O vereador de Cachoeira do Sul Leandro Balardin (PSDB), 38 anos, decidiu seguir o exemplo da ministra Carmen Lúcia Rocha, do Supremo Tribunal Federal, e divulgar o seu contracheque na internet. Em abril, o parlamentar recebeu o valor líquido de R$ 1.744,52 _ de um total de R$ 3.284,02. A iniciativa está causando burburinho no município. Por telefone, ele contou o que o motivou a abrir a folha de pagamento. Confira:
Zero Hora _ Por que o senhor decidiu divulgar o contracheque?
Leandro Balardin _ É uma forma de facilitar o acompanhamento da população. Não há porque negar essa informação. As pessoas têm o direito de saber, e isso não é nenhum bicho papão.
ZH _ Entre os resistentes à medida, o principal argumento é que a divulgação fere a privacidade e pode até trazer riscos. O que o senhor acha disso?
Balardin _ Discordo. Estou prestando um serviço e não temo por isso. Pelo meu contracheque, as pessoas podem saber, por exemplo, que eu tive de pegar um empréstimo de mais R$ 11 mil no Banrisul para pagar as contas da campanha. Tudo saiu do meu bolso. Elas também podem ver se o que eu faço é compatível com meus gastos. Meu patrão é o povo.
ZH _ Como a comunidade reagiu?
Balardin _ As pessoas estão deixando muitas mensagens nos meus dois perfis no Facebook, no Twitter, no meu blog e no meu site. Todas estão elogiando e algumas até brincaram, dizendo que eu tenho descontos demais (risos).
ZH _ O senhor acredita que a iniciativa vai ser adotada na Câmara de Vereadores?
Balardin _ Não sei se meus colegas vão divulgar. Mas a Lei de Acesso à Informação é clara. Isso vale para todos.




24 de maio de 2012 às 18:02
VENHO DIZENDO SEMPRE. QUEM É CONTRA É POR QUE TEM ALGUMA MARACUTAIA NO CONTRACHEQUE. E O PIOR QUE A MAIORIA ESMAGADORA QUE SEÃO CONTRA É DE MULHERES. POR QUE SERÁ????????
25 de maio de 2012 às 7:11
até não é um valor elevado, mas em geral, vereadores não fazem nada. É uma função pública totalmente desnecessária, poderia ser substituído por um conselho de moradores, sem remuneração, como em cidades européias.