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Cozinhando com...

17 de setembro de 2009 0

Lauro Alves

Quando pensei o Livro de Receitas, uma das ideias era trocar segredinhos culinários. Conheço muita gente que se aventura na cozinha e faz pratos deliciosos que acabam restritos ao círculo de amigos. A partir de hoje, o blog convida algumas pessoas que gostam de forno e fogão para compartilhar suas receitas com os leitores.

Quem inaugura a seção Cozinhando com Anônimos e Famosos é Erival Bertolini. Gaúcho de Espumoso, o coordenador da 13ª Região Tradicionalista (RT) do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) adotou Santa Maria como sua terra há mais de 40 anos. Ligado ao movimento tradicionalista desde piá, ele conta que aprendeu a cozinhar “nas estradas da vida“. Mas foi ainda guri que começou a mexericar nas panelas da mãe.
— Minhas irmãs mais velhas já tinham se casado, sobrava para a gente ajudar a mãe na cozinha. Fui tomando gosto. Lá em casa, quem chega primeiro faz o almoço ou jantar. Quando os convidados são muitos, a Maria Izabel deixa tudo comigo. Mas, a última prova é  dela — conta ele, referindo-se à prenda, com quem é casado há quase 40 anos, tem três filhos e uma neta, Maia.

A prática com as panelas veio no Exército (ele é militar reformado), onde trabalhou na cozinha e aprimorou suas receitas. Como um gaudério que honra os costumes, gosta de fazer comida de sustância. Mocotó, costela na panela, um bom churrasco…

À frente da 13ª RT em dois mandatos (1992 a 1997 e 2003 até hoje), seu Bertolini arregaça as mangas em tempos de Semana Farroupilha para alimentar os convidados dos almoços na Casa do Gaúcho. Na terça-feira, ele preparou um puchero para o blog.
— A palavra é de origem castelhana e quer dizer fervido, cozido. Eu gosto de deixar os legumes no ponto. Assim, sentimos melhor o gosto de cada um e não vira uma sopa — ensina

E o senhor tem algum segredo, pergunto
— Orégano. Na receita original não vai, mas não altera em nada o sabor, só melhora.

Vi o puchero sendo preparado e confesso: superou minhas expectativas. De origem italiana e com um pé e meio no tradicionalismo, estou acostumada com a culinária campeira. Mas por esses acasos do destino, nunca havia comido puchero. Quis a sorte que a minha primeira prova tenha vindo de mãos tão experientes. Obrigada, seu Bertolini!

Ingredientes
2 kg de carne pura cortada em cubos (sugestão é a ponta de peito). Reserve os ossos com cartilagem
1 kg de batata inglesa
1kg de batata doce
1 kg de mandioca
1 kg de abóbora (opcional)
1 maço de cenouras
4 chuchus
1 repolho branco pequeno
4 cebolas
Milho verde a gosto
2 maços de tempero verde
Sal, alho e orégano a gosto (opcional) 
Farinha de mandioca (opcional)

Preparo
— Tempere a carne com alho e cebola antes de cozinhar. Reserve por um tempo
— Em uma panela bem grande, frite a carne temperada até dourar com o orégano. Depois, coloque os ossos que foram tirados da carne e cozinhe com bastante água até que a carne esteja macia (ponto de soltar do osso)

puchero

— Corte a batata inglesa e doce, a mandioca, a abóbora, a cenoura, os chuchus, o repolho e as espigas de milho em cubos médios. Cozinhe cada um dos vegetais e legumes em panelas separadas. Cuide para eles mantém a forma original (que não desmanchem). Depois de cozidos, coloque em recipientes separados
— Quando a carne estiver pronta, coloque os legumes e vegetais dentro da panela da carne, prove o sal e coloque o tempero verde picado. Misture os ingredientes e desligue. Cuide para que os legumes não se desmanchem

puchero2


— Sirva com farinha de mandioca e pão
— A receita dá para 10 pessoas comerem

Postado por Silvana Silva

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