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Posts de maio 2009

Projeto Túneis - 2

31 de maio de 2009 6
Quando iniciei essa história dos Misteriosos Túneis de Blumenau, recebi vários e-mails de pessoas ou grupos que em algum momento resolveram sair a campo e fazer investigações por conta própria. Um deles foi um ex-aluno cujo nome omito para protegê-lo de complicações, pois os dados que ele me passou são verdadeiramente intrigantes. Segundo ele, o morro atrás do Shopping Neumarkt é o lugar mais estranho a que chegaram depois de “interrogar” os habitantes mais antigos de Blumenau. No parque que existe na área, no meio do mato, entre um bambuzal, há uma espécie de entrada subterrânea fechada por cimento, “o mesmo de que foi feito o Colégio Sagrada Família”. Mas por que a boca de um túnel lá atrás, tão longe, no meio do nada?
Como sempre, as explicações começam no Teatro Carlos Gomes. Como citei no outro post, pelo menos um túnel viria do rio até os porões do palco, dali a passagem se estenderia até o Colégio Santo Antônio, depois ao Sagrada Família e, dali, numa bifurcação, ao Pedro II e ao meio do mato, mais precisamente atrás de onde hoje fica o shopping. As conspirações nazistas entram rapidamente na história. Construído com dinheiro vindo da Alemanha hitlerista, o teatro possui uma fachada em forma de quepe e uma sacada que seria o púlpito ideal para um discurso do Führer caso ele vencesse a guerra e começasse a visitar as colônias germânicas espalhadas pela América do Sul. Os túneis serviriam como rotas de acesso, para evitar atentados, ou de fuga, caso algum imprevisto acontecesse.
Para complementar sua teoria, meu ex-aluno conversou via net com um experiente pesquisador da história local. Reproduzo abaixo o diálogo dos dois, com algumas adaptações e a exclusão de fragmentos nos quais aparecem os nomes de pessoas que não autorizaram as citações.
Estudante: Bom dia.
Pesquisador: Bom dia.
Estudante: Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que o senhor vem realizando sobre a história e o povo de Blumenau.
Pesquisador: Agradeço pelas palavras de carinho.
Estudante: Acredito que o senhor já tenha ouvido falar dos túneis que cortam o centro da cidade. Essa história é verídica?
Pesquisador: Na minha opinião, é sim. Entretanto, há muitas lendas obstruindo a verdade dos fatos.
Estudante: Há algumas coisas aí que me deixam com a pulga atrás da orelha.
Pesquisador: Quais são?
Estudante: Em primeiro lugar, dizem que o túnel na frente do shopping não foi escavado, ele já existia e apenas deram uma “melhorada”. O senhor se recorda das obras?
Pesquisador: Sim. Realmente, esse era o comentário da época.
Estudante: Em segundo lugar, quando houve a reurbanização da Rua XV de Novembro, havia lá pessoal do exército dando uma “verificada” nas obras. Por que o interesse em obras que nada tinham a ver com o serviço militar?
Pesquisador: Nunca entendi esse fato.
Estudante: No livro Mein Kampf, Hitler fala que viria para uma colônia alemã fora da Europa e que essa colônia era Blumenau.
Pesquisador: Sim, verdadeiro.
Estudante: O Teatro Carlos Gomes visto de cima é um capacete alemão.
Pesquisador: Também verdadeiro.
Estudante: Há cerca de três anos, haveria um recital no Carlos Gomes organizado por um colega meu. Infelizmente, choveu muito naquele dia, e o pessoal do Corpo de Bombeiros não permitiu que se realizasse no local o recital. Motivo? A parte subterrânea do Carlos Gomes estava cheia de água. Se o senhor for ao teatro e perguntar sobre essa parte subterrânea, eles negam, dizem que não existe. Mas quando o Corpo de Bombeiros deu a notícia, eu estava junto e ouvi claramente que os “porões” estavam alagados e que a realização do recital seria perigosa.
Pesquisador: Negam, sim. Já consultei muita gente sobre isso. Ficam chateados e pedem para mudar de assunto. Afirmam que nada disso é verdadeiro, apenas coincidências.
Estudante: Caso seja verídico, há uma possibilidade de confirmar minha teoria. Hitler daria um discurso no Carlos Gomes. Caso houvesse algum problema, ele fugiria pelos túneis. Procuraria abrigo no Colégio Santo Antônio que, por pertencer à Igreja, não poderia ser invadido. Depois seguiria até o Sagrada Família e por fim sairia no morro atrás do shopping.
Pesquisador: Sua afirmação pode ser correta, mas é preciso cuidado. O que me intriga é que as pessoas a quem pergunto sobre isso sempre dão um jeito de desconversar.
Estudante: O senhor soube que agora, nas obras realizadas no Castelinho, foram encontrados vários documentos, munição e objetos ligados ao nazismo?
Pesquisador: Soube, sim.
Estudante: Sabe-se que Blumenau abrigou muitos nazistas que fugiram depois da Segunda Guerra Mundial.
Pesquisador: Ouvi falar sobre isso, mas não há provas concretas.
Estudante: O senhor acha que toda essa história é lenda ou verdade?
Pesquisador: Muita coisa é lenda, mas acho que alguma verdade existe. Mas quais são as verdades? Infelizmente, não posso contribuir muito com você, pois as respostas nunca me foram dadas com clareza. Gosto de fazer um trabalho baseado em certeza, não em dúvida, mas acho importante essa pesquisa. Parabéns a você que dará continuidade a esse assunto que faz parte da nossa cultura e história. Um forte abraço.
 
Aguardem mais revelações nos próximos posts.

Postado por Maicon Tenfen

Esquerda e direita

31 de maio de 2009 1

Karl Marx: queiramos ou não, o barbudo aí mudou o mundo!/wordpress

Não sei quanto aos outros colunistas, mas eu me sinto um verdadeiro privilegiado. Em termos políticos, tenho a sorte de ter a minha coluna achincalhada tanto por membros da esquerda quanto da direita. Tentaram me doutrinar com todo tipo de assédio (alguns enviaram até livros, pelos quais agradeço), sempre me aplaudindo quando de alguma maneira defendo a sua visão de mundo, e sempre me criticando quando minhas frases destoam daquilo que querem ler. Acho que é por causa disso que resolvi dedicar a crônica de amanhã a um esclarecimento mínimo da questão. Abaixo, uma prévia:

 

Faz uns 20 anos que virou moda negar a pertinência de conceitos políticos como esquerda e direita. Se as utopias estavam mortas e o capitalismo havia se alastrado para todas as direções do globo, seria bobagem insistir em formulações ideológicas que, em vez de unir, apenas afastavam as pessoas de um ideal de progresso comum. Admito que eu mesmo fiz uso desse tipo de argumento, principalmente quando desejava fugir pela tangente, mas a grande verdade é que toda essa história não passa de uma falácia produzida pela confusão do nosso tempo e pelas más intenções dos que acreditaram nas vantagens do capital especulativo. Como resultado negativo, hoje temos uma crise financeira de proporções planetárias. Como positivo, estamos diante de uma oportunidade de crescimento e reavaliação.

O resto estará na edição impressa de amanhã. Até.

Postado por Maicon Tenfen

Projeto Túneis - 1

29 de maio de 2009 2
Conforme anunciado na coluna impressa do Santa, segue abaixo o tal texto supostamente ficcional, de Carlos Braga Mueller, que trata da existência dos Misteriosos Túneis de Blumenau.
 
Uma lufada de vento apagou a tocha que eu aguentava firme na mão esquerda. Com a direita, comecei a tatear as paredes íngremes do túnel.
Eu havia descido por uma escada de tijolos para chegar até a boca do túnel e agora constatava, estarrecido, que havia, sim, um outro nível na minha querida Blumenau, a dos subterrâneos que serviam de habitação para enormes ratazanas. 
Quando consegui encontrar fósforos, e reacendi a tocha… vi então que do teto pingavam gotas imundas de esgoto. E em direção ao que deveria ser o leito do Rio Itajaí-açu escorria uma gosma peçonhenta,  vinda das entranhas da terra, mistura de lama pútrida e restos de cocô, tudo temperado por infiltrações da água das chuvas…
Automaticamente retirei meu pé da borda, dei meia-volta e corri para a escada. Subi apressadamente os degraus, cuidando para não escorregar. Abri a porta de ferro e respirei aliviado. Estava de novo no porão do Teatro Carlos Gomes!
 
Será que isso é ficção mesmo? Não seria, digamos assim, a transposição literária de experiências vividas ou ouvidas?
Já, já, mais informações.

Postado por Maicon Tenfen

Projeto Túneis - até que enfim!!!

28 de maio de 2009 2

Aí, moçada, segue uma prévia da crônica que sairá amanhã na edição impressa do Santa:

Finalmente, e com minhas sinceras desculpas pelo atraso, estou pronto para revelar o resultado da investigação que vocês me ajudaram a realizar sobre os Misteriosos Túneis de Blumenau. Como o material é vasto, vou publicar tudo o que descobrimos aos poucos, começando hoje com a coluna e prosseguindo depois com o blog.
Começaremos pela tese mais agradável e eivada de suspense: “os túneis existem, sim senhor!” Segundo a maioria das “testemunhas”, a base ficaria no subsolo do Teatro Carlos Gomes. Dali as passagens se estenderiam para duas direções quase opostas: uma alcançaria o rio Itajaí-Açu e outra iria até o Colégio Santo Antônio (hoje Bom Jesus), que por sua vez continuaria até o Colégio Sagrada Família e, dali, conforme algumas versões, chegaria ao Colégio Pedro II. Por que esse trajeto? Calminha aí, moçada! Tudo será explicado aos poucos.

Postado por Maicon Tenfen

Miguel Sanches Neto

28 de maio de 2009 1

Atualmente, Miguel Sanches Neto é um dos escritores mais destacados do país. Professor e crítico literário, é autor de uma série de livros que incluem gêneros diversos como contos, ensaios e crítica literária. Publicou três romances até o momento: Chove sobre minha infância, Um amor anarquista e A primeira mulher. Veja aqui uma entrevista que ele concedeu ao Portal Galego da Língua. É um dos 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Hoje à noite, às 19h, realizará palestra na sala I-305 da Furb. A entrada é franca e aberta ao público em geral.

Postado por Maicon Tenfen

Eu, comunista!

27 de maio de 2009 5
Tornei-me comunista aos dez anos de idade. Culpa do meu professor da quarta série, que um dia interrompeu a aula e sentenciou:
— Os capitalistas sempre quiseram acabar com a nossa raça!
— O que são capitalistas, professor?
— Como? Vocês não sabem o que são capitalistas?
— Não.
— Bem… capitalistas… deixe-me ver… Fácil: capitalistas são aqueles que estão do lado dos ricos.
— E dos pobres, professor? Quem está do lado dos pobres?
— Ora, quem! Os comunistas, óbvio.
Se era tudo assim tão simples, passei a ser comunista, pronto, eu e o resto da turma. Guri do povo, era natural que quisesse estar junto com o povo.
Vamos a matar, compañeros!
 
                                  ***
 
Num país como o nosso, onde as elites sanguessugas não têm vergonha de expressar seu desprezo pelo populacho, é comum que professores e livros estejam impregnados de tudo que recorde, com simploriedade ou não, as correntes ideológicas ligadas àquilo que se costuma chamar de esquerda. É por isso que, quanto mais eu lia e assistia a aulas, mais comunista e mais radical eu ficava. Mil palestras frequentei na Universidade, e todas eram pautadas pela mesma lenga-lenga. Primeiro me provavam que o Brasil é miserável e subdesenvolvido (tarefa pouco difícil), depois apontavam os culpados dessa catástrofe, o FMI, os Estados Unidos, o mercado de capitais etc. E o povo, como é que ficava? Simples: massa amorfa e ignorante, sempre fomos vítimas condenadas ao sofrimento perpétuo. Quando alguém levantava o dedo e perguntava por soluções, o palestrante pedia licença para atender seu celular de última geração.
 
                                ***
 
Apesar disso, só larguei a bandeira vermelha ao dispensar os atravessadores e ler o Manifesto de Marx e Engels na fonte. Cheguei a decorar duas passagens cativantes:
1) “A burguesia produz, acima de tudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inelutáveis.”
2) “Que as classes dominantes tremam à ideia de uma revolução comunista. Os proletários nada têm a perder, exceto seus grilhões. Têm um mundo a ganhar.”
Bela música para os ouvidos de um estudante que comia mal e dormia num quartinho cheio de goteiras. O problema é o que o Manifesto apresenta depois. Num tom populista e irresponsável, os autores começam a falar em “intervenções despóticas”, em “suprimir pela violência as antigas relações de produção” e em fazer com que o proletariado alcance “sua própria dominação de classe”.
Empunhar um fuzil para que a sociedade troque seis por meia dúzia? Antes fazer um adendo à fala do meu antigo professor:
— Os capitalistas (e os comunistas) sempre quiseram acabar com a nossa raça!

Postado por Maicon Tenfen

Karl May

26 de maio de 2009 5

Karl May escreveu boa parte de seus livros na prisão.

Acho que sou um dos últimos leitores do romancista alemão Karl May (1842-1921). Digo isso porque, pelo menos até hoje, nunca encontrei alguém mais novo com quem pudesse conversar sobre as façanhas de Mão-de-Ferro e Winnetou. Com um pouco de sorte, tais conversas se realizam com senhores sexagenários que, provavelmente mais nostálgicos que eu, não se negam a passar horas relembrando as tardes e as noites em que, ao folhear as famosas traduções publicadas em 1955 pela Editora Globo de Porto Alegre, cruzavam a região dos bandoleiros, talvez nos desfiladeiros dos bálcãs, para mais tarde, através do deserto ou pelo curdistão bravio, vencer os sete mares e a cordilheira dos Andes a fim de alcançar, sempre bem armados com a “mata-ursos” ou o rifle de repetição Henry, o oeste selvagem da América do Norte.
Mão-de-Ferro e Winnetou eram o Harry Potter e o Frodo da minha turma. Descobri seus livros aos doze anos de idade. Por ser interno de um seminário franciscano, tive acesso a uma biblioteca cheia dessas encadernações antigas e misteriosas. Os romances de Karl May assustavam pelo tamanho, é claro, — o mais fininho possuía 360 páginas! — mas ao mesmo tempo eram convidativos porque, em suas guardas, traziam mensagens cuidadosamente escritas a lápis por antigos leitores: “Li este calhamaço em apenas dois dias. Comecei e não consegui parar. Duvida? Então experimente!”
Além da aventura, dos tiroteios, dos países e das figuras exóticas, o que mais fascinava em Karl May, acho, era a forma como impregnava suas histórias de verossimilhança através de pequenos truques narrativos. Velho e experiente, uma espécie de Riobaldo que com o leitor partilhava a sua vida de andanças e encantamento, o narrador sempre se enunciava na primeira pessoa e por isso nos dava a impressão — ou mesmo a certeza — de que tudo que líamos era fidedigno e verdadeiro. Sabe-se que o escritor, no fim da vida, enfrentou vários processos sob a acusação de ser realmente salteador, bandoleiro e embusteiro.
Temido por onde passava, o personagem Karl, não por acaso um homônimo do seu criador, adotava um apelido e um estilo distintos em cada continente que visitava. Era Mão-de-Ferro nos Estados Unidos, Kara Ben Nensi no Oriente Médio e Pai Jaguar na América Latina. Quixote bem sucedido (e por isso pouco trágico), teve muitos sanchos, sempre fiéis ou cômicos, com quem dividia a fama e os perigos da estrada. Óbvios destaques para o índio Winnetou e o árabe Halef.
É muito difícil, atualmente, encontrar algum dos títulos de Karl May nas estantes das livrarias. Foi esquecido, como esquecidos serão as Rowlings e os Tolkiens dessa vida. Há cerca de dez anos, consegui adquirir suas obras completas (mas em estado deplorável) num sebo de Blumenau. De vez em quando, especialmente quando quero melhorar o meu astral, volto a elas e leio um volume, um capítulo, uma página — sim, é um alegre retorno à minha infância. Eis a grandiosidade da literatura. Temos um Kafka, temos um Pynchon, temos um Machado e um Graciliano, mas eles nada seriam se não tivéssemos, antes de tudo e em primeiro lugar, um simples e imaginoso Karl May.

Postado por Maicon Tenfen

Cai fora, Marçal!

25 de maio de 2009 10

Quando a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Blumenau expulsou os dois assessores que serviram pizzas no desfecho do Caso Marçal, expulsou também uma boa parte dos eleitores que se sentiram representados pelo ato de protesto. Protesto pacífico, e aqui repito a minha crônica impressa de hoje, tipicamente tupiniquim, mas inútil em termos práticos. Nossos “edis” precisam conhecer o repúdio e a insatisfação dos eleitores. E deve ficar claro para o Sr. Marçal que a renúncia é o único ato capaz de afastar os corvos que pairam sobre o legislativo municipal. Portanto, minha gente, se vocês quiserem gritar, a hora é agora.

 

Postado por Maicon Tenfen

Pela renúncia do Marçal

24 de maio de 2009 15

Segue uma prévia da crônica de amanhã:

 

Não deixa de ser curioso o fato de que Blumenau, terra de alemães, possui um rodízio de pizza em cada esquina. A iguaria italiana – ou bem brasileira, no caso – acaba de entrar e sair da Câmara de Vereadores, e não apenas no plano simbólico. A demissão dos dois assessores que distribuíram pizzas no desfecho do Caso Marçal foi a gota de lama num processo de decadência pelo qual a instituição vinha passando há tempos. Estamos todos no fundo do poço.

O que fazer para reverter a situação? Os blumenauenses podem até se contentar em mascar o gordurame, é um protesto pacífico e tipicamente tupiniquim, mas, de minha parte, acredito que a única pessoa capaz de salvar o que resta da reputação da Câmara é o Sr. Marçal. Basta que ele renuncie! Não, não há ironia no enunciado. A história está cheia de exemplos de homens dispostos ao sacrifício pelo bem das instituições que representam. Sugiro hombridade ao Sr. Marçal, já que a mesma faltou a seus colegas de plenário.

Você concorda com isso? A renúncia de Marçal seria bem-vinda para limpar a ficha da Câmara?

Postado por Maicon Tenfen

Rubem Fonseca na Agir

23 de maio de 2009 2

RUbem Fonseca, que não dá entrevistas, foi para a Editora Agir.

Na coluna impressa de 13 de maio, no Santa, publiquei o seguinte parágrafo:
Recentemente, Rubem Fonseca saiu da Companhia das Letras, a mais conceituada editora do país, desfazendo uma parceria que durava quase 20 anos. Não se fala de outra coisa nos bastidores do mercado editorial, ainda mais porque ninguém é capaz de explicar direito o que aconteceu. Em nota divulgada à imprensa, a editora restringiu-se a dizer que o autor está livre para publicar onde quiser. E Fonseca, que se recusa a dar entrevistas ou mesmo a divulgar fotos, reservou-se no silêncio que lhe é peculiar.
Acho que nunca vamos saber o que realmente aconteceu. Por outro lado, já sabemos que Rubem Fonseca fechou negócio com a Agir, a mesma editora que publicou o último livro do Paulo Coelho. Além da republicação de todos os livros do autor de Feliz Ano Novo, já está programado o lançamento de um romance inédito para o segundo semestre de 2009. Todas as grandes editoras brasileiras participaram do “leilão”, e cogita-se que as somas envolvidas aproximam-se de 1 milhão de reais.
Eu sinceramente não sabia que o mercado editorial brasileiro estava com essa bola toda…

Postado por Maicon Tenfen