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Produção industrial caiu 36%

29 de abril de 2009 0

A crise externa derrubou a atividade da indústria brasileira. No primeiro

trimestre deste ano, a produção caiu para 36,1 pontos, o pior nível desde

1999. Com isso, a utilização da capacidade instalada recuou para 68%, o

mais baixo nível desde 1999. O emprego também caiu e ficou em 39,2

pontos, informa a Sondagem Industrial do primeiro trimestre, divulgada

hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O desempenho da

indústria no primeiro trimestre de 2009 foi ainda pior que o registrado

no ultimo trimestre de 2008″, diz a pesquisa.

O estudo revela que os efeitos da crise internacional se intensificaram

no início deste ano em todos os portes e atividades industriais. Todos os

27 setores da indústria de transformação pesquisados e a indústria

extrativa diminuíram o número de empregados. Com exceção da indústria

farmacêutica, as demais atividades reduziram a produção. Os setores cuja

produção teve maiores quedas foram os de madeira, em que indicador recuou

para 21,2 pontos, e o de metalurgia básica, em que o indicador caiu para

21,7 pontos. De acordo com a pesquisa, os indicadores variam de zero a

cem. Números abaixo de 50 indicam evolução ou perspectivas negativas.

A Sondagem Industrial mostra ainda que as empresas continuam encontrando

dificuldades com os financiamentos. O indicador de acesso ao crédito

ficou em 32,4 pontos no primeiro trimestre do ano e acumula uma queda de

15,2 pontos em relação ao mesmo período de 2008. Conforme a pesquisa, as

dificuldades de acesso ao crédito e os estoques altos comprometeram a

situação financeira das empresas. “O índice de satisfação com a situação

financeira registrou o terceiro recuo consecutivo e situou-se em 43,3

pontos. O valor é 3,1 pontos inferior ao registrado no trimestre

anterior”, informa a Sondagem Industrial.

As empresas também enfrentam a retração do consumo. “A falta de demanda

foi escolhida como um dos três principais problemas por 56,4% dos

empresários de pequenas indústrias, 49,7% de médias e 48,3% de grandes

empresas”, afirma o estudo. Os outros obstáculos à expansão dos negócios

citados pelos industriais são a elevada carga tributária e o acirramento

da competição.

Apesar da retração registrada no primeiro trimestre de 2009, as

estimativas dos industriais em relação ao desempenho da economia nos

próximos seis meses são menos pessimistas. O indicador de perspectiva de

demanda subiu de 39,7 pontos no último trimestre de 2008 para 48,3 pontos

no início deste ano.

Também melhoraram as expectativas em relação ao emprego, cujo indicador

subiu de 40,5 pontos para 44,8 pontos, e as previsões de compra de

matéria-prima, que passou que 38,9 pontos para 46,9 pontos entre o último

trimestre de 2008 e o primeiro trimestre deste ano.

Mas as previsões para as exportações continuam caindo. O indicador de

expectativa de exportações recuou de 41,7 no último trimestre de 2008

pontos para 39,8 pontos agora. É o menor valor desde janeiro de 2002.

Postado por Claudio Loetz, Joinville

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