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Posts na categoria "Debates"

Seminário de Transparência e Controle Social terá presença do governador Tarso Genro

12 de outubro de 2011 0

O 1º Seminário Estadual de Transparência e Controle Social – Encontro de Sensibilização e Formação terá a abertura do governador Tarso Genro. O evento acontece amanhã a partir das 14h no Salão de Atos do Unilasalle. O seminário irá tratar a questão da transparência e da soberania popular no controle de gastos públicos.


Confira a programação:

14h – credenciamento

14h30 – formação da mesa: governador Tarso Genro; prefeito Jairo Jorge; procurador-geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga; secretário de Planejamento, João Motta; chefe da Casa Civil, Carlos Pestana; e Fábio Valgas, representante da Controladoria-Geral da União

15h – apresentação da Rede Escola de Governo – Jorge Branco, diretor-presidente da Fundação de Desenvolvimento e Recursos Humanos

15h15 – apresentação da Conferência Estadual de Transparência e Controle Social (Consocial) – Juliana Foernges, subchefe de Ética, Controle Publico e Transparência da Casa Civil

15h30 – painel Controle Social e Institucional na Gestão Pública
Palestrantes: Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, Sandro Trescastro Bergue, diretor da Escola Superior de Gestão e Controle e Francisco Juruena

17h30 – encerramento


Informações e inscrições:

3210-4302

consocial@casacivil.rs.gov.br


Governador é convidado ao Congresso da Cidade

01 de março de 2011 0

Nesta quarta-feira, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, será recebido no Palácio Piratini pelo governador  Tarso Genro. O objetivo da visita é a entrega do convite para o 1º Congresso da Cidade, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de abril. Na pauta do encontro estão pontos sobre os principais objetivos do congresso e o calendário das atividades. Farão parte da comitiva a vice-prefeita Beth Colombo e o secretário de Relações Institucionais, Mário Cardoso.

Quem quiser acompanhar as etapas que antecedem o 1º Congresso da Cidade pode acessar o blog do evento, em que há também depoimentos de personalidades canoenses, entrevistas com cidadãos sobre o que esperam para a cidade nos próximos 10  anos, curiosidades dos bairros e enquetes.

Há também encontros prévios para debate em março. Serão realizadas quatro plenárias, uma em cada quadrante, antecedendo o evento:

> Região Sudoeste: 28 de março

> Região Sudeste: 29 de março

> Região Nordeste: 30 de março

> Região Noroeste: 31 de março

Cachorros versus garis

18 de dezembro de 2010 0

Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

Não sou veterinário nem conheço a psicologia canina, mas me chama a atenção o fato de que cachorros detestam garis, carroceiros, papeleiros e carteiros, não necessariamente nesta ordem, assim como vice-versa, pois muitas vezes os bípedes provocam os quadrúpedes que estão nas residências.
Agora, o que é mais cruel é o fato dos garis da Vega, que prestam serviço em nossa cidade, sem avisarem aos moradores do bairro Fátima, fazerem o serviço às 2h da madrugada, como no último dia 10 de dezembro. Onde resido, vi alguns folhetos informando a mudança do horário da coleta atirados na rua.
Claro que a cachorrada foi à loucura. Não sei se devido ao barulho ocasionado pelo coletor compactador de lixo ou pelo chamativo uniforme laranja dos trabalhadores que recolhem o que nós produzimos e classificamos como lixo.
Certamente toda a vizinhança foi despertada pelos latidos da cachorrada, aliada, é claro, ao barulho ocasionado pelos garis que agora passaram a coletar, na madrugada, o que é produzido e que muitas vezes fica em frente às residencias a mercê dos populares cães sem raça definida, outrora chamados de vira-latas durante o dia inteiro.
Semana que vem deve voltar ao normal a coleta, durante o dia, pois como no Natal sempre tem a famosa contribuição à caixinha, creio que os garis não pedirão na madrugada.

Parque desprotegido

29 de novembro de 2010 1

Faustino Machado

Fosse fiscalizado, o Parque Getúlio Vargas seria um dos lugares mais aprazíveis de Canoas. Em torno de cinco anos atrás, quase fui abocanhado por um pitbul quando ali fazia uma caminhada, escapando no exato momento em que a fera já sujava a minha roupa com as patas, pois o dono decidiu comandar a sua retirada. Tentei em seguida comunicar o fato ao secretário do Meio Ambiente, mas não fui por ele recebido.

Fato semelhante ocorreu em 23 de novembro, às 10h30min, quando eu corria na pista do parque. Outro cachorro solto investiu contra mim. O dono impediu o ataque no momento em que eu já interrompia a corrida e procurava um pedaço de madeira para me defender. Retomei o exercício, agora me valendo de incômodo cacete como proteção.

A aproximados cem metros de distância deparei com uma dupla de guardas do parque, composta de um homem e uma mulher. Os dois estavam parados e conversavam animadamente com operários de capina. Decidi reclamar e a mulher investiu verbalmente contra mim, alegando que eu estava querendo um “guarda-costas”.

Prossegui minha atividade esportiva e, às 10h45min, deparei com a mesma dupla mantendo idêntico tipo de conversa com outros capinadores. Às 10h50min, sofri outra ameaça de mordida por parte do cachorro e não cheguei a usar o cacete porque o dono do animal impediu a tempo que ele me atacasse. Perguntei ao homem porque ele não empregava a guia de condução de cães que portava em uma das mãos, uma vez que havia placas no local se referindo à obrigatoriedade nesse sentido, e não obtive resposta.

Encerrei então o esporte daquele dia, uma vez que o habitual prazer de praticá-lo tinha sido convertido em puro estresse.

É feio embelezar a cidade?

24 de novembro de 2010 3

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

É notória a transformação visual de Canoas nestes dois anos da administração atual. Afinal, é certo ou errado investir nisto? Tenho escutado rasgados elogios dos moradores ao circularem pelas praças revitalizadas ou quando esperam o ônibus acomodados nos bancos dos novos abrigos de ônibus. No entanto, existem muitas críticas também.

Conheço inúmeros lugares devido ao meu oficio de escritor. É gratificante visitar cidades limpas, ornamentadas por flores e cuidadas com esmero pelos que nelas habitam.

Acredito que as pessoas devam saber valorizar os investimentos feitos a seu favor. Quantos anos assisti a políticos em palanques dizendo que as nossas paradas de ônibus eram arcaicas no estilo, quatro paus fincados com um telhado de zinco. Por que, então, não saudar a mudança?

Não se trata de bandeira partidária, que nada. Trata-se de valorização do cidadão.

Recentemente, só para citar, estive em duas cidades marcantes nesse sentido: Curitiba (PR) e Campo Bom, no Vale do Sinos.
Nelas, as pessoas circulam felizes pelos parques, calçadas e ciclovias. Adoram mostrar para os visitantes o quanto se orgulham da beleza de suas cidades. Que mal há em reconhecer isso?

No dia que estive em Curitiba, inclusive, houve um show de Roberto Carlos, gratuito, em praça pública. Seria possível termos isso aqui? Ou iríamos ficar discutindo o valor do cachê do cantor em vez de apreciarmos a brilhante apresentação?

De forma alguma esse blogueiro quis, com tais colocações, apoiar este ou aquele político. Foi apenas uma constatação do que tenho observado e admirado. Isso vai além de bandeiras e ideologias.

Dispa-se de preconceitos e  aproveite tudo isso, canoense. E, claro, nunca deixando de fiscalizar os investimentos realizados em todos os setores com os nosso impostos.

Moradores do Santo Operário têm reunião amanhã

22 de novembro de 2010 0

Nesta terça-feira, às 18h30, a Associação de Moradores do Santo Operário promove um debate com a comunidade para discutir as propostas que defenderá no I Congresso da Cidade de Canoas. O evento tem plenárias populares previstas para março de 2011 e o objetivo de unir sociedade e poder público no planejamento dos próximos 10 anos.

A Associação de Moradores do Santo Operário fica na Rua da Associação, ao lado da Creche Vó Maria. Mais informações pelos fones 3466-6155 (Creche Vó Maria), 3463-7526 (União das Associações de Moradores de Canoas) e 9266-1302 (Mario).

Entulhos e mais entulhos

20 de setembro de 2010 1

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Não há bairro em Canoas onde não haja algum terreno baldio ou calçadas cheias de entulhos. São pisos quebrados, sofás, fogões, madeira, sacos plásticos, roupas, animais mortos e muito mais atirados a esmo por irresponsáveis.

Conversei recentemente com um morador (que preferiu não se identificar) incomodado por um destes entulhos, logo depois da divisa Cachoeirinha-Canoas, próximo à estrada do Nazário.

- O problema se repete há muito tempo. Basta à prefeitura retirar toda a espécie de imundície jogada na calçada que logo os carroceiros tornam a enchê-la durante a madrugada – me contou ele.

Conversei também com o proprietário de um estabelecimento comercial próximo a um destes terrenos no Bairro Niterói. A reclamação foi a mesma: sobre carroceiros descarregando entulhos durante a madrugada.

Creio ocorrer um erro estratégico na resolução desse grave problema ambiental. Percebi pelo comentário de outras pessoas com quem conversei. A maioria ou culpa o dono do terreno ou a própria prefeitura pelos entulhos. Claro que se os terrenos fossem cercados, seria evitado esse tipo de atitude dos carroceiros. No entanto, eles utilizam também as calçadas mais largas para isso – como ocorre na Avenida Santos Ferreira.

Seria sensato, por parte da prefeitura, tentar conhecer quem são estes carroceiros que atravessam as madrugadas poluindo a cidade. Abordá-los e penalizá-los, assim como se penaliza um mau motorista quando comete uma grave infração de trânsito. Desconheço se a prefeitura tem um registro do número de veículos de tração animal que trafegam em Canoas, a ocupação de cada um e tudo o mais.

No entanto, cabe salientar que o cidadão que pretende se livrar de algum entulho precisa ter a consciência de que aqueles trocados que paga para um carroceiro “consumir” com a sujeira diante dos seus olhos tem um alto preço à sociedade canoense. Acredito que, em seus lares, a sujeira deva ser varrida para baixo do tapete. Ou não?

Fica uma sugestão: não seria interessante a prefeitura distribuir algumas caçambas de entulho pelos bairros? Quem sabe isso crie uma nova consciência em todos os que promovem este tipo de agressão ao meio ambiente.

Duas pátrias em festa

04 de setembro de 2010 0

Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

“O sangue guapo dos heróis e dos valentes, que ainda corre adormecido em nossas veias, há de aquecer-se em novas rondas e vigias, nos dando forças pra arrebentar as maneias” (Cenair Maicá, Chaloy Jara)

Chegamos em  setembro, o mês de nossas duas pátrias: a grande (Brasil) e a “chica” (Rio Grande do Sul).

Em nossa cidade, as comemorações da Semana da Pátria começaram na quarta-feira, com a chegada do Fogo Simbólico. Ele estava sob a guarda do V Comar desde 17 de agosto, quando foi aceso em Novo Hamburgo, na chama do Santuário das Mães.

Hoje, a prefeitura promoverá um desfile cívico, na Avenida Inconfidencia, formado por 6 mil pessoas, incluindo Bombeiros, Brigada Militar e Aeronáutica (sempre pensei que estes fossem militares, mas, de acordo com o site da prefeitura, o desfile será apenas cívico).

Por uma exigência do comércio, o desfile foi deslocado para Avenida Inconfidência, o que rendeu, inclusive, agradecimentos por parte da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ao prefeito. Dessa forma, o evento não perturbará o funcionamento das lojas.

Enquanto isso, a Chama Crioula continua seu trajeto, a pata de cavalo desde Itaqui, percorrendo 750 km até chegar a Canoas para as comemorações farroupilhas. É interessante a questão histórica do fogo, mística que reúne ao seu redor o homem desde os tempos das cavernas até os dias de hoje.

A Chama Crioula teve origem na centelha do Fogo Simbólico em 7 de setembro de 1947, com Paixão Côrtes e o Grupo dos 8. A centelha veio do cemitério de Pistóia, onde estavam sepultados os pracinhas brasileiros que tombaram durante a II Guerra Mundial.

Ainda com referência ao folclorista, historiador, pequisador, cantor e coreógrafo João Carlos d’Ávila Paixão Côrtes, cabe salientar que, nesta quarta-feira, ele foi eleito, pela Câmara Rio-grandense do Livro, patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Um jornalista da capital chegou a dizer que a “estátua” deveria ficar fora da disputa (referência a Côrtes ter servido de modelo ao escultor Antônio Caringi para a estátua do Laçador). Pois bem: a estátua está eleita para o patronato desta que é a maior feira do livro a céu aberto.

* O blogueiro representa, na cidade, a Liga de Defesa Nacional – entidade fundada, em 1919, pelo poeta Olavo Bilac e que organiza anualmente a corrida do Fogo Simbólico da Pátria.

Memórias da resistência

27 de agosto de 2010 0

Avelino Iost e Alvaro Moreira, companheiro de resistência nos anos 1960Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

A comunidade está convidada a prestigiar o lançamento do livro Perseguição e Resistência na Aeronáutica: Eu Vi e Vivi, de Avelino Iost. O evento acontece hoje, às 19h30min, na sede do SIndicato dos Municipários de Canoas (Simca), na Rua Sete Povos, 99, bairro Centro.

Os primeiros que chegarem ganharão um exemplar autografado do livro, editado em parceria com a Associação Educativa e Cultural dos Trabalhadores Solidários (Aosol).

Sobre o tenente-coronel Avelino Iost:

Iost foi um dos 214 suboficiais e sargentos que impediram o bombardeamento do Palácio Piratini exigido por conspiradores durante a Campanha da Legalidade. O movimento, liderado por Leonel de Moura Brizola – governador do Rio Grande do Sul à época -, defendia a posse do vice João Goulart como presidente da República após a renúncia de Jânio Quadros.

Ele foi reprovado em um exame oral, no final do curso de oficial, e desligado do corpo de alunos da Aeronáutica. A perseguição foi tão intensa que o proibiram de exercer a profissão civil de aviador e instrutor de vôo, assim como qualquer outra profissão formal. Como ambulante, Iost passou a vender calçados de porta em porta para sustentar sua família. A anistia veio em 1979.

A praga dos carros de som

26 de agosto de 2010 1

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Os carros de som sempre causam problemas para as escolas. No período de propaganda eleitoral, então, a situação piora e muito.

Mas comecemos pelos comerciantes. Será que eles não percebem que o incômodo ao aluno em sala de aula se torna uma propaganda negativa do seu estabelecimento?

Em certa ocasião, durante uma de minhas palestras, fui interrompido pelo volume ensurdecedor vindo de um desses veículos.  Pedi, então, a atenção dos estudantes para o nome da loja anunciada e, quando o carro finalmente se distanciou (eles demoram a passar, pois transitam “virando roda”, como se costuma dizer), pedi a todos que não prestigiassem a mesma pelo desrespeito promovido ao horário escolar.

É igualmente comum o anúncio de “baladas” que acontecerão no final de semana, em volumes extremos (com músicas muitas vezes de péssima qualidade).

Com relação aos políticos que colocam carros de som a tocar seus jingles em torno das escolas, deixo a seguinte pergunta: vocês, que costumam colocar a educação como prioridade em seus discursos, entendem esse ato como o quê?

É preciso uma fiscalização rigorosa nesse tipo de propaganda.  É inadmissível que as escolas continuem sendo perturbadas dessa forma.

Identidade multicultural

13 de julho de 2010 1

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

O assunto “falta de identidade cultural” é comum entre os que produzem cultura em Canoas. Uma espécie de assombração que ronda as nossas cercanias, discutida à exaustão sem que sejam apresentadas soluções.

Confesso não compartilhar de tais colocações. Nossa cidade é rica em cultura em todos os segmentos. O fato de ela ser produzida por quem vem de fora ou por um indivíduo nascido no Gracinha (Hospital Nossa Senhora das Graças) pouco importa.

Aprecio participar de reuniões onde diferentes sotaques ajudam a decidir os caminhos da literatura canoense. Nunca houve preconceito com esse ou aquele indivíduo por isso por quem quer que seja.

Acredito que a tal “identidade cultural”, que muitos almejam, só será alcançada mostrando o que produzimos aqui em outras localidades. Algo que vem fazendo a Casa do Poeta de Canoas, por exemplo: leva de forma efetiva seus associados a eventos culturais da cidade e, fora dela, também.Representada por um número considerável de integrantes, a Casa do Poeta já realizou saraus até no histórico teatro da cidade de Triunfo – uma caravana cultural conduzida com eficiência pela presidente Maria Rigo.

Porém, o tema é, muitas vezes, tratado de forma equivocada. Como ocorreu no início da década passada, quando a ACE (Associação Canoense de Escritores) conseguiu uma verba pública de R$ 25 mil. Equivocadamente, a direção da época resolveu locar uma sala num dos prédios mais caros da cidade, pensando que, com endereço fixo, estaria criando uma identidade ou ponto de referência.

Boa parte do valor conquistado se esvaiu no pagamento do aluguel e nenhuma página foi publicada com textos de escritores locais. Não teria sido mais interessante publicar antologias, como as gestões seguintes fizeram? Quem faz nossa cultura precisa saber que vale a pena cruzar a ponte do Gravataí. Que há portas abertas em diferentes localidades. O intercâmbio é válido, sempre.

Escrevi esse texto com a experiência de quem esteve em dezenas de cidades e escolas nesses quase dez anos de carreira, interagindo com alunos, professores, escritores e livreiros, promovendo meus livros e colocando-os à disposição em bibliotecas. São palavras de um autor com a identidade canoense (mesmo tendo nascido em Porto Alegre).

Tempo de pensar na Copa

02 de junho de 2010 0

Nossa cidade quer ser uma das anfitriãs da Copa do Mundo de 2014 e até criou uma secretaria que apresenta projetos nesta área. Porém, falta estrutura básica como rede hoteleira, a saúde e o transporte que é deficitário. O trensurb, um dos principais canais de acesso a cidades da região e à Capital, começa a se deteriorar tendo em vista já estar há 25 anos em funcionamento.

Observo que muitas estações, principalmente as localizadas em Canoas, estão enfrentando considerável desgaste como ausência de pinturas internas, rachaduras nas vigas de sustentação, infiltrações que estão causando estalactites (formações rochosas das cavernas) na Estação Niterói-UniRitter, sem contar que não existe uma proteção contra a chuva, isso resulta em banhos aos usuários.

A Trensurb começou a fazer reparos em escadas rolantes, mas é preciso mais do que isto. As estações ainda têm carências na área de acessibilidade, o que dificulta não só para pessoas portadoras de necessidades especiais, mas também para mães com carrinhos de bebês. Também não podemos esquecer a ação de vândalos que procuram depredar o patrimônio público. Parece que as pessoas se esquecem que eles próprios serão usuários daquilo que danificam.

CONTRAPONTO
O que diz Sidemar Francisco da Silva, gerente de Mobilidade Urbana da Trensurb

A Trensurb mantêm em desenvolvimento o Programa de Modernização das Estações, que tem como objetivo principal a melhoria das condições de acessibilidade. Obras na Estação Canoas-La Salle já foram concluídas e na Estação Mercado estão em fase de conclusão. Contudo, objetiva-se também revitalizar e requalificar os espaços tornando as estações arquitetonicamente atualizadas e criar soluções que visem melhorar os ambientes para os usuários, funcionários, comércio e serviços nas estações.
Está em andamento a elaboração dos projetos executivos para as estações Niterói, Fátima, São Luiz, Petrobrás, Luiz Pasteur, Sapucaia, Anchieta e Aeroporto. Com o início das obras previsto para 2011, serão realizadas melhorias como a cobertura de todas as passarelas, a instalação de elevadores para pessoas portadoras de necessidades especiais nas passarelas e na estação e, instalação de corrimãos e pisos-táteis para deficientes visuais.
Da mesma forma, o layout da estação será otimizado para melhorar as condições de fluxo, de maneira que as salas operacionais e os quiosques comerciais passarão a ocupar espaços laterais ao corpo da estação. No mesmo local, haverá espaços de descanso e convivência dos usuários. Também faz parte da reforma o acabamento por meio de pintura, troca das esquadrias, instalação de novos brises e tratamento de fissuras nas estruturas de concreto.

Texto e foto enviados pelo blogueiro Cauê Nascimento

Jornalismo em Pauta

04 de maio de 2010 0

Em comemoração aos 46 anos de Zero Hora, o projeto Jornalismo em Pauta, leva seus profissionais às  universidades do Estado. Hoje, os estudantes de Jornalismo da Ulbra, em Canoas, recebem Nilson Souza (foto), editor de opinião do Grupo RBS. O bate papo terá início às 19h30, no auditório do prédio 14. 

Formado em jornalismo pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, Nilson Souza iniciou na profissão em 1970, na extinta Folha da Tarde, jornal da Companhia Jornalística Caldas Júnior. Mais tarde, trabalhou no Jornal do Brasil do Rio de Janeiro, nas Revistas Veja e Nova Escola, ambas da Editora Abril. Está desde 1986 na RBS, já foi editor de justiça e esportes e, atualmente, é editor de opinião. Além disso, assina uma crônica semanal no Segundo Caderno.

Para promover o encontro em 18 universidades gaúchas, ZH selecionou palestrantes entre os seus mais experientes editores, colunistas e repórteres, repetindo uma experiência bem-sucedida do ano passado. O dia a dia do jornal, as dificuldades da carreira, as dicas e os atalhos de veteranos, a formação, os bastidores da redação, os desafios multimídia, a instantaneidade online e as principais mudanças em curso na atividade estão entre as propostas. Este ano, estudantes indicados pelas instituições vão participar de uma cobertura em tempo real das palestras pelo twitter.

Busto de Dona Mocinha abandonado

19 de janeiro de 2010 1

A senhora Maria da Conceição Balbueno Ferraz, a Dona Mocinha, como era conhecida no bairro Niterói, foi uma das mais importantes educadoras da cidade. Alunos alfabetizados pela professora, que morreu precocemente em 1956, aos 46 anos, recordam-se com carinho e saudades dos ensinamentos recebidos da mestra. Entre estes o meu pai, Acedino Gonçalves Teixeira .

Em 2004, a Associação de Moradores do Bairro Niterói, denominada ABNIT, resolveu render homenagens a educadora erguendo um busto na praça central do bairro, que também recebe o nome de Dona Mocinha. Durante a inauguração, em solenidade no dia 7 de outubro de 2004, estiveram presentes autoridades, parentes, ex-alunos e moradores. Nos discursos, muitos elogios a educadora e a promessa de que o Busto seria preservado com honrarias e que muito em breve seria construído um canteiro de flores em torno do mesmo (o que jamais foi feito).

Desde então, o que se vê é o busto de Dona Mocinha, confeccionado pelo grande artista plástico canoense, Vinício Cassiano, totalmente abandonado. Alertado por amigos, que visitam a praça frequentemente, sobre as condições do monumento, resolvi visitá-lo. Antes de ir morar por dois anos no interior do Estado, eu havia escrito sobre o desdém ao monumento. Porém, a situação piorou e muito de lá para cá.

O pedestal está pixado, o monumento esta cheio de ranhuras e faltando alguns pedaços. A placa homenageando a educadora esta pintada em branco (uma péssima pintura por sinal) cobrindo boa parte das letras. É difícil compreender a ação dos vândulos com o patrimônio público? Sim, é.

Agora, não se pode culpar a prefeitura pelas condições do monumento. Seria muito fácil empurrar o compromisso assumido pela ABNIT quando da inauguração em 2004. Creio que caiba a eles darem continuidade à homenagem. Afinal de contas, esse é um patrimônio do bairro e gerou custos aos cofres públicos. Ou, quem sabe, tentamos encontrar uma empresa que queira adotar o busto de Dona Mocinha, deixando-o belo e apresentável aos que circulam pela praça central do bairro? Se o leitor tiver alguma sugestão, nos escreva.

textos e fotos enviados pelo blogueiro Mário Amaral Teixeira

Despertar de Canoas

04 de janeiro de 2010 1

Esta acabando mais um ano. Aqui na cidade, 2009 foi dedicado a comemorar os 70 anos de emancipação política, com festas, pompas e circunstâncias que se prolongarão até o dia 15 de janeiro, aliás nome de uma das principais avenidas em virtude da posse do primeiro prefeito Edgar Braga da Fontoura.
É preciso comemorar a digamos independência, mas ainda somos dependendes em tantas outras coisas. Por exemplo, para nos divertirmos, tomamos os nossos carros e rumamos a Porto Alegre, São Leopoldo ou outras cidades com vidas noturnas agitadas. Teatro não temos. Em compensação, cinema temos de sobra e às vezes até vazios no shoping. Museu é coisa rara, creio que o maior que tinha na universidade foi dilapidado por suas peças pertencerem ao ex-reitor envolvido em escândalos. Mas temos o museu municipal que embora pequeno na estrutura nos apresenta peças antigas e bem conservadas, assim como o arquivo histórico e uma rica biblioteca pública.

A saúde até melhorou, ambulâncias podem levar para Capital rapidamente, se a BR-116 não estiver congestionada. Nossa diversão dominical e ir tomar sol no Capão do Corvo, rezando para não ter o carro furtado no estacionamento ou então ir ver os rachas de moto no estacionamento do Eduardo Gomes.
Canoas tem tudo isto e muito mais. É a única cidade do Brasil que possui um avião encostado num posto de saúde, tem pujança de ter um dos maiores PIBs do RS e o 28 do país (a frente de muitas capitais). Tem apenas que despertar de um sono que a deixa adormecida na inércia do nada fazer, ficando a sombra da capital, pois a distância que nos separa é de 15 quilômetros de Centro a Centro. Canoas precisa deixar de estar a margem, como estas que estão na foto e assumir o seu lugar.

Mais do que nunca é preciso não só enfeitar as entradas da cidade com marcos de Voa Canoas, mas tornar alada esta mesma Canoas, que esquece de seu passado histórico, pois comemora apenas a emancipação e não a sua fundação datada de 14 de abril de 1874, como consta no próprio brasão municipal.
Creio que isto começa com uma mudança de mentalidade dos habitantes deste município, de valor conforme nosso hino. Chega de ser a cidade diminutiva do aviãozinho, do Gracinha, somos uma cidade rica, nosso polo empresarial é forte, na área educacional somos privilegiados por termos tantas instituições de ensino e um numero baixo de analfabetos apenas 3,23%.

Mais do que nunca creio que é chegada a hora do verdadeiro despertar de Canoas.

 

Textos e fotos enviados pelo blogueiro Cauê Nascimento