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OPINIÃO: Indústria afunda e PIB diminui em Joinville

12 de dezembro de 2014 2

Joinville não tem mais o maior Produto Interno Bruto catarinense. Foi ultrapassada por Itajaí. É o que mostram os números divulgados pelo IBGE. Cair para a segunda posição nem é o maior dos problemas, apesar de não ser bom para a imagem do município, aos olhos de investidores, sempre à procura dos líderes e de elementos diferenciadores na hora de optar por endereços para negócios novos. Muito mais significativo são dois dados inquietantes, que surgem do levantamento.

O primeiro é a queda do total da riqueza criada em Joinville. O recuo de 2,86% (R$ 537 milhões a menos) em relação a 2011 (com o PIB ficando em R$ 18,299 bilhões em 2012), merece atenção porque, historicamente, “vende-se” o conceito de que Joinville é uma economia em crescimento constante. Não é mais, apesar de que os números do PIB são, sempre, uma viagem no tempo para dois anos atrás.

Outro número negativo e ainda mais impressionante é o que aponta para um decréscimo de 11,59% no valor adicionado bruto referente à atividade industrial joinvilense daquele ano. Várias indústrias diminuíram de tamanho. Aí, sim, é uma surpresa desagradável, para a qual nem os mais estudiosos da cena econômica local imaginavam.

Numa linguagem popular, dá para comparar: a indústria de transformação se queixava de dor de cabeça com frequência, mas não procurava médico. Ou escondia o diagnóstico, por desinteresse. Agora baixou num hospital para um check-up completo.

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É preciso esmiuçar isso. Prefeitura, academia e pesquisadores terão uma missão: ir a fundo nos elementos que possam ter influenciado tão dramaticamente a situação. Claro, não perderemos as grandes potências que temos, nem deixarão de ser o nosso referencial. Como as informações são internas das empresas – à exceção das raras que são listadas em Bolsa – fica difícil fazer uma avaliação mais consistente, neste momento, do que gerou o descompasso.

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Joinville vai colocar uma lupa neste ponto para tentar identificar as origens deste descompasso histórico. A cidade continuará muito atrativa, mas uma reflexão aprofundada é obrigatória.

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Chegou o momento de construirmos, de fato, uma base econômica nova, para o longo prazo, centrada em tecnologia, prestação de serviços que gerem alto valor agregado. Depender de um só setor pode causar convulsões. Exagerei?

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A dianteira de Itajaí, com o PIB crescendo 6,23% (o Brasil avançou 6,01%) pode ser explicado por dois fatores: 1) Lá a economia se caracteriza pela movimentação de produtos e, em Joinville, pela produção. 2) O fluxo de comércio exterior corre para e pelo complexo portuário, gerando arrecadação.

Comentários (2)

  • Abrão Balsanelli diz: 12 de dezembro de 2014

    Mais uma vez fica comprovado aquele ditado popular “Quem trabalha não ganha dinheiro”. Infelizmente!

  • julio cesar diz: 12 de dezembro de 2014

    importante que no futebol estamos muito na frente

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