Fosse fiscalizado, o Parque Getúlio Vargas seria um dos lugares mais aprazíveis de Canoas. Em torno de cinco anos atrás, quase fui abocanhado por um pitbul quando ali fazia uma caminhada, escapando no exato momento em que a fera já sujava a minha roupa com as patas, pois o dono decidiu comandar a sua retirada. Tentei em seguida comunicar o fato ao secretário do Meio Ambiente, mas não fui por ele recebido.
Fato semelhante ocorreu em 23 de novembro, às 10h30min, quando eu corria na pista do parque. Outro cachorro solto investiu contra mim. O dono impediu o ataque no momento em que eu já interrompia a corrida e procurava um pedaço de madeira para me defender. Retomei o exercício, agora me valendo de incômodo cacete como proteção.
A aproximados cem metros de distância deparei com uma dupla de guardas do parque, composta de um homem e uma mulher. Os dois estavam parados e conversavam animadamente com operários de capina. Decidi reclamar e a mulher investiu verbalmente contra mim, alegando que eu estava querendo um "guarda-costas".
Prossegui minha atividade esportiva e, às 10h45min, deparei com a mesma dupla mantendo idêntico tipo de conversa com outros capinadores. Às 10h50min, sofri outra ameaça de mordida por parte do cachorro e não cheguei a usar o cacete porque o dono do animal impediu a tempo que ele me atacasse. Perguntei ao homem porque ele não empregava a guia de condução de cães que portava em uma das mãos, uma vez que havia placas no local se referindo à obrigatoriedade nesse sentido, e não obtive resposta.
Encerrei então o esporte daquele dia, uma vez que o habitual prazer de praticá-lo tinha sido convertido em puro estresse.




