Por Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros
O projeto da prefeitura para a construção de um camelódromo com lojas e praça de alimentação na estação Mathias Velho, da Trensurb, está envolto em polêmicas.
Conversei com os senhores Luiz Carlos Santos, o Maloca, como é conhecido, presidente da Associação de Vendedores Ambulantes do Bairro Mathias Velho (Assovam), e Diego Ribeiro, associado e comerciante no local há mais de nove anos.
- Acreditamos que a revitalização do local seja o caminho. A implantação de camelódromos em diferentes cidades não tem dado certo. Depois, serão mais de 400 lojas em um só lugar. A ideia é trazer todos os camelôs de Canoas para este espaço – comentou Maloca.
- Os quiosques existentes poderiam ser remodelados. As paradas revitalizadas. Investir em segurança também seria importante. Acredito que a construção do camelódromo e a centralização de camelôs não seja interessante nem para os comerciantes nem para os consumidores – enfatizou Diego.
Já as ambulantes Débora da Silva e Clarissa Nunes, que comercializam doces e bebidas em mesas junto aos terminais do ônibus, acreditam que o camelódromo trará benefícios aos comerciantes e a comunidade.
- Nós trabalhamos expostos ao tempo. O projeto é interessante, sim. As pessoas, para descerem até os terminais de ônibus, sairiam da estação e teriam de passar por dentro do camelódromo. Diferente do que ocorre em Porto Alegre, por exemplo – comenta Clarissa.
Conversando com camelôs do Calçadão, fui informado de que o prefeito garantiu que a construção do camelódromo não os afetará. No entanto, alguns se mostraram preocupados com a possibilidade de haver a remoção.
O fato é que os terminais de ônibus e o camelódromo do Mathias Velho precisam ser revitalizados. Basta sabermos de que forma se dará. Seria interessante tanto a Assovam como a prefeitura ouvirem os usuários do local antes de qualquer decisão. E, também, quem sabe, os moradores do Centro e dos demais bairros, para saber se concordam ou não com a centralização.















