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Paulo Feijó em carreira solo

28 de março de 2014 0

*Por Mário Amaral Teixeira

Crédito: Mário Amaral Teixeira/Arquivo Pessoal

Natural de Guaíba, Paulo Cezar Feijó reside desde que se casou, há sete anos, em Canoas. Apaixonado pela autêntica música gaúcha, começou a tocar aos nove, em igrejas. Aos 14 anos, o então músico, que também é laçador de rodeios, formou um grupo no qual cantava com João Luiz Corrêa. Durante quatro anos, o Grupo Som Pampiano, fundado pelo pai de Feijó, fez inúmeras apresentações no Estado, mas nunca chegou a gravar um disco.

Feijó mudou-se para Porto Alegre, onde integrou grupos como Rebenque, Estampa e, por último, o grupo Tchê Barbaridade, onde permaneceu por 21 anos.

Desde setembro de 2013, o músico passou a seguir carreira solo e formou o grupo Mais Gaúcho. Recentemente, lançou o CD Cada Vez Mais Gaúcho, o segundo disco solo de sua carreira.

– Com esse novo trabalho, quero firmar o compromisso com a autêntica música campeira, e não comercial. Inclusive, não utilizamos guitarras no grupo. Somente violões para validar ainda mais essa autenticidade – explica.

Acompanhado de músicos com uma bagagem expressiva na música gaúcha, como o gaiteiro canoense Paquito, e com participações especiais dos cantores Walther Morais, João Luiz Corrêa e do baterista Cristiano Teixeira, do Grupo Tchê Guri, Feijó está comprometido com a qualidade do novo trabalho. Vale lembrar que, durante a participação no grupo Tchê Barbaridade, o canoense cantou músicas de sucesso, como Ao Som de um Gaitaço, Gaita do Belizário e Amanhecido.

O lançamento oficial do novo trabalho ocorreu em 15 de março, no CTG 35, em Porto Alegre. A casa estava lotada. Em Canoas, estão agendadas apresentações na festa do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, e durante a Semana Farroupilha. Compositores como Erlon Péricles, João Sampaio e Andrezinho compõe as músicas do novo disco. E, claro, há aquelas feitas pelo próprio Paulo Feijó.

 

*Do Conselho de Blogueiros do Mais Canoas

Mestre Tigre arrepia na bateria

13 de março de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

No último dia da série que mostra os personagens do samba do Carnaval de Canoas, conheça a dedicação do mestre bateria Deivis da Silva dos Santos.

 

Crédito: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

Nome: Deivis da Silva dos Santos

Apelido na escola: Mestre Tigre

Posto: Mestre de Bateria da Acadêmicos de Niterói

Tiveste algum outro posto?
“Sim, tocador de cavaquinho”.

Como é a tua preparação para o Carnaval?
“Minha preparação é focada na bateria: cuidar do ritmo, da cadência, do andamento e da afinação e procurar fazer o melhor para a bateria. ”

Tens algum costume ou superstição antes de entrar na avenida?
“Não tenho.”

Uma mensagem aos leitores:
“Quero desejar um bom Carnaval a todos do mundo do samba e ao leitores. Um abraço!’

*Do Conselho de blogueiros do Mais Canoas

O foco da Naty são os ensaios

12 de março de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

No terceiro dia da série que mostra os personagens da folia do Carnaval canoense, conheça a bela Naty Durando. A madrinha da bateria da escola do Bairro Guajuviras é puro samba no pé! 

Crédito: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

Nome: Naty Durando

Posto: Madrinha da Bateria da escola Nossas Raízes (Bairro Guajuviras)

Qual a tua trajetória na escola?
“Desfilo há oito anos. Comecei como 2ª Princesa da Escola em 2007, fui coroada a Musa da Bateria em 2009 e, em 2010, passei a ser Madrinha da Bateria, posto no qual estou até hoje. E não pretendo sair tão cedo.”

Já tiveste algum outro posto?
“Concorri à Rainha do Carnaval de Canoas, em 2008, e ganhei.”

Como é a tua preparação para o Carnaval?
“Faço caminhadas, tenho uma alimentação bem balanceada, mas não faço regime nem academia. Meu foco mesmo são os ensaios. É apenas muito samba nesse ‘corpitcho’ (kkkkkk).”

Tens algum costume ou superstição antes de entrar na avenida?
“Faço o sinal da cruz antes de entrar para dançar!”

Uma mensagem para os leitores:
“Desejo a todos amigos e amigas que respiram Carnaval _ como eu, o ano todo _ que o evento seja de muito sucesso a todos nós! Que Deus ilumine o nosso caminho, nos trazendo muita paz, muito amor e muita diversão, com muito samba no pé! E lembrem-se: dance como se ninguém tivesse te olhando dançar. Beijão, Naty Durando.”

*Do Conselho de Blogueiros do Mais Canoas

 

O próximo!

Quinta-feira: o mestre da bateria Deivis da Silva dos Santos

Uma linda japa no Carnaval de Canoas

11 de março de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

Dando sequência aos personagens do Carnaval de Canoas, conheça hoje a Japa da Rosa Dourada.

Crédito: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

Nome: Paloma Wogt (a Japa)

Posto: musa da bateria na escola Rosa Dourada (Bairro Harmonia)

Qual sua trajetória na escola?
“Comecei a frequentar os ensaios da escola aos 10 anos, quando me mudei para o bairro. Eu ainda não pertencia ao grupo show, apenas ia e dançava com o pessoal da escola. Com 11 anos, fui convidada para ser destaque do carro abre-alas juntamente com minha irmã. Foi aí que minha mãe preparou um vestido e lá fui dançar no grupo show todos os domingos. Com o passar do tempo, aos 12 anos, fui convidada para fazer parte da bateria, sendo a madrinha juvenil. Desde então, permaneci lá. Hoje, com 16 anos, sou musa da bateria.”

Já tiveste algum outro posto?
“Já fui Rainha da Bateria da Nenê da Harmonia e Madrinha da Bateria da Aquarela do Samba. Sou modelo e tenho os títulos de Soberana das piscinas de Canoas, Gata das piscinas, Miss dos Estudantes e Musa do Esporte.”

Qual tua preparação para o Carnaval?
“Não tenho nenhuma preparação específica, apenas muita animação e samba.”

Tens algum costume ou superstição antes de entrar na avenida?
“Antes de entrar para dançar, faço o sinal da cruz e seguro a corrente que meu pai me deu. Assim, posso saber que ele está lá comigo.”

Uma mensagem para os leitores:
“Muitas pessoas têm preconceito comigo por ser japonesa e sambar, mas, se fôssemos todos exatamente iguais, o mundo não teria graça. Cada pessoa possui dentro de si algo que a torna diferente de todas as outras, apenas mostre ao mundo. Todos somos especiais de maneiras diferentes e devemos mostrar o que realmente somos. Quem realmente gosta de você, vai adorar até os seus piores defeitos. Minha mensagem para os leitores é que não tenham medo de mostrar o que realmente são. Utilizem as críticas como uma alavanca para melhorar cada dia mais e assim sejam felizes. Afinal, Carnaval é samba, alegria e diversidade. Um grande beijo a todos.”

* Do Conselho dos Blogueiros do Mais Canoas

 

A próxima!

Quarta-feira: 

Nome: Naty Durando, Madrinha da Bateria da Nossas Raízes (Bairro Guajuviras)

Carnaval e tradição andam juntos

10 de março de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

Pode parecer estranho aos que estão acostumados a me ver de bombacha estar escrevendo sobre este tema, mas o Carnaval é folclore e, várias vezes, em Porto Alegre, a Corte Momesca faz a recepção da Chama Crioula, em parceria com os tradicionalistas, demonstrando total entrosamento e respeito às manifestações populares.
O Carnaval em Canoas teve início em 1972 e se estendeu até 1992. Entre 1994 e 2002, não ocorreram desfiles de rua, sendo retomados em 2003 com o carnaval solidário. A partir de 2004, o carnaval canoense ganhou um sambódromo junto ao Parque Esportivo Eduardo Gomes (Avenida Guilherme Schell, 3.600, Bairro Fátima).
Este ano, a festa ocorrerá nos dias 14 e 15 de março e contará com a participação de 14 escolas.
A corte foi eleita dia 24/01, na Sociedade Caça e Pesca. Além do Rei Momo Pedro Gregório, a corte é composta pela rainha, Juliana Andrade, da Nenê da Harmonia; a 1ª princesa, Jenifer Silva dos Santos, da Escola de Samba Nossas Raízes; e a 2ª princesa, Lidiane da Silva, da Acadêmicos da Grande Rio Branco.
De segunda a quinta-feira, vou mostrar a vocês, leitores, alguns dos nossos personagens desta linda folia.

Eis a primeira!

 

Foto: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

 

Nome: Cintia Mouah

Apelido na escola: Mouah

Posto: musa da harmonia da Unidos de Vila Isabel

Algum outro posto: madrinha da bateria Nossas Raízes, durante sete anos; rainha do Carnaval de Canoas 2005; musa da bateria União da Vila do Iapi, em 2008; rainha da bateria da Unidos do Capão, em 2009; madrinha da bateria do Acadêmicos de Niterói, em 2010

Qual a tua opinião sobre a realização do Carnaval fora de época em Canoas? “sinceramente, como desfilei vários anos em Canoas, é bem melhor devido ao tempo proporcionado a mais aos destaques para sua preparação.”

Como é tua preparação para o Carnaval? Este ano, fui pega desprevenida. Depois de três anos sem desfilar, minha preparação foi uma correria total.”

Tens algum costume ou superstição antes de entrar na avenida? “Sempre faço uma oração, pedindo muita proteção e um ótimo desfile para todos.

Mensagem aos leitores: “nunca desista dos seus sonhos. Por mais difícil que seja, a maior força está dentro de você.”

* Do Conselho de Blogueiros do Mais Canoas
Terça-feira: conheça Paloma Wogt, musa de bateria na escola Rosa Dourada 

 

 

 

Falta de luz causa prejuízos a morador

12 de fevereiro de 2014 0

Por Elias da Cruz Rodrigues, morador do Fátima

Os postes de luz do bairro estão podres e, em 30 de janeiro, com o temporal, um deles caiu, na Rua Princesa Isabel, próximo à São João. Por volta das 19h, cortaram a energia elétrica supostamente para realizar o reparo e, por cerca de 24 horas, não retornou a luz. Entrei em contato por telefone com a AES Sul e só me informaram que não havia veículo disponível para fazer o conserto.
Fiquei com minha empresa parada por conta disso. Os peixes que crio no aquário há anos morreram. A comida estragou no congelador. E não nos informam nada.

CONTRAPONTO
O que diz a AES Sul, por meio de sua assessoria de imprensa
Todas as ocorrências do temporal, como esta do bairro Fátima, ficaram em atendimento durante a madrugada e todas serão atendidas. O temporal foi de grande intensidade, causando muitos danos na rede elétrica, principalmente por galhos e objetos jogados pelo vento e pelos raios.
Na Região Metropolitana, no trecho de Canoas a Montenegro, 7,9 mil clientes ficaram sem luz no período. Mais de mil funcionários da empresa trabalharam nas cidades atendidas pela concessionária.

Sexy Beach by Bora Bor

11 de fevereiro de 2014 0

Na próxima sexta-feira, dia 14, rola a festa Sexy Beach by Bora Bora. Inspirada nas summer partys mais iradas da ilha de Bora Bora, na Polinésia Francesa, o evento abre a temporada de festas do Vale do Sinos em grande estilo. A festa será na Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo (Rua Castro Alves, 166, bairro Rio Branco). O som fica na conta dos DJs Maicon Wolf, Eddie Rezende, Everton Varela, Galvan Gee, Crash! Project, Dionata Verssat, Bruno D’avila, Marcelo Paiva e Cabral, do Pah!. Os ingressos custam R$ 20 (pista) e R$ 30 (camarote) e estão a venda na loja The Box Core do Canoas Shopping. Mais informações pelo telefone 9300-9801.

Falando em balada, dá uma conferida na galera bonita que circulou na Festa dos Sonhos 2013, em 22 de dezembro, no Lindoia Tênis Clube, e contou com a participação do MC Jean Paul.

 

O padrinho MC Jean e as debutantes

O padrinho MC Jean e as debutantes

 

Emerson Berger, Eduarda Palma e Felipe Palma

Emerson Berger, Eduarda Palma e Felipe Palma

 

 

Victor Cunha, Jean Sabino e Jordan Silva

Victor Cunha, Jean Sabino e Jordan Silva

 

Letícia Tariga, Eduarda Palma, Bruna Tariga e Paula Souza

Letícia Tariga, Eduarda Palma, Bruna Tariga e Paula Souza

Novos moradores no bairro Rio Branco

09 de fevereiro de 2014 0

Crédito: Arquivo Pessoal

 

O bairro Rio Branco conta com dois moradores que são uma fofura: o Kauã de Oliveira Menezes, dois anos, e a sobrinha Antônia de Oliveira Gonçalves, dois anos. Eles são o xodó da tia Salete Mendonça, que conta: “Eles chegaram ao mundo para mudar nossas vidas (da família). Eles são nossa alegria”.

Participe

> Gente pequena também tem vez no Mais Canoas. Registre as carinhas lindas que recém chegaram à vizinhança (e à vida) e mande as imagens por e-mail, com nome completo e idade da criança. Atenção: as imagens precisam ter mais de 300kb para serem publicadas.

A menina e o corcel branco

08 de fevereiro de 2014 0

Por Matheus Beck

Vitória quase desaparece quando encosta sua pele clara à pelagem alva de Guri. Ela, nervosa, senta sobre o companheiro e alisa sua crina. Ele, atento, sabe da insegurança da menina de nove anos e procura confortá-la mantendo-se quieto. Juntos, eles partem para uma jornada a passos mais lentos do que um trote cujo destino — por mais piegas que possa parecer — é a independência e a liberdade dela.

 

Crédito: Matheus Beck

 

Vitória Rosa Weizemann nasceu com síndrome de Down. O cromossomo 21 a mais deixa seu potencial cognitivo reduzido. Ela pronuncia as palavras com dificuldade, tem pouco controle de seu corpo e precisou ingressar no Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA) dois anos atrás para aprender a executar as atividades mais elementares. Porém, seu desenvolvimento deu um salto enorme, semelhante ao que ela dá para subir em seu amigo, a partir de outubro do ano passado, quando entrou no projeto Criança a Cavalo.

— Ela era braba. Tentava dizer alguma coisa e nós não entendíamos, então ficava nervosa, chorava. Agora, no próprio falar está melhor, mais calma — avalia o pai, Arnaldo Weizemann.

— Qualquer lugar que seja bom para ela, eu vou junto — completa a mãe, Janete Rosa.

Aluna da escola João Paulo 1º, Vitória participa do programa no turno inverso ao da aula. Ela é um dos cinco alunos do CEIA contemplados com o projeto-piloto que ocorre uma vez por semana no Parque Esportivo Eduardo Gomes. Conceituado como uma Atividade Assistida por Animais, ele utiliza o contato entre as crianças e os bichos para desenvolver a relação de afetividade, o fortalecimento muscular e o estímulo da linguagem dos pequenos.

O psicomotricista Fernando Fortes, que também é capacitado em equoterapia, conta que Vitória, na primeira sessão, sequer quis ficar perto do animal. Na seguinte, pediu para tocá-lo. E, na terceira, sentia nele uma segurança inédita em sua vida.

— Tu trabalhas a autoestima e a autoconfiança da criança. Ela olha o adulto de baixo para cima. Ali, sobre o cavalo, ela enxerga de cima para baixo. Ela domina o animal — destaca Fortes.

 

 

Atividade deve ser ampliada

As aulas duram entre 30 e 40 minutos. Tempo suficiente para trabalhar o que Fernando Fortes chama de movimentos tridimensionais e fazer com que a criança se equilibre com o deslocamento do cavalo para frente e para trás, para os lados e para cima e para baixo. Durante a sessão, acompanhada por uma psicóloga e uma psicopedagoga do CEIA, o aluno deve aprender a segurar as rédeas, abrir os braços, levantá-los, corrigir a postura. Uma série de exercícios que, conforme a coordenadora do centro, Denise Wedman, equivale a uma hora de atividades em uma academia de musculação.

— O principal, no entanto, vai além da questão corporal. É a linguagem, a comunicação, a relação com os outros — afirma.

O objetivo da Secretaria Municipal da Educação é ampliar a atividade neste ano para mais estudantes. Para isso, negocia o apoio com entidades que ajudem a manter o projeto. Só para o ferrageamento do cavalo é gasto cerca de mil reais por ano. Há ainda os custos de tratamento de saúde e alimentação.

O fator negativo é que há limitações para fazer as aulas. É preciso uma indicação médica para os exercícios e, por isso, crianças com algumas deficiências são impedidas de fazê-los. Se não houver nenhum outro impedimento, a ideia é que o Criança a Cavalo ganhe cada vez mais adesões.

Neste ano, outro alazão virá para fazer companhia a Guri. Além de Vitória, mais crianças aproveitarão o contato com eles. E outras histórias como a da menina e seu corcel branco poderão ser contadas.

Dinheiro arrecadado em transporte de passageiros será destinado a lar de idosos

07 de fevereiro de 2014 0

*Por Cauê Nascimento

 

Crédito: Cauê Nascimento/Arquivo Pessoal

 

Neste período de greve dos rodoviários, em Porto Alegre, um veículo tem chamado a atenção por onde circula. Trata-se de um micro-ônibus branco adesivado com o logotipo da Federação Afro Umbandista e Espiritualista do RS (Fauers), dirigido pelo presidente da entidade, Everton Alfonsin.

Em quatro dias percorrendo a linha Sarandi-Assis Brasil, já foram transportadas cerca de 830 pessoas, que contam com serviço de bordo. Dentro do veículo, os passageiros podem comprar água mineral gelada.

Além de colaborar com o deslocamento da população da Zona Norte ao centro da Capital, e vice-versa, o valor arrecado será utilizado na manutenção do Lar de Idosos São José, de Canoas, administrado pela Fauers.

* Do Conselho de Blogueiros do Mais Canoas

Sabor dos deuses

03 de fevereiro de 2014 1

Matheus Beck

Trattoria dos vinhos? Tratamento dos deuses? O Di Vino Tratto, recém inaugurado estabelecimento do bairro Marechal Rondon, não é apenas uma série de ideias inteligentes compiladas em um trocadilho. O próprio conceito do lugar é reunir múltiplos gêneros gastronômicos em um só — o mesmo que dá nome à rua onde ele se localiza: liberdade.
Crédito: Matheus Beck
A trattoria é o resultado de anos de experiência e noites de dores de cabeça do casal Rose e Leandro Mantelli. Proprietários do Sabor Campeiro, restaurante de comida caseira do Canoas Shopping, eles conhecem de perto a clientela canoense. Até por isso decidiram iniciar um negócio para atender o público que procurava por alternativas noturnas.
Conversaram com amigos empresários, analisaram a proximidade da Copa do Mundo e o crescimento do setor turístico da Região Metropolitana, e decidiram apostar em publicidade — inclusive com teasers em ônibus apenas com os dizeres “Di Vino Tratto é comer bem. Aguarde”. E, no dia 13 de janeiro, deram o passo decisivo.

— Decidimos fazer algo padrão Fifa — define Rose.

Desde sempre eles pensavam em criar um espaço que oferecesse massas e filés, mas não apenas o prato a la carte. Queriam que o público experimentasse ir além. Que fosse fiel. Que voltasse sempre. A saída encontrada foi elaborar uma sequência de carnes, que funciona de maneira simples. O cliente escolhe um tipo de massa, o molho que a acompanha e o molho do filé. Em seguida, o garçom leva à mesa a pequena porção e já encaminha o pedido seguinte, acompanhada de legumes, batatas e arroz.

O local escolhido também foi estratégico. Ao mesmo tempo em que está próximo do Jardim do Lago e de áreas em desenvolvimento na cidade, se afasta do circuito gastronômico tradicional do município, concentrado na Avenida Doutor Barcellos, do lado oposto da BR-116.

— A cidade cresceu muito e merecia isso. Nós estamos dando o retorno — afirma a gerente Anna Alves.
A gerente conta que, embora o sistema permita que as pessoas matem a curiosidade em uma refeição, o objetivo é que elas retornem para conhecer novos sabores. Por isso, o cardápio é renovado constantemente. Além disso, existem quatro ambientes distintos para diversos tipos de público: o salão inferior, para jantares em família, o andar superior, para encontros discretos, o deck frontal, para happy hour ao ar livre, e o deck Devassa, onde acontecem as apresentações de música ao vivo.

Os novos projetos não estão apenas no menu. Uma grande adega está sendo projetada para o segundo pavimento _ embora uma boa variedade de vinhos já seja oferecida. Pizzas no forno a lenha também devem ser lançadas em cerca de 30 dias.

matheus.beck@zerohora.com.br

 

Di Vino Tratto
Endereço: Rua Liberdade, 645
Contato: 3031-3777
Funcionamento: de segunda a sábado, das 18h à meia-noite

Escondida

02 de fevereiro de 2014 0

O repórter do Mais Canoas, Matheus Beck, perspicaz que é, fotografou uma flor de cor vibrante na Rua Napoelão Laureano, no Centro, local onde mora sua mãe. Além da linda flor, também há abelha, quase passa despercebida na imagem. Mas ela está ali.

 

Foto: Matheus Beck

Qual é o monumento símbolo da cidade?

01 de fevereiro de 2014 0

 

Crédito: Matheus Beck

 

Decio Dalke*
Quando questionada, grande parte da população responderia que é o avião, localizado às margens da BR-116. Mas o que tem uma peça fria, bélica e que lembra o irritante barulho que jatos causam à população a ver com a origem do município? Nada, mesmo que alguém alegue ter a Base Aérea proporcionado o início do povoamento. O que, aliás, não corresponde à verdade. Antes dela, havia a estação férrea, inaugurada em 14 de abril de 1874. Logo, o avião é tão somente um ponto de referência, pois apenas em outubro de 1935 ocorreu o primeiro pouso de uma aeronave em Canoas, conhecida como Belanca.

O verdadeiro monumento está escondido (apesar de estar à vista de quem transita pela Victor Barreto), é desconhecido para a maioria da população e não é olhado como deveria, mesmo tendo tudo a ver com o significado da palavra Canoas.
A obra mereceria um destaque maior, uma praça somente sua. Deveria ser exposto aos olhos dos que aqui moram ou apenas cumprem jornada de trabalho. Assim como o Laçador, em Porto Alegre.

O verdadeiro monumento à cidade foi criado por um canoense e mereceu prêmio por parte da Petrobrás por meio da REFAP. Origem, o nome da peça em exposição ao lado da Fundação Cultural, está fundamentada nas primeiras embarcações aqui construídas no século retrasado, ao dar o futuro município os primeiros passos rumo ao seu desenvolvimento, então conhecido como Capão das Canoas.

Na dinamicidade de suas linhas e em vibrantes traços, a obra mostra a fusão do homem com seu trabalho, com ambos formando um só movimento, um só propósito, uma visão otimista da vida, pois quem cria faz parte da criação. Há um encontro do finito com o infinito, porém não há começo nem fim, pois o todo se complementa ao surgir do homem a canoa, e vice-versa. Há ritmo, movimento, conteúdo e uma linguagem que conta a história local, visto uma obra somente ser arte quando consegue transmitir vida pulsante onde essa se encontra estática.

Bela em sua composição, serena ao mostrar o elemento humano na execução de seu trabalho, a figura transcende o estético ao projetar a integração do canoense com sua cidade, a dinamicidade do município, de sua gente, do labor diário que levou Canoas a ter lugar privilegiado no cenário estadual.
Resta tão somente ao poder público a tarefa de destacar esse significativo monumento. Já foi cartão postal de Canoas, mas até disso não há mais notícia. O município precisa pensar em projetar a todo o país seu símbolo, sua vocação para o trabalho, sua origem.

O monumento de Canoas foi criado pelo artista plástico Vinício Cassiano, e foi construído em concreto armado e mede 2m65cm. Cassiano nasceu em Porto Alegre em 3 de agosto de 1943. Cassiano é militar formado no Ministério da Aeronáutica, onde fez carreia como sargento, tendo conseguido o primeiro lugar no Curso de Sargentos da Escola de Especialistas da Aeronáutica de Guaratinguetá.

*Jornalista, escritor e poeta

Futuro do ensino passa pela periferia

20 de janeiro de 2014 0

Por Matheus Beck

Forjado dentro do Fórum Social Mundial, em 2001, o Fórum Mundial da Educação chega à cidade. Entre os dias 21 e 23 de janeiro, o ensino nas regiões metropolitanas e de periferia será o tema principal das discussões que tomarão conta da Ulbra. Com desempenho abaixo das médias estadual e nacional, instituições, alunos e professores de Canoas buscarão no evento modelos para impulsionar o aprendizado no município.

Conforme os dados de 2011, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas públicas de Canoas, nas séries iniciais e finais do Ensino Fundamental, é de 4,8 e 3,6, respectivamente. O desempenho médio do Rio Grande do Sul é pelo menos 0,3 pontos superior em ambas as séries. No Brasil, a média é semelhante à estadual nas séries finais e apenas 0,1 pontos abaixo nas séries iniciais. Em cenário tão negativo, a Secretaria Municipal da Educação passou a estimular novas experiências.

Crédito: Tadeu Vilani

A Escola Erna Würth, do Guajuviras, que segurava a lanterna deste índice, tenta aplicar desde o ano passado uma versão própria da Escola da Ponte, método português que prega a divisão por conteúdos e não mais por disciplinas. A metodologia, embora adotada há pouco tempo, deve ser replicada em outros três colégios de outros três quadrantes da cidade. Segundo o secretário Eliezer Pacheco, a transição está em discussão, mas deve gradativa:

— Nunca se generaliza uma experiência de cara. Mas é preciso ter coragem e ousadia em mudar. As pessoas têm medo.

A apreensão das famílias dos estudantes não é que a iniciativa não dê certo, mas que não haja tempo para que ela se desenvolva sem os recursos necessários. A funcionária pública Rosi Mari Peres, mãe de dois alunos do 8º ano, conta que ambos os filhos foram aprovados “com pendências”, conforme foi citado na avaliação final. Para ela, a falta de infraestrutura e o despreparo dos professores são os principais vilões:

— Foi um ano muito confuso. A cada mês, houve mudanças. Projetos não terminaram por falta de material. E no final do ano aderiram ao abre o livro, copia e aprende. Tinham de ter condição de primeiro mundo para fazer isso. O prejuízo vai ser grande quando os alunos saírem ao mercado de trabalho ou fizerem concursos públicos — lamenta.

Pacheco concorda que a falta de investimento na parte estrutural é o principal ponto negativo. Para corrigir isso, de acordo com o secretário, todos os professores da rede municipal devem ganhar computadores pessoais ao longo do ano. Também serão distribuídas duas lousas digitais para cada escola de ensino fundamental e médio, e uma para escolinhas infantis. Outro projeto de maior magnitude começa a ser posto em prática em 2014. Uma rede de fibra ótica deverá conectar todos os prédios públicos — e, por consequência, as escolas — para facilitar a troca de conteúdos e aproximar as instituições à realidade dos estudantes.

O secretário ainda reforça que o fórum é aberto à participação do público. Quem quiser participar e sugerir ações, pode fazê-lo.

— Queremos transformar Canoas em referência na educação. E esse não é um tema exclusivo de educadores, mas da sociedade — resume Pacheco.

matheus.beck@zerohora.com.br

 

PROGRAMAÇÃO

Confira os principais eventos dentro do fórum, na Ulbra (a maioria das atividades são no prédio 17)

21 de janeiro

9h — Abertura oficial

10h — Debate Pedagogia, Territórios e Resistências

13h30min — Mostra de teatro popular Onde? Ação Nº 2, com o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz

14h30min — Grupos de trabalho (em seis auditórios distintos)

19h — Seminário Experiências Inovadoras em Educação, com José Pacheco (auditório 219, no prédio 1)

22 de janeiro

9h — Debate Educação, Ambiente e Sustentabilidade

14h — Grupos de trabalho: em seis auditórios distintos

19h — Seminários (auditórios 219 e 220, no prédio 1)

20h — Show de Mônica Tomasi e Nelson Coelho de Castro

23 de janeiro

9h — Debate Gestão Democrática — A Educação como Direito Humano

11h — Encerramento

Fique ligado

Ulbra — Avenida Farroupilha, 8.001

Informações: www.fmecanoas2014.com.br

A história da Avenida 15 de Janeiro

17 de janeiro de 2014 0

Por Cauê Nascimento, do Conselho de Blogueiros

Crédito: Matheus Beck

Em 15 de janeiro de 1940 foi instalado o município de Canoas, criado pelo Decreto Estadual nº 7.839, de 27 de junho de 1939. Edgar Braga da Fontoura foi o primeiro prefeito e, naquela época, a cidade contava com 40.128 habitantes.
De lá para cá, se passaram 74 anos e a data perpetuou-se em uma das principais avenidas do Centro. A Avenida 15 de Janeiro tem ao longo de seu trajeto diferentes atrativos: o conjunto comercial Canoas _ o primeiro shopping center da região na década de 1970 _, as taças da Corsan que, em breve, serão transformadas em um parque, a gruta e o castelinho do La Salle, lojas, igreja, bancos, agências dos Correios, o prédio da prefeitura e a Praça da Emancipação, que conta com o monumento O Futuro, do escultor Vinicius Cassiano.
O objetivo deste post é proporcionar a vocês, leitores, breves noções de conhecimento histórico sobre o porquê do nome de uma das artérias do coração canoense.