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Ministério Público não vai recorrer de decisão que absolveu soldado Noé

05 de setembro de 2011 0

O Ministério Público não vai recorrer da absolvição do policial Militar Hermelino Noé Caetano, que foi julgado na última quarta-feira pela morte do estudante Rafael Mendonça. O recurso também poderia partir do advogado da família do jovem, Fernando Hugo Praun, mas os pais de Rafael preferiram não levar o caso adiante.

No entendimento do promotor Isaac Newton Guimarães, responsável pelo caso, não haveria o que contrapor em um possível recurso porque a decisão que absolveu Noé partiu de um júri popular:

_ O jurado tem soberania. Como a decisão se apoiou em uma das versões possíveis, não há o que discutir _ afirmou.

O estudante foi morto em 2003, ao ser confundido com assaltantes que haviam invadido uma agência do Banco do Brasil junto ao Porto de Itajaí. Na época, a perícia indicou que o tiro que matou Rafael seria compatível com a arma do soldado Noé. Mas falhas na apuração do caso trouxeram dúvidas quanto à autoria do disparo.

Mesmo com o processo contra Noé encerrado, o caso ainda deve ser analisado pela justiça. Isso porque o comandante da operação em que Rafael foi morto, o hoje tenete-coronel Almir Silva também é responsabilizado pelo crime e responde processo. Ele deve ser interrogado ainda este mês em Florianópolis, onde vive.

Ouvida na semana passada pelo Jornal de Santa Catarina, a advogada de Silva, Ana Claudia Collato, diz que ele tem certeza de que não atirou em Rafael.

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