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LONGE DE CASA em 115 países, neste domingo.

07 de julho de 2010 0

Muito além do Rio Grande, além do Brasil, bem longe de casa. Os programas produzidos pelo Núcleo de Especiais da RBS TV serão exibidos em 115 países através da Globo Internacional que atinge cinco milhões de brasileiros e estrangeiros. Nesse mês, serão apresentados: a série LONGE DE CASA - cinco programas que contam a trajetória de cinco gaúchos vivendo em terras estrangeiras, com direção de Gilson Vargas - e “Um Italiano Genial”, de HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS, que narra a vida e os inventos de um morador de Veranópolis (RS). A direção é de Saturnino Rocha. (A foto abaixo é de Gilson Vargas clicada na Índia)
A estreia é neste domingo, 11 de julho de 2010. Confira a programação com o horário padrão de cada continente:

Longe de Casa - 11 de julho (horários locais)
Brasil - 12h05min
Estados Unidos - Los Angeles: 8h30min
Nova York: 11h30min
África - Angola: 18h40min
Europa - Paris: 21h30min

Um Italiano Genial - 11 de julho (horário local):
Brasil - 10h25min
África - Angola: 14h30min
Europa - Paris: 15h30min

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Longe e Perto de Casa: obrigado!

04 de maio de 2010 0

gilson vargas - foto de Gabriela BervianPessoal, faz tempo que não escrevo aqui. Até porque este blog tem muito mais graça para contar as viagens e aventuras de nossa viagem, que encerrou em março. A série estreou dia 10 de abril e tivemos toda edição dos programas para fazer, com nossa ótima equipe de pós produção. Talvez algumas pessoas não saibam, mas tão trabalhoso quanto viajar é refazer a viagem na sala escura da montagem, trabalho meticuloso e artesanal, feito pelo incessante montador Vicente Moreno, fiel parceiro de trabalho (e ex-aluno de cinema em tempos quase remotos).

Estamos prestes a apresentar o último episódio da Série Longe de Casa: Nova Zelândia, com Samuel Wanderer e estou escrevendo na verdade para retribuir a todos que tiveram envolvimento neste processo de trabalho. Agradecer aos meus superiores Gilberto e Alice e aos colegas do Núcleo de Especiais da RBSTV: Leonice, Micheline, Bruna, Vinícius, William e Bruno, meu caros Vicente e Amanda (os irmãos papo-firme) e minha amada Gabriela, companheira que não nega fogo nem abaixo de 20 graus. Quero agradecer aos cinco personagens de carne e osso: Andrea, Gabriel, Raquel, Samuel e Sílvia (meu critério aqui foi a ordem alfabética!) e seus familiares e amigos, que preencheram de graça nossos programas.  Especialmente preciso agradecer a cada pessoa que teve a paciência de ler (alguns até gostaram) este blog e cada pessoa que ligou a TV na RBS, na TVCOM ou clicou na internet pra assistir a vida de gaúchos Longe de Casa. A série foi feita para vocês. E quero agradecer, por último, mas não menos importante, a todos que abriram tempo nas suas agendas mundo afora para nos dar entrevistas por skype no processo onde definimos nossa viagem. E quero aproveitar pra dizer que se houver, quem sabe, uma segunda rodada, mais longe ainda, vou contar novamente com o luxuoso auxílio de estranhos generosos como vocês. Por fim digo que desejo sinceramente que essa mensagem não seja um tchau e torcer pra que seja de fato um até mais! Mais longe ainda!

beijos e abraços,

Gilson

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Making of de LONGE DE CASA

04 de maio de 2010 0

Pessoal, quem quiser saber como foi nossa volta ao mundo pra fazer os cinco programas de LONGE DE CASA é só clicar AQUI.

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Sábado, uma visita ao paraíso: Nova Zelândia em LONGE DE CASA.

04 de maio de 2010 0

fotos Gilson Vargas

Paisagens dos filmes "Avatar" e "O Senhor dos Anéis", a vida calma e tranquila, trabalho e lazer. Foi esse lugar que Samuel Wanderer, de Novo Hamburgo (RS) escolheu para viver. O lugar existe e é no sul da Nova Zelândia numa cidade de três mil habitantes chamada Cromwell. Esse paraíso é o cenário do último programa da série LONGE DE CASA, neste sábado, na RBS TV (logo depois do Jornal do Almoço) em HDTV. A direção é de Gilson Vargas que apresentou cinco gaúchos vivendo em cinco continentes. É um programa pra encher os olhos com a beleza do lugar e o alto astral de Samuel. Enquanto sábado não chega, assista ao trailer clicando AQUI.

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Neste sábado, assista ao programa gravado na África.

27 de abril de 2010 3

Uma jovem médica gaúcha é a guia na savana africana no próximo programa de LONGE DE CASA que vai ao ar, em alta resolução, neste sábado (1º de maio), logo depois do Jornal do Almoço, na RBS TV. A série, que apresenta cinco gaúchos vivendo em cinco diferentes continentes, mostra neste sábado, um país pouco conhecido, Moçambique. Sílvia Kelbert, nascida em Porto Alegre, foi fazer um trabalho ligado aos portadores de AIDS e, assim, fazer a sua parte por um mundo melhor em Maputo, capital moçambicana..

          - Quando fomos para a África, sentíamos como se estivéssemos indo em busca da ancestralidade do homem – explica o diretor Gilson Vargas. – Em Moçambique tudo é mais drástico, mais forte. Os índices de doenças infecto-contagiosas são altíssimos e o combate a pobreza, a doença e a discriminação ainda insuficiente.
         Clique AQUI e assista ao trailer.

         

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Uma artista é uma artista

16 de março de 2010 3

Raquel Nicoletti (a Raquelita) é uma pessoa especial e única. Artista multitalentosa (embala-se no trapézio e tira melodias do piano) com espírito sagaz e uma percepção aguda e bem humorada do mundo. Em Lisboa ela tem sua companhia de circo, que empenha-se em crescer e constituir um espaço para apresentações, próximo ao rio Tejo. Raquel também dá aulas de acrobacia aérea na excelente escola de circo Chapitô, que recebe estudantes do mundo todo em seus quadros. A escola fica no alto de Lisboa e transpira aquele aroma de palco, de circo, de coisas lúdicas que envolvem a alma. O teatro e o circo são mágicos, sempre mágicos. E esta escola, de onde vemos os telhados da cidade e podemos tomar um chá quente no jardim de inverno, nos faz ficar à vontade. Os alunos de Raquel são jovens e chama a atenção ver adoslescentes, ainda com rostos infantis, cultivando fortes músculos pelo corpo. Raquel é exigente com seus alunos, mas percebemos que apesar da linha dura, tem com eles uma forte relação de amizade e respeito. Lembro o que me disse certa vez um amigo: o bom professor tem autoridade sem precisar ser autoritário. Assim é Raquel: forte e delicada.

Aliás, penso que seria legal se nossos personagens, um dia, pudessem estar num mesmo ambiente. Como seria interessante vê-los reunidos trocando experiências.

 

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Encontrando Raquelita

15 de março de 2010 0

Raquelita - foto de Gilson VargasEncontramos Raquel na manhã de Lisboa, junto a Confeitaria Nacional, onde tomamos um bom café. Eu não me furtei a comer os saborosos bolinhos de bacalhau da confeitaria. Já gravando acompanhamos Raquel pelas ruas do centro. Ela nos ofereceu suas primeiras palavras de sua vida neste país, que, apesar de nos paracer tão próximo, é bastante particular e cheio de curiosas e envolventes características únicas. Aqueles que dispensam Portugal do seu roteiro de viagem só porque lá falamos a mesma lingual (sera mesmo que falamos?) e porque são nossos colonizadores, estão perdendo uma grande experiência. Lisboa é uma bela cidade, com suas ladeiras tortuosas e íngremes, sua noite melancólica banhada pela luz amarelada dos postes e embalada pelo cântico do fado. Outro atrativo é a ótima gastronomia, que vai muito além do bacalhau. A prática de confeitaria é ótima, os pães e os vinhos também. A carne de caça, os preparos com ervas e sabores do forno fazem um belo sincretismo entre tantas influências que os portugueses absorveram, como as culinárias dos países colonizados, a culinária árabe, o requinte frances e alegria espanhola.

Raquel nos levou para sua primeira atividade do dia: uma sessão de fotos, com Estúdio fotográfico de Pedro e Vania - foto de Gilson VargasVania, uma fotógrafa búlgara que, junto com seu marido português (também fotógrafo), vive entre o estúdio de Lisboa e Paris, fazendo seus trabalhos. A sessão de fotos começou no estúdio, como uma espécie de aquecimento, e logo continuou no prédio ao lado – uma pequena mini-metalúrgica, onde equipamentos de ferro e muita graxa foram um ótimo cenário para a expressiva Raquel. A sessão foi longa e fizemos várias imagens e também alguns depoimentos de Raquel sobre suas atividades, seu dia-a-dia e sobre a própria sessão. Vania também colaborou e nos contou porque escolheu Raquel para aquele ensaio fotográfico.

Fizemos uma parada para um almoço num dos restaurantes preferidos de Vania, que não nos deixou abrir a carteira.

De volta aos flashes, Vania pediu a Gabi para incluí-la em algumas fotos. A princípio recusado o convite. Mas Vania, com seu jeito carinhoso e sutil acabou convencendo Gabi a dar o ar da graça com uma pesada maquiagem sobre os olhos e uma peruca negra e reta que nos lembrou uma figura egípcia que vimos no Cairo dias antes!

À noite fomos num jantar em um restaurante próximo ao Chapitô. A mesa cheia de atores e acrobatas. Foi muito divertido estar no meio desse povo das artes, que não mede sorrisos e não nega uma noitada das boas! Depois do jantar fomos navegando nossos corpos pelas ruas lisboetas e gravando a trupe de Raquel; todos a plantar bananeiras pelas ruelas e até mesmo na faixa de segurança! Nos deixaram no hotel em meio a cantarias e seguiram para o resto da boemia. Com a escuridão da madrugada e nossos corpos ainda meio cansados da viagem, decidimos ancorar no hotel para despertar cedo e fazer imagens. Um dia longo e estimulante vinha pela frente!Raquel e Gabi - foto de Gilson Vargas

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Out of Africa

15 de março de 2010 0

Saímos da África rumo à Telhados de Lisboa - foto de Gilson VargasEuropa. Nossa porta de entrada foi Paris. Chegamos ao Charles de Gaulle final da manhã após um vôo de duração média, umas 6 horas, pela Egypt Air. Após o processo de visto, feito em menos de cinco minutos, fomos para nosso check in rumo a Portugal, nossa próxima parada para encontrar Raquel Nicoletti. Chegamos a Portugal já noitinha, eis que nosso vôo de Paris demorou um tanto para sair. De taxi, fomos ao hotel no centro de Lisboa, no Rossio – ou seja, muito localizado. O centro da cidade é formado de prédios históricos que ainda exalam uma nostalgia que mistura-se a modernização do país. Aliás, bastante polêmico o momento de Portugal na comunidade européia, pois o país é acusado de má administração dos fundos oriundos da comunidade. O momento é tenso na política econômica portuguesa.

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Paradinha no Egito

15 de março de 2010 0

Pirâmides Egito - foto de Gilson Vargas

Eu e Gabi planejamos uma parada para descanço após os episódios 3 e 4 , assim como fizemos após os episódios 1 e 2, em Singapura. Agora nossa parada foi no Cairo, no norte da África. Chegamos ao Cairo cedo da manhã. As 5:30 nosso vôo da South Africa pousou na capital egípcia. Seguimos de taxi pelas ruas quase vazias, vendo ao longo do trajeto, até nosso hotel, as mesquitas em meio a luz da manhã. Uma imagem mística e um ótimo cenário para relaxar, se não fosse nosso taxista mal caráter que decidiu aumentar o preço da corrida no meio do caminho. O que você faz numa hora dessas? Pula do carro com toda bagagem? Você está mal chegando num lugar e é achacado, o que faz? Não dissemos nem sim nem não para a sobre-taxa inesperada, e assim que nos sentimos um pouco mais seguros – já dentro da cidade - aproveitamos uma parada do suposto taxista e descemos, bem em frente a polícia. Pegamos nossas malas e só pagamos depois de estar com tudo na mão. Pegamos um outro taxi até o hotel, que fica à beira do Nilo; na segunda corrida deu tudo certo e o sol já estava bem mais alto.

No Cairo tivemos dois dias para recarregar nossas baterias, organizar materiais, dormir um pouco mais do que cinco horas por dia. Mas também aproveitamos para dar umas voltas e decidimos visitar as pirâmides em Giza. Chegando lá optamos por alugar camelos com um guia e entrar no Sahara. Foi um grande acerto, pois fugimos das ordas de turistas e chegamos a ficar quase solitários em meio as areias reluzentes de um final de dia do deserto. Me afeiçoei a camela Jabula, que me levou em suas córcovas até as bases das pirâmides, num final de tarde sonorizado pelas rezas emitidas das muitas mesquitas ao longe. Além dos camelos, das pirâmides e da reza, vimos também, a correr solitário no deserto, um jovem local com uma camiseta da seleção brasileira: Robinho. O Robinho do deserto. Coisas da globalização.

Robinho do deserto - foto de Gilson Vargas

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Saindo de Maputo

03 de março de 2010 1

Nossos últimos momentos em Maputo foram muito agradáveis. Aproveitamos para fazer mais imagens no centro da cidade e no prédio histórico que abriga a estação de trens. Aliás, seguinda a linha "locação de filmes", neste local foram filmadas sequencias do filme Diamante de Sangue. A locação é melhor que o filme, diga-se. Por último encerramos à mesa, no restaurante Zambi, indicado pela querida Sílvia. Nossa orgia gastronômica incluiu lulas grelhadas e camarões a laurentina. Comer em Maputo pode ser uma experiência inesquecível. Os temperos, como o piri-piri, são exóticos ao nosso paladar, mas agradáveis, sendo desnecessário andar com açucar nos bolsos (contra o excesso de pimenta) como fizemos na Índia. No pequeno aeroporto de Maputo seguimos mais uma vez para Joannesburgo, onde tivemos uma conexão. Vamos recarregar nossas baterias no Cairo, como fizemos em Singapura. É importante manter a saúde, o sono e a alimentação em dia. Até agora estamos super bem, mesmo com tantas mudanças de clima e horários. Nosso planejamento está sendo bastante bem aprovado pela prática, ainda bem!

Levamos de Maputo muito carinho no coração. Esta terra que merece ser mais conhecida, reconhecida. Esta terra no continente que é berço da humanidade e que de humanidade precisa. Aradecemos Sílvia pelos momentos da cidade e na savana!

Rumo ao cairo e depois... Raquel Nicoletti! Nossa caxiense que vive nas alturas do circo, em Lisboa, terra de Camões, Pessoa. Terra do Tejo, dos pastéis de Bélem. Terra de gaúchos, também.

Até mais!

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