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02 jun18:48

A preservação do meio ambiente é mantida na área de construção da Usina

A paisagem da fronteira se transformou com a chegada da Usina Eólica Cerro Chato, em Santana do Livramento. Além dos bons ventos que vai gerar energia elétrica, a região também tem muita história espalhada pelos 8 mil hectares, onde estão sendo montados os 45 aerogeradores.

Desde a abertura dos 57 km de estradas nos campos nativos para a construção da Usina Eólica, uma equipe formada por geólogos, engenheiros ambientais e arqueólogos realizam estudos sobre os impactos do empreendimento no meio ambiente. Todos os estudos são feitos com licença da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fepam). O trabalho geóloga Bibiane Leingler Michaelsen é orientar os funcionários sobre o descarte do lixo e dos resíduos da construção. Ela também reforça o cuidado com os animais para evitar atropelamentos e aplica os procedimentos de como agir em casos de picadas de abelhas ou mesmo de cobras, que são comuns na região. Orientações que são lembradas através de placas espalhadas pela usina.

Com as escavações foram encontrados um grande número de sítios arqueológicos. Por isso, todos os locais modificados pela obra passam antes por aprovação de um arqueólogo. Quando são poucas peças, o material é recolhido e arquivado e se for um local com muitos objetos, ele é preservado.

De um lado, uma das torres dos aerogeradores sendo montada. De outro, uma mangueira de pedra construída há pelo menos 200 anos. Além disso a mata nativa, como o espinilho, e as nascentes de rios também são preservados. Mesmo com a chegada da Usina Eólica, o meio ambiente continua tendo o seu espaço.

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01 jun18:38

A paisagem do Pampa ganha outro aspecto com a instalação da Usina Eólica

A paisagem do pampa mudou com a construção da Usina Eólica Cerro Chato, em Santana do Livramento. Nas propriedades rurais próximas da obra, as plantações e a criação de gado se misturam com a construção dos gigantes aerogeradores. Aos poucos os moradores tentam se acostumar com a movimentação e aproveitam para lucrar com a obra.

Na estrada que dá acesso à Usina, o movimento de carretas é intenso, pois transportam os cilindros de concreto que serão montados para levantar as torres dos aerogeradores. A cada dia, o canteiro de obras se expande, ultrapassa as cercas e os campos, e chega nas propriedades. Um das terras utilizadas para a obra pertence aos pais do engenheiro agrônomo Alex Fabiano Fernandes Gomes, que relata que precisou de tempo para se acostumar com as mudanças. “A inovação e a mudança da paisagem está sendo interessante, está trazendo vantagens boas pra região”, ressalta o engenheiro agrônomo.  

São 27 propriedades arrendadas para a construção de estradas e das redes de transmissão de energia de média e alta tensão.

Uma das propriedades é centenária. As mangueiras de pedras, que são usadas para fazer o manejo dos animais, foram construídas há pelo menos 200 anos, na época dos escravos. Todo esse passado agora vai fazer parte de uma nova história, que começou com a chegada da usina eólica.

Dois aerogeradores serão instalados no local, mas os proprietários vão ser ressarcidos pelo arrendamento das terras durante 20 anos, período concedido para a Eletrosul administrar a Usina Eólica.

De acordo com o responsável pelo setor administrativo e logística da obra, Nélio Catarina, a remuneração de cada proprietário sobre o faturamento bruto de cada aerogerador.


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01 jun17:00

Saiba como é realizada a montagem dos aerogeradores na Usina Eólica Cerro Chato

Fotos tiradas pelo santanense Délio Damin, na Freeway em Porto Alegre

Peça para montagem da torre do aerogerador da Usina Eólica Cerro Chato

Com a chegada da Usina Eólica, a localidade do Cerro Chato ganha em desenvolvimento pois o empreendimento transformou a paisagem, os campos deram lugar para as máquinas pesadas e gigantes e a rotina dos moradores mudou. A obra impressiona pelo tamanho das peças e equipamentos, movimentação que contrasta com a tranquilidade da vida na campanha.

As peças dos aerogeradores vieram de navio da Alemanha e foram montadas na cidade paulista de Sorocaba. Para transportar todo o material  serão necessárias 1200 carretas. Para montar as torres estão sendo usados quatro guindastes com 95 metros de altura e com capacidade para levantar até 600 toneladas. Trabalho que exige mão-de-obra especializada, conhecimento e atenção para garantir a segurança.

Cada torre pesa cerca de mil toneladas e mede 108 metros de altura, e as pás dos aerogeradores, que também são chamadas de hélices, tem 38 metros de comprimento, cada uma.

57 quilômetros de estradas foram redesenhadas para garantir o acesso aos locais onde estão sendo construídas as torres. A distância entre elas varia de 300 a 1000 metros. Mas antes de tudo ser construído foi preciso um estudo de cinco anos para monitorar o potencial do local para utilizar o vento. Esse trabalho contou com a ajuda de um anemômetro, que fica na ponta do guindaste e tem a função de medir a velocidade do vento.

“O anemômetro Mede além da velocidade a direção do vento, e a partir desse dados o estudo mostrou que era viável a construção do parque eólico aqui na cidade”, salienta o engenheiro eletricista Diogo Bedin.

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01 jun16:32

O potencial do município para a energia limpa impulsionada pela força dos ventos

 A Usina Eólica Cerro Chato ocupa uma área de cerca de 8 mil hectares. São três parques eólicos com 15 aerogeradores cada um, totalizando 45 torres. Juntos eles são capazes de gerar um total de 90 megawatts com capacidade para abastecer uma cidade com mais de 200 mil habitantes. Os aerogeradores são essas torres gigantes, que possuem três hélices, que são impulsionadas pela força do vento e que geram a chamada energia limpa.

Na primeira fase de funcionamento da Usina Eólica, que deve começar no fim deste mês, vão ser acionados cinco aerogeradores. Inicialmente, eles terão capacidade para gerar em torno de 10 megawatts, energia suficiente para abastecer uma cidade, com 20 mil habitantes.

A subestação, de 230 mil volts, vai captar a energia gerada no complexo eólico para transmitir até a subestação da CEEE. A partir da subestação a companhia de energia elétrica colocará a energia no sistema nacional, que poderá ser usada em qualquer região do país.

O empreendimento, orçado em 450 milhões de reais, é uma parceria entre a Eletrosul e a empresa que fabrica os equipamentos instalados na usina. A conclusão das obras estão previstas para o fim do ano.

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01 jun16:11

Trabalhadores percorrem o País trabalhando em Usinas Eólicas

A obra que está mudando o cenário e o sotaque da Fronteira da Paz. Esta reportagem realizada pela RBSTV de Livramento mostra quem são os trabalhadores que tem a missão de fazer o parque funcionar, de onde eles vêm e como estão se adaptando à região.

A paisagem do Pampa Gaúcho, com colinas, mangueiras de pedras centenárias e o gado pastando tranquilamente, agora se mistura a um gigante canteiro de obras. Até onde o olhar alcança, é possível ver guindastes com mais de 95 metros de altura e peças que compõem a torre do aerogerador que pesam mais de 60 toneladas. São mais de 600 pessoas trabalhando na construção da Usina Eólica Cerro Chato. Um deles é assistene técnico Tayson Ramalho, que veio do Rio Grande do Norte. “A gente se acostuma a ir para lugares diferentes, mas sinto saudade da família”, relata Ramalho. E é do nordeste que vem 70% da mão de obra, isso porque é lá que está a empresa que fabrica os aerogeradores.

“Com a expansão da área eólica no Brasil, está vindo também para o Sul, e como essa mão de obra não é uma mão de obra fácil de se encontrar no mercado nós deslocams essas equipes pra auxiliar e dar continuidade nas obras da região”, relata o engenheiro civil Álvaro Silva.

Só para montar cada uma das torres e instalar as hélices, trabalham quase 80 pessoas, e como a maioria delas veio do nordeste, a preocupação é com o clima, diferente, aqui da nossa região.

Em ritmo acelerado, a Usina Eólica Cerro Chato vai sendo erguida na paisagem da fronteira. Agora, é aguardar que os bons ventos tragam ainda mais prosperidade para a região.

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