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Posts na categoria "Personagens"

Parceiro de Elis e com nome de mito, Catulo Flores dá aulas de música no Centro de Canoas

01 de novembro de 2013 0

Catulo Flores tem 76 anos. Metade deles vividos em bares e boates do Brasil. Como guitarrista de orquestras de televisão tocou com Elis Regina, Jair Rodrigues, Erasmo Carlos.

Também fez parte de conjuntos gaúchos famosos, como o Caravelle, e excursionou por vários países. Hoje professor de música no Centro, mestre e maestro Catulo apresenta sua interpretação de Love of My Life, clássico da banda britânica Queen.

A matéria completa está na edição desta sexta-feira do Mais Canoas.

A arte de adestrar

15 de fevereiro de 2012 0

Por Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Aliar trabalho com satisfação é fundamental para que tenhamos um bom desempenho em qualquer profissão. É exatamente isso que o canoense Ivan Brizola, adestrador de cães há 29 anos, nos transmite.

- Costumo dizer que pratico a “cãoterapia”. Adestro os cães dando-lhes carinho como retribuição, e não comida. Isso gera uma cumplicidade com o animal – comenta.

Formado em Pedagogia e Educação Física, Brizola é dono de quase uma dezena de Border Collies, que costuma utilizr em competições e exibições pelo país. Uma delas aconteceu no programa Domingão do Faustão. As apresentações são em provas de Agility, nas quais o cão deve demonstrar agilidade e entrosamento com o seu condutor num circuito de obstáculos.

Atualmente, o adestrador atua todas as segundas e quartas-feiras pela manhã no parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo), num trabalho em parceria com a prefeitura. Os frequentadores do parque tem se encantado com os cães. A identificação dos Collies para com o adestrador é fantástica. Todos permanecem sentados, esperando os comandos para atuarem. Um dos trabalhos realizados no Capão do Corvo é a condução de cães por cadeirantes e que visa, inclusive, a participação em competições futuras.

- Todos os cães, tendo ou não uma raça definida, podem ser adestrados. Basta que façamos isso da maneira correta. Podemos ter ao nosso lado um cão obediente se respeitarmos e entendermos as características de cada animal – afirma Brizola.

Recentemente, Ivan Brizola foi convidado para ministrar uma palestra no TED (fundação privada que nasceu no Estados Unidos sem fins lucrativos destinada a discutir ideias – Bill Gates, Bill Clinton e All Gore são alguns dos palestrantes que passaram por lá).  O evento acontecerá na Ulbra ainda sem data definida.

Nestas quase três décadas dedicadas ao adestramento Ivan formou muitos profissionais que trabalham no exterior. Realmente, uma profissão de causar inveja aos que adoram conviver com o melhor amigo do homem.

Confira clipe oficial de Rodrigo Ferrari

21 de outubro de 2011 3

Curtiu a história de Rodrigo Ferrari, O Nome da última edição do Mais Canoas? Então confira o clipe oficial da música Já Fiz de Tudo, canção de trabalho do artista que já rola nas rádios gaúchas:


Exemplo a ser seguido

31 de março de 2011 0

Por Mario Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Aos 52 anos, Jacila Boanova Santos tomou uma decisão: iria retomar os estudos.
_ Senti que havia cumprido minha missão como dona de casa, mãe, esposa e avó. Resolvi, então, retornar aos meus ideais  engavetados há muitos anos _ conta.

E foi justamente o que fez essa senhora, nascida em Arroio dos Ratos e moradora do bairro Mathias Velho há 42 anos.
Primeiro, ela se inscreveu  na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Paulo I. Além de se formar no Ensino Fundamental, ela ainda lançou um livro de poesias com o apoio da professora de português Adriana Lima.

_ Mostrei minhas poesias à professora. Juntamos algumas recentes e outras antigas e publicamos o livro Almas poéticas. Foi outro sonho realizado, o de ser escritora _ descreve.

A vontade de se tornar professora fez com que Jacila seguisse a caminhada. Ela se formou no Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino MÉdio Guarani e, depois, cursou magistério na Carlos Chagas, no Niterói. E passou a lecionar na São Francisco.
Hoje, aos 61 anos, Jacila é professora em uma escola municipal, a Victor Agens,em Nova Santa Rita, município vizinho a Canoas, e cursa o primeiro semestre de Pedagogia em uma faculdade de Porto alegre.
_ Quero continuar aprendendo e ser uma ótima professora. Quero publicar mais livros. seguir em frente. Há muito  o que conquistar _ resume.

Alguém ainda duvida que ela conseguirá?

A PROFESSORA JACILA BOANOVA SANTOS, escrito assim mesmo com todas as letras maiúsculas, é a prova de que idade não importa enquanto a vontade e a dedicação prevalecerem em nós. Um belo exemplo que demonstra a importância do resgate dos estudos e dos sonhos engavetados, como ela mesma disse. Revire suas gavetas, retorne aos estudos. Tenho certeza que existem muitos querendo promover também esta mudança.
 


Cães adestrados no Capão

02 de março de 2011 0


Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Há algum tempo, alguns cães vira-latas que transitam no Parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo) vêm recebendo uma atenção especial da veterinária Inês Maria Costa e do adestrador Ivan Brizola.
– São cães abandonados e que moram há muito tempo no parque. Eles estão aprendendo muito bem os comandos. Vivem em harmonia e interação com os frequentadores e com o ecosistema – comentou Inês.
Preocupada com os cães abandonados não apenas no parque, mas em toda a cidade, ressalta:
– Temos muitas câmeras de vigilância espalhadas que registram possíveis abandonos. É preciso que as pessoas assumam a responsabilidade por seus animais.
O professor de Educação Física e pedagogo Ivan Brizola, que adestra cães desde 1984 e é bicampeão brasileiro de adestramento na categoria Agirit (Obstáculos), emociona-se ao falar dos animais:
– O Dourado e o Pingo, cães que estão sendo adestrados no momento, estão se portando muito bem nos treinamentos. Basta eles me verem para virem em minha direção. É muito importante conquistar a confiança do animal para colher resultados.
Inês lembra da importância da lei 13.193, de 2009, que criou a denominação “cão comunitário” e que veio proteger os animais de rua da eutanásia e de outros tipos de violência. Ivan comentou que existe, num futuro próximo, a possibilidade destes cães receberem um treinamento específico para a utilização por pessoas com necessidades especiais em Canoas.
Realmente um belo trabalho com os simpáticos animais que alegram os usuários dos parques. No entanto, fica aqui o alerta para que não abandonem animais nos parques nem nas ruas. Existe uma lei específica que pune quem pratica tal ato e o cerco a estas pessoas vem aumentando.
Afinal, nem todos tem a sorte que estes poucos que estão no projeto tiveram. A maioria acaba desnutrido, atropelado ou maltratado por pessoas ainda mais inconvenientes das que os abandonaram.



Calendário histórico e poético de Canoas

06 de dezembro de 2010 0

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

A professora de história e sociologia e escritora Ancila Dani Martins acaba de lançar um calendário diferente para 2011. Na verdade, um documento fotográfico e poético sobre Canoas.
O calendário conta com fotos de pontos turísticos e prédios públicos da cidade, como a prefeitura, Biblioteca João Palma da Silva e outros. Por cima de cada foto, uma poesia da autora sobre o tema apresentado.
Além das poesias, o calendário conta com dados históricos, nome de todos os prefeitos da cidade, letra do hino Canoense e biografia da autora.
- Você não ama o que não conhece. Tenho percebido que os estudantes de hoje se atem pouco sobre a história de nossa cidade. Tal fato me fez decidir pela publicação do calendário – disse a escritora.
Ancila, que atualmente está fora da sala de aula, dedica-se há três anos a cuidar da Biblioteca Mário Quintana da Escola Estadual de Ensino Médio Margot Giacomazzi, é membro da Casa do Poeta de Canoas, e participau de antologias. Além do calendário, publicou o livro de poemas “Expressão dos Sentimentos”, em 2008.
A escritora nasceu em Flores da Cunha e está radicada em Canoas há 34 anos.
- Cheguei aqui em busca de melhores oportunidades de trabalho. Lecionei por 23 anos no La Salle do centro da cidade e fui diretora da Escola Estadual de Ensino Médio André Leão Puente. Nasci lendo, costumo dizer. No entanto, a biblioteca é uma extensão de minha casa – conta.
Quem quiser conhecer este belo trabalho pode contatar a escritora pelo e-mail anciladmartins@gmail.com

Reencontro com as irmãs

13 de novembro de 2010 3


Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

A ansiedade de membros da comunidade do Orkut Ex-alunos, Admiradores do Sampa, criada pela professora Lisete Fisher, por rever as irmãs que comandaram, por quase 50 anos, o Colégio São Paulo* foi saciada. Um grupo de 15 pessoas viajou para Prudentópolis (PR) no dia 5 para participar dos festejos do centenário da chegada das Servas de Maria Imaculada ao Brasil.

No mesmo dia, o grupo participou do evento comemorativo no ginásio de Prudentópolis. Milhares de pessoas assistiram a um espetáculo de grande qualidade encenado pelos alunos das escolas espalhadas pelo Brasil.

A chegada das sete irmãs ao Brasil, enviadas da Ucrânia, foi vista com emoção pelas dezenas de irmãs vindas de diversas localidades do país e do mundo.

No dia 6, o contato foi com as simpáticas irmãs Zita e Marli, que conduziram o grupo a pontos turísticos da cidade. Ainda visitamos o Museu Histórico das Irmãs Servas de Maria Imaculada, inaugurado junto com as festividades e o lar de descanso das irmãs aposentadas.

O ponto de maior emoção foi o almoço, no mesmo dia, quando muitas irmãs que lecionaram no São Paulo estiveram presentes. Entre elas, Verônica, Zita, Silvia, Neonila, Elisa e Nádia.

Juntos, retornamos aos tempos de escola, quando bajulávamos nossas mestres em sala de aula. Foram muitos e apertados abraços. Lágrimas e lamentos pela separação de mais de uma década.

Foi como se tivéssemos aberto um baú repleto de boas lembranças. Em meio a tantas frases de gratidão, uma foi repetida por todos: “Somos cidadãos de bem pelos ensinamentos, pela disciplina e pelo carinho que recebemos de vocês, irmãs”.

O grupo regressou no dia 8 para Canoas. Na bagagem, uma certeza: nossa despedida, desta feita, não passou de um “até breve” às nossas mestres.

* O Colégio São Paulo foi vendido aos irmãos Lassalistas em 1998. Há alguns anos, a escola foi extinta e deu lugar a diversos cursos de capacitação profissional.

Michelangelo e Santa Mônica: prédios siameses

30 de outubro de 2010 0

Erivaldo Júnior, Conselho de Blogueiros

Situada na Rua Domingos Martins, defronte ao Hotel Metropolitan e à margem da BR-116, essa dupla de prédios comerciais já pode constar no rol dos edifícios mais importantes de Canoas. Administrados pela mesma imobiliária, os adjuntos Michelangelo e Santa Mônica embelezam com seu charme contemporâneo o centro da cidade.

Com 29 anos de funcionamento e, atualmente, quatro funcionários, o Santa Mônica conta eminentemente com advogados e médicos, conforme conta a auxiliar de portaria Mari de Castro Machado, 21 anos, que trabalha há sete meses no local. Moradora da Vila Santo Operário, ela revela que o que mais gosta no prédio é a convivência parcimoniosa com os colegas e condôminos. Diz, porém, que gostaria de ver um maior cuidado pela limpeza do local por parte dos visitantes.

O Edifício Michelangelo é mais “menino”: tem apenas doze anos. O prédio conta com cinco funcionários no quadro funcional. O síndico é o dentista José Vieira Sérgio, 61 anos, que atua no local desde a inauguração. Sérgio está em seu segundo mandato. Ele considera a localização algo decisivo para trabalhar no Michelangelo. Morador do bairro Estância Velha, aponta como ponto negativo a insuficiência do estacionamento. Lembra que lá há preponderância de profissionais liberais. Mineiro, Sérgio só lamenta a fase que seu clube do coração, o Atlético-MG, passa atualmente.

Lembro de 2006, quando trabalhei em um dos prédios. Era muito comum os clientes se atrapalharem, pressupondo que determinada sala pertencia ao prédio A, e não ao B, por exemplo. Acredito que isso ajuda a levar o Michelangelo e o Santa Mônica à lembrança de mais pessoas.

EJA na escola Edgar Fontoura

23 de outubro de 2010 2

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

Um sonho antigo passou a fazer parte da realidade da Escola Municipal  de Ensino Fundamental Prefeito Edgar Fontoura, no bairro Marechal Rondon, em 2009: a implantação das séries finais do Ensino Fundamental  pela Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Em visita recente à escola, conversei com a coordenadora Fabiana Caldeira Damasco.

- Quando iniciamos no ano passado, as aulas eram por etapas (um ano em cada semestre). Em 2010, passamos a contar com o ensino por área de conhecimento. Dessa forma, o aluno pode completar da 5ª à 8ª série em apenas um ano. É muito bom trabalhar com o EJA pelo retorno e pela motivação dos alunos ao voltarem aos estudos, além da perspectiva de continuidade que a maioria demonstra – contou Fabiana.

Fiz questão de buscar a opinião de dois dos alunos mais velhos da escola: José Barnabé Bezerra Filho, 58 anos, e Vera Maria Pillar da Silva, 54 anos. Ambos são funcionários públicos e mostraram-se muito satisfeitos com as aulas.

- Hoje, o estudo é fundamental para qualquer área de trabalho. Retornei à escola por iniciativa própria e por incentivo dos colegas de trabalho. Não estudava há mais de 40 anos. Sempre é tempo de aprender se tivermos vontade – comentou Bezerra, que é operador de máquinas rodoviárias da prefeitura.

- Meus filhos me incentivaram a retornar aos estudos. Fiquei 30 anos longe da escola. Todos que pararam deveriam retornar pela importância que os estudos têm em nossas vidas. Sou cozinheira da Edgar Fontoura durante o dia e estudante à noite – disse Vera.

As inscrições para o EJA vão até 12 de novembro. Procure a escola mais perto de sua casa que ofereça essa forma de ensino e retorne também ao mundo do conhecimento.

Saiba mais

Mais informações com a Secretaria Municipal de Educação, pelo fone 3476-0017

Sexta-feira quase santa

27 de setembro de 2010 0

Erivaldo Júnior

Era início de ano letivo e eu estudava à noite. Estava estreando no Jussara Polidoro, escola próximo de casa, que, segundo se comentava, era “suspeita” – eufemisticamente, é claro. A turma na qual fui parar era uma balbúrdia, com 40 alunos (no mínimo), impossível de se ministrar as aulas. Eu, já com 21 anos e repetente, me sentia um tio em meio àquele povo. Do alto de minha arrogância, considerava meus colegas intragáveis.

A carruagem foi andando e recebemos a notícia de que, durante um período, as aulas de português (minha matéria predileta) seriam lecionadas por uma estagiária que cursava Letras no Unilassale, de nome Liliane. Na primeira aula, ela pediu que formássemos duplas para a seguinte tarefa: algumas dessas duplas teriam a incumbência de “inventar” a primeira metade de um texto, baseada na segunda metade da história original. Para outros – como eu e a menina que se reuniu comigo – foi entregue a primeira metade da história e, assim, teríamos de criar a segunda parte. Como sempre gostei de escrever – e o interesse subsequente pela faculdade de Jornalismo atesta isso -, assumi a bronca de compor sozinho o texto, tergiversando minha parceira. Rascunhei um terço do texto antes do recreio e o restante depois.

A estagiária fez um semicírculo para que nós lêssemos as redações, em uma sala já esvaziada pela metade por desertores contumazes. Então, pediu que fossem lidas somente as partes escritas pelos alunos. Não fui o primeiro a ler. Seguindo a ordem da esquerda para a direita, escolhida pela professora, e eu estava no meio do caminho. Chega a minha vez e o nervosismo bate – embora eu me sentisse confiante no que concerne à qualidade do texto, a título de comparação. Um dos meus sonhos é ser radialista – por essa trinca de motivos: interesse por música e informação; gosto pela palavra, em sentido amplo; e voz grave.

Dei tudo de mim para que – como estava ali mesmo (Ensino Médio), de onde já devia ter saído há um bom tempo -, minha performance fosse considerável. Ato contínuo, decidi lançar mão de minha influência radiofônica e fiz as vozes dos personagens (um homem conquistador e uma mulher, digamos, afetada), intercalando com minha voz aveludada na narração dos fatos. Ao fim do texto, fui simplesmente ovacionado pelos presentes, em uma atitude não esperada por mim. Eu, que julgava mal meus colegas – tachando-os de insensíveis, burros etc. – estava sendo aplaudido por eles, com direito a pedido de bis.

Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida – e fazendo algo que é da minha vocação. A frase “não julgues para que não sejas julgado” caiu como uma luva naquele episódio. Gostaria muito de reencontrar Liliane, a simpática acadêmica que proporcionou este momento inesquecível pra mim.

Conhece o Mário?

16 de setembro de 2010 0

Erivaldo Júnior

Mário Azevedo, 48 anos, nasceu em Canoas. Ex-morador do Mathias Velho, mudou-se para o Guajuviras há 20 anos. Residente no setor 2, é figura célebre no bairro, especialmente pelos últimos cinco anos, quando abriu uma lan house adjunta a um mini mercado – esse, funcionando desde 1999. Mário empresta seu nome aos dois empreendimentos, o que contribuiu para sua popularidade – inclusive no Orkut.

Atuando ao lado da filha Daiane, o ex-coordenador de vendas afirma que os rendimentos de um e outro negócio se equivalem. Garante também que a proximidade com o colégio Jussara Polidoro auxilia o comércio, principalmente na lan house. Este humilde escriba é um dos seus clientes.

Notório por sua paixão pelo Internacional, Mário esclarece que a rivalidade sadia tem ajudado o negócio a prosperar, pois, segundo ele, quando o tricolor ganha, são os gremistas que pagam suas contas, consumindo os alimentos do mercadinho ou acessando a internet.

Mário ressalta que no último ano a violência tem diminuído no bairro, o que, para ele, comerciante e morador da região, o faz pensar em garantir uma melhor infra-estrutura para seu comércio. De nossa parte, queremos continuar ouvindo por longo tempo seu tradicional bordão: – E aí, bonitão!

Memórias da resistência

27 de agosto de 2010 0

Avelino Iost e Alvaro Moreira, companheiro de resistência nos anos 1960Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

A comunidade está convidada a prestigiar o lançamento do livro Perseguição e Resistência na Aeronáutica: Eu Vi e Vivi, de Avelino Iost. O evento acontece hoje, às 19h30min, na sede do SIndicato dos Municipários de Canoas (Simca), na Rua Sete Povos, 99, bairro Centro.

Os primeiros que chegarem ganharão um exemplar autografado do livro, editado em parceria com a Associação Educativa e Cultural dos Trabalhadores Solidários (Aosol).

Sobre o tenente-coronel Avelino Iost:

Iost foi um dos 214 suboficiais e sargentos que impediram o bombardeamento do Palácio Piratini exigido por conspiradores durante a Campanha da Legalidade. O movimento, liderado por Leonel de Moura Brizola – governador do Rio Grande do Sul à época -, defendia a posse do vice João Goulart como presidente da República após a renúncia de Jânio Quadros.

Ele foi reprovado em um exame oral, no final do curso de oficial, e desligado do corpo de alunos da Aeronáutica. A perseguição foi tão intensa que o proibiram de exercer a profissão civil de aviador e instrutor de vôo, assim como qualquer outra profissão formal. Como ambulante, Iost passou a vender calçados de porta em porta para sustentar sua família. A anistia veio em 1979.

Cris Teixeira grava no Rio de Janeiro

09 de agosto de 2010 0

Cris Teixeira (dir.) e Ricardo Feghali, do Roupa Nova, que o visitou no estúdio de gravação

Mário Amaral Teixeira, Conselho de Blogueiros

O canoense Cristiano Teixeira, baterista do Tchê Guri há nove anos, esteve no início deste mês no Rio de Janeiro (RJ) para gravar o próximo CD do grupo.

– Nós temos uma parceria antiga com o Roupa Nova, que indicou o estúdio onde eles gravam alguns dos seus discos.

Cristiano, hoje com 32 anos, começou a tocar bateria aos 11 com o Arapampas, que animava as noites da churrascaria Dom Camilo, no bairro Niterói. No início dos anos 90, ingressou no Ideais Farroupilhas, também de Canoas. Aos 14, substituiu o baterista Alemão do Bororé no Quero-Quero, permanecendo por seis anos. Seu próximo grupo foi o João Luiz Corrêa e Vozes do Vento, por dois anos. Depois, começou a tocar no Tchê Guri.

Além de atuar no Tchê Guri, o baterista é bastante requisitado por outros grupos, músicos e gravadoras.

– Em 21 anos de carreira, tive o prazer de emprestar o meu trabalho a músicos renomados como o saudoso cantor Leonardo, Gaúcho da Fronteira, Velho Milongueiro, Grupo JM, Xiru Missioneiro, João Chagas Leite, entre outros.

Cristiano traz na bagagem, ainda, uma indicação ao Grammy Latino em 2009. O CD A Festa levou os integrantes do Tchê Guri à cerimônia em Las Vegas, nos Estados Unidos.

- Foi demais. Inesquecível! – conta.

Um novo trabalho do grupo sai em outubro.

O Cancioneiro

02 de agosto de 2010 4

Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

Juscelino Vieira da Conceição nasceu em 19 de Setembro de 1955, em Giruá. Com onze anos, aconteceu na sala de aula algo que lhe marcaria para sempre. O professor Rubelin Mative, ao falar em música, pronunciou a seguinte frase: “Como é maravilhoso despertar na capital gaúcha ouvindo Gildo de Freitas cantar!”. Aquele momento ficaria gravado para sempre em sua memória. Também justificaria, mais tarde, a sua extrema identificação com o ídolo, que viria a interpretar com naturalidade.

Passou o tempo e, aos quinze anos, ele adquiriu o primeiro violão. Começou a estudar música, tendo imensa facilidade ao interpretar as músicas de Gildo de Freitas. Demonstrando um sentimento sincero, de puro prazer, ao cantar músicas do ídolo, nascia ali O Cancioneiro, embora naquele tempo não tivesse ainda este nome artístico.

Com dezoito anos, ele deixou o interior de seu município, onde trabalhava na lavoura, e foi para a cidade em busca de algo em que acreditava e sonhava . Aos poucos, envolveu-se no meio musical, apresentando-se em programas de rádio. Em 1979, iniciou um programa na Rádio Giruá, com o título Roda de Chimarrão. Em 1982, foi eleito vereador sendo um dos mais votados no município de Giruá. No mesmo ano também gravou o seu primeiro disco, intitulado “Herói da Terra”, com todas as músicas de sua autoria.

Em 1990, já com o segundo disco gravado (que trazia o nome artístico “Juscelino” e o subtítulo “O Cancioneiro das Missões), tomou uma decisão difícil: rumou para a Capital junto com a esposa e os quatro filhos, em busca daquilo que sempre sonhou. Foi com o coração partido que deixou a terra natal, mas, também, com muita convicção.

Cancioneiro mora, há 20 anos, no bairro Fátima

Foi com a ajuda de Gugu Streit que Juscelino pôde conhecer Carminha de Freitas (viúva de Gildo) e, também, verificar a possibilidade de gravar uma música de Gildo. O encontro foi emocionante. Dona Carminha pediu para Juscelino cantar uma música de Gildo e alcançou-lhe o violão que pertenceu ao artista. Foi um momento ímpar e inesquecível, pois durante a interpretação da música as lágrimas corriam dos olhos de dona Carminha, que ficara completamente comovida ao ouvir aquela voz, com tamanha semelhança à de Gildo de Freitas.

A partir de então, Juscelino recebeu o apoio incondicional de dona Carminha de Freitas e de sua família para gravar as músicas do mestre. Assim, pela primeira vez, ele obteve a liberação para gravar duas músicas de Gildo de Freitas – História dos Passarinhos e Homem Feio Sem Coragem Não Possui Mulher Bonita – e completar seu terceiro disco com chave de ouro. Por sugestão da gravadora, o seu nome artístico passaria a ser O Cancioneiro.

O homem das cuias

05 de julho de 2010 2

Cauê Nascimento, Conselho de Blogueiros

Gostaria de escrever sobre um amigo que, há exatos 30 anos, perdeu sua cuia de estimação enquanto todos gritavam “Ucho, Ucho, Ucho, o papa é gaúcho!”

Ari de Souza, 70 anos, conhecido como Ari das Cuias por seu oficio como artesão, nasceu em Giruá, onde cresceu preparando erva-mate artesanal com seu pai no barbaquá.

Ari adquiriu o gosto pelo trabalho e mudou-se para Porto Alegre aos 16 anos. Após algum tempo, foi para Curitiba, onde fundou com seu irmão o 1º CTG do Paraná, o 20 de Setembro. Regressando ao Rio Grande do Sul, ele fixou residência em Canoas e começou a participar do CTG Brazão do Rio Grande, onde exerceu diversos cargos na patronagem e, também, como gaiteiro.

Em 5 de julho de 1980, Ari perdeu sua cuia de estimação, que tinha bocal revestido de prata e ouro e a bomba incrustada de rúbis. Enquanto Ari tocava gaita na visita do papa João Paulo II, os tradicionalistas Paixão Cortes e Rodi Borghetti apanharam sua cuia e ofereceram ao pontífice, dizendo que ela era o símbolo da amizade e hospitalidade. O papa perguntou se era um presente e eles, sem alternativa, responderam que sim. Assim, a cuia de Ari acabou indo parar em algum museu do Vaticano.

O trabalho do artesão é reconhecido na Itália, Arábia Saudita, Israel, Alemanha e Japão. Ele se tornou conhecido pelas participações na Expointer, onde serviu chimarrão aos ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.

Ari é fundador da Associação dos Artesãos da Praça da Bíblia, no centro de Canoas, onde possui seu comércio _  fácil de identificar por possuir uma cuia no alto. Ali, ele comercializa suas mateiras, cuias e garrafas térmicas revestidas de couro.

Outra curiosidade é que, na casa de Ari, no bairro Marechal Rondon, a janela também possui forma de cuia.