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A realidade da energia no Norte de SC

08 de março de 2015 1

Energia é insumo essencial ao desenvolvimento. Ter o adequado abastecimento não garante futuro promissor se os agentes econômicos e os políticos de plantão no poder não souberem promovê-lo. A sua falta gera, inevitavelmente, o retrocesso social. Joinville está longe de sofrer com esse tipo de problema. Há energia suficiente para empreendedores apostarem suas fichas no município e na região. Em áreas onde o crescimento dos negócios e da população se desenha mais significativamente, obras foram feitas. E em outras, a Celesc planeja antecipar investimentos. Isso acontecerá nos próximos dois anos com a construção de duas subestações, nos bairros Boa Vista e Vila Nova. O planejamento anterior os previa só para o biênio 2017-2018. A pressão e o reconhecimento da importância asseguram os trabalhos para logo. Isso parece uma boa notícia. E é. Atendidas estas demandas específicas, haverá mais segurança para moradores e empresários. Ambos querem a tranquilidade em suas casas e em seus negócios.

O que se escreveu no parágrafo acima é apenas uma ponta de um novelo que, quando se desenrola, é quase interminável, tal é a exigência crescente de aporte de recursos pedidos pela sociedade do Norte catarinense para com a companhia energética do governo do Estado. Obras, melhoria do sistema elétrico e apoio à eficiência energética são reclamos comuns e constantes. Necessários, lógico.

 

O tema da qualidade do serviço, a disponibilidade da energia para toda a comunidade local e os planos da Celesc para os próximos três anos serão analisados nos detalhes pelo presidente Cleverson Siewert, em Joinville, no dia 13, em reunião demorada. Prefeitura e lideranças empresariais querem ouvir do executivo o que será feito. E como podem contribuir.

 

Se a realidade joinvilense está longe de ser dramática, as dificuldades poderão chegar por conta de um cenário nacional bastante crítico. A questão toda refere-se a uma expectativa ruim: a da muito provável decretação de racionamento de energia (e aí não importa o nome que se vá dar a isso, oficialmente) por parte do governo federal, lá por meados do ano. É isso o que antevêm as principais consultorias especializadas no assunto. Escapar do problema só será possivel se chover, até o fim de abril, bem mais do que já choveu nestes 65 dias iniciais do ano. Por óbvio, é hora de economizar. Economizar para não faltar, o lema de sempre. Especialmente vital em épocas de escassez iminente, e que poderá ser aguda.

 

energia

 

Os reflexos de investimentos prévios e bem planejados em energia são, claro, benéficos. Ajudam a orientar planos de expansão da atividade econômica. Mas não são suficientes. Outras condições estruturais precisam se associar a isto: níveis de educação, saúde, qualidade de mão de obra e saneamento, entre outras.

 

Os reflexos da insegurança sobre o fornecimento de energia e, pior ainda, o enfrentamento de um racionamento têm (ou terão) implicações danosas incalculáveis, tanto sob o aspecto da redução de produção quanto da inevitável compreensão de que o País não fez o dever de casa para garantir o necessário atendimento das demandas. A raiz do susto de agora está na enorme dependência das hidrelétricas. O Brasil fez, ao longo de sua formação como nação, uma aposta quase exclusiva neste modelo. Portanto, dependemos demais do regime de chuvas. Parece absurdo, mas chegamos a um instante histórico no qual temos de rogar a São Pedro.

Comentários (1)

  • A verdade é outra: diz: 8 de março de 2015

    A matriz hidrelétrica NÃO É equivocada.

    A razão do problema atual é que, por causa da pressão de meia dúzia de eco-chatos mal-informados, o país abriu mão de usinas hidrétricas com grandes reservatórios e passamos a construir usinas de fio d’água (sem reservatórios).

    Assim, basta qualquer período de seca para as hidrelétricas mais novas pararem de funcionar.

    Outro problema foi a FALTA DE INVESTIMENTO: se preferiu construir ESTÁDIOS para a copa do mundo. o resultado está aí.

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