Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros
Costumo utilizar com frequência, por economia, os telefones públicos de nossa cidade. No entanto, o vandalismo contra esse serviço, tão útil a nós cidadãos, é lamentável.
Recentemente, cansado de perambular atrás de um aparelho que funcionasse, parei para debater o problema com alguns moradores de Canoas. Indignados, tentamos encontrar as razões que levam tais indivíduos a destruir esse patrimônio público. Alguns moradores acreditam que eles atuam em grupos ao retornarem de festas, durante a madrugada.
Os troféus desses vândalos, no final da madrugada, são fones, teclados e fios, entre outras peças. É possível imaginar uma discussão entre eles sobre quem destruiu mais? A esses elementos quero especular algo nada impossível de acontecer. Quem sabe isso sensibilize eles a reavaliar os atos insanos que vêm praticando. Imagine-se chegando de uma festa no final da madrugada:
Ao entrar em casa você depara com algo de muito grave acontecendo. Alguns minutos lhe afastam de uma tragédia. Você precisa ser ágil. Um telefonema pode resolver tudo. Porém, você não possui um aparelho celular e, tampouco, um fixo.
Desesperado, você sai correndo rua afora até o orelhão mais próximo, que fica logo ali: na esquina. Após uma eternidade de segundos você finalmente chega ao local e retira rapidamente o fone do gancho. No entanto, a aflição o fez esquecer que, há menos de uma hora,os membros de sua turma haviam arrancado os fios do aparelho.
Desolado, você leva a mão ao bolso interno da jaqueta onde, ironicamente, estão alguns dos fios. A amarga lembrança do ato irresponsável. E agora, o que fazer? - você se pergunta.
Pois é, meu amigo, e agora?









