A companhia aérea Azul vai protocolar, na próxima semana, o pedido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para poder voar para o aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, em Joinville.
A companhia aérea Azul vai protocolar, na próxima semana, o pedido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para poder voar para o aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, em Joinville.
O governador catarinense Leonel Pavan poderá assinar decreto que permite redução de percentuais de cobrança de ICMS de mercadorias enquadradas no regime de substituição tributária. Precisa haver acordo entre a posição da Secretaria Fazenda e o que pedem os empresários. A Fazenda apresentou a proposta com os percentuais s de redução de alíquota considerados os máximos possíveis de conceder sem comprometer a arrecadação. As entidades empresariais reúnem-se novamente na próxima semana para decidir se aceitam.
O primeiro leilão de venda de energia para fonte hídrica, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica terminou com a contratação de 327 MW médios, a um preço de venda de R$ 99,48 MWh. O valor total dos contratos chega a R$ 8,5 bilhões. Os compradores dos sete empreendimentos vão vender contratos de compra e venda de energia com 30 anos de duração, válidos a partir de 1° de janeiro de 2015. A Copel queria, mas a Triunfo Participações e Investimentos ganhou no leilão de energia da UHE Garibaldi. Pagou R$ 107,98 por megawathora(MW/h), um deságio de 18,8% em relação ao preço inicial. A usina será construída no rio Canoas, nos municípios de Cerro Negro e Abdon Batista, em Santa Catarina, com 177,9 MW de potência instalada. O investimento previsto soma de R$ 719,3 milhões.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Alcântaro Correa declarou apoio aberto a Glauco Corte na disputa pelo cmando da instituição. Cutucou o empresário Vicente Donini com vara curtíssima. Em discurso no lançamento do prêmio Fiesc de Jornalismo, Alcantaro confirmou: "estou fazendo de tudo para Glauco Corte ser meu sucessor". E disse, ainda, que nunca viu "o Glauco mentir e (...) nem espalhar documentos para a imprensa e nem dividir o setor industrial". Esta é uma evidente referência indireta a Vicente Donini. Tudo isso na presença de representantes de entidades jornalísticas. E do próprio Glauco, durante almoço. Foi a primeira manifestação explícita do atual presidente sobre o tema. Donini criticou a gestão e rompeu com o comando da federação no ano passado, Donini e Glauco são pré-candidatos a presidir a Fiesc. A eleição será em 2011. A um ano das eleições, o clima esquentou de vez.
A Tigre comprou a fábrica e os ativos de produção de tubos de PVC da equatoriana Israriego. Com esta compra, a Tigre soma 8% à sua participação de mercado, principalmente no segmento de irrigação. Desta forma, a empresa soma uma área de 15 mil m², e aumenta sua capacidade produtiva em tubos de PVC. A Israriego é controlada pela Plastro, recentemente comprada pela Deere & Co.. A Tigre está presente em Quito com uma unidade fabril e um centro de distribuição desde 2007.. Comparando janeiro a junho de 2010 com o mesmo o período do ano passado, a Tigre Equador apresenta um crescimento de 61%.
“Com esse investimento teremos um posicionamento mais fortalecido naquele país e nos demais mercados da América do Sul”, declara Maria Aparecida Hallack, vice-presidente da Tigre de Negócios Internacionais.
A Tigre está entre as dez empresas brasileiras mais internacionalizadas segundo o estudo da Fundação Dom Cabral, “Transacionais Brasileiras 2010”, pelo segundo ano consecutivo. Possui 12 fábricas no exterior, concentradas no continente americano, e mantém negócios com mais de 40 países, que representam 25% de seu faturamento anual. Em 2009, a Tigre apurou receita de R$ 2,3 bilhões. No primeiro semestre de 2010, o grupo teve crescimento de 34% e duplicou o seu resultado operacional, em relação ao mesmo período de 2009 em todas suas unidades no exterior.
A TIGRE NO EXTERIOR
Número de fábricas: 12 (Argentina, 2 na Bolívia, 3 no Chile - incluindo as plantas da joint-venture TigreADS, Colômbia, Equador, Peru, Estados Unidos, Paraguai, Uruguai)
Funcionários no exterior: 1.500
Contratações no exterior em 2009: 200 funcionários
A Weg teve lucro 2,5% menor no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. O lucro foi de R$ 116,1 milhões, valor é 10,4% inferior ao obtido no segundo trimestre do ano passado. A receita operacional bruta ( entre abril e junho) totalizou R$ 1,22 bilhão, com queda de 2% sobre o período de abril-junho de 2009, mas alta de 8,5% em comparação ao trimestre anterior. No primeiro semestre de 2010, a Weg investiu R$ 135,1 milhões. No segundo trimestre comprou a Zest, na África do Sul; a Voltran, no México e a brasileira Instrutech. Do ponto de vista operacional, este foi um trimestre que ainda carregou os efeitos da crise internacional de 2009. Mas o mercado de produtos de consumo continuou aquecido no Brasil. Alguns setores industriais entram em ciclo positivo.
O ritmo de crescimento da atividade industrial diminuiu no segundo trimestre do ano. O indicador de produção recuou para 51,8 pontos e o de emprego caiu para 54,6 pontos. A utilização efetiva da capacidade instalada em relação ao usual ficou em 48,4 pontos e os estoques se mantiveram dentro dos níveis planejados pelos empresários.
As informações são da Sondagem Industrial do segundo trimestre, divulgada nesta quarta-feira, 28 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento.
“O excepcional desempenho registrado no primeiro trimestre não se manteve no segundo”, destaca a pesquisa. Na avaliação da CNI, isso é resultado do fim da redução temporária de impostos adotada pelo governo para estimular o consumo e reduzir o impacto da crise financeira internacional na economia brasileira. Os incentivos fiscais, adotados no final de 2008 e extintos no início deste ano, favoreceram a compra de produtos como automóveis, eletrodomésticos e móveis.
A queda no ritmo da produção foi mais intensa nas pequenas empresas, segmento que, tradicionalmente, reflete com maior rapidez as mudanças no cenário econômico interno. O indicador de produção nesse segmento caiu de 51,7 pontos em maio para 49,1 pontos em junho. O uso da capacidade instalada também recuou para 46,1 pontos entre as pequenas indústrias.
Nas grandes empresas, a produção caiu de 57 pontos em maio para 54,4 pontos em junho e a utilização da capacidade instalada recuou de 50,9 pontos para 50,4 pontos no mesmo período.
De acordo com a Sondagem Industrial, embora em ritmo mais moderado que o do primeiro trimestre deste ano, a atividade industrial deve continuar crescendo. “Os empresários continuam otimistas em relação aos próximos seis meses e esperam a manutenção do crescimento da demanda, das exportações e das compras de matérias-primas”, afirma a pesquisa.
O indicador de perspectivas dos empresários em relação à demanda ficou em 63,5 pontos em julho, similar aos 63,4 pontos registrados em junho. As expectativas para as exportações também permaneceram em 52,2 pontos e as de compra de matérias-primas alcançou 60,9 pontos. Otimistas com o futuro, os industriais pretendem manter as contratações. O indicador de expectativa de emprego ficou em 55,9 pontos em julho. Os indicadores de expectativas variam de zero a cem. Valores acima de 50 indicam previsões otimistas.
A Busscar Õnibus está vendendo imóveis para pagar folhas salariais de aproximadamente 3 mil trabalhadores, com a concordância da Justiça do Trabalho. A decisão alcança também os trabalhadores que estavam na empresa e aderiram ao programa de demissão voluntária em fevereiro deste ano. No total, a empresa deve R$ 12.625.722,13 (doze milhões, seiscentos e vinte e cinco mil, setecentos e vinte e dois reais e treze centavos). Ainda estão fora desta conta o salário de junho - já vencido- , e o de julho que vencerá semana que vem.
A empresa ainda se comprometeu com a Justiça do Trabalho e Sindicato a disponibilizar um valor de créditos tributários que teria direito, mas que estava embargado – no valor de R$ 7.545.658,92 (sete milhões, quinhentos e quarenta e cinco mil, seiscentos e cinqüenta e oito reais e noventa e dois centavos), e mais a liberação de um terreno que está bloqueado pela Justiça também por ação do sindicato dos mecãnicos, no valor estimado de R$ 11 milhões, para negociação com o banco BIC. Assim, aproximadamente R$ 5 milhões serão usados para pagar a dívida destas folhas com os trabalhadores, e o restante para faproximadamente 70 ônibus, que estão parados no pátio à espera de matéria prima para serem entregues aos clientes da Busscar. Estima-se que para os trabalhadores recevberem o dinheiro vai demorar 15 dias, aproximadamente.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social não está intermediando qualquer possibilidade de transação envolvendo a Busscar Ônibus. A instituição financeira federal confirma que "executivos do banco tem participado de reuniões com representantes da empresa, dos sus credores e de seus trabalhadores" na condição de credor da companhia joinvilense. A Busscar é cliente do BNDES de longa data, tanto por meio das linhas de comercialização interna (Finame) e externa (pré e pós-embarque) como de financiamento direto à empresa.
O banco avalia positivamente a companhia. É empresa cujos produtos são de "reconhecida excelência, fato comprovado por sua capacidade de venda, não só no mercado doméstico, como também no mercado externo". E, reconhecendo a importância da Busscar para o país e para a região onde se encontra instalada, "o BNDES mantém seu interesse na preservação da empresa, de seus ativos e dos empregos de seus trabalhadores". E reforça: eventuais negociações e decisões que envolvam a configuração societária da empresa devem ser tratadas diretamente por seus controladores, não cabendo ao BNDES qualquer atribuição de negociar ou intermediar propostas de eventuais alterações no controle acionário da Busscar".
O decreto que será assinado pelo governador Leonel Pavan na segunda-feira, dia 27 de julho, em Joinville, altera o benefício concedido há um ano para o setor de aviação regional, com a redução da alíquota de ICMS de 17% para 4% (3% mais 1% para o FundoSocial) sobre a compra dos combustíveis de aviação. A partir de agora o benefício se dará no abastecimento de aeronaves com até 120 assentos (antes eram de até cem) e que operem linhas regionais (que iniciem ou encerrem em Santa Catarina). O objetivo é atender municípios catarinenses com vôos comerciais regulares. A alteração poermitirá à empresa Azul voar para destinos em Santa Catarina.
O prefeito de Joinville, Carlito Merss, por telefone, reafirma as informações divulgadas por AN na edição de quinta-feira, 22 de julho. E garante que "na hora oportuna" dará os detalhes da transação. Diz, ainda, que não revela o nome da empresa porque cumpre um pedido do empresário. E confirma: o BNDES sabe, sim, do que se trata. Afirma que estas conversas iniciaram em Brasília, e já está neste processo há pelo menos 15 dias.
Carlito avança um pouco mais nas informações: "é um grupo empresarial brasileiro que depende de ônibus para seu negócio e que não tem interesse no monopólio da fabricação de carrocerias". Afirma, também, que o próprio presidente da Busscar conhece um dos empresários. E rebateu a reação do empresário joinvilense. "É uma reação desnecessária. Eu quero ajudar. A posição do Cláudio (Nielson) é estranha. Ele fez campanha política contra o PT. Já disse isso para ele".
O conflito de informações é característico de casos que extrapolam o mundo dos negócios privados, alcançam dimensão social e permeiam o ambiente político carregado de emoção. Rememorando: grupo de trabalhadores tem usado a grave crise da companhia para fazer manifestações públicas, tanto em Joinville como em Brasília. Houve, até, campanha de doação de alimentos para os quase 3 mil empregados que não recebem salários há mais de 90 dias.
O presidente da Busscar Ônibus, Claudio Nielson, demonstrou "surpresa" e "perplexidade" com a afirmação do prefeito de Joinville, Carlito Merss, publicada ontem em AN, de que está em andamento negociação com uma empresa interessada na compra da fabricante de carrocerias. O empresário afirma não ter recebido "nenhuma proposta formal, nem por escrito". Em tom de crítica ao prefeito, Nielson diz que Merss é a autoridade máxima do município, mas "não tem como agir em situações entre companhias privadas". O prefeito, via assessoria de imprensa, por telefone, reafirma as informações divulgadas. E garante que "na hora oportuna" dará os detalhes da transação. Diz, ainda, que o BNDES sabe, sim, do que se trata. O conflito de informações é característico de casos que extrapolam o mundo dos negócios privados, alcançam dimensão social e permeiam o ambiente político carregado de emoção. Rememorando: grupo de trabalhadores tem usado a grave crise da companhia para fazer manifestações públicas, tanto em Joinville como em Brasília. Houve, até, campanha de doação de alimentos para os quase 3 mil empregados que não recebem salários há mais de 90 dias.
O Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgaram hoje, 21/07, em São Paulo, o novo Índice da Economia Subterrânea, que compreende toda a produção de bens e serviços deliberadamente não reportada aos governos. Graças ao aperfeiçoamento do índice, obtido a partir da inclusão de nova metodologia de apuração pela FGV, foi possível, pela primeira vez, conhecer o tamanho da economia subterrânea: R$ 578 bilhões em 2009, o que corresponde a 18,4% do PIB brasileiro.
“A nova forma de cálculo é uma evolução necessária do índice e o torna muito mais preciso, ainda que, por conta da própria característica da matéria estudada, seja obtido em forma de estimativa”, explica Fernando de Holanda Barbosa Filho pesquisador do Ibre/FGV e responsável pelo estudo. Para ele, a obtenção desta estimativa é um excepcional avanço e responde a uma das principais questões, ou seja, medir o quanto se produz na economia subterrânea brasileira e comparar isso com outros indicadores, obtendo-se uma ordem de grandeza concreta.
O número divulgado hoje não deixa dúvidas quanto à dimensão atingida pela atividade subterrânea no Brasil. “Estamos falando de quase R$ 600 bilhões, que ficam à margem da economia formal brasileira. Para dar uma idéia da gravidade desse problema, basta lembrar que a economia subterrânea do Brasil supera toda a economia da Argentina”, ressalta André Franco Montoro Filho, diretor executivo do ETCO. Ele acredita que esse valor chamará mais atenção da opinião pública para o assunto e abrirá ainda mais espaço para a discussão sobre suas conseqüências para o País.
O estudo divulgado permite ainda que seja feita a comparação dos valores desde o ano de 2003, quando foi iniciada a série de estimativas do índice. No período, os valores absolutos passaram de R$ 357 bilhões para os atuais R$ 578 bilhões. Como o PIB teve um crescimento de R$ 1.700 bilhões para R$ 3.143 bilhões, porcentualmente observa-se uma queda na comparação, de 21% para 18,4% em seis anos.
O Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgaram hoje, 21/07, em São Paulo, o novo Índice da Economia Subterrânea, que compreende toda a produção de bens e serviços deliberadamente não reportada aos governos. Graças ao aperfeiçoamento do índice, obtido a partir da inclusão de nova metodologia de apuração pela FGV, foi possível, pela primeira vez, conhecer o tamanho da economia subterrânea: R$ 578 bilhões em 2009, o que corresponde a 18,4% do PIB brasileiro.
“A nova forma de mensuração é, na realidade, uma evolução natural e necessária do índice e o torna muito mais preciso, ainda que, por conta da própria característica da matéria estudada, seja obtido em forma de estimativa”, explica Fernando de Holanda Barbosa Filho pesquisador do Ibre/FGV e responsável pelo estudo. Para ele, a obtenção desta estimativa é um excepcional avanço e responde a uma das principais questões, ou seja, medir o quanto se produz na economia subterrânea brasileira e comparar isso com outros indicadores, obtendo-se uma ordem de grandeza concreta.
O número divulgado hoje não deixa dúvidas quanto à dimensão atingida pela atividade subterrânea no Brasil. “Estamos falando de quase R$ 600 bilhões, que ficam à margem da economia formal brasileira. Para dar uma idéia da gravidade desse problema, basta lembrar que a economia subterrânea do Brasil supera toda a economia da Argentina”, ressalta André Franco Montoro Filho, diretor executivo do ETCO. Ele acredita que esse valor chamará mais atenção da opinião pública para o assunto e abrirá ainda mais espaço para a discussão sobre suas conseqüências para o País.
O estudo divulgado hoje permite ainda que seja feita a comparação dos valores desde o ano de 2003, quando foi iniciada a série de estimativas do índice. No período, os valores absolutos passaram de R$ 357 bilhões para os atuais R$ 578 bilhões. Como o PIB teve um crescimento de R$ 1.700 bilhões para R$ 3.143 bilhões, porcentualmente observa-se uma queda na comparação, de 21% para 18,4% em seis anos.