Felizmente, o quadro caótico e paranoico pintado por todos, no setor da segurança pública, antes do Mundial da África do Sul acabou, na prática, não se confirmando durante a competição. A ideia inicial passada no período pré-Copa é de que havia risco de assaltos em qualquer esquina. Claro que tivemos conhecimento de alguns episódios de roubos a jornalistas em hotéis e até mesmo de casos com delegações, mas nada que tenha manchado a imagem dos sul-africanos. Foram ocorrências que, por exemplo, poderiam ser registradas também no Brasil ou em qualquer outro país em desenvolvimento.
Nas áreas de maior circulação dos envolvidos com a Copa - atletas, torcedores e jornalistas -, foi possível verificar que havia policiamento suficiente, dando uma clara sensação de segurança. A África do Sul investiu bastante para dar tranquilidade aos seus visitantes. Dados do governo sul-africano dão conta da presença de aproximadamente 40 mil policiais extras que atuaram nas cidades-sede, cuidando das seleções e das instalações. Uma comitiva da Brigada Militar fez um intercâmbio em solo sul-africano para captar informações tendo em vista à organização da Copa de 2014. Certamente o que foi visto será aplicado na segurança do Mundial no Brasil.
Nos estádios, mesmo com a presença de grandes públicos, não foram registrados quaisquer tipos de problemas com torcedores ou casos de violência ou brigas. Mesmo com a venda de cerveja nos locais de jogos. Na chegada, os torcedores eram submetidos a detectores de metais, e bolsas passavam por máquinas de Raio X para verificar a presença de algo indevido. Os torcedores só tinham acesso à área dos estádios com ingressos na mão, evitando-se assim a circulação de pessoas que estivessem interessadas em praticar algum ato ilícito.
Com base no que foi visto, a África do Sul conseguiu fazer uma Copa do Mundo segura, apesar de todo o ceticismo que envolveu a capacidade de organização dos sul-africanos.




































