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Cidade dos Transportes em Garuva

24 de agosto de 2013 1

Onze empresários do setor de transporte de carga, vinculados ao sindicato (Setracajo), compraram área de 7,6 milhões de m² na Estrada Palmeira, em Garuva. No local, deve ser erguido o empreendimento Cidade do Transporte, reunindo, no longo prazo, atividades variadas relacionadas ao segmento. Em Joinville, as transportadoras não conseguem mais expandir seus negócios por falta de espaço físico. A atividade, na região de Joinville, cresce acima da média nacional.

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O presidente do Setracajo, Ari Rabaiolli, diz que já não há mais espaço para as transportadoras atuarem em Joinville. Ele lembra que o zoneamento impede o crescimento nas regiões de concentração das companhias. O projeto seria a maneira encontrada para permitir que as empresas do setor continuem a expandir. O objetivo, segundo ele, é concentrar num mesmo espaço transportadoras e serviços complementares e afins.

Ari Rabaiolli é proprietário da Aceville Transportes. Aos 58 anos, é formado em gestão e logística pela Anhanguera. É conselheiro e diretor financeiro da Cooperativa Catarinense de Transportadoras, a Transpocred, e preside o Setracajo em Joinville. A entidade também qualifica motoristas.

TAMANHO DO SETOR

O setor de transporte de carga de Joinville e região cresce na velocidade dos negócios das companhias da cidade. O sindicato que representa os interesses da categoria, o Setracajo, agrega 718 companhias. No conjunto, respondem por 85% da riqueza criada pelo setor. Só na Coopercarga, há 400 associados. O sindicato atende empresas de sete municípios do Norte catarinense.

ESCOLA

O Setracajo treina motoristas em escola, a Esatran, que já funciona há cinco anos. Ao longo deste tempo, mais de 1.400 profissionais passaram por cursos de qualificação, que duram uma semana. Dezesseis companhias mantêm a escola. Antes de abrir a Esatran, o sindicato pensou em fazer parceria com escolas já tradicionais em Concórdia, no Oeste catarinense, e em Vacaria, no Rio Grande do Sul. Prevaleceu a ideia de ter uma estrutura própria.

EXPANSÃO

Os negócios, em Joinville, crescem o dobro do que acontece no País. Esta tem sido a realidade dos últimos dez anos. A proximidade de portos, como Itapoá e São Francisco do Sul, é fator a auxiliar no aumento da atividade de transporte de carga. O presidente do sindicato, Ari Rabaiolli, resume:

– Nós somos o termômetro da economia.

BR-101

A Federação das Transportadoras de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) pediu e deverá se reunir, nos próximos dias, com o presidente da Câmara de Logística da Fiesc e atual presidente da Acij, Mário Cezar de Aguiar. Em pauta, ação conjunta e pressão para que se construa a terceira pista da BR-101 Norte.

CARÊNCIA

Há caminhões parados por falta de motoristas. Inclusive em Joinville. No País, há carência de 100 mil motoristas.

LEGISLAÇÃO

Uma dor de cabeça das lideranças empresariais é a legislação que obriga os motoristas a descansarem 11 horas entre uma jornada e outra. A dificuldade é conseguir convencer os embarcadores a pagarem mais pelo frete. Há impasse entre transportadoras e embarcadores. O tempo de entrega das mercadorias teve de ser readequado.

FALTA ESPAÇO

Não há mais espaço para as transportadoras em Joinville. O zoneamento impede o crescimento. Empresas estão proibidas de se instalar para além de 200 metros da BR-101. A intenção de avançar até 600 metros a partir das margens das rodovias se torna inviável. Empresários dos bairros São Marcos, Costa e Silva e Boa Vista pretendiam a ampliação.

CIDADE DO TRANSPORTE

Onze empresários vão constituir a Cidade do Transporte Empreendimentos Ltda, holding que vai comandar o negócio. Eles compraram área de 7,6 milhões de m², na Estrada Palmeiras, em Garuva, a dois quilômetros da divisa com Joinville. O projeto é de longo prazo, a ser ocupado em etapas e módulos. O local precisa passar de área rural para zoneamento urbano.

FERROVIA

Os 11 empreendedores envolvidos no projeto da Cidade dos Transportes querem e sonham em criar uma ferrovia entre o empreendimento, na Estrada Palmeira, e o Porto de Itapoá. É essencial melhorar a fluidez do tráfego, e a utilização de modal ferroviário é importantíssimo.

APOIO

O objetivo da iniciativa é concentrar transportadoras e serviços complementares e afins, como restaurante, posto de combustível, recapadora de pneus, cooperativa de consumo, empresas de logística, mecânica, armazém, pátio de contêineres, hotel, retífica, revenda de pneus e terminal retroportuário. A construção não começa antes de 2016, depois de se obter todas as licenças.

Comentários (1)

  • Rodrigo diz: 26 de agosto de 2013

    Eu conheço muito bem aquela área e a mesma encontra-se toda coberta com vegetação em estágio avançado de regeneração, ou seja, 97% do imóvel é coberto com vegetação.
    LEI Nº 11.428, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2006.
    Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências.

    CAPÍTULO VI
    DA PROTEÇÃO DO BIOMA MATA ATLÂNTICA NAS
    ÁREAS URBANAS E REGIÕES METROPOLITANAS
    Art. 30. É vedada a supressão de vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de loteamento ou edificação, nas regiões metropolitanas e áreas urbanas consideradas como tal em lei específica, aplicando-se à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração as seguintes restrições:
    I – nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração dependerá de prévia autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei e atendido o disposto no Plano Diretor do Município e demais normas urbanísticas e ambientais aplicáveis;
    II – nos perímetros urbanos aprovados após a data de início de vigência desta Lei, é vedada a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica para fins de loteamento ou edificação.
    VEJAMOS O INCISO II – mesmo que consigam a alteração do zoneamento de rural para urbano – industrial o inciso II – É VEDADA a supressão de vegetação neste local. Projeto destinado a não dar certo.

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