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19 jan11:22

Perdas causadas pelo La Niña já somam R$ 140 milhões no RS

Guilherme Mazui, Zero Hora

O drama da estiagem fez o governo do Estado do Rio Grande do Sul acionar duas frentes – uma no interior, outra na capital Porto Alegre. No mesmo dia em que o governador Tarso Genro assinou a autorização para construção de 159 açudes na parte Sul do Estado, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, reuniu-se com oito prefeitos da região em Pinheiro Machado.

Prestes, capataz de uma fazenda em Rio Grande, próximo ao Distrito do Taim, observa animais que sofrem com os efeitos do clima

Voltou com as atuais cifras do prejuízo: R$ 140 milhões. No encontro, o segundo entre municípios, Piratini e Defesa Civil, foram debatidas medidas para combater os efeitos da falta de chuva: lavouras perdidas, gado perdendo peso, produção de leite em queda. Projeto do governo anterior orçado em R$ 1,3 milhão, a construção de açudes precisa deixar o papel logo.

– Essas obras, na maioria, estarão prontas em duas semanas, e, todas, no prazo de dois meses – prometeu o secretário de Obras e Irrigação, Luiz Carlos Busatto.

Na lista dos 14 beneficiados, os municípios de Herval, Hulha Negra e Pedras Altas, com decreto de emergência reconhecido pela Defesa Civil.

A captação de água é a principal preocupação do governo e dos prefeitos da parte Sul do Estado. No encontro de quinta, dia 13, com líderes de Pinheiro Machado, Herval, Piratini, Hulha Negra, Pedras Altas, Candiota, Santana do Livramento e Bagé, foram alinhavadas ações da força tarefa que planejará o contra-ataque à estiagem. Técnicos municipais, de universidades e de institutos de pesquisa, como Fepagro e Irga, auxiliarão a mapear os problemas da região.

Santana do Livramento acumula perdas de R$ 40 milhões. Pedras Altas, onde vivem 2,2 mil pessoas, estima quebra de R$ 15 milhões. Anfitrião do encontro, que teve a presença do subchefe da Defesa Civil gaúcha, major Oscar Moiano, o prefeito de Pinheiro Machado, Luiz Fernando Leivas, mostrou-se otimista. Aguarda para o dia 28 uma audiência com o governador, com novo auxílio aos municípios.

Em Rio Grande, a seca começa a espalhar prejuízos. De acordo com Carlos Prestes, capataz de uma fazenda próxima ao Taim, a escassez de água afeta os animais. Uma égua da fazenda, prenha, morreu por beber água podre de um poça.

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