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Posts de fevereiro 2014

Falta de luz causa prejuízos a morador

12 de fevereiro de 2014 0

Por Elias da Cruz Rodrigues, morador do Fátima

Os postes de luz do bairro estão podres e, em 30 de janeiro, com o temporal, um deles caiu, na Rua Princesa Isabel, próximo à São João. Por volta das 19h, cortaram a energia elétrica supostamente para realizar o reparo e, por cerca de 24 horas, não retornou a luz. Entrei em contato por telefone com a AES Sul e só me informaram que não havia veículo disponível para fazer o conserto.
Fiquei com minha empresa parada por conta disso. Os peixes que crio no aquário há anos morreram. A comida estragou no congelador. E não nos informam nada.

CONTRAPONTO
O que diz a AES Sul, por meio de sua assessoria de imprensa
Todas as ocorrências do temporal, como esta do bairro Fátima, ficaram em atendimento durante a madrugada e todas serão atendidas. O temporal foi de grande intensidade, causando muitos danos na rede elétrica, principalmente por galhos e objetos jogados pelo vento e pelos raios.
Na Região Metropolitana, no trecho de Canoas a Montenegro, 7,9 mil clientes ficaram sem luz no período. Mais de mil funcionários da empresa trabalharam nas cidades atendidas pela concessionária.

Sexy Beach by Bora Bor

11 de fevereiro de 2014 0

Na próxima sexta-feira, dia 14, rola a festa Sexy Beach by Bora Bora. Inspirada nas summer partys mais iradas da ilha de Bora Bora, na Polinésia Francesa, o evento abre a temporada de festas do Vale do Sinos em grande estilo. A festa será na Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo (Rua Castro Alves, 166, bairro Rio Branco). O som fica na conta dos DJs Maicon Wolf, Eddie Rezende, Everton Varela, Galvan Gee, Crash! Project, Dionata Verssat, Bruno D’avila, Marcelo Paiva e Cabral, do Pah!. Os ingressos custam R$ 20 (pista) e R$ 30 (camarote) e estão a venda na loja The Box Core do Canoas Shopping. Mais informações pelo telefone 9300-9801.

Falando em balada, dá uma conferida na galera bonita que circulou na Festa dos Sonhos 2013, em 22 de dezembro, no Lindoia Tênis Clube, e contou com a participação do MC Jean Paul.

 

O padrinho MC Jean e as debutantes

O padrinho MC Jean e as debutantes

 

Emerson Berger, Eduarda Palma e Felipe Palma

Emerson Berger, Eduarda Palma e Felipe Palma

 

 

Victor Cunha, Jean Sabino e Jordan Silva

Victor Cunha, Jean Sabino e Jordan Silva

 

Letícia Tariga, Eduarda Palma, Bruna Tariga e Paula Souza

Letícia Tariga, Eduarda Palma, Bruna Tariga e Paula Souza

Novos moradores no bairro Rio Branco

09 de fevereiro de 2014 0

Crédito: Arquivo Pessoal

 

O bairro Rio Branco conta com dois moradores que são uma fofura: o Kauã de Oliveira Menezes, dois anos, e a sobrinha Antônia de Oliveira Gonçalves, dois anos. Eles são o xodó da tia Salete Mendonça, que conta: “Eles chegaram ao mundo para mudar nossas vidas (da família). Eles são nossa alegria”.

Participe

> Gente pequena também tem vez no Mais Canoas. Registre as carinhas lindas que recém chegaram à vizinhança (e à vida) e mande as imagens por e-mail, com nome completo e idade da criança. Atenção: as imagens precisam ter mais de 300kb para serem publicadas.

A menina e o corcel branco

08 de fevereiro de 2014 0

Por Matheus Beck

Vitória quase desaparece quando encosta sua pele clara à pelagem alva de Guri. Ela, nervosa, senta sobre o companheiro e alisa sua crina. Ele, atento, sabe da insegurança da menina de nove anos e procura confortá-la mantendo-se quieto. Juntos, eles partem para uma jornada a passos mais lentos do que um trote cujo destino — por mais piegas que possa parecer — é a independência e a liberdade dela.

 

Crédito: Matheus Beck

 

Vitória Rosa Weizemann nasceu com síndrome de Down. O cromossomo 21 a mais deixa seu potencial cognitivo reduzido. Ela pronuncia as palavras com dificuldade, tem pouco controle de seu corpo e precisou ingressar no Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA) dois anos atrás para aprender a executar as atividades mais elementares. Porém, seu desenvolvimento deu um salto enorme, semelhante ao que ela dá para subir em seu amigo, a partir de outubro do ano passado, quando entrou no projeto Criança a Cavalo.

— Ela era braba. Tentava dizer alguma coisa e nós não entendíamos, então ficava nervosa, chorava. Agora, no próprio falar está melhor, mais calma — avalia o pai, Arnaldo Weizemann.

— Qualquer lugar que seja bom para ela, eu vou junto — completa a mãe, Janete Rosa.

Aluna da escola João Paulo 1º, Vitória participa do programa no turno inverso ao da aula. Ela é um dos cinco alunos do CEIA contemplados com o projeto-piloto que ocorre uma vez por semana no Parque Esportivo Eduardo Gomes. Conceituado como uma Atividade Assistida por Animais, ele utiliza o contato entre as crianças e os bichos para desenvolver a relação de afetividade, o fortalecimento muscular e o estímulo da linguagem dos pequenos.

O psicomotricista Fernando Fortes, que também é capacitado em equoterapia, conta que Vitória, na primeira sessão, sequer quis ficar perto do animal. Na seguinte, pediu para tocá-lo. E, na terceira, sentia nele uma segurança inédita em sua vida.

— Tu trabalhas a autoestima e a autoconfiança da criança. Ela olha o adulto de baixo para cima. Ali, sobre o cavalo, ela enxerga de cima para baixo. Ela domina o animal — destaca Fortes.

 

 

Atividade deve ser ampliada

As aulas duram entre 30 e 40 minutos. Tempo suficiente para trabalhar o que Fernando Fortes chama de movimentos tridimensionais e fazer com que a criança se equilibre com o deslocamento do cavalo para frente e para trás, para os lados e para cima e para baixo. Durante a sessão, acompanhada por uma psicóloga e uma psicopedagoga do CEIA, o aluno deve aprender a segurar as rédeas, abrir os braços, levantá-los, corrigir a postura. Uma série de exercícios que, conforme a coordenadora do centro, Denise Wedman, equivale a uma hora de atividades em uma academia de musculação.

— O principal, no entanto, vai além da questão corporal. É a linguagem, a comunicação, a relação com os outros — afirma.

O objetivo da Secretaria Municipal da Educação é ampliar a atividade neste ano para mais estudantes. Para isso, negocia o apoio com entidades que ajudem a manter o projeto. Só para o ferrageamento do cavalo é gasto cerca de mil reais por ano. Há ainda os custos de tratamento de saúde e alimentação.

O fator negativo é que há limitações para fazer as aulas. É preciso uma indicação médica para os exercícios e, por isso, crianças com algumas deficiências são impedidas de fazê-los. Se não houver nenhum outro impedimento, a ideia é que o Criança a Cavalo ganhe cada vez mais adesões.

Neste ano, outro alazão virá para fazer companhia a Guri. Além de Vitória, mais crianças aproveitarão o contato com eles. E outras histórias como a da menina e seu corcel branco poderão ser contadas.

Dinheiro arrecadado em transporte de passageiros será destinado a lar de idosos

07 de fevereiro de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

 

Crédito: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

 

Neste período de greve dos rodoviários, em Porto Alegre, um veículo tem chamado a atenção por onde circula. Trata-se de um micro-ônibus branco adesivado com o logotipo da Federação Afro Umbandista e Espiritualista do RS (Fauers), dirigido pelo presidente da entidade, Everton Alfonsin.

Em quatro dias percorrendo a linha Sarandi-Assis Brasil, já foram transportadas cerca de 830 pessoas, que contam com serviço de bordo. Dentro do veículo, os passageiros podem comprar água mineral gelada.

Além de colaborar com o deslocamento da população da Zona Norte ao centro da Capital, e vice-versa, o valor arrecado será utilizado na manutenção do Lar de Idosos São José, de Canoas, administrado pela Fauers.

* Do Conselho de Blogueiros do Mais Canoas

Sabor dos deuses

03 de fevereiro de 2014 1

Matheus Beck

Trattoria dos vinhos? Tratamento dos deuses? O Di Vino Tratto, recém inaugurado estabelecimento do bairro Marechal Rondon, não é apenas uma série de ideias inteligentes compiladas em um trocadilho. O próprio conceito do lugar é reunir múltiplos gêneros gastronômicos em um só — o mesmo que dá nome à rua onde ele se localiza: liberdade.
Crédito: Matheus Beck
A trattoria é o resultado de anos de experiência e noites de dores de cabeça do casal Rose e Leandro Mantelli. Proprietários do Sabor Campeiro, restaurante de comida caseira do Canoas Shopping, eles conhecem de perto a clientela canoense. Até por isso decidiram iniciar um negócio para atender o público que procurava por alternativas noturnas.
Conversaram com amigos empresários, analisaram a proximidade da Copa do Mundo e o crescimento do setor turístico da Região Metropolitana, e decidiram apostar em publicidade — inclusive com teasers em ônibus apenas com os dizeres “Di Vino Tratto é comer bem. Aguarde”. E, no dia 13 de janeiro, deram o passo decisivo.

— Decidimos fazer algo padrão Fifa — define Rose.

Desde sempre eles pensavam em criar um espaço que oferecesse massas e filés, mas não apenas o prato a la carte. Queriam que o público experimentasse ir além. Que fosse fiel. Que voltasse sempre. A saída encontrada foi elaborar uma sequência de carnes, que funciona de maneira simples. O cliente escolhe um tipo de massa, o molho que a acompanha e o molho do filé. Em seguida, o garçom leva à mesa a pequena porção e já encaminha o pedido seguinte, acompanhada de legumes, batatas e arroz.

O local escolhido também foi estratégico. Ao mesmo tempo em que está próximo do Jardim do Lago e de áreas em desenvolvimento na cidade, se afasta do circuito gastronômico tradicional do município, concentrado na Avenida Doutor Barcellos, do lado oposto da BR-116.

— A cidade cresceu muito e merecia isso. Nós estamos dando o retorno — afirma a gerente Anna Alves.
A gerente conta que, embora o sistema permita que as pessoas matem a curiosidade em uma refeição, o objetivo é que elas retornem para conhecer novos sabores. Por isso, o cardápio é renovado constantemente. Além disso, existem quatro ambientes distintos para diversos tipos de público: o salão inferior, para jantares em família, o andar superior, para encontros discretos, o deck frontal, para happy hour ao ar livre, e o deck Devassa, onde acontecem as apresentações de música ao vivo.

Os novos projetos não estão apenas no menu. Uma grande adega está sendo projetada para o segundo pavimento _ embora uma boa variedade de vinhos já seja oferecida. Pizzas no forno a lenha também devem ser lançadas em cerca de 30 dias.

matheus.beck@zerohora.com.br

 

Di Vino Tratto
Endereço: Rua Liberdade, 645
Contato: 3031-3777
Funcionamento: de segunda a sábado, das 18h à meia-noite

Escondida

02 de fevereiro de 2014 0

O repórter do Mais Canoas, Matheus Beck, perspicaz que é, fotografou uma flor de cor vibrante na Rua Napoelão Laureano, no Centro, local onde mora sua mãe. Além da linda flor, também há abelha, quase passa despercebida na imagem. Mas ela está ali.

 

Foto: Matheus Beck

Qual é o monumento símbolo da cidade?

01 de fevereiro de 2014 0

 

Crédito: Matheus Beck

 

Decio Dalke*
Quando questionada, grande parte da população responderia que é o avião, localizado às margens da BR-116. Mas o que tem uma peça fria, bélica e que lembra o irritante barulho que jatos causam à população a ver com a origem do município? Nada, mesmo que alguém alegue ter a Base Aérea proporcionado o início do povoamento. O que, aliás, não corresponde à verdade. Antes dela, havia a estação férrea, inaugurada em 14 de abril de 1874. Logo, o avião é tão somente um ponto de referência, pois apenas em outubro de 1935 ocorreu o primeiro pouso de uma aeronave em Canoas, conhecida como Belanca.

O verdadeiro monumento está escondido (apesar de estar à vista de quem transita pela Victor Barreto), é desconhecido para a maioria da população e não é olhado como deveria, mesmo tendo tudo a ver com o significado da palavra Canoas.
A obra mereceria um destaque maior, uma praça somente sua. Deveria ser exposto aos olhos dos que aqui moram ou apenas cumprem jornada de trabalho. Assim como o Laçador, em Porto Alegre.

O verdadeiro monumento à cidade foi criado por um canoense e mereceu prêmio por parte da Petrobrás por meio da REFAP. Origem, o nome da peça em exposição ao lado da Fundação Cultural, está fundamentada nas primeiras embarcações aqui construídas no século retrasado, ao dar o futuro município os primeiros passos rumo ao seu desenvolvimento, então conhecido como Capão das Canoas.

Na dinamicidade de suas linhas e em vibrantes traços, a obra mostra a fusão do homem com seu trabalho, com ambos formando um só movimento, um só propósito, uma visão otimista da vida, pois quem cria faz parte da criação. Há um encontro do finito com o infinito, porém não há começo nem fim, pois o todo se complementa ao surgir do homem a canoa, e vice-versa. Há ritmo, movimento, conteúdo e uma linguagem que conta a história local, visto uma obra somente ser arte quando consegue transmitir vida pulsante onde essa se encontra estática.

Bela em sua composição, serena ao mostrar o elemento humano na execução de seu trabalho, a figura transcende o estético ao projetar a integração do canoense com sua cidade, a dinamicidade do município, de sua gente, do labor diário que levou Canoas a ter lugar privilegiado no cenário estadual.
Resta tão somente ao poder público a tarefa de destacar esse significativo monumento. Já foi cartão postal de Canoas, mas até disso não há mais notícia. O município precisa pensar em projetar a todo o país seu símbolo, sua vocação para o trabalho, sua origem.

O monumento de Canoas foi criado pelo artista plástico Vinício Cassiano, e foi construído em concreto armado e mede 2m65cm. Cassiano nasceu em Porto Alegre em 3 de agosto de 1943. Cassiano é militar formado no Ministério da Aeronáutica, onde fez carreia como sargento, tendo conseguido o primeiro lugar no Curso de Sargentos da Escola de Especialistas da Aeronáutica de Guaratinguetá.

*Jornalista, escritor e poeta