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Metrô não pode virar elefante branco

Defendo a construção de um metrô em Porto Alegre, mas considero um absurdo a ideia de começar sua implantação pela zona sul de Porto Alegre. Pelo simples fato de que não há demanda de passageiros que justifique o investimento. Os defensores da ideia se agarram à Copa do Mundo, esquecendo que o evento vai durar um mês e terá apenas dois ou três jogos na capital gaúcha. Além disso, demonstram desinformação sobre a forma de deslocamento dos eventuais turistas. Muitos, é verdade, vão utilizar transporte público, mas a maioria, como já vi nos cinco mundiais que cobri pela Rádio Gaúcha, deve se deslocar dos hotéis em ônibus locados, oferecidos pelos pacotes turísticos.

Elefante branco


No entanto, apenas para efeito de raciocínio, vamos dar de barbada que o metrô teria intenso movimento durante a Copa. E depois, como ficará? Entregue às moscas, com trens vazios e prejuízos operacionais? Como transporte de massa, o sistema de trens subterrâneos exige grande e contínuo fluxo de usuários. Nesse sentido, qualquer avaliação que se faça de Porto Alegre vai apontar a Zona Norte como a região capaz de justificar um investimento tão grande. É só comparar a frota de ônibus e a população envolvida. Essa área tem números inigualáveis por qualquer outra da Capital. Sem contar as eventuais linhas de integração com cidades vizinhas, como Cachoeirinha, Gravataí e Alvorada. Assim, que Porto Alegre continue lutando pelo investimento. Mas sem atropelos que possam transformá-lo num elefante branco e caro. (Chamada das Ruas, Diário Gaúcho, 25.11.09)

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2 respostas para “Metrô não pode virar elefante branco”

  1. Titiozão diz:

    Concordo contigo e digo mais: não pode servir, também, para engordar as largas e ávidas burras desse time que comanda a evaporação de erário público no nosso estado. É muita falcatrua num governo só.

  2. ronan wittee diz:

    O argumento Copa do Mundo esta se prestando,na verdade,para justificar os delírios ou achismo dos sem projetos.
    Cada um destes,se esmera em proclamar uma originalidade inapropriada.
    Parece que o principal é gastar,mesmo que a idéia sirva apenas ao proveito pessoal,deste ou daquele comissário de plantão.
    E,aquele trem do Koester,o aero-móvel(verdadeiro monumento a incompetência pública)?
    Para instalar “aquilo”,nem precisa abrir mais buracos do que os que já estão abertos pelas ruas.
    Tu tens razão Macedo…é muita abobrinha!!!

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