A instalação de uma tenda para convidados da Volvo Group acompanharem a partida dos veleiros da Regata Volta ao Mundo, no molhe de Navegantes, causou uma crise diplomática entre a prefeitura do município e o Porto de Itajaí. A estrutura impediu a visão dos barcos para os espectadores que não foram convidados, e provocou revolta na população.
Nesta segunda-feira, tanto a prefeitura quanto o porto emitiram notas de esclarecimento, informando que o evento foi autorizado pelo porto e que o município não teve responsabilidade sobre o bloqueio de acesso.
O mal-entendido ocorre porque, embora esteja no município de Navegantes, o molhe faz parte da área chamada de porto organizado, que compreende toda a estrutura necessária para o funcionamento do complexo portuário – e inclui os terminais de Itajaí e Navegantes. A área é da União, e está sob os cuidados do município de Itajaí desde 1997, quando o porto foi municipalizado.
Antônio Ayres dos Santos Junior, superintendente do Porto de Itajaí, explica que o espaço foi cedido gratuitamente à Volvo para a realização do evento. Segundo ele, a visão do mar teria sido impedida por algum equivoco na execução do projeto:
_ Fizeram um painel que impossibilitou a visão do mar para quem estava no molhe. O projeto em si era muito tranquilo, teria um espaço para os convidados da Volvo, mas sem impedir que a comunidade participasse.
Ontem à tarde, Ayres Junior reuniu-se com o prefeito de Navegantes, Roberto Carlos de Souza (PSDB), e o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini (PP), numa tentativa de contornar a situação. As conversas incluíram uma discussão sobre a situação atual do molhe, que passa por uma reforma.
A previsão é que os trabalhos, no local, estejam concluídos em um mês e meio.
A assessoria de comunicação da Volvo Group foi procurada pelo Jornal de Santa Catarina no início da noite de ontem, por telefone, mas não foi localizada.