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Pesquisadores investigam chegada de 31 animais mortos às praias em um mês

21 de novembro de 2011 0

Pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) pretendem iniciar ainda esta semana uma expedição pelo Litoral catarinense para identificar o que tem causado a morte de animais marinhos na região.

Nos últimos 30 dias, 31 animais, entre botos, golfinhos e tartarugas, chegaram à praia já sem vida entre Barra Velha e Balneário Camboriú. Somente na sexta-feira, 11 tartarugas foram encontradas mortas durante uma caminhada dos pesquisadores por 20 quilômetros, entre Penha e Barra Velha. Para os estudiosos, os números acendem o sinal de alerta.

_ A situação já vinha nos preocupando há mais de um mês, quando pesquisadores da Univille (Universidade da Região de Joinville) nos relataram que cinco golfinhos haviam aparecido mortos na região Norte _ diz o doutor em zoologia Jules Marcelo Rosa Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali.

A intenção é dos pesquisadores é percorrer 350 quilômetros de praia para tentar identificar em quais pontos os animais têm aparecido com mais frequência, e por quê. A expedição deverá ser acompanhada por órgãos ambientais.

Até agora, segundo Soto, as tartarugas são maioria entre as vítimas do oceano na região: somam 21 do total de 31 encalhes – como se chama a chegada dos animais mortos à praia. O que chama atenção dos especialistas é que são todas da mesma espécie – tartaruga verde – e juvenis, ou seja, ainda não estão em fase de reprodução. Dois golfinhos e oito botos completam as estatísticas.

A desconfiança é que esses animais possam ser vítimas de redes de pesca de emalhe, usadas para capturar peixes como anchova, tainha, sororoca e corvina, que podem levar à morte animais que eventualmente se enrosquem entre suas cordas. No caso das tartarugas, golfinhos e botos, que respiram oxigênio, a morte se dá por afogamento ou asfixia.

_ Pedimos dados ao Sindipi (Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região), para sabermos se houve alguma pesca de emalhe liberada recentemente na região _ diz o pesquisador.

A resposta do sindicato ainda não foi entregue à Univali. Mas a coordenadora técnica do Sindipi, Paula Tebaldi, informou ontem que a maioria das redes está na costa Sul do Estado e no Rio Grande do Sul – o que afastaria a possibilidade de mortes causadas por essa modalidade de pesca.

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