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14 fev15:02

Montagem das torres do Complexo Eólico Cerro Chato começam em março

A conclusão da 10ª base dos aerogeradores do Parque III do Complexo Eólico Cerro Chato, que acontece hoje (14), representa um marco para as obras do empreendimento. Iniciadas há 45 dias, as fundações já consumiram 5 mil m³ de concreto e 500 toneladas de aço, o que daria para construir dez edifícios de 12 andares.

- A nossa expectativa é de que até o dia 5 de março estejam concluídas as primeiras 15 bases e já na segunda-feira de Carnaval, dia 7, comece a montagem das torres – comemora o engenheiro da Eletrosul, Franklim Fabrício Lago, coordenador da implantação do complexo eólico.

Para o diretor de Engenharia e Operação, Ronaldo dos Santos Custódio, o atendimento just in time ao planejamento é reflexo da produtividade que temos conseguido com as frentes de trabalho.

- Nossa expectativa é de cumprimento do cronograma, explica.

O complexo começa a receber a partir do dia 20 de fevereiro os primeiros equipamentos como pás e torres de concreto. As pás, cujo comprimento atinge 41 metros, foram fabricadas pelo Wobben na Alemanha e chegaram ao Brasil em janeiro deste ano, transportadas em um navio que utiliza a energia eólica como uma das formas de propulsão. Atualmente elas estão no Porto de Rio Grande, no RS, e seguirão por via rodoviária até Santana do Livramento, cidade na qual o Complexo está sendo construído.

Já as torres em concreto estão sendo fabricadas em Gravataí, também no Rio Grande do Sul e a entrega dos primeiros equipamentos – compostos por aerogeradores, torres, pás e acessórios – está exigindo uma logística especial, pois carretas farão o transporte dos materiais, extremamente grandes e pesados. Só para se ter uma idéia, a altura do aerogerador é de 149 metros – 108m de torre em concreto e 41m das pás. Cada pá pesa, em media, seis toneladas.

O transporte desses materiais será feito por caminhões especiais – num total de 2.300 viagens até o final dos trabalhos – que irão trafegar a uma velocidade média de 40Km/h. Para auxiliar na segurança e boa trafegabilidade do trânsito, em alguns casos os veículos serão acompanhados por batedores. A Eletrosul e a Wobben lembram aos motoristas que trafegam pela região que será necessária muita atenção durante o período em que durarem os trabalhos.

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10 fev13:54

BR 158 recebe reparos

A BR 158, na entrada de Santana do Livramento passa por reparos e trafegava apenas por lado da pista no início dessa semana.

As melhorias estão sendo feitas para melhorar o tráfego no local e facilitar a passagem dos santanenses que vão para o litoral. Os ajustes permeiam também a boa recepção dos turistas de todo o Estado que não param de chegar na cidade atrás da novidades dos free shops de Rivera. Durante o verão, turistas argentinos também passam pela cidade para veranear nas praias gaúchas e catarinenses.

O trevo da faxina que dá acesso à Santana do Livramento, que apresenta problemas de sinalização e tem sido alvo de muitos acidentes de trânsito e também deve receber reparos.



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07 fev15:05

O maior problema de Livramento

Dois estudantes de Santana do Livramento – do curso de Gestão Pública da Unipampa – escreveram num trabalho a seguinte frase: Livramento não é um conjunto de problemas, mas um conjunto de possibilidades. Concordo. Gostei da frase-resumo.

Depois, fiquei pensando: O maior problema de Livramento é o desânimo que domina o coração e a mente dos que há muito deixaram de acreditar em sua cidade.

Culpa disso? A culpa é do ET. O ET de Livramento é o falecido frigorífico Armour. O ET-Armour chegou dos céus, pousou na cidade, chupou vacas e ovelhas e, depois, foi embora. Ainda hoje há santanenses olhando para o céu, esperando que alguma outra empresa-ET venha para a cidade. Enquanto um ET não chega, apenas reclamam. Empurram a vida com a barriga.

Minha esperança é outra. Não acredito em ETs. Acredito na criatividade e coragem dos santanenses que acreditam na vida, que trabalham em seus pequenos e médios negócios. E há muitos. Acredito nos estudantes santanenses e de outras cidades que estão aqui na Unipampa com os olhos cheios de esperança, homens e mulheres, jornalistas, políticos empenhados em várias áreas, cidadãos ativos de várias profissões e os que se dedicam integralmente aos estudos.

O maior problema de Livramento, repito, é o desânimo alimentado por alguns como se fosse gado de invernar.

Há muitos jovens de todo o Brasil vindo morar em Livramento. Sofrem um verdadeiro martírio para conseguirem alugar um apartamento. Pedem fiador, garantias. Meu Deus, parece que há santanenses que não consideram a vinda de jovens para estudar em sua cidade como uma possibilidade, mas como um problema! Em Livramento, há várias casas abandonadas, com herdeiros que nem sabem o que seja trabalhar, que somente esperam pela morte de seus familiares para dividirem a herança.

Ora, mas por que não transformam suas casas em locais para acolherem os jovens que aqui chegam para estudar? E com preços de aluguel que sejam coerentes com a boa imagem que nós gaúchos ainda temos de sermos acolhedores. Jovens que aqui chegam para estudar não deveriam ser explorados por gaúchos desalmados, mas acolhidos por gente que abre suas casas para alugar quartos a preços humanos, civilizados.

A matemática das casas é estranha: há muitas casas vazias, muitos estudantes procurando quartos para alugar, e pouca gente investindo em acolhida humana e financeiramente viável. As imobiliárias fazem a parte delas, como podem. E os proprietários de imóveis? Muitas mães, brasileiras como você, que trazem seus filhos para estudarem aqui, ficariam gratas se as pessoas de bem desta cidade acolhessem (a pagamento) tais jovens para residirem em suas casas. Além do quarto teriam uma senhora que os ajudasse a superar as saudades de casa.

Escolhi viver em Livramento faz mais de um ano. Gosto da cidade. Tenho muitos amigos, gente daqui. Gente que trabalha com a esperança numa mão e a criatividade na outra. Mas há, também, a turma dos desmaiados. Gente que espera um parente morrer para ganhar um dinheirinho, em vez de lutar com criatividade por uma cidade melhor.

Em Livramento, há cidadania ativa, mas há, também, cidadania morta, ou desmaiada, zumbis que se arrastam pela cidade esparramando o pus da indiferença.

Livramento não é um conjunto de problemas, mas um conjunto de possibilidades. Os dois estudantes têm razão.

Que ninguém se iluda: não vai chegar nenhum ET salvador em Livramento! A maior riqueza da cidade já está aqui. É a inteligência criativa dos cidadãos ativos desta magnífica gaúcha, fronteiriça, para sempre gloriosa, Santana do Livramento, cidade muito maior e muito mais bonita e rica do que seus eventuais pequenos problemas passageiros.

O texto é uma contribuição do professor Fábio Régio Bento e está em seu blog http://fabioregiobento.blogspot.com/.

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05 fev08:24

Usina Eólica não é futuro, é realidade

Sancler Ebert, Rumos da Fronteira

Da força dos ventos nasce a esperança em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. Conhecido pela sua ligação siamesa com a cidade uruguaia de Rivera, paraíso dos freeshops, o município respira desenvolvimento com as obras da Usina Eólica Cerro Chato que deverá entrar em funcionamento na segunda metade deste ano gerando emprego, renda e impostos.


Com capacidade de abastecer 660 mil habitantes, oito vezes a população de Santana do Livramento, a usina contará com uma subestação coletora e uma linha de transmissão que levará a energia produzida até a Subestação Livramento 2, da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE).

De acordo com o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, a usina deverá abastecer principalmente a região onde está inserida, devido a sua localização física, mas a energia poderá ser enviada para outras regiões do Estado. Natural de Livramento, Custódio explica que implantação de usinas eólicas no estado acontece devido as ventos favoráveis.

- Embora os ventos da região Nordeste sejam considerados melhores, aqui no Sul eles são mais constantes, sem falar que há mais acessos de conexões à rede de energia elétrica, o que significa preços mais baratos para a população.

O prazo para o término do complexo é agosto de 2012, porém Custódio reitera que está se trabalhando para finalizar as obras até setembro, no máximo outubro deste ano. Em março estão previstas as primeiras montagens dos aerogerados e a expectativa é que a primeira turbina entre em funcionamento final de abril, início de maio.


Usina Eólica toma forma em Livramento

Antes mesmo de entrar em funcionamento a Usina Eólica Cerro Chato já gera empregos e renda para Santana do Livramento. A estimativa da Eletrosul é de empregar até o final das obras cerca de 1,3 mil trabalhadores de forma direta e 1,8 mil de forma indireta. A prefeitura tomou para si a responsabilidade de capacitar seus moradores e realizou cursos de formação antes do início das obras.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Sérgio Aragón, a expectativa é de com a inauguração do empreendimento o orçamento possa duplicar como aconteceu com Osório, outra cidade gaúcha que possui parque eólico.

- Essa usina não é mais o futuro, mas sim realidade. Além de gerar empregos e impostos, ela atrai outros investimentos para região – aponta.


USINA EÓLICA CERRO CHATO

Potencia Instalada = 90MW

Unidades Geradoras= 45

Altura do Aerogerador = 108m

Capacidade de Atendimento = 660 mil habitantes

Previsão de Entrada em Operação = setembro-outubro/2011

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27 jan12:12

MDS prepara edital para a construção de seis mil cisternas no RS

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome prepara um edital para construir seis mil cisternas em cidades do Rio Grande do Sul. A finalidade é amenizar os prejuízos da seca às famílias das áreas rurais, com a armazenagem da água da chuva. De acordo com a pasta, essa reserva é suficiente para suprir a população por cerca de oito meses.

A estiagem que atinge parte do Rio Grande do Sul desde a segunda quinzena de dezembro levou 13 municípios a decretarem situação de emergência – Candiota, Pedras Altas, Herval, Hulha Negra, Cerrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul, Pedro Osório, Bagé, Pinheiro Machado, Aceguá, Piratini e Dom Pedrito. Até terça esta terça, dia 25, mais de 340 mil pessoas haviam sido afetadas pela seca. O governo estadual usa dez caminhões-pipas para abastecer as regiões afetadas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para os municípios do Estado, durante esta quarta, dia 26, tempo seco com sol durante o dia e noite com muitas nuvens.

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20 jan16:59

Visita às obras do Complexo Eólico Cerro Chato movimentou Livramento

Durante toda a quarta-feira, 19 de janeiro, diretores da Eletrosul e convidados visitaram as obras da Usina Eólica de Cerro Chato para acompanhamento da concretagem de bases de aerogeradores. O tour envolveu as obras dos parques eólicos Cerro Chato e da Subestação Coletora.

Diretores da Eletrosul e convidados para visita às obras. Ao fundo, base de aerogerador concretada

Cerca de cem pessoas acompanharam a atividade, que iniciou no escritório da eólica, no Centro de Santana do Livramento, com a participação do prefeito Wainer Machado, do intendente de Rivera, Marnei Osório, representantes de CTG’s, sindicatos rurais, proprietários de terra, vereadores, a deputada federal Emília Fernandes, a diretoria da Eletrosul, empregados, pessoal da Cerro Chato, imprensa, entre outros convidados. João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, lenda viva das tradições gaúchas, nascido na região dos parques e que divulgou mundo a fora a cultura gaúcha, prestigiou a atividade, sendo a grande presença na cidade e na obra. Após passagem pelo escritório, foi iniciada a visita às obras, que ficam a 25 km do Centro.

No escritório do canteiro de obras os diretores e personalidades presentes deram entrevistas e depois se dirigiram à base 6 do parque III para acompanhar o trabalho de concretagem, que iniciou às 6h da manhã e teve duração de 12 horas, de acordo com o engenheiro Franklim Fabrício Lago, do DES (Departamento de Engenharia do Sistema). Cada base de aerogerador possui 1,80 metros de altura. Na largura são 18 metros de diâmetro na base maior e 12 metros de diâmetro na parte central – local onde será erguida a torre do aerogerador. Na concretagem são lançados 500m³ de concreto, quantidade equivalente a um prédio de 12 andares, conforme Franklim. Depois foi visitada a base 7 do parque III, que estava em estágio de nivelamento e concretagem do chão onde será erguida a armadura para a concretagem da base.

Base 6 do parque III – concretagem de base de aerogerador

Na sequência, o grupo visitou as obras da Subestação Coletora Cerro Chato, sob sol fortíssimo das 13h. Do alto dos seus 83 anos de vida e história, Paixão Côrtes acompanhou estes dois últimos momentos de visitas às obras com muito vigor e disposição. No barracão de obras da SE, Paixão fez a entrega solene do Brasão dos Ávila à Eletrosul, que está levando desenvolvimento àquela região. Encerrada a visita ao canteiro de obras, o grupo almoçou, concluindo a atividade que movimentou a cidade.

Depois, acompanhados dos gerentes Antonio Carlos Gorski (DE), Renato Bunn, chefe de gabinete da PRE, Maurício Xavier (AIP/DE) e Mauricio Carrilho, chefe do SMLIV (Setor de Manutenção de Livramento), os diretores da Eletrosul Eurides Luiz Mescolotto, Ronaldo dos Santos Custódio e Antonio Waldir Vituri, aproveitaram a oportunidade para visitar as novas instalações do SMLIV.

Diretor Ronaldo Custódio (Eletrosul) mostra parques eólicos em maquete a Paixão Côrtes, ao prefeito de Livramento, e diretores da Eletrosul Eurides Mescolotto (presidente, de camiseta branca) e Antonio Vituri.

Além das três bases de torres de aerogeradores concretadas e a que foi finalizada na quarta-feira (20), até 31 de janeiro oito bases devem estar concluídas, de acordo com o cronograma. Na próxima semana deve começar o transporte dos segmentos de torre para início da montagem dos aerogeradores do parque III, o primeiro a ser concluído e que deve iniciar a geração de energia no começo de abril.

As obras da SE Coletora estão em andamento, com meta de energização até 13 de março, quando deve estar concluído o sistema de transmissão. Das 75 torres da LT 230kV Cerro Chato-Livramento 2, que irá interligar o parque a SE Livramento 2 (da CEEE), 40 já foram concretadas e oito tiveram a montagem iniciada, de acordo com o engenheiro Franklim Lago.


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20 jan12:22

Eletrosul finaliza primeiras bases dos aerogeradores

Sancler Ebert, Zero Hora

Ontem, diretores da Eletrosul e da Wobben, subsidiária da alemã Enercon, líder mundial na de tecnologia para aerogeradores e proprietárias do investimento, visitaram o canteiro de obras para conferir a finalização das primeiras bases dos aerogeradores. Desde dezembro foram concretadas quatro bases de um total de 45.

O projeto, que faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), é formado por três parques eólicos de 30 megawatts cada e 45 aerogeradores.

O prazo para o término do complexo é agosto de 2012, mas há expectativa de que a Usina Eólica Cerro Chato, com capacidade de abastecer 660 mil habitantes, oito vezes a população de Livramento, fique pronta até outubro.

Antes de entrar em funcionamento, o projeto já gera empregos. A estimativa da Eletrosul é contratar cerca de 1,3 mil trabalhadores de forma direta e 1,8 mil de forma indireta.


Força dos ventos

● Potência: 90 megawatts

● Unidades Geradoras: 45

● Altura do Aerogerador: 108m

● Capacidade de Atendimento: 660 mil habitantes

● Previsão de Entrada em Operação: outubro/2011


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18 jan07:39

Concluídas primeiras bases da Usina Eólica Cerro Chato

As primeiras bases dos aerogeradores que irão formar a Usina Eólica Cerro Chato, que a Eletrosul e Wobben estão construindo em Santana do Livramento (RS), já estão concluídas. As obras das fundações iniciaram em dezembro e até o momento foram concretadas três bases, de um total de 45, que formam os três parques da usina. Para marcar a data será realizada uma visita técnica ao empreendimento no dia 19 de janeiro com a presença de diretores das duas empresas, autoridades locais, imprensa e do folclorista gaúcho Paixão Côrtes, nascido em Cerro Chato.

Esta é a primeira usina eólica da Eletrosul, cuja concessão foi conquistada em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em dezembro de 2009. Os trabalhos iniciaram pelo parque III – o primeiro a ser construído – sendo que em cada base foram utilizadas cerca de 50 toneladas de ferro para a armadura e lançados 500 m³ de concreto.

De acordo com o engenheiro da Eletrosul, Franklim Fabrício Lago, coordenador da implantação do complexo eólico, a previsão é de até o final do mês de janeiro outras cinco bases estejam concluídas. Finalizada esta etapa iniciam os trabalhos de montagem dos aerogeradores, prevista para fevereiro de 2011. As primeiras torres e alguns equipamentos chegam a Sant´Ana do Livramento ainda neste mês.

- O transporte dos equipamentos está demandando um planejamento de logística apurado, pois os equipamentos virão da Alemanha, de Sorocaba (SP) e Gravataí – explica o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo Custódio, lembrando que o uso de materiais da região foi decisivo na composição do preço final do empreendimento (cujo lance ofertado venceu o leilão).


Complexo Eólico Cerro Chato

A construção da usina eólica – cuja conclusão deve acontecer no segundo semestre de 2011 – representa investimentos de R$ 400 milhões e a geração de 1.300 empregos diretos e 1.800 indiretos. Ao todo serão 90MW, capazes de produzir energia suficiente para abastecer uma cidade com 660 mil habitantes. A obra é resultado de uma parceria formada pela Eletrosul (com 90%) e pela empresa Wobben (10%), subsidiária no Brasil da alemã Enercon, uma das maiores produtoras mundiais de tecnologia para aerogeradores. As duas empresas constituíram a Eólica Cerro Chato S/A, responsável pela implantação, manutenção e operação das usinas.

O empreendimento, que faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), contará, ainda, com uma subestação coletora em 230kV e uma linha de transmissão que levará a energia produzida até a Subestação Livramento 2, a partir da qual será distribuída para o Sistema Interligado Nacional.


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17 jan13:15

Inaugurado setor de manutenção da Eletrosul

Jandira Vanin, RBS TV Livramento

A Eletrosul inaugurou hoje, em Santana do Livramento, o setor de manutenção dos serviços oferecidos através da geração de energia elétrica. A nova unidade deve agilizar o atendimento ao sistema energético na região da fronteira.

Devido à expansão dos serviços prestados pela Eletrosul no estado, como a construção da Usina de Energia Eólica Cerro Chato, a empresa agora passa a realizar a manutenção nas linhas de transmissão, sistemas de proteção e controle, nos equipamentos dos pátios das subestações e instalações elétricas, aqui no centro da cidade.

O espaço conta com escritórios, veículos e equipamentos. O objetivo da nova estrutura é melhorar o atendimento ao sistema de energia implantado pela empresa.

Atualmente, a Eletrosul realiza a manutenção do sistema de energia nos municípios de Candiota, Uruguaiana, Alegrete e Santana do Livramento.

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16 jan12:46

De novo nos trilhos: transporte ferroviário avança no RS

Caio Cigana, Zero Hora

Aos solavancos e vagaroso como o arranque das antigas locomotivas a vapor, o transporte ferroviário no Rio Grande do Sul, aos poucos, encarrilha. Os indícios surgem com o crescimento médio de 10% ao ano no volume de cargas que cruza o Estado sobre trilhos, a proximidade da reativação de trechos e novos projetos de revitalização do modal.

Para o trem voltar a ser sinônimo de progresso, a boa nova, mesmo que ainda distante, pode ser a construção de um novo trecho da Ferrovia Norte-Sul que partiria de Panorama (SP) e chegaria ao Porto de Rio Grande. Incluído no PAC 2 como estudo, o texto passou pela Câmara dos Deputados no ano passado e agora está na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Na Serra, está próximo do fim a análise de viabilidade do transporte de passageiros entre Bento Gonçalves e Caxias do Sul, como opção às rodovias. Para os nostálgicos, os trens de turismo planejados por diversos municípios são a esperança de reviver a época áurea.

- O Estado está saindo da letargia e voltando a ver que a ferrovia tem papel importante – diz o engenheiro Daniel Lena Souto, especialista em transportes e membro do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

No curto prazo, por pressão do Ministério Público Federal (MPF) e do governo novos trechos devem começar a ser operados pela América Latina Logística (ALL), empresa que arrematou a malha sul na privatização das ferrovias, no final de 1996. Dia 17 de dezembro, em reunião do Mercosul, no Paraná, o governo brasileiro anunciou a reativação do ramal entre Livramento e Cacequi, inoperante por alegada falta de viabilidade econômica. A reativação permitirá a integração ferroviária com o Uruguai.

- Estamos licitando a empresa que fará a recuperação da linha, e o trecho Santana do Livramento-Cacequi deve operar em 2012 – diz o gerente da Unidade de Produção da ALL no Estado, Roberto Fischer Machado.

>> Veja outros detalhes na zerohora.com

Como a concessão previa que a ALL teria de operar toda a malha que recebeu, o MPF trava uma batalha jurídica pelo cumprimento dos contratos. À frente da luta, está o procurador federal Osmar Veronese, de Santo Ângelo, que desde 2003 se esforça para a ALL ampliar as operações e, a partir do município, fazer o transporte ferroviário chegar também a Santa Rosa e São Luiz Gonzaga. Segundo Fischer, o trem chegará a São Luiz Gonzaga em 2012 e, em até três anos, Santiago. Ainda em dezembro, a Justiça Federal determinou que a ALL reative o trecho entre Getúlio Vargas e Marcelino Ramos.

- A ALL recebeu 3,2 mil quilômetros no Estado e cerca de mil quilômetros estão desativados – sustenta Veronese.

Mesmo crescendo, a fatia do modal nas cargas transportadas no Estado ainda é modesta. Os trens têm participação de 9%, ante 25% no Brasil, percentual baixo se confrontado com outros países de extensão continental. Apesar do avanço dos produtos industrializados, os granéis, puxados pela soja, são o carro-chefe da ALL. Ano passado, 68% dos grãos exportados por Rio Grande chegaram via ferrovia.


MEIOS DE TRANSPORTE

> Rodovia: até 400 quilômetros

> Ferrovia: de 400 quilômetros a 1,5 mil quilômetros

> Hidrovia: de 1,5 mil quilômetros a 3 mil quilômetros


Competitividade comparada

> Um vagão graneleiro leva 100 toneladas de carga

> São necessários 3,57 caminhões (de 28 toneladas de carga) para se igualar a um vagão

> Um trem composto por cem vagões vale por 357 caminhões


Fonte: Log-In Logística Intermodal

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