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Posts de outubro 2013

Uma linda primavera canoense

18 de outubro de 2013 0

Crédito: Arquivo Pessoal

Por Mário Amaral Teixeira, do Conselho de Blogueiros

Desconheço se há ou houve algum dia alguma pesquisa sobre as cidades mais arborizadas do Rio Grande do Sul. No entanto, acredito que, caso isso fosse feito, Canoas ocuparia uma posição privilegiada entre as demais. Uma vista aérea comprova tal fato.

Há um charme todo especial nesta estação. O parque Getúlio Vargas passa a receber mais visitantes que circulam por ele seja para se exercitarem ou, simplesmente, para admirarem as belezas naturais. Aproveitar as sombras, matear, ouvir os sons da natureza e encher os olhos com as diferentes tonalidades de verde é uma ótima pedida.

E olha que nós temos ainda o Parque Eduardo Gomes, que também tem uma vegetação de encher os olhos. E o que dizer dos ipês ao longo das ruas e avenidas? Sejam eles roxos, amarelos ou os quase raros de flores brancas. O interessante deste tipo de árvores é que as folhas são belas presas às árvores ou quando caem e se espalham pelas calçadas.

Percebo que há uma discussão entre varrer ou não as mesmas. Eu sou a favor de que não o façam. Aliás, muito destes Ipês foram semeados durante o governo do prefeito Ludwig. Um dos que participaram deste plantio foi o meu querido pai, quando era funcionário da prefeitura. “Sinto-me feliz quando observo os ipês floridos. Saber que o povo preservou aqueles pequenos pés que semeamos há tantos anos é uma sensação maravilhosa. Eis a recompensa”, comenta o senhor Cidi.

E podemos somar a estas belezas da primavera canoense o cantar dos sabiás, que parecem ter adotado a cidade como morada. A população dos bairros desperta quase todas as manhãs com o cantar destes pássaros, que celebram a sua liberdade. Realmente, não há motivos para ficarmos trancafiados dentro de nossos lares nesta estação.

Viva a primavera canoense!

Beleza em meio ao corre-corre da cidade

16 de outubro de 2013 0

Crédito: Matheus Beck
Há sempre um pouco de sensibilidade em meio à confusão diária do calçadão de Canoas. O beijo da estátua na flor é o exemplo perfeito.

 

Participe desta seção, enviando fotos antigas ou recentes. Podem ser imagens em que você ou alguém da sua família apareça ou paisagens e ruas da região. Escreva para canoas@zerohora.com.br

Um mister sem mistérios

15 de outubro de 2013 0

Crédito: Divulgação

O homem mais belo do Estado, que carregará a faixa, o título e o assédio até 2014, é canoense por adoção. Nascido em Porto Alegre e representante da cidade de Triunfo no concurso Mister Rio Grande do Sul, Bruno Giovane Alves Vasconcellos, 22 anos, mora e estuda em Canoas.

A relação vem de bastante tempo. Ele passou quatro anos trabalhando na base aérea antes de começar a faculdade de Educação Física no Unilasalle. Morador do Centro, ele estuda, treina e costuma se reunir com os amigos para tomar chimarrão e tocar violão. Há cerca de seis meses, porém, decidiu impulsionar a carreira de modelo e fazer participações em comerciais e campanhas publicitárias. O concurso que o elegeu Mister RS foi apenas o segundo, após a estreia no Mister Canoas. Apesar da pouca experiência, já assimilou o que um mister deve possuir como atributos.

— Um mister ter de ter um conjunto de coisas, não basta só beleza. Tem de ser uma pessoa carismática, que saiba interagir, que tenha desenvoltura, compromisso social e simpatia, para que as pessoas se encantem com ele. Como características pessoais, acredito na humildade, determinação e engajamento social — descreve Bruno.

Com a agenda cheia até março do próximo ano, o modelo se prepara para as disputas nacionais e internacionais em meio a inúmeros eventos. Sua presença está garantida para Tramandaí, Gramado Xavier, Novo Hamburgo e Triunfo — onde morou e tem familiares. O mercado gaúcho, para ele, além de berço de diversos modelos conhecidos mundialmente, também é uma escola:

— O Rio Grande do Sul é o berço da beleza. Tem tradição nos concursos de beleza e acredito que seja mesmo, pois daqui saíram vários vencedores do Mister Brasil. Pela importância desses eventos no Estado, existe toda uma preparação do candidato para fase nacional, que vai desde cuidados estéticos com o corpo e vestuário até conhecimento gerais, de passarela, comunicação e preparação psicológica.

Condicionamento físico e psicológico para aguentar uma pressão que considera natural. Afinal, tem de lidar diariamente com o assédio que segue após responder a pergunta mais ouvida nas últimas semanas: está namorando?

— Não, estou solteiro — garante.

 

As dicas de Bruno sobre Canoas

— Um recanto escondido: Capão do Corvo
— Um lugar para caminhar: Parque Eduardo Gomes
— Um detalhe para observar: a Praça da Emancipação
— Um restaurante: Tempero e Companhia
— Um evento imperdível: Semana Farroupilha

Amigas para sempre

14 de outubro de 2013 0

Crédito: Arquivo Pessoal

* Por Rosaura Rocha

Dizem que canoense legítimo é difícil de encontrar devido à cidade ser composta de muitas pessoas vindas de outras cidades. Pois eu sou daqui! Nasci em casa, cresci e continuo morando no mesmo endereço do meu nascimento.

Em 29 de setembro, promovemos na minha casa o terceiro encontro das formandas do ano de 1973 da então Escola Polivalente no Bairro Rio Branco. Turma esta formada por alunos oriundos de escolas do bairro, tais como Colégio da Imaculada, Bartolomeu de Gusmão, Álvaro Moreira e outros. Algumas continuaram estudando juntas, outras seguiram caminhos distintos.

O reencontro foi, mais uma vez, em uma tarde especial, emocionante, de uma alegria juvenil. Rimos, choramos, nos abraçamos e trocamos muitas recordações.

Estas mulheres lindas que se criaram e estudaram no Rio Branco se tornaram esposas, mães e avós. São executivas, profissionais da área da saúde e da educação, advogadas, secretárias, publicitárias e empresárias. O mais importante é que, mesmo com o passar do tempo e com a distância, a sensação é de que nunca dos separamos. Somos amigas para sempre.

A cereja do bolo do encontro deste ano foi presença de uma professora do ano de 1968, a senhora Maria Helenita Martini Fleck, da turma que estudou no Colégio Imaculada.

Passados 40 anos da formatura do “Ginásio”, estamos procurando outras colegas que na época estudaram conosco. Algumas achamos em redes sociais. Como era uma turma predominantemente feminina, estamos tendo algumas dificuldades, pois muitas podem ter mudado o sobrenome após o casamento ou, simplesmente, não utilizam esse tipo de ferramenta de comunicação.

Procuramos o Gilson, o Gelson, a Regina, a Ilza, a Lúcia, a Guacira, a Angela, o Ivonir, a Carmem Rosa, a Cláudia, a Vera Bicca e outros tantos mais que a memória deixou escapar.

O próximo encontro está agendado para 23 de março de 2014, quando esperamos reunir ainda mais colegas deste tempo. Contatos pelo e-mail formandos1973poli@gmail.com.

* Secretária

Os melhores japoneses são daqui

13 de outubro de 2013 0

Crédito: Matheus Beck

Matheus Beck*

Tente contar as opções de culinária japonesa em Canoas e não encherá duas mãos. Cada uma à sua maneira tenta conquistar um público próprio. Um restaurante aposta na eficiência e rapidez, outro na personalização dos produtos. O Taishi Express e Sushi Lounge aposta nos profissionais. E garante: os nossos sushimen são daqui.

Conforme Pedro Castro, o proprietário de 22 anos, o diferencial do Taishi está na qualidade de quem elabora o menu. Ele buscou o chef Marcelo Dorneles, oriundo do Takêdo, em Porto Alegre, para comandar sua cozinha. A meta era criar uma alternativa gastronômica à altura para quem mora no Moinhos de Vento e ainda assim acessível a todos os canoenses. O resultado foi um cardápio variado e saboroso para todos os gostos.

— A gente procura sempre os melhores profissionais. O que tenho de idade, o Marcelo tem de sushi. Invisto muito nas pessoas porque acredito que a diferença são eles que fazem — assegura Castro.

A aposta não foi tão insensata quanto a pouca idade do dono pode sugerir. Antes de se instalar no meio da Avenida Doutor Sezefredo A. Vieira, sem nenhum vizinho da gastronomia, o Taishi existiu apenas como delivery. A telentrega iniciou em outubro do ano passado e, com o sucesso e a boa repercussão no mercado, foi transformada em um ponto de encontro. Agora, o espaço para 35 a 40 pessoas está sendo ampliado e até o final do ano deve receber de 60 a 70 pessoas.

— Vamos crescer junto à demanda. Hoje é para os fundos do terreno, outro dia será para cima. E isso só tende a melhorar com a chegada do novo shopping e os outros empreendimentos — diz o proprietário a respeito do Parkshopping Canoas e os prédios residenciais previstos para serem construídos no entorno nos próximos anos.

*matheus.beck@zerohora.com.br

SERVIÇO

Taishi Express e Sushi Lounge

> Avenida Doutor Sezefredo A. Vieira, 1.814

> De terça a domingo, das 19h às 23h30min

> Reservas e telentrega: 3466-5313

Música que transforma

12 de outubro de 2013 0

Crédito: Matheus Beck

Matheus Beck*

Banda, atenção! Metais posicionados. Baquetas à mão. O show vai começar.
O espetáculo, no caso, é de socialização. O projeto da Famurs e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social busca a integração social de crianças por meio da música. Os integrantes da banda comunitária que está sendo formada em Canoas são estudantes de seis a 15 anos. A maioria faz parte de escolas parceiras ou de famílias que tenham passado pelos Centros de Atenção de Referência da Assistência Social (CRAS). Se um acorde sai destoante ou o ritmo é quebrado, o maestro Maiquel Silva, 32 anos, corrige na hora. O mais importante para ele, porém, não é a parte meramente musical:
– Claro que a gente trabalha a parte técnica, mas o principal é a questão da convivência em grupo. Aqui eles têm de respeitar os colegas e entender que todos são importantes.
Formado em música pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), onde se especializou na formação de cidadania por meio das bandas marciais, Maiquel conta que escutou relatos de professores dizendo que alunos que antes eram tímidos, passaram a se expressar melhor em sala de aula. Aqueles que eram inseguros, ganharam força com a música. Para a estudante do Colégio Duque de Caxias, Larissa Maciejezyk, 15 anos, a banda evita que fique ociosa em casa e ainda ajudou-a a descobrir coisas novas:
– Ficava sozinha em casa só na internet. Um professor me indicou a banda, disse que era bom fazer parte, e fui convencida. A música é muito interessante. Nem sabia que existia o bombardino – diz, se referindo ao instrumento de sopro caracterizado pelo som suave e delicado.

Intimidade com os instrumentos

Em construção desde janeiro, a banda comunitária conta com cerca de 80 instrumentistas. Eles participam de aulas semanais separadas em duas turmas, além do ensaio geral a cada 15 dias ou às vésperas das apresentações. A divisão dos grupos obedece apenas à necessidade – são 35 instrumentos no total, o que não atende a todos ao mesmo tempo.
A indicação de cada integrante ao instrumento correspondente foi feita pelos professores de acordo com a aptidão. O maestro conta que observava a anatomia de cada jovem para associá-los ao grupo de metais ou ao da percussão. Fabiane Barbó Aléssio é trombonista. A intimidade com o trombone foi quase natural, o que faz com que pense em levar adiante o talento musical.
– Já reconhecia as músicas antes, mas agora conheço mais. Ensaiamos um mês. Foram quatro aulas antes da primeira apresentação. E não teve nenhum erro. Foi excelente – surpreende-se a jovem de 15 anos.
Ela faz um curso pré-militar e enxerga na oportunidade de participar da banda da aeronáutica uma maneira de seguir a carreira. De acordo com o maestro, o caminho não é só natural, mas ideal:
– A banda é uma escola de música – conclui Maiquel.

matheus.beck@zerohora.com.br

Um mascote gremista!

10 de outubro de 2013 0

Crédito: Arquivo Pessoal

A gremista faceira da foto é a Flor, a cadelinha vira-lata de Marta Regina da Silva. Ela tem um ano e quatro meses e foi adotada quando tinha dois meses. “Ela mudou minha vida”, confessa a dona.

 

Envie fotos de seu mascote, com nome completo e telefone, para canoas@zerohora.com.br

 

Comunidade revitaliza espaço de lazer da Praça do Galpão

09 de outubro de 2013 0

Crédito: Carolina Prieto/Divulgação

 

A comunidade do Guajuviras, juntamente com estudantes, empresários e ONGs, realizou um mutirão coletivo para a revitalização da Praça do Galpão, localizada na Vila São José. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes para colaborar.

— Achei ótimo ter participado do mutirão. Acredito que as pessoas vão manter a praça limpa e conservada. Sempre achei que um dia a praça ia ficar linda — disse Marlene Teresinha Rodrigues, 55 anos, moradora do São José há 15 anos.

A praça ganhou cantinho do chimarrão e quadra de futebol infantil e recebeu a reforma do campo de futebol adulto e do espaço de convivência. Além disso, houve a criação de novos brinquedos com a utilização de pneus, plantio de 20 árvores e pintura de três grandes muros que cercam a praça.

— Não tínhamos lugar para jogar futebol e, agora, há um campo tri — comemorou Douglas Machado, 17 anos.

Após a finalização do mutirão, o local foi batizado de Praça da Reci, por estar ao lado da cooperativa de reciclagem COOARLAS.

O sonho de reformar a Praça Galpão foi identificado nas atividades que ocorreram entre os dias 12 e 15 de setembro, por meio da dinâmica Árvore dos Sonhos, que faz parte de outras ações do projeto de desenvolvimento local realizado pelo Instituto Elos, patrocinado pelas empresas Cipasa Urbanismo e Concórdia Urbanizadora.

Começa período de castração de animais em Canoas

08 de outubro de 2013 0

Crédito: Paula Vinhas/Divulgação

As castrações de cães e gatos começaram na semana passada, em Canoas. O projeto desenvolvido pela Coordenadoria Municipal do Bem-Estar Animal (CBEA) deverá castrar dois mil animais até o final de 2013. A empresa responsável pelo recolhimento e castração é a Pet Móvel.

Os primeiros animais levados à castração foram recolhidos na casa de Iara Oliveira da Silva, moradora do bairro Guajuviras. Considerada protetora de animais por moradores da região, Iara abriga mais de trinta cães em seu pátio. Todos serão castrados pelo programa.

Esta etapa vai atender famílias que fizeram o cadastramento nas subprefeituras em 2012, e até maio deste ano. O trabalho será feito por quadrante, obedecendo a esta ordem: Região Nordeste, Região Noroeste, Região Sudoeste e Região Sudeste.

Os interessados na castração para o próximo ano podem procurar as subprefeituras e fazer a inscrição. É necessário ter renda de até dois salários mínimos, apresentar RG, CPF, comprovante de renda e residência.

Preste atenção

Todas as famílias serão avisadas com antecedência sobre o dia de agendamento da castração. O veterinário do Centro de Bem-Estar Animal, Diego Lucas da Silva, explica que é recomendando jejum de 12 horas antes da cirurgia. Já no pós-operatório, segundo ele, é importante usar colar elizabetano (protetor pós-cirúrgico), manter a limpeza e higiene do animal e fazer o uso da medição prescrita.

Ciência e tecnologia no Canoas Shopping

07 de outubro de 2013 0

Crédito: Carla Jornada/Divulgação

 

Até 13 de outubro, o Canoas Shopping recebe o Laboratório Fantástico, um conjunto de experiências interativas que vai aproximar o mundo científico do dia a dia das crianças.

Atrações do Museu de Ciências e Tecnologias da PUCRS, por meio do projeto Museu Itinerante, estarão distribuídas em três pontos do shopping, incluindo equipamentos com experimentos científicos interativos e um planetário inflável, além de uma carreta climatizada equipada com cinema 3D para exibição de filmes educativos, localizada no estacionamento.

O evento é voltado para crianças e tem entrada é gratuita.

Paulo Lima, um amante das bicicletas clássicas

06 de outubro de 2013 0

Crédito: Matheus Beck

Matheus Beck*

Onde qualquer pessoa enxerga uma frota de bicicletas, Paulo Lima vê uma série de histórias, aprende lições e escuta ensinamentos diários. São conjuntos de rodas, pedais e engrenagens acumuladas em uma pequena garagem que contém um peso inversamente proporcional à leveza e serenidade do dono desta coleção.

O advogado de 62 anos nascido em Rio Grande, no sul do Estado, mora no Cinco Colônias desde 1984. Três anos depois iniciou uma compilação de velocípedes que atingiu 237 unidades até a última contagem. A primeira foi uma Caloi Ceci comprada para a filha. Mas não era essa a magrela que o seduzia. Lima é um homem das clássicas, de rodas grandes, aro 28. Como a que viu pela primeira vez nas mãos do pai, ainda na década de 1940. Uma Raleigh negra inesquecível.

— Acho que duas coisas me fizeram ter essa coleção. Uma é a vontade de preservar a história das bicicletas. A outra é que, quando guri, não tive a minha. Meu pai tinha, mas só fui ter a minha depois de marmanjão — revela o colecionador.

Nessa questão, Lima antecipa: não é um acumulador de qualquer bicicleta. Ele tem uma predileção pelas tradicionais, com um largo trapézio no eixo, como as inglesas Humber. O principal critério para buscar uma nova aquisição é a origem. Em festivais nacionais e internacionais, negocia bicicletas de países dos quais ainda não possui nenhuma representante. Ao olhar cada uma, Lima confessa, não precisa de legenda para saber de qual se trata:

— Hoje, olho uma bicicleta e sei se a roda é alemã ou inglesa. Se eu vejo uma finlandesa, por exemplo, tenho aquele ímpeto de comprar. Como dizia um antigo leiloeiro, “se arrependa com ela em casa”.

O principal nesta paixão, para ele, é que ela não tem fim. Não existe um número limite de bicicletas a serem adquiridas. Tampouco está próximo de ter todas. Porém, possui muitos exemplares importantes. É um dos poucos no mundo que tem uma Mitsubishi japonesa feita com peças de avião usado na 2ª Guerra Mundial. Ou uma Adler alemã com símbolos nazistas desejada por um austríaco que chegou a oferecer milhares de dólares pela raridade. A xodó, no entanto, é uma senhora de quase 130 anos — uma Columbia arrematada pelo irmão em um leilão.

— Há bicicleta que tirei de cima do caminhão do ferro-velho, outras que comprei por quilo. Se não tivesse feito isso, teriam virado prego — diz Lima.

Cicloativismo faz parte da rotina do colecionador

Paulo Lima trabalhou no departamento comercial da Ipiranga ainda jovem e passou no concurso para ser conferente no porto de Rio Grande. Ao ser transferido para a Capital, decidiu morar em Canoas. Como diretor financeiro do sindicato dos conferentes em Porto Alegre atualmente, ele usa o tempo que sobra para participar de grupo que defendem o uso da bicicleta como meio de transporte de massa. O Pedala Canoas, uma das iniciativas das quais faz parte, foi criado com esse intuito.

O que Lima defende, em especial, é o resgate do uso simples do velho velocípede. Para ele, não existe a cultura do carro entre os brasileiros, mas a cultura da pressa. Ele sonha com o tempo em que não haverá divisões entre os espaços utilizados pelos pedestres, ciclistas, motociclistas ou motoristas de veículos mais pesados.

— A bicicleta, no Brasil, sempre foi do pobre. Era usada para trabalho. Hoje é que ela chegou à elite. O problema é que quem consegue ganhar um pouquinho mais já compra uma moto. O ideal é que não precisasse de faixa exclusiva. Ela tinha de poder estar na rua. Mas como tempos a cultura da velocidade, que tem deve ter uma consciência grande — conclui.

Essas previsões são feitas entre o parafusar de uma roda ou polimento de um aro. Em seu reduto, monta e desmonta suas bicicletas e cria ferramentas próprias. Na terra sobre duas rodas, Paulo Lima é rei.

*matheus.beck@zerohora.com.br

Canoas tem o 12º pior saneamento entre as 100 maiores cidades do Brasil

05 de outubro de 2013 1

Matheus Beck*

O Instituto Trata Brasil divulgou nesta semana o ranking anual de saneamento básico. Nesta edição, foram analisados os 100 maiores municípios brasileiros, em vez de apenas as cidades com mais de 300 mil habitantes como era feito anteriormente. E Canoas — que ocupava um incômodo lugar entre as 10 piores na avaliação anterior — manteve o baixo desempenho, fechando o ano na 89ª posição.

A falta de tratamento de esgoto foi, mais uma vez, a principal responsável pelo mau rendimento. Em 2011 (ano a que se refere o levantamento), Canoas teve 17,35% do esgoto coletado e tratado, muito abaixo da média brasileira, que é de 48,1%. É o 9º pior indicador do país, atrás de outros municípios gaúchos como Gravataí, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria. Foi um avanço de pouco mais de 3% nos últimos dois anos, já que, em 2009, o índice era de 14%.

Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Todeschini, o contrato com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) está sendo revisado para que a prefeitura possa cobrar o cumprimento das metas, a qualidade dos serviços e o valor das tarifas, em especial a do esgoto. O objetivo é alcançar o tratamento de 50% do esgoto até 2016.

— Se superarmos, estaremos extrapolando a meta. E com a vinda dos recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal), a expectativa pode aumentar — garante o secretário.

Os tímidos investimentos são uma das possíveis razões para o mau desempenho. Em 2011, foram investidos R$ 9,45 milhões dos R$ 89,31 milhões arrecadados, o que representa menos de 11% do total. Em Porto Alegre, por exemplo, metade dos R$ 376,62 milhões recolhidos foi revertida para melhorar o saneamento. Ainda assim a tarifa canoense é superior à das outras cidades.

Para a Corsan, rede de esgoto atinge 31% das residências atualmente

A Corsan, responsável pela coleta e distribuição de água e esgoto em Canoas, contesta o ranking por considerá-lo defasado. De acordo com a empresa, a cobertura atual da rede de esgoto na cidade é de 31% devido à recente conclusão das obras de três estações elevatórias e 70 quilômetros de redes coletoras que atendem os bairros Mathias Velho, Centro, Marechal Rondon e Harmonia, além da elevatória do Guajuviras, que deve ser inaugurada em breve. A expectativa é chegar a 70% até 2017 com o montante de dinheiro investido nos municípios da bacia do Rio dos Sinos: R$ 318 milhões apenas em Canoas e mais de R$ 1 bilhão no total.

— Há uma priorização notória para Canoas para tentar recuperar a condição das bacias dos rios dos Sinos e Gravataí. Implantar sistemas de esgoto no país é muito caro. Cada ligação exige um investimento de R$ 7 mil. Com esses investimentos vai mudar radicalmente a qualidade ambiental das bacias — afirma o diretor-presidente da Corsan, Tarcisio Zimmermann.

Outro fator que justifica a péssima colocação de Canoas no ranking, conforme Zimmermann, é a forma como é feito o levantamento. Segundo o presidente da Corsan, a política nacional de saneamento básico aceita os sistemas de separador absoluto, de redes mistas e de fossa e filtro. Como a Corsan, por política institucional, não considera esse último sistema, aparece abaixo de cidades que incluem essa possibilidade.

Ao mesmo tempo, Canoas tem o atendimento de água universalizado — termo que se refere à totalidade ou próximo a 100% das residências com acesso à água potável. No ranking, a cidade ganhou nota 1, a máxima atribuída no indicador. Embora reconheça o avanço desde 2003, quando começou a realizar este estudo, o Instituto Trata Brasil alerta que “a lenta evolução nas grandes cidades compromete meta de universalizar o saneamento em 20 anos”, informou a entidade por meio de sua assessoria.

Celebrando a infância

04 de outubro de 2013 0

Crédito: Jean Pimentel

 

Estamos nos aproximando do Dia das Crianças. A data é comemorada com brincadeiras, passeios, presentinhos e muito carinho. O caderno resolveu entrar na brincadeira: queremos homenagear a data com fotos de moradores, quando pequenos, na cidade. Gostaríamos de saber como era ser criança em Canoas.

É hora de remexer o álbum de fotografias, buscar recordações na casa dos pais e fazer uma viagem no tempo.

Como funciona

> Tem uma foto de quando era pequeno(a) feita na cidade?

> Com a imagem, que deve ter, pelo menos, 300kb, envie também o seu nome completo, onde ela foi tirada e um comentário sobre o local ou sobre a imagem.

> A brincadeira, é claro, também vale para as crianças de hoje.

> Envie para o e-mail canoas@zerohora.com.br

Já viu o Mais Canoas de hoje?

04 de outubro de 2013 0

Crédito: Reprodução

 

No caderno desta sexta, mostramos na matéria de capa que o escasso tratamento de esgoto coloca Canoas na parte de baixo do ranking entre as 100 maiores cidades do Brasil. A Corsan, porém,  promete atingir 70% das residências atendidas até 2017.

Nas páginas centrais, conheça Paulo Lima e seu acervo de bicicletas raras.

Já na contracapa, confira quais são as boas pedidas para este fim de semana.

Ótimo fim de semana e boa leitura!

 

Leitor pede mais fiscalização nas ruas

04 de outubro de 2013 1

Crédito: Matheus Beck

Por Jorge Albarnaz, morador do Mathias Velho

Canoas está na rota do progresso? Ou seria o caminho do descontrole nas ruas? É incrível a falta de fiscalização por parte da prefeitura. São carros estacionados em cima de calçadas, pessoas caminhando no meio da rua. A prefeitura está fazendo vista grossa?

Na esquina das ruas República e Clóvis Beviláqua, caminhões e carros estacionam em cima do passeio. Na Avenida Rio Grande do Sul, é uma zona do início ao fim. A sensação que se tem é de uma anarquia geral, com carros estacionados de forma irregular, buracos na via, placas de publicidade no caminho, falta de faixas de segurança entre outros.

Já o centro de Canoas não é bom nem comentar. O valão da República deveria mudar o nome para “elefante branco”, pois faz oito anos que está em obras.

CONTRAPONTOS

O que diz a Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade, por meio de sua assessoria de imprensa

A respeito das ruas Clóvis Beviláqua e República, a fiscalização atua diariamente no local, aplicando autos de infração — o que não tem surtido efeito. Um trabalho mais intenso no local está sendo estudado pela prefeitura.

O que diz a Secretaria Municipal de Obras, por meio de sua assessoria de imprensa

A Avenida Rio Grande do Sul, assim como as demais vias estruturantes, recebe tráfego intenso e pesado e, periodicamente, é realizada a manutenção na camada asfáltica. Ocorre que, junto à Praça Primeiro de Maio, a Corsan realiza há seis meses uma obra de escavação profunda para ligação tubular, necessária para ligar o esgotamento cloacal daquela região à Estação Elevatória de Esgoto, construída naquela praça. Porém, segundo seus técnicos, o serviço estará pronto somente em breve e o pavimento restaurado.

A respeito da Rua República, precisamente nas proximidades da José Veríssimo, trata-se de uma obra complexa, incluindo fechamento da Vala do Leão com galerias do trecho 7, pavimentação asfáltica e alargamento da via em ambos os lados, além da implantação de canteiro central e ciclovia. A obra iniciou neste trecho em 11 de janeiro de 2012. Já está concluída a etapa de fechamento da vala, no entanto, há muitas interferências para continuidade da obra. Isso se dá devido à necessidade de desapropriação e realocação de famílias do entorno da vala. Um projeto habitacional para reassentar as famílias que se encontra em fase de conclusão.

Também se deu a necessidade de readequação do posteamento elétrico de ambos os lados da vala, que está para ser aprovado pela AES Sul até o fim da semana. Por fim, esclarecemos que o prazo legal contratual para o término desta obra é dezembro deste ano.

 

Você, leitor, também tem alguma reclamação? Escreva para nós! E-mail: canoas@zerohora.com.br