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Posts de junho 2009

Nelson Rodrigues

30 de junho de 2009 1

Nelson Rodrigues na época em que escreveu Vestido de Noiva./Divulgação.

Hoje, no Santa impresso, recontei uma história que o meu amigo Moacir Loth me contou sobre o Nelson Rodrigues. Abaixo, um texto que publiquei sobre o “anjo pornográfico” no ano passado:
 
 
 
O Tarado de Suspensórios
 
Faz quase 30 anos que Nelson Rodrigues morreu. Escreveu dezessete peças de teatro, um romance, oito folhetins assinados por pseudônimos femininos e um escandaloso sucesso, Asfalto Selvagem, sob o qual gravou o próprio nome. Isso sem contar os 55 anos de produção jornalística. Durante esse período, contos, crônicas e artigos foram diariamente publicados na melhor e na pior imprensa carioca. Em quase tudo que escreveu, o binômio amor/morte fez festa e esperneou.
— O amor não deixa sobreviventes — dizia com o cigarrinho fumaceando na boca.
Obsessivo confesso, vangloriava-se da própria obsessão.
Foi ele quem primeiro reconheceu a “majestade dinástica” de Pelé. Isso aconteceu numa crônica publicada na Manchete Esportiva, em março de 1958, vésperas da Copa na Suécia. Avaliava os inverossímeis 17 anos daquele incrível jogador do Santos com o espanto que antecede todas as certezas de glória e sucesso:
“Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento.”
Sabia que, a partir dali, nossa seleção não mais entraria em campo com a alma dos vira-latas. Russos, húngaros, ingleses, todos seriam olhados de alto a baixo, com o melhor desprezo dos monarcas. Faturamos o caneco pela primeira vez. Ponto, portanto, para o “profeta tricolor”.
Numa coluna diária que mantinha em A Última Hora, Nelson cometeu o desplante de escrever que “toda mulher gosta de apanhar”. Mesmo em se tratando da sociedade dos anos 50, para quem a conscientização feminina não possuía a força que tem hoje, aquilo era demais.
E a grande prejudicada da história foi Elza, esposa de Nelson, que passou a ser provocada na rua: como é, já apanhou do maridinho hoje?
— Bando de burros — explicou-se ele à mulher. — Não entenderam o que eu quis dizer.
— Então explique-se melhor na próxima coluna. Até as crianças, no colégio, estão sofrendo com isso.
Relutante, Nelson prometeu que resolveria a questão. E publicou, no dia seguinte:
“Nem toda mulher gosta de apanhar. Só as normais. Porque as histéricas, ah, essas reagem!”
 

Postado por Maicon Tenfen

Hemingway

30 de junho de 2009 6

Hemingway e a espingarda de matar elefantes: o rei do politicamente incorreto./Wordpress.

— Se algum dia tiver a chance de visitar a Espanha — disse ontem a meus amigos —, não volto antes de assistir a uma ou duas touradas.
Mesmo numa mesa de bar, as reações não poderiam ser mais previsíveis. Enquanto elas faziam caretas de reprovação, eles riam como seu eu estivesse bancando o excêntrico.
— Qual a graça de ver um bicho sendo maltratado e assassinado por um bando de seres humanos babacas?
Em vez de fazer troça com a alcatra que a colega mastigava durante a frase, respondi que estava apenas brincando com a obra de Hemingway.
— Quem?!
Isso sim foi um pouco inesperado. Embora professem interesse em livros e literatura, boa parte dos presentes não fazia a menor ideia de que o supracitado foi um dos escritores mais famosos do século 20.
Enumerei os títulos de alguns livros (alguém resmungou um “ahã” ao ouvir O Velho e o Mar), falei do Prêmio Nobel e, pra finalizar, repeti o conselho que o Seu Chico Pereira me deu há alguns anos:
— Ainda não leu Os Assassinos? Não perca tempo, rapaz!
Professoral, expus a famosa teoria do iceberg: Hemingway sempre narrava duas histórias ao mesmo tempo, uma superficial, que aparecia, e outra mais densa, que ficava escondida debaixo d’água. Daí a necessidade de co-autoria durante a leitura.
— Coisa mais démodé! — disse alguém. — Esse tal de Remington aí já era. O negócio agora é Philip Roth, é Zé Saramago, é Cristóvão Tezza.
Perguntei a mim mesmo como é possível esquecer uma figura tão emblemática como Hemingway. Ainda que a resposta só tenha aparecido hoje cedo, ela já estava contida na reação à minha ideia de visitar a Espanha. Pelo bem ou pelo mal, o mundo de Hemingway morreu faz tempo.
Agora que o puritanismo se travestiu em correção política, não há mais espaço para um escritor que fazia safáris e gostava de ser chamado de buana, que lutava boxe e — ô louco! — atirava em tubarões com uma metralhadora. Dizem até que o homem se orgulhava de ter pêlos no peito, algo que hoje soa como uma espécie de ato falho.
— Os ideais do passado se tornaram os preconceitos do presente.
— O quê?! — disseram meus amigos no bar.
— Nada não, moçada. Vamos beber!
Só para provocar, confesso que não era brincadeira, não: se algum dia tiver a chance de visitar a Espanha, não volto antes de assistir a duas ou três touradas.

Postado por Maicon Tenfen, publicando um texto das antigas.

O país da malandragem

29 de junho de 2009 9
Prévia da crônica de amanhã, no Santa:
 
O Brasil foi planejado para os vadios. Não há lei, emenda ou costume que não deixe uma boquinha para o desfrute dos aproveitadores e mal-intencionados. Isso é culpa do nosso passado colonial? É culpa da nossa elite viciada em apadrinhamento e beija-mão? Deve ser. Aqui as pessoas acreditam na “lógica do jeitinho” e, ao que parece, fazem o impossível para mantê-la.
Também, né?! O que esperar de um país iniciado por portugueses espoliadores e católicos indolentes? Simples: um completo desprezo pelo trabalho, atividade que sempre foi considerada negativa entre nós. Essa barulheira contra os maiores de 14 anos no mercado é mais um reflexo da nossa incapacidade de lidar com o real.

Postado por Maicon Tenfen

Michael Jakson - 4

28 de junho de 2009 2
Prévia da crônica de amanhã, no Santa:
 
Já tem gente dizendo que Michael Jackson não morreu coisa nenhuma. Para se livrar dessa vida de celebridade bizarra, ele teria simulado a própria morte com a ajuda de uma boneca de cera e agora estaria em alguma praia da Jamaica tomando uma gelada com o sogrão Elvis Presley.
A ideia é atraente e inevitável. Aconteceu com Jim Morrison, Bob Marley, James Dean, Bruce Lee e uma série de outros ídolos que partiram antes do tempo. Todos têm seus álibis e disfarces para permanecerem anônimos no meio da multidão. No caso de Michael, bastaria que se inscrevesse em concursos que dão prêmios aos melhores imitadores de Michael Jackson. Sempre ficaria em último lugar.
Esse tipo de história surge porque os deuses simplesmente não podem morrer. Eles precisam ficar e despertar suspeitas sobre a autenticidade dos fatos — uma forma eficaz de manter o mundo de pé e pleno de sentido.

Postado por Maicon Tenfen

Tipo Holandês

26 de junho de 2009 7
Acho que os leitores pensam que eu estava de deboche quando elegi a mostarda escura como símbolo da superioridade da civilização erigida pelo homo blumenauensis. Bem, os leitores costumam estar com a razão, certo? Quando se fala em “civilização”, “superioridade” e, cá entre nós, “homo blumenauensis”, o deboche é o único código possível de argumentação.
Apesar disso, devo acrescentar que a minha preferência pela mostarda escura é verdadeira. Caso contrário, suponho que o tempero sequer teria passado pela minha cabeça na hora de elogiar Blumenau. Meu contato com a iguaria começou a se estreitar há 12 ou 13 anos, época em que trabalhei na região do Badenfurt.
Quase todas as manhãs, descia no trevo e procurava uma lanchonete para comer um bolinho de gato. Já que o cardápio não era dos melhores, eu usava a mostarda para balancear o sabor. Ô saudade, aquilo sim é que era vida! Mas devo advertir que o uso da mostarda deve ser comedido. Não caberia aqui comentar os efeitos colaterais do exagero, mas que eles são terríveis, ah, isso são!
(Veja matéria sobre a mostarda escura no Caderno de Gastronomia, do Santa).

Postado por Maicon Tenfen

Michael Jackson - 3

26 de junho de 2009 2
Michael Jackson é homem ou mulher? Você sabe? Ele sabe? É preto ou branco? É velho ou moço? Ninguém sabe. Se injetarem no Michael Jackson o soro da verdade, ele certamente não dirá que é homem, negro, com quarenta e nove anos de idade (nasceu no dia 28 de agosto de 1958).
Já existe quem diga que é um “mutante”. As mutações podem ter diversas origens: podem ser ocasionais, tomando parte na pequena probabilidade de erro espontâneo no momento da duplicação do DNA na mitose ou meiose; podem ser provocadas por agentes mutagênicos de origem eletromagnética, química ou biológica; podem ser ainda induzidas em laboratório com o uso intencional desses mesmos agentes sobre organismos vivos.
Mutante induzido ou não (…) Michael Jackson é, talvez, uma espécie de precursor. Vamos, pelo menos, entendê-lo.
 
Rubem Fonseca, O Romance Morreu, 2007, págs. 112-113

Postado por Maicon Tenfen

Michael Jackson - 2

26 de junho de 2009 0

O moonwalk – aquele passo em que ele andava para trás quando parecia andar para frente - era a marca registrada de Michael Jackson. Como é que ele conseguia fazer aquilo? Confesso que sou um “moonwalker” fracassado, mas atire a primeira pedra quem nunca tentou imitá-lo. Abaixo um clip com os melhores momentos do passo ao longo de toda a carreira de Michael.

 

Postado por Maicon Tenfen

Michael Jackson

26 de junho de 2009 4

Michael no auge da carreira: o que seria dos anos 80 sem ele?/Divulgação.

Thriller
 
É noite e um carro para na estrada deserta. O rapaz explica à garota que a gasolina acabou. Ela sabe que isso é mentira, mas se finge de tola porque está visivelmente apaixonada.
— O que vamos fazer agora? — diz a moça, insinuante.
Em vez do tão esperado beijo, os dois saem à procura de ajuda. O rapaz caminha em silêncio. A garota não gosta disso, tenta puxar assunto. Param no meio da floresta.
Ele, sério:
— Preciso te dizer uma coisa.
Ela (será que vai me beijar agora?):
— Diga o que quiser. Sou toda ouvidos.
— Sabe que gosto de você, não sabe?
— Sim, eu sei.
— Que bom. Espero que goste de mim do mesmo jeito.
— Claro que gosto. Gosto muito. Gosto demais.
Os dois se abraçam, mas nada de beijo, nem mesmo no rosto. O rapaz tira alguma coisa do bolso. É uma espécie de anel de noivado, que põe no dedo dela.
— Agora você vai ser a minha garota. Mas primeiro tenho uma revelação a fazer.
— Faça, meu bem. Pode se abrir comigo.
— Eu não sou como os outros rapazes.
— Claro que não. É por isso que eu te amo.
— Você não está entendendo. Sou um cara diferente.
— Diferente? Do que está falando?
Antes da resposta, um vento impetuoso sopra as nuvens que até então bloqueavam a claridade da lua cheia. O rapaz sente engulhos, geme e cai aos pés da moça.
— O que houve? — diz ela. — Você está bem?
— Ah! — exclama ele, agora com olhos brilhantes e voz cavernosa.
A garota grita, mas é tarde demais. Diante de nossa incredulidade, o “cara diferente” passa por uma horrível metamorfose. Torna-se lobisomem e começa a perseguir a mocinha por entre as árvores e as sombras. Ao que tudo indica, irá matá-la, esquartejá-la e dilacerá-la.
 
                                  ***
 
Só quem mora em Marte não assistiu à cena acima. É a abertura de Thriller, o clip-marca-registrada de Michael Jackson, a quintessência do que sua música representa para o mundo. Fiz questão de descrever a cena em detalhes porque agora, com sua obra finalizada, tudo parece claro na vida do ídolo.
No momento mais brilhante de sua carreira, o rei do pop fez questão de mandar uma mensagem subliminar a todos os seus súditos. Chamou atenção para o fato de ser “um cara diferente” antes de se transformar naquela criatura branca e sem nariz que de vez em quando aparecia nas revistas de fofoca. Os fãs não tiveram melhor destino. Surpresos com o excesso de plásticas e as histórias de pedofilia, acabaram encarnando a mocinha que desejava um beijo. Foram simbolicamente assassinados, esquartejados e dilacerados.
Doeu em todo mundo, concorda? É que o fenômeno Michael Jackson não se reduziu a um mero produto empacotado pela indústria cultural. A despeito dos escândalos e dos fracassos que pesaram sobre o nosso bizarro Peter Pan, muita gente está lamentando a sua morte. Mas acho que os fãs podem se consolar no que segue: Michael morreu como curiosidade para ressuscitar como artista.
Afinal de contas, quem é rei nunca perde a majestade.

Postado por Maicon Tenfen

Homem na Lua? - 3

26 de junho de 2009 17
Mais uma contribuição para o debate sobre a ida (ou não) dos americanos à Lua.
Estratégias da Conquista da Lua e Marte
Roberto Belli (especial para o blog)
 
Quarenta anos depois de terem pisado na Lua, muitos americanos não acreditam na Conquista da Lua! Se os astronautas soubessem que isso ia acontecer, provavelmente teriam colocado uma faixa do tamanho de vários campos de futebol com a inscrição: “Sim, nós conseguimos!”.
 
Convenhamos, isso não é necessário! Como já foi dito, a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) fará um mapa detalhado da Lua para planejar, futuramente, uma base que servirá de trampolim das viagens a Marte e além. Com a LRO será possível ver os objetos deixados pelas experiências dos astronautas (que não foram poucas) do Projeto Apollo. Com isso, os adeptos da teoria da conspiração devem entender, finalmente, que o homem esteve lá. Mas se eles, ainda assim, não entenderem, bem… Acho que devem colocar o dedo na tomada para ver se a eletricidade existe! (Tudo bem, vou deixar o meu sarcasmo de lado!)
 
Na Lua, foram deixados restos de experimentos, entre eles está um espelho retrorrefletor, que pode refletir a luz de qualquer direção. Por causa deste espelho, tirou-se a dúvida sobre a medição exata entre a Terra e a Lua. Por essa medição, ficou provado que a Lua se afasta da Terra alguns centímetros por ano. Isso significa que há milhões de anos a Lua esteve bem mais perto da Terra e daqui a milhões de anos, ela escapará da nossa órbita e se tornará mais um planeta do sistema solar, ou seguirá em direção ao Sol, destruindo-se. (Mas isso vai demorar muito, não se assustem…)
 
Quanto à “geringonça” do Módulo Lunar, era dividida em duas partes: Módulo de Descida e Módulo de Ascensão. O Módulo de Descida é responsável pelo pouso na Lua, uma espécie de “trem de pouso” (com quatro pés). O Módulo de Ascensão é responsável pelo retorno dos astronautas ao Módulo de Comando de Serviço. Esse procedimento, de uma simplicidade genial, tornou possível a ida e o retorno dos astronautas, com vida.
 
E por que nunca mais fomos à Lua? Ora, o único problema de ir à Lua ou fazer uma viagem espacial é que os tripulantes precisam de ar, de comida, de instrumentos que descartam e reciclam dejetos. E se a viagem demora muito, os tripulantes precisam se exercitar. No projeto Apollo, tudo foi descartável, um desperdício incrível. Hoje, nenhuma empresa de seguro daria uma apólice aos astronautas. Por isso, tudo tem de ser exaustivamente testado de forma redundante, pois um defeito num dos instrumentos significa a morte aos tripulantes. O que os astronautas fazem na ISS (Estação Espacial Internacional) é testar os instrumentos que serão usados nas naves espaciais. Tudo para dar segurança aos futuros astronautas, coisa que o Projeto Apollo não teve.
 
E a estratégia dos chineses, japoneses e russos, ao visitarem a Lua, é marcar o seu território. “Terras” na Lua serão negociadas e quem chegar primeiro leva a maior parte do bolo. Isso acontecerá também com Marte, daqui a vinte ou trinta anos. O interesse dos americanos na Lua não é tão grande, pois seis bandeiras já “tremulam” ao sabor do vento solar. Marte, sim, é o objetivo dos americanos!

Postado por Maicon Tenfen

Mulheres ao Volante

24 de junho de 2009 2

Isso sim é que andar de salto alto!/Wordpress.

Não, não vou cometer a tolice de sugerir que as mulheres sejam más motoristas. Deus me livre de cometer essa injustiça! Talvez a ideia fizesse algum sentido no princípio da nossa história automobilística. Como o machismo percebeu que o comando de um automóvel simbolizava o comando da sociedade, empenhou-se em atrasar a chegada das saias ao volante. Assim, as oportunidades de direção e o tempo de prática eram realmente escassos para elas.
— Sejamos compreensivos — diziam os piadistas. — A coitadinha não teve culpa de ter entrado com carro e tudo no bueiro.
— Quem teve, então?
— O marido, ora essa, que liberou as chaves!
Como se sabe, as coisas foram mudando aos poucos, no volante e na relação entre os sexos. Hoje as mulheres dirigem tão bem (ou tão mal) quanto os homens. Aliás — e é aqui que começa o problema — com o tempo as mulheres adquiriram o direito de agir exatamente como os homens, inclusive no que diz respeito à falta de educação no trânsito. Duvido que ninguém tenha reparado. De uns tempos pra cá, as mulheres estão xingando, gritando, distribuindo desaforos e gestos obscenos com a displicência dos piores taverneiros.
Ingênuo e sonhador, imaginei que o mundo — o trânsito pelo menos — seria um lugar melhor com o aumento da participação feminina. Quanto aos homens… Olha, não que seja desculpa, mas os homens não têm jeito mesmo, somos seres baixos, vis, primitivos, ainda tratamos os carros como os antigos tratavam os cavalos. Facão em punho, é como se estivéssemos abrindo uma trilha no meio das árvores, digo, das avenidas, somos uns babacas irremediáveis, não adianta.
Mas as mulheres… pra que tanta agressividade? Vocês que são belas, sensíveis, que se civilizaram séculos antes de nós, vocês que são a esperança de um novo amanhã, de um novo mundo… por que se transformam quando assumem a boleia? Parecem uns homenzinhos, agem com a mesma vulgaridade dos machões, buzinam, berram, cortam a frente dos outros, forçam ultrapassagens, dirigem com a ira dos demônios. Como humilde admirador que sou, eu esperava mais de vocês.
Para terminar, uma provocação (não confundir com generalização): na hora do rush, nos entroncamentos mais engarrafados, faça a conta de quantas mulheres agem com companheirismo e de quantas agem com egoísmo quando se trata de ceder a vez para o próximo carro.

Postado por Maicon Tenfen