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Bicicleta: trabalho e diversão

08 de fevereiro de 2011 1


Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Que o canoense adora andar de bicicleta nem precisa dizer. Basta olharmos as ruas e os parques da cidade para comprovarmos. No entanto, o perfil do ciclista mudou nos últimos anos. Existe um número significativo de pessoas utilizando este meio de transporte para ir trabalhar.
– Acredito que havia um pouco de preconceito por parte das pessoas. Isso tem sido superado ano após ano. A bicicleta é um veículo politicamente correto e pedalar faz um bem enorme à saúde  – afirma o ciclista Itamar de Souza, que há três anos usa a bicicleta para deslocar-se do Niterói até o trabalho no São Luiz.
– Eu uso a bicicleta para trabalhar e me divertir. É uma companheira inseparável – comenta o jovem Bruno Barboza.
Busquei conhecer o perfil do ciclista canoense conversando com alguém que trabalha com bicicletas. Olivério Trindade, o Lelo, como é conhecido, informou-me que o ciclista de hoje está muito mais preocupado com a segurança:
– O ciclista está muito mais consciente. Ele se importa com o trânsito observando as normas de segurança. Um grande número, principalmente os que se utilizam da bicicleta para trabalhar, usam capacetes, joelheiras e demais utensílios de segurança.
Lelo comentou também que o número de mulheres que pedalam aumentou muito nos últimos tempos.
– As mulheres são ainda mais cuidadosas com a segurança. Elas também se preocupam com a segurança dos filhos quando os presenteiam com uma bicicleta – afirma o ciclista.
Com tantos canoenses pedalando, seria interessante que a prefeitura começasse a pensar em criar ciclovias. Seria uma excelente alternativa ao trânsito caótico que se apresenta.
Enquanto isso não acontece, na condição de ciclista que também sou, fica o conselho para que utilizem caminhos alternativos, e não ruas de trânsito intenso de veículos como: Venâncio Aires, Santos Ferreira, Guilherme Shell e Cairú.
E aos motoristas de veículos automotores, fica a dica para que respeitem os ciclistas no trânsito.



Comentários (1)

  • Marcos diz: 21 de fevereiro de 2011

    Muito interessante e relevante o arquito sobre o uso da bicicleta. Mas vou amigavelmente discordar.

    - Bicicleta ainda continua sendo associada à pessoas de baixo poder aquisitivo. Ou seja: só vai de bike para o trabalho quem não tem dinheiro para comprar carro. Dá para contar nos dedos da mão (e vão sobrar dedos...) pessoas da classe A e B que fazem da bike meio de transporte diário para o trabalho.

    - A imensa maioria dos ciclistas não se importa e não tem noções de segurança. Faço um desafio a qualquer um de vocês: observar uma rua qualquer (por exemplo, Rua Dona Rafaela no centro, entre os bairros Moinhos de Vento e Marechal Rondon) de manhã cedo ou no início da noite. Duvido encontrar mais do que 2 ciclistas usando capacete, ou piscas, faróis e refletivos durante a noite. Isto é "consciência em segurança"? Isto sem falar na turma que acha que "pedalar na contramão é mais seguro"...

    - O Poder Público de Canoas não dá a mínima para os pedestres (vide estado das calçadas), quanto mais para os ciclistas. Ninguém vai conseguir me convencer de que existe vida inteligente na Administração Municipal enquanto todo o tipo de prioridade e facilidade for dada para veículos de passeio em detrimento das bicicletas. Basta olhar algumas cidades no exterior e até mesmo no interior do RS e ver como Canoas está atrasada neste ponto.

    Marcos - Ciclista
    (2520 km pedalados em 2010, metade dos quais no caminho de casa ao trabalho)

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