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Juíza de Itajaí acolhe denúncia do MP e policial militar do Caso Rafael vai a júri popular

04 de março de 2010 0

Foto: Marcos Porto (28/11/2003)

A juíza substituta da 1ª Vara Criminal de Itajaí, Anuska Felski da Silva, acatou denúncia do Ministério Público e decidiu que o policial militar envolvido no assassinato do jovem Rafael Rodrigues Mendonça, ocorrido dia 28 de novembro de 2003, vá a júri popular.

O acusado poderá recorrer da decisão em liberdade por ter colaborado com todo processo, salientou a juíza.

Rafael foi morto durante uma ocorrência policial na Avenida Coronel Eugênio Müller, Centro de Itajaí. Dia 28 de novembro, às 12h, dois homens armados assaltaram a agência do Banco do Brasil, ao lado do Porto de Itajaí. Logo após o crime, policiais militares e criminosos trocaram tiros.

Rafael seguia para o trabalho quando viu a ação. Ele se escondeu atrás de um veículo para se proteger do tiroteio. De acordo com o Ministério Público e o entendimento da juíza Anuska Felski da Silva, um policial militar do antigo Grupo de Resposta Tática (GRT) atirou em Rafael com uma Submetralhadora MT-12, 9mm. O GRT tinha acabado de chegar no local do crime no momento em que Rafael se escondia atrás do carro.

Conforme o MP e a Justiça, o jovem, desarmado, levantou os braços e gritou aos policiais “não atira, não sou bandido, não sou bandido”. Segundo a juíza “o denunciado agiu embuido de todo aparato militar que estava a sua volta – inúmeros policiais e viaturas, também fazendo uso de uma submetralhadora contra um cuidadoso pedestre desarmado, que buscou proteção atrás de um veículo e clamou por inocência, porém não foi ouvido”.

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