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Disney Tupiniquim

22 de setembro de 2011 1

Se existe um sujeito que deu certo no Brasil, e deu certo pelo próprio empenho e persistência, o nome desse sujeito só pode ser Maurício de Souza. Com mais de 50 anos de carreira e 1 bilhão de gibis vendidos ao redor do planeta, o pai da Mônica e do Cebolinha não dá sinais de que pretende pendurar as chuteiras.

Mais filmes de curta e longa-metragem, mais personagens para HQs, mais parques temáticos, mais projetos educacionais, mais produtos licenciados… objetivos é que não faltam para os próximos anos, principalmente agora que a parceria com a Panini mostrou-se tão fecunda. Esclarecendo: depois da Abril e da Globo, a Panini é a terceira grande editora que publica as 1200 páginas mensalmente produzidas pela Maurício de Souza Produções.

Mas em que consiste exatamente o êxito do cartunista? É certo que ele possua talento e criatividade exemplares, mas, se olharmos ao redor, veremos que há centenas de outros artistas que desfrutam das mesmas qualidades e mesmo assim não conseguem decolar. Se decolam, logo aterrissam, não conseguem ficar muito tempo no ar, ainda mais num mercado editorial tão cheio de altos e baixos como o brasileiro.

O que Maurício de Souza sempre teve, além de suas capacidades de criador, foi uma abençoada vocação para o gerenciamento financeiro dos seus personagens. Isso vale tanto para o conteúdo das revistinhas quanto para os complexos sistemas de distribuição e merchandising que desenvolveu nas últimas 5 décadas. Sabe-se que os personagens não nasceram prontos, a começar pela própria Mônica, inspirada num dos 10 filhos de Maurício – sim, ele é pai de 10 filhos concebidos ao longo de 4 casamentos.

A partir de experiências com novas formas de desenho e roteirização de histórias, um processo baseado na velha aventura das tentativas e dos erros/acertos, cada personagem foi adquirindo a forma e a característica com que finalmente conquistou o público. O mesmo pode ser dito dos negócios que extrapolam o mundo dos quadrinhos, como as adaptações cinematográficas e a utilização – sempre criteriosa – dos personagens em produtos infantis.

Agora, mal a Maurício de Souza Produções anunciou que vai lançar um gibi com o Chico Bento e outro com a Turma da Mônica adulta, as críticas começaram a surgir de todos os lados. Bobagem. A mesma coisa foi dita da Mônica Jovem, que hoje, em termos de vendagem, é disparado o maior sucesso dos quadrinhos nacionais. De minha parte, estou curioso para ver velhos personagens em novas fases de suas vidas imaginárias. O Disney Tupiniquim sabe, e muito bem, o que faz.

Comentários (1)

  • giovanna diz: 22 de setembro de 2011

    não sei qual a diferença, nunca mais comprei gibis da Turma da Monica, assim novinhos, quando era criança sempre comprava em sebo, mas acho que ele continua fazendo gibis novos da época de quando eram crianças também, eu pelo menos vi um na prateleira do Giassi, mas mesmo assim, vamos crescer junto com eles, a criatividade dele não precisa ter parado por ali.

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