Prevaleceu o bom senso na vistoria do Conselho Regional de Medicina (Cremers) que poderia determinar a interdição da emergência do Hospital Conceição. A comissão de fiscalização foi compreensiva, valorizou o esforço do hospital em reduzir a superlotação do setor e o manteve aberto. Se fosse levar a vistoria ao pé da letra, cobrando a solução de todos os problemas, o atendimento fatalmente teria sido suspenso e dezenas de pessoas ficariam sem assistência. Seria o caos. O Conceição é o maior hospital do SUS no Estado e a interdição de sua emergência provocaria um déficit de atendimento que os outros hospitais da Grande Porto Alegre não teriam condições de absorver. Pelo simples fato de que todos trabalham no limite também.
Clínicas superlotado
Uma prova disso é o Hospital de Clínicas, que vive situação semelhante à do Conceição. Sua emergência também está superlotada, operando com quase o triplo da capacidade. O setor está dimensionado para atender 49 pessoas, mas recebia 121 doentes no final da tarde de terça-feira. Compreendo que é função das entidades médicas zelar pelas condições de trabalho dos profissionais que atuam no setor. Mas o bom senso revelado na inspeção ao Conceição é indispensável para não piorar o problema. Infelizmente, diante da crise crônica da saúde pública, o povão tem que levantar as mãos aos Céus e agrader ao Senhor por encontrar uma emergência superlotada, mas funcionando. Seria mil vezes pior dar com o nariz na porta e ficar sem socorro. (Chamada das Ruas, Diário Gaúcho, 28.01.10)

28 de janeiro de 2010 às 21:50
Lembro que uma das boas chamadas dos sindicatos médicos(tb tem muita bobagem meramente corporativa desfilando na mídia),é pela reabertura dos hospitais que estão fechados.
Mas Macedo, há quanto tempo não se constroe um único novo hospital no Rio Grande do Sul ?
A sorte dos desavisados,é que parece, que o número de carros entupindo as ruas, cresce mais rápido do que a máquina de fabricar gente.E,gente precisa de serviços de saúde(eu disse:serviços)
Brincadeira fora,parece que a turma anda esquecendo os motivos pelos quais acatamos \"manadamente\" pagar tanto imposto.
Aí,assistimos por conta dos fatos,os mais delirantes discursos dos pavões da nulidade,a explicar aquilo que não se explica.
Muito disto,é culpa nossa.
Nos permitimos confundir o que seja função de uma administração de Estado com arrotos de incompetência,como se isto desse na mesma.
Não!
Ninguém esta lá por favor!
Todos são devidamente pagos.Se acham ruim,que caiam fora.Ou então,que prestem o serviço para o qualç são pagos.
É simples!
Como disse:-Não é favor!
29 de janeiro de 2010 às 6:43
MACEDO. este mesmo BOM SENSO do CREMERS...não se verificou em FEVEREIRO de 2007, COM RESPEITO AO HOSPITAL PRESIDENTE VARGAS...onde naquerla EPOCA SUA UTI NEO-NATAL..era infestada de MARIPOSAS,IMUNDA...ONDE SE ENTRAVA SEM A MENOR CERIMONIA...e onde ocorreu MORTE DE CRIANÇAS RECEM NASCIDAS, por INFECÇÃO HOSPITALAR...-jader martins.-
29 de janeiro de 2010 às 11:31
Infelizmente a saúde no nosso país não passa nem perto de ser adequada, mas ao menos temos uma. E certamente é melhor do que nada. O governo federal precisa pagar menos funcionários e menos benefícios aos ministros, deputados e senadores, e começar a aplicar mais na saúde e na educação. Aposto que se esse dinheiro somado a quantia gasta com propaganda fosse remanejado para a saúde, teríamos condições melhores nos nossos hospitais.
29 de janeiro de 2010 às 13:55
Macedo, controlar pessoas é complicado, e nesse caso vemos um exemplo clássico disso. E o pior é regular e criar uma noção de moral. Até porque quem desvia dinheiro da área da saúde parece esquecer que pode um dia precisar dela. E parece esquecer de que maneira irá prejudicar outra pessoa. Por isso, de maneira alguma culpa a prefeitura ou o Fogaça. Culpo a pessoa que desviou o dinheiro, culpo a pessoa que provavelmente nunca mencionou a ninguém o estado desse postinho. Essa pessoa ou essas pessoas que fizeram isso merecem ser investigadas, ao contrário da inquisição que o Tarso está fazendo com o Fogaça que cometeu o erro de confiar em alguém.
29 de janeiro de 2010 às 18:24
Este \"bom senso\" somente aconteceu porque uma \"turminha\" resolveu fazer turismo no haiti e ganhar algum enquanto pintam como heróis. Tudo bem, não fosse a situação em que deixaram os colegas aqui segurando uma barra.
14 de fevereiro de 2010 às 21:37
Nessa questão de o cremers fiscalizar a emergência do HC, me pergunto, rindo, é qual o poder do cremers para fiscalizar a emergência do hospital? No meu modo de ver, não compete ao cremers fazer esse tipo de fiscalização. Sugiro ao conselho que, se for fiscalizar alguma coisa, se preocupe com os horários dos médicos. Monitorem se todos cumprem a escala de trabalho para a qual recebem um digno salário.
16 de fevereiro de 2010 às 10:36
Gostaria de dar um pitaco no assunto de Hospitais levantado pelo jornalista Antonio Carlos Macedo. Há algum tempo tenho notado que muitas caravanas de ambulâncias se destinam a Porto Alegre trazendo seus doentes que vêm de todas as partes do Rio Grande do Sul. Casualmente tive que fazer um trabalho nas imediações da esquina da João Pessoa com a José Bonifácio e deparei-me numa sombra ampla de árvores altas do Parque Farroupilha com um fila imensa de ônibus e ambulâncias que descansavam (faziam tempo), na espera dos doentes que tinham trazido do interior para serem atendidos na Santa Casa, no Pronto Socorro, Hospital de Clínicas, Beneficiência Portuguesa e outros tantos hospitais de Porto Alegre. Então não dá para segurar tal situação, uma vez que temos uma cidade de doentes somente em Porto Alegre e na Grande Porto Alegre e temos que suportar o ônus de todo o interior do estado do Rio Grande do Sul, cuja culpa acaba recaindo no Prefeito e no Governador. Seria interessante que cada cidade pólo tivesse condições de atender seus próprio doentes. Cidades Pólo que falo são Pelotas, Santa Maria, Santo Ângelo, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Lajeado, etc.