A chegada da BMW, oficializada ontem durante evento em Florianópois, exige reordenamento do planejamento de Araquari. O prefeito do município, João Pedro Woitexem, explica que a principal preocupação é com a melhora do saneamento básico. O Ministério das Cidades assinou convênio com a Prefeitura da cidade e vai liberar R$ 23 milhões para serviços do tipo.
“Para Joinville, parece que não é quase nada. Para nós, é o quanto precisamos”, afirma.
O saneamento é essencial para que o impacto econômico seja tão positivo quanto se espera. Araquari tem aproximadamente 1,8 mil empresas. E estão surgindo os cinco primeiros prédios na cidade – por enquanto, há apenas um edifício com mais de três andares no Centro da cidade. E um loteamento habitacional de 1,7 mil terrenps. O Grupo Sinuelo é o maior empregador, com 840 trabalhadores em duas unidades. A coreana Hyosung tem 600 funcionários. Quando entrar em plena operação, a BMW terá mais de mil funcionários.
Schulz e BMW
Do presidente da Schulz, Ovandi Rosenstock, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), antes da cerimônia que oficializou a vinda da montadora alemã para o Estado: “No setor automotivo, o nosso mercado é focado para atender a demandas dos fabricantes de caminhões, mas, mesmo assim, é possível que entremos noutro segmento e produzir para os carros da BMW”.
Fornecedores
As obras da fábrica da BMW nem começaram, mas companhias fornecedoras da multinacional já prospectam locais em Araquari. O secretário de Desenvolvimento Econômico e também vice-prefeito, Clenilton Pereira, antecipa: cinco empresas já fizeram sondagens preliminares.
Dá para avançar
O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, deu um contundente recado ao pedir aos empresários catarinenses mais investimentos da iniciativa privada em conversa com industriais e representantes de entidades de classe, na Fiesc. É “essencial” para o Brasil marchar e ser uma das nações líderes do mundo. “Temos de consolidar isso. Por ora, a energia e a intensidade empregadas nisso (em investimentos produtivos) são menores do que o desejado”. Ele também demonstrou preocupação com os preços. Disse: “Queremos um PIB grande, mas temos de estar de olho na inflação”.
Desafiador
Pimentel listou os principais desafios a serem enfrentados pelo Brasil nos próximos anos. Entende que a crise europeia vai continuar; advertiu que a China vai olhar mais para o mercado interno. E isso é ruim porque a troca comercial é expressiva. “A situação é nebulosa”, definiu. Grave, mesmo, na análise dele, é o fato de os Estados Unidos estarem saindo da crise. Eles voltam a ser muito competitivos. Encontraram custos de energia mais baixos (à base de xisto). “O que me tira o sono são os Estados Unidos. Os Estados Unidos não precisam do Brasil, diferentemente da China”, arrematou.
O presidente da montadora, Arturo Piñero, destacou a relevância que os mercados dos países que formam o Bric têm para os alemães. Brasil, Rússia, Índia e China são prioritários. A futura fábrica exigirá investimento de 200 milhões de euros e será a mais sustentável e de menor emissão de poluentes e de menor ruído. A Construtora Triunfo responde pelas obras de terraplenagem no terreno do km 66 da BR-101. Ele destacou a atuação dos secretários de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, e de Articulação Internacional do governo estadual, Alexandre Fernandes, ao longo das negociações, durante 23 meses.
Pimentel listou os principais desafios a serem enfrentados pelo Brasil nos próximos anos. Entende que a crise europeia vai continuar; advertiu que a China vai olhar mais para o mercado interno. E isso é ruim porque a troca comercial é expressiva. “A situação é nebulosa”, definiu. Grave, mesmo, na análise dele, é o fato de os Estados Unidos estarem saindo da crise. Eles voltam a ser muito competitivos. Encontraram custos de energia mais baixos (à base de xisto). “O que me tira o sono são os Estados Unidos. Os Estados Unidos não precisam do Brasil, diferentemente da China”, arrematou.
O presidente da montadora, Arturo Piñero, destacou a relevância que os mercados dos países que formam o Bric têm para os alemães. Brasil, Rússia, Índia e China são prioritários. A futura fábrica exigirá investimento de 200 milhões de euros e será a mais sustentável e de menor emissão de poluentes e de menor ruído. A Construtora Triunfo responde pelas obras de terraplenagem no terreno do km 66 da BR-101. Ele destacou a atuação dos secretários de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, e de Articulação Internacional do governo estadual, Alexandre Fernandes, ao longo das negociações, durante 23 meses.