A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil fechou o primeiro semestre com boas notícias. Mais cinco empresas passam a patrocinar a instituição de ensino. São o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia (BNDES), Brascabos, Havan, Neoenergia e Seara. Os valores dos investimentos não foram revelados. Os recursos permitem colocar a situação financeira do Bolshoi em ordem e auxiliar a profissionalização de centenas de crianças e adolescentes por intermédio da dança.
Prezado Sr. Loetz,
Tenho acompanhado sua coluna diariamente, pois é a única forma de saber o que esta acontecendo com meu dinheiro.
Quero ressaltar que sou o segundo maior interessado dentre o grupo de trabalhadores, conforme amplamente divulgado pela imprensa, por ocasião da Recuperação Judicial da Empresa, ali esta a minha esperança de repor parte do que já queimei do meu patrimônio, para honrar meus compromissos, pois outra parte eu deixei e continuo deixando como juros sobre empréstimos.Tenho por princípio e formação, pagar minhas contas, nem que para isso eu tenha que me desfazer de algo.
Lendo sua matéria de sábado, há duas menções a Busscar, quero me referir a segunda:
“Busscar recusa....
"Nesta semana, surgiram pedidos para a companhia produzir 54 carros, mas só aceitou produzir 43. Precisou recusar fabricar 11 ônibus porque falta capital de giro para comprar matéria-prima. O problema está atrelado ao formato de financiamento exigido, via Finame, operado pelo BNDES. O recebimento do pagamento demora 90 dias. Assembleia de credores está marcada para o dia 7 de agosto, quando o futuro da companhia será definido." fim do texto de sábado.
Minha pergunta. Nós brasileiros temos a memória curta, lembro-me muito bem que nas tentativas de explicação sobre a Origem e Aplicação dos Recursos, que a Busscar entregou ao juiz, ficou constatado que o valor liberado pelo juiz, não gerou o numero de carrocerias esperado, um porta voz da empresa justificou que o excedente de material comprado, seria utilizado para fabricarem novas carrocerias (a).
Lendo sua matéria de sábado, noto alguma incongruência entre as duas “justificativas”e três matérias:
- Se compraram a mais naquela ocasião, não entendo por que recusar estes 11 que sobraram e não lançar mão do que sobrou antes ? (a)
- Se a justificativa for, são modelos diferentes (Urbanos x Rodoviários, etc), mostra que a empresa empatou dinheiro naquela ocasião de forma displicente, pois como imobilizar capital de giro, quando não se tem dinheiro ?
- A empresa tem divulgado exaustivamente, que todos apoiam o Plano da Busscar.Ótimo, muito bom, então por que os fornecedores não entregam o que falta para os 11 carros na base da confiança ?
- Quanto à forma de pagamento, não é novidade que há um lapso de tempo para a liberação dos Recursos. O que se fazia era negociar com os bancos a antecipação destes valores, o que acontece agora,por que não fazem a mesma coisa ? as portas estão fechadas ?
- Por último, recordo-me também que em outra matéria, a empresa afirmou e vocês divulgaram, que o BNDES teria colocado dinheiro naquela semana na Busscar. E que nos próximos dias, estaria colocando mais R$ 12,0 milhões! Na verdade o dinheiro colocado foi crédito do cliente, Banco VW, e não liberação para a Busscar, o que foi omitido na matéria.
Ficaria muito grato, caso possa esclarecer se houve engano naquela matéria anterior, ou na de sábado, pois algo não fecha.
Como são muitas informações sobre a empresa, seria bom passar uma lista de acontecimentos de forma coerente para os leitores.
Grato,
Atenciosamente,
Benedito André Almeida Violante