa própria, arranjar um amor estão no topo da lista! Cada um de nós tem suas prioridades! Mesmo aqueles que não colocam no papel, guardam na cabeça os objetivos para o novíssimo ano.

Eu mesmo, confesso, que em reveillons anteriores tinha lá as minhas “algumas” resoluções. Como virginiano da gema obtinha bons resultados porque me dedicava para tal. Enchia-me de orgulho e, é claro, de frustrações também. Um ano era pouco para atingir 100% de tudo o que pretendia. Para não me aborrecer, parei de superfaturar a listagem com o passar dos anos.

2013 não foi fácil para mim. Diria, inclusive, que foi bem difícil. Mas aqui estou eu, escrevendo o último post do ano.

Na hora da virada, também adoro contemplar o céu, que fica lindo e colorido com os fogos de artifícios. Tenho a impressão que todas as energias positivas caem em nossas cabeças trazidas pelos estouros dos foguetes. Nas recentes celebrações de fim de ano, esvaziei a minha mente em busca de paz. Foi só o que fiz, sem ter planos! Foi bom, pois apenas vivi o que era reservado para mim.

Para o adeus de 2013 vou olhar para o céu, como de costume, atrás do colorido e das lindas formas dos fogos de artifícios. Quando o relógio marcar 00h00min do dia primeiro de janeiro de 2014 irei abraçar meu pai, minha mãe, meu irmão, minha cunhada e agradecer, simples assim. Agradecer por mais um ano. Agradecer por eles estarem ao meu lado ao longo dos meses. Agradecer por eu – e eles também – ter superado todas as dificuldades que a vida apresentou. Agradecer pelo trabalho, pelos amigos, pelo alimento, pelo abrigo e por tudo que venci e conquistei! Mas, acima de tudo, por tudo que melhorei.

Hoje, entendo que agradecer é mais sensato que pedir! Que as conquistas chegam através dos agradecimentos e não dos pedidos. Afinal, a vida nos surpreende a cada dia! Feliz ano novo!!

 

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