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Prefeito de Joinville desabafa sobre etapa da reforma administrativa

06 de março de 2015 5

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Acordar cedo faz parte do dia a dia de pessoas ativas. O prefeito Udo Döhler está de pé antes das 6 da manhã e, desde então, se movimenta em torno de preocupações do governo. Ontem não foi diferente. Depois de tomar algumas providências com a agenda administrativa, às 7h50 ele telefonou para este colunista. O diálogo passeou da importância do Encontro Brasil-Alemanha a um desabafo sobre a incompreensão em relação à terceira etapa da reforma administrativa, que prevê a extinção das fundações municipais. A perspectiva de mais investimentos de uma multinacional alemã na cidade esteve na pauta.

Udo Döhler avalia dois anos de gestão e é avaliado

Udo está convicto de que haverá aprimoramento do serviço de licenciamento ambiental. Assuntos voltados ao planejamento do município também foram analisados – incluindo a licitação do transporte público, a LOT e o projeto do Plano de Mobilidade urbana. Com o plano valendo, o estacionamento rotativo voltará ainda neste ano. Parte dos recursos deverá ser utilizada para melhorar a mobilidade. Uma das metas é aumentar de 11% para 20%, até 2025, os deslocamentos por bicicletas. E elevar, também no prazo de dez anos, de 20% para 40% a utilização do transporte coletivo por ônibus.

Multinacional
A alemã Bosch saiu do Perini em janeiro para outro espaço em Joinville. E de olho nas potencialidades dos negócios por aqui, vai aumentar seus investimentos no município, diz Udo, sem entrar em detalhes.

Brasil-Alemanha
Udo está animado com os efeitos que podem surgir das reuniões de empresários dos dois países. Para evitar que o evento se encerre em si mesmo, quer atrair para cá de dez a 30 lideranças de companhias alemãs para conhecerem empresas locais de diferentes segmentos e tamanhos. Em perspectiva, a formação de parcerias e encaminhamento de transações. Isso em dias anteriores ou posteriores ao encontro, com agenda própria. Estes contatos serão feitos pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Jalmei Duarte, em visita à Feira de Hannover, em abril. Udo avalia se também vai.

Reforma
A reação negativa de agentes da área cultural ao projeto que extingue as fundações municipais desconcerta o prefeito. Direto, contundente, lembra:

– A reforma não é da área da cultura. A cultura é muito importante. Cuidamos da Casa da Cultura, da Biblioteca Pública, do Museu de Arte… A cultura não pertence a um pequeno grupo de pessoas!

Licenças
– A Secretaria de Meio Ambiente já está mais ágil. Em pouco tempo, veremos que o período para concessão de licenças será bem menor. Concentrar todas as ações num só local ajuda a todos.

Fundações
Com argumentos afiados, Udo vai ao ponto central no embate com os críticos:

– O modelo fundacional não serve mais para nada. Os recursos virão para a administração direta. A reforma é para todas as fundações. A Fundação 25 de Julho será transformada em Secretaria de Agricultura, um setor em forte crescimento. A Fundamas vai ser a Secretaria do Trabalho. Vamos criar a Universidade do Trabalhador. O turismo vai ter ação integrada às áreas de esporte, cultura e educação. Educação e cultura são, naturalmente, afins. O objetivo é otimizar a administração. Esta não é apenas uma ideia. É uma proposta de governo.

Mobilidade
No dia 12 de março, será realizada audiência pública do Plano de Mobilidade Urbana na Expoville. Na sequência, ainda neste mês, o prefeito vai assinar decreto colocando-o em vigor, o que dará as diretrizes para encaminhar ações futuras direcionadas à melhoria da mobilidade.

– Vamos fazer já porque em abril acaba o prazo legal para o município ter legislação própria a respeito. Só 30% das cidades médias terão este documento pronto.

O plano prevê melhorar as calçadas para que as caminhadas a pé sejam facilitadas. Hoje, a nota atribuída é de 4,5. O objetivo é chegar a 7 em 2025. O estacionamento rotativo vai voltar.

Licitação
A licitação do sistema de ônibus será no segundo semestre. Não antes. A Prefeitura ainda não decidiu quais modais de transporte serão propostos para o futuro. Há vários meios a serem analisados.

– Há complexidade e por isso vamos fazer cuidadosamente. Com a empresa contratada, os equipamentos vão entrar em funcionamento em maio.

LOT
– Não vou mais falar sobre isso. Quando me manifestava, diziam que queria apressar a aprovação. Decidi não me pronunciar mais. Em maio, o texto vai ser entregue à Câmara de Vereadores.

Comentários (5)

  • Borges de Garuva diz: 6 de março de 2015

    Viva! Claudio Loetz fazendo assessoria de imprensa pro Prefeito Municipal!
    Novos tempos, novas atitudes. :)

  • Luiz diz: 6 de março de 2015

    Não surpreende a forma como a edição desse jornal está fechada com o reizinho que desgoverna Joinville. Chama de “argumentação afiada” um comentário onde o prefeito apenas ataca os críticos e não argumenta nada, não inclui porquês e nem explica a sua tomada de decisão, e pior, justifica uma decisão totalmente unilateral e sem eco na comunidade dizendo que “a cultura não pertence a um pequeno grupo”. Certamente é ao prefeito que ela pertence, afinal é ele quem tem a caneta, não é?

    A “argumentação” por trás dessa reforma todo mundo sabe qual é: o prefeito não entende nada de cultura, não é a favor do desenvolvimento da cultura e não tem interesse que haja uma fundação cultural independente onde ele não manda quase nada. Por isso ele deseja limar de vez a cultura joinvillense junto com o esporte e o turismo, e no seu mundo de fantasia, desviar todos os recursos dessas pastas “inúteis” para a educação, o que não corresponde à realidade pois a lei federal prevê a existência de fundações ou secretarias independentes para transferência de recursos. Vai sair pela culatra e novamente é Joinville que sai perdendo.

  • Alex Maciel Fernandes diz: 6 de março de 2015

    Mais uma vez, o Prefeito de Joinville, Udo Döhler, vem a público e reafirma sua intenção de executar uma reforma administrativa que é totalmente intransigente e autoritária. Ao fazer isso, o Prefeito desrespeita e fingi que não houve todo um trabalho de quase dez anos de implementação de uma política cultural exemplar, fundamentada, construída a várias mãos e que ainda está se consolidando. Na verdade, precisamos devolver o recado do Sr. Döhler: é exatamente por não pertencer a um pequeno grupo de pessoas (por exemplo, um do qual ele mesmo faz parte e que planeja executar esta reforma) é que não se tem o direito de vir a público e declarar uma ação que atinge uma política que vem sendo implementada de maneira ampla e democrática. O que está em jogo é uma política pública de estado, para além de uma política de governo, pensada para a cidade, em consonância com que versa o Sistema Nacional de Cultura.

    Temos um Fundo Municipal de Cultura, temos um Conselho Municipal de Política Cultural consolidado e ativo, temos um Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura e temos um Plano Municipal de Cultura – que apesar de ser lei, estamos tendo que acompanhar de perto e com dificuldades o seu cumprimento – requisitos para um Sistema Municipal de Cultura.

    É preciso salientar que todo este trabalho foi realizado exatamente com o objetivo de garantir avanços no campo do desenvolvimento da arte e da cultura do município, independente de governos. Foi por isso que até hoje, nos reunimos em fóruns setoriais, assembleias e conferências. A proposta do prefeito é desrespeitosa, para dizer o mínimo.

    No quê se fundamenta o Sr. Döhler, quando ele afirma que “o modelo fundacional não serve mais para nada?” O que as pessoas precisam saber é que uma Fundação Cultural não só serve, como seria o ideal, para uma cidade do tamanho de Joinville, uma Fundação e uma Secretaria Municipal da Cultura. Assim, é possível garantir mais verba orçamentária para o desenvolvimento da política cultural e, por meio da fundação, continuar pleiteando verbas de editais de cultura, incentivar parcerias público-privado, etc. O mesmo serve para as Fundações Turística e de Esporte. A extinta Fundema tinha uma arrecadação substancial, fruto dos pagamentos de licenças ambientais, consultas brancas, enfim, uma série de serviços para o órgão.

    Por isso considero a reforma um grande erro, um enorme retrocesso e um desrespeito sem tamanho.

  • Marcos diz: 6 de março de 2015

    Que bom que o Prefeito sabe que a cultura não pertence a um grupo pequeno de pessoas. É um começo !!! Agora só falta ele lembrar disso em relação à cidade toda. Ou seja, que Joinville não pertence à meia dúzia de pessoas, que se acham os donos do município, e se reúnem toda segunda para determinar aquilo que é melhor para eles.
    Pena que ele não lembrou disso quando sancionou a lei de rebaixamento dos meios fios ??
    Ou quando fechou o restaurante popular do Bucarein, até hoje tendo uma reforma incompreensível.
    É muito fácil colocar as coisas quando são ao nosso favor. Pense COLETIVAMENTE Sr. Prefeito !!! E não apenas para satisfazer um ego seu.

  • Jaqueline do Rocio Alves Coelho diz: 6 de março de 2015

    Sou a favor da reforma administrativa e em breve quero ser funcionaria da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, porque gestão eficaz é gestão inovadora que nao tem medo de mudanças pra melhoria continua.
    Otimizar tempo, trabalho, dinheiro e estruturas para melhor servir a população.
    Apenas sugiro que turismo e cultura possa ter secretaria em conjunto e educação e lazer outra. Porque na pratica a demanda pra Educação ja é enorme.
    Turismo e cultura tem muitos pontos semelhantes a se trabalhar, principalmente na questao do patrimonio historico.
    Vamos que vamos, inovar sempre!

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