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Posts de fevereiro 2011

Calor

16 de fevereiro de 2011 0

A física explica que existem 3 formas de transferência de calor: radiação, condução e convecção. Mas o que tem isso a ver com a corrida? Alguém deve estar perguntando.

Muito quando se está correndo em climas quentes como foi a TT. Quem correu de pés descalços sofreu com a condução de calor, pois os pés esquentaram do contato com a areia quente. Mesmo que os pés tocassem a areia de forma alternada.

Para se ter uma idéia de como isso afeta a sola do pés ou do tênis. Na corrida Bad Water, que é no deserto americano e  tem mais de 200km de competição. E a temperatura chega a mais de 50graus.  Os corredores correm em cima da linha branca da estrada para diminuir a condução do calor, pois a sola dos tênis derrete. Muitas horas no calor, o dia inteiro.

A condução também afeta a perda de calor do corpo do corredor. Ao suar o corredor, libera agua em cima do corpo. Que por sua vez aquece e evapora. O calor que aquece o suor é produzido pelo metabolismo elevado do corredor, sendo conduzido para a agua do suor. Diminuindo a temperatura do corredor.

Quando  a umidade do ambiente fica elevada, o suor demora para evaporar e em consequência a temperatura não baixa. Isso cria um ciclo: o corredor aquece, fica suado mas o suor  não evapora,  e  calor não diminui e em consequência  ele produz mais suor... a perda de agua é alta e a chance de hipertermia é alta.

A radiação é a principal forma de perda de calor quando tem vento durante a prática da corrida. Ou quando está frio, pois perdemos calor do corpo de forma muito rápida. Também se perde muito suor nesse processo. Quase não molhamos as roupas com suor durante ventanias, principalmente no inverno.

A convecção é o processo que ocorre quando usamos as roupas certas para treinar, abertas e que cubram apenas o necessário do corredor. Deixando expostas a maior parte do corpo. Outra coisa que contribui para que isto ocorra é usar roupas que permitam a a troca de temperatura com o ambiente independente do suor ou vento. As roupas de tecnologia dry.

TT 2011

09 de fevereiro de 2011 0

Calor é o que sempre espera os corredores que se testam ao enfrentar os trechos dessa corrida na beira mar.

Foi a edição que mais participantes teve, 1500 corredores, com 50 tentando completar os 85km na modalidade individual. Um verdadeiro desafio para poucos que arriscam e conseguem chegar ao final.

Correr sob temperaturas de mais de 30º por mais de 6 horas, é algo muito arriscado e de certa forma "insana", quando se  pensa no binómio saúde/performance. Como controlar um adulto que tenta se desafiar colocando sua saúde em risco?

Duas maneiras foram inventadas: a primeira, perda de coordenação,  no momento que os organizadores notam que o corredor não coordena os movimentos ou responde a perguntas, sinal que  a hora de parar chegou.

A segunda é ponto de corte, que nada mais é do que, uma determinada distância que deve ser completada dentro de um tempo pré-estabelecido pela organização. Quem não consegue cumprir o proposto pela regra fica impedido de continuar, desclassificado. Na Europa onde as provas de ultra distâncias estão bem difundidas isto é muito comum.

Alguns se revoltam, mas como todo corredor e treinador sabem, o ano que vem tem de novo. E a nova tentativa talvez seja mais bem sucedida, com outro treinamento e planejamento bem feitos.

E pensar que o esporte faz parte da vida de 99% das pessoas que participaram da prova e não a parte principal. Apenas aqueles que são atletas profissionais tem essa preocupação pois dependem de prêmios e patrocínios. Chegar em primeiro é importante, talvez não tenha outra escolha. Mas a TT ainda não tem premios em dinheiro. Apenas troféus.

É uma competição que deve ser analisada antes do momento da inscrição. Pois muitos fatores influenciam o treinamento e o desempenho: calor, umidade, alimentação, vestuário, tempo livre para treinar e nível de condicionamento ao iniciar o treinamento específico.

Se algo der errado como queimaduras do sol ou gelo, pode incomodar por um dia até vários. Que podem custar dias de trabalho, lazer e convivência com a família.

Cada ano de treinamento realizado, torna  o atleta mais apto a situações mais difíceis. Mesmo assim deve-se conversar com seu treinador, amigos e familiares. Sobre tal projeto, pois ninguém faz uma prova dessas sozinho.