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Posts na categoria "Gente"

Confira Gentleman, o novo videoclipe de Psy

14 de abril de 2013 0

O cantor sul-coreano Psy, famoso pelo megasucesso Gangnam Style, apresentou no sábado o novo videoclipe-sensação, Gentleman, que foi visto 10 milhões de vezes no YouTube em menos de 24 horas. O astro da música pop sul-coreana, cujo verdadeiro nome é Park Jae-Sang, fez sábado um grande show para promover o novo hit e o novo videoclipe no estádio de Seul, na Coreia do Sul. Confira abaixo o videoclipe, que deve repetir o sucesso de Gangnam Style.

A capa da Viver! eleita

28 de setembro de 2012 1

Pronto, está aí a eleita entre as três capas da Viver! que produzimos esta semana. Ela foi escolhida por ter sido a mais diferente, a mais bonita e a que causou maior impacto aqui na redação do Santa. Abaixo, saiba como ela foi criada.

As três capas da Viver!

27 de setembro de 2012 1

Estas foram as três capas criadas para a Viver! que circulará neste sábado. Desta vez, apenas uma delas foi escolhida. Saiba qual foi amanhã, bem cedinho, aqui no blog.

Duas capas para a nova Viver!

20 de setembro de 2012 0

Estreando um novo design gráfico e mudanças editoriais, a Viver! deste fim de semana chega aos leitores com duas capas diferentes. Elas abordam os dois temas principais desta nova edição: um ensaio de moda inspirado na primavera e uma reportagem sobre a volta dos trabalhos artesanais. Confira!


Leandro Puchalski ao vivo em Blumenau

19 de setembro de 2012 0

Leandro Puchalski, o meteorologista do Grupo RBS, estará em Blumenau nesta quinta-feira para participações ao vivo no  Bom Dia Santa Catarina, direto da Avenida Beira-Rio, próximo à prefeitura, e no Jornal do Almoço, no estúdio da RBS TV Blumenau. Puchalski irá tirar dúvidas e curiosidades dos telespectadores sobre a previsão do tempo. O quadro Leandro na Praça estreou no dia 4 de setembro com transmissão ao vivo no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV SC. Após ter passado por Chapecó na época da estiagem, o homem do tempo visita agora as outras regiões do Estado para interagir de perto com os telespectadores.

Diogo Mainardi fala sobre o livro A Queda

07 de setembro de 2012 0


A Viver! deste fim de semana traz uma matéria sobre o colunista político Diogo Mainardi. Ele fala sobre o livro A Queda - As Memórias de um Pai em 424 Passos, uma comovente narrativa sobre o filho, Tito, que teve paralisia cerebral na hora em que nasceu. Abaixo, confira a entrevista completa com o paulistano, concedida à repórter Larissa Roso, do jornal Zero Hora.

Você classifica o amor pelo seu filho como "avassalador" e diz que A Queda é uma manifestação desse sentimento. Você escreveu o livro que gostaria de ter escrito? Ficou como queria, agora que já pode avaliar também as primeiras reações?

É uma declaração de amor, uma declaração do jeito que eu sei declarar. É a minha serenata para o meu filho. Não sou uma pessoa particularmente sentimental. Para compreender esse amor avassalador, quase inexplicável, novo para mim, tive de recorrer aos meus instrumentos, que eram todos de natureza intelectual, estética. Foi assim que eu consegui resumi-lo, explicá-lo para mim e tirar dele o máximo que podia. O livro saiu exatamente da maneira que eu poderia escrevê-lo. É um livro verdadeiro, é uma história verdadeira. Não poderia tê-lo feito de outra maneira porque é a minha história, ela está toda ali. Não fui catar referências eruditas porque elas podiam acrescentar alguma coisa ao texto. Catei o que havia à disposição, na minha cabeça, na história familiar, no arquivo fotográfico. Fui recolhendo o que havia em torno de mim. Nesse sentido, é o livro possível, o livro que eu podia fazer. É o máximo do meu amor, na expressão mais verdadeira desse amor.

Quem é o Tito?
Tenho dois filhos e não vejo nenhuma diferença entre eles. Filho é filho. O meu filho é igual ao filho de qualquer outra pessoa. Tito é igual ao meu outro filho. Eles se dão muitíssimo bem. Tito tem um amor absoluto pelo irmão. Ele, como criança, é igual a todas as outras. Eu tive por ele algo que não é igual ao que eu teria de outra maneira. Sei que todos os pais amam os filhos, mas no meu caso esse processo foi acelerado, muito rápido, surgiu de uma hora para outra. Por isso mesmo foi avassalador. Com meu outro filho houve um período em que pude conhecê-lo, pude reconhecer nele as características que me pertencem também. Você vê no seu filho o que é parecido com você. São os velhos chavões da paternidade. E, no caso do Tito, aprendi a ver também o que era diferente. Foi um aprendizado sentimental muito violento. Comemorei, depois de três dias de vida, o fato de que ele estava vivo. Ele era um morto até então. Foi o único momento de verdadeira comoção que tive desde que ele nasceu. Na verdade, foi o único momento de comoção da minha vida. Eu nunca tinha tido uma comoção, de fato, e nunca tive outra comoção depois disso. No livro, busquei o equivalente intelectual para exprimir um sentimento. O Proust tem essa frase maravilhosa que diz que para exprimir um sentimento tem de buscar um equivalente intelectual, porque você não pode só ficar ali tocando um violãozinho para exprimir o amor. Fica empobrecido. Tem que buscar uma linguagem capaz de exprimir esse amor de maneira mais elaborada.

Você repete que não foi um choque ou uma dor profunda ter um filho com paralisia cerebral, em nenhum momento. No programa Roda Viva (Mainardi foi o convidado da edição do dia 20 de agosto), do TV Cultura, alguns dos seus entrevistadores insistiram nesse ponto, parecendo bastante surpresos com o fato de não ter havido desespero. As pessoas geralmente deixam transparecer essa incredulidade em relação a isso?
É sempre assim. As pessoas acham que é um drama aquilo que não é um drama e não foi um drama. Parte do prazer de escrever esse livro é que é um relato prazeroso, de gozo absoluto, de prazer absoluto. Tive um pequeno encontro com os vendedores da Livraria da Travessa. Quando eles disseram que o meu livro vendeu mais do que Cinquenta Tons de Cinza esta semana, eu disse que tem mais gozo, mais prazer sensual no meu livro do que no dela (risos). O livro é fruto desse prazer, desse transbordamento de amor.

Há pais com muita dificuldade para ver e aceitar as limitações de um filho com necessidades especiais, traçando metas inatingíveis para o futuro da criança. Como você adapta suas expectativas?
Nunca tive expectativa em relação a ninguém, nem a mim mesmo. Isso facilitou o período de aceitação, que foi natural, imediato. Depois de alguns anos, em relação aos médicos, passei a saber exatamente o que podia esperar, e não só pela barbeiragem que causou o dano cerebral. Nós, hoje em dia, fazemos pequenas escolhas funcionais para o nosso filho, como o fato de voltar a Veneza, por exemplo, que garante a ele um tipo de autonomia que ele não poderia ter no Rio de Janeiro, onde estávamos muito bem. Mas na Itália ele tem independência, que para nós é prioritário hoje. Para ele, um menino de 11 anos, nada é mais importante do que passear sem mim, passear sozinho, não ser protegido. Se dou um beijo, ele limpa a minha baba por 20 minutos. Tem nojo de mim, vergonha. Para mim, é ótimo que ele não se sinta dependente a ponto de precisar esconder esse nojo. Ele se sente perfeitamente à vontade em exprimir seus desejos. A grande ambição da vida dele é morar sozinho, já aos 11 anos. E eu mudei para a Itália também porque os filhos ficam até os 40 anos na casa dos pais (risos). Quero mantê-los perto de mim o máximo possível. Mas o pivete quer se separar cedo demais, o que é saudável, no caso dele mais ainda. Obviamente, a independência dele não vai ser totalmente conquistada, ele vai depender de nós.

Que nível de independência Tito tem hoje? No livro você relata o período em que ele usava um comunicador, apertando botões com figuras para expressar pensamentos e necessidades.
Hoje ele fala e usa um andador fora de casa. Em casa, ele tem uma muleta com quatro rodas porque os espaços são mais estreitos. Na rua ele corre, atravessa a cidade todos os dias. Seria capaz até de dar passos independentes dentro de casa se não tivesse tanto medo. Quando tem medo, os músculos se contraem e ele cai. Mas ele cai bem hoje, e isso é um conforto.

A reação dos outros o incomoda? Existe preconceito? Você fala no livro que as pessoas se habituaram a Tito: o jornaleiro, o barbeiro, o quitandeiro. Você acha que essa é a reação mais comum em relação a pessoas com necessidades especiais, a maioria tem o choque inicial e depois se habitua?

As pessoas se habituam, mas continuam excessivamente complacentes em relação à criança, com um excesso de comiseração, e isso é inevitável. A gente se acostumou. Você não pode dizer a todos: "Olha, meu filho é inteligente, ele entende o que você está dizendo". Alguns falam: "Puxa, ele sabe o meu nome!". Ele, por sorte, acha a maior graça disso. Meu filho acha que é um privilégio ser deficiente. Fura a fila no aeroporto e acha a maior graça. O irmão dele diz: "Que bom ter um irmão deficiente". Essa é a frase padrão no aeroporto. Nós aproveitamos as vantagens, é claro, porque precisamos, temos duas mãos cada um. Passamos na frente. Mas ele gosta do banheiro para deficientes, do elevador para deficientes, ele acha que faz parte de um mundo melhor, privilegiado, em relação ao nosso. Acho muita graça disso, minha mulher também. E o irmão tem uma ponta de inveja e de orgulho também.

Foi difícil tomar a decisão de ter o segundo filho? Surgiu algum receio com a proximidade do parto?
Nenhum receio, zero. Nico foi parido em um outro hospital, a única precaução foi essa. Eu não teria feito o mesmo erro duas vezes, isso não. O parto dele foi cercado de cuidados aqui no Rio de Janeiro. Nem isso, já que ele nasceu algumas horas antes da programação, mas foi tudo tranquilo. A gente não tinha medo nenhum com o Tito também. Foi uma barbeiragem grosseira, mas não havia nenhum temor. Meu, zero. A minha mulher, como eu digo no livro, tinha medo do hospital, mas não da gestação. Fizemos os exames de praxe e só.MMM

Escrever um livro como este é se mostrar bastante e também se oferecer a múltiplas interpretações. A revelação dos seus pensamentos e sentimentos mais íntimos pode ser recebida com elogios, críticas, julgamentos apressados. Você teve que se preparar emocionalmente para essa ampla exposição?
Nada, nada. Esse livro faz parte do meu universo intelectual. Tem uma exposição brutal do que sou, completa. É óbvio que eu fico de cuecas, mas a visão, toda ela, é intelectual. Não vou me comparar ao Montaigne, mas, quando contava as histórias dele, ele tentava ir mais longe. O meu livro tenta ir um pouquinho mais longe.

O que o Tito achou do livro?
Ele acha muita graça. Acabei de receber um comentário muito lisonjeiro da Lya Luft, sua conterrânea, e ela nota que, em todas as fotos em que o Tito aparece, ele está sempre rindo. Ele ri, acha graça, acha graça dele mesmo. Tem um sentido de auto depreciação que o protege também contra o preconceito. Ele ajudou a coletar as fotos, conhece todas as histórias, obviamente. Não tem um interesse particular por ele mesmo, não é excessivamente vaidoso, mas acha muita graça sobretudo do que aconteceu quando era recém-nascido e nos primeiros anos. Quando não tem uma memória própria, ele tem curiosidade de saber a minha memória. A partir do momento em que o livro entra na memória mais recente, aí ele não tem muito interesse porque tem a versão dele, que é melhor do que a minha, provavelmente (risos).

Algumas das passagens mais tocantes se referem aos momentos em que você acompanha o Tito caminhando e vai contando os passos, recomeçando do zero a cada vez que ele pisa em falso ou cai. Depois da marca de 424 passos, registrada no subtítulo do livro, você abandona essa prática.
Esse livro não tem uma linha sequer inventada. Parei de contar no final do livro e parei de contar na vida real. Foi o que falamos há pouco: as expectativas são para amanhã de manhã, no máximo. Não tenho a ideia fantasiosa de que vamos triunfar sobre a deficiência. Não é um livro de superação. A nossa história não é uma história de superação. A gente não superou coisa nenhuma. Meu filho tem uma paralisia cerebral debilitante. Vivemos muito tranquilamente com isso, mas sem a ilusão de que ela foi vencida. Detesto essas histórias de superação, não acredito nelas. Sou realista, vejo as coisas como elas são.

Ainda que não faça projeções para muito adiante, o que você imagina para o futuro dele?
É melhor nem repetir porque é tudo bobagem alucinada de menino de 11 anos.

Ele quer ser astronauta?

Não, não (risos). Ele sabe que astronauta não vai ser, não. Até os nove, 10 anos, ele queria ser vagabundo, não fazer nada. E achava muita graça quando dizia isso. Na época, eu trabalhava muito, mas talvez fosse o meu plano e ele tivesse incorporado isso. Não tenho ideia. Hoje em dia ele diz que quer ter uma temakeria com o irmão, mas não é nada muito sério. A avó disse que ele tinha que ser tabelião. Isso é muito italiano. É uma daquelas funções burocráticas que sobrevivem na Itália. Aí ele diz: "Serei tabelião".

O idioma que vocês usam em família é o português ou o italiano?
Italiano. Eles estão perdendo o português. Quando estou sozinho com eles, falo português. Minha mulher é veneziana. Eu a conheci em italiano, então a nossa língua afetiva sempre foi o italiano. Logo que o Tito nasceu, nos transferimos para o Rio e não imaginamos que pudéssemos voltar para Veneza. Então não queríamos que os nossos filhos perdessem o italiano. A gente falava italiano em casa. Acabou que voltamos, e a língua familiar continuou a mesma, é impossível mudar. Eles entendem tudo, falam um pouquinho, se viram _ o Tito melhor do que o Nico. O Nico saiu daqui pequenininho, tem muita inibição de falar em português. O Tito se vira, e o Nico, pessimamente.

Sua família ganhou uma vultosa indenização (mais de 3,1 milhões de euros, cerca de R$ 7,9 milhões) vencendo o processo contra o hospital, o que representou um alívio muito grande em relação ao futuro do menino _ você comemorou, à época, a tranquilidade de enfim poder morrer. Ainda assim, você teme o momento em que o Tito não tiver mais o apoio e a segurança dos pais? Vocês pensam que o irmão menor pode assumir essa grande responsabilidade?
Não. Se ele, por ventura, se dispuser a fazer alguma coisa, a gente vai ficar muito feliz, mas não será uma imposição. Como o irmão é rico, é bem possível que o canalha se aproxime dele (risos). Um é milionário, o outro é duro, então é bem possível que um seja obrigado a tutelar o outro. Mas o Nico não vai ter acesso ao dinheiro do irmão, a gente vai deixar tudo certinho para que eles possam usar o dinheiro mês a mês. Estou brincando, claro. Espero que eles tenham uma boa relação. Não quero que o meu filho menor seja enfermeiro do maior, mas se ele puder ajudar quando for necessário, e a gente nem sabe quanto vai ser necessário... Aceitei com naturalidade mesmo toda a questão. A gente vai tocando. Se surge uma oportunidade, a gente colhe, se surge uma dificuldade, a gente tenta resolver da melhor maneira. Quando não é possível resolver, paciência. É assim que tem sido. Aos 11 anos, ainda é muito cedo. Onze anos eram o suficiente para arrematar toda essa primeira fase da vida e fazer um livro? Isso, sim. Já dava para tirar a soma sentimental e intelectual da história. Não tenho mais o que dizer nessa área. Agora é tocar.

Outras opiniões sobre Adalberto Day

07 de setembro de 2012 2

A gincana Cidade de Blumenau, através de suas provas, incentiva os participantes a conhecer história do município. E há muitos anos, o Beto é preciosa fonte de pesquisa e informação, contribuindo ativamente com a Comissão de Provas, não só com os registros formais, mas também com muitas curiosidades sobre nossa região. E o mais legal é que ele é tão prestativo que ajuda não só a organização, mas também todas as equipes, instigando a curiosidade e a vontade de aprender. Não é à toa que hoje ele é um ídolo entre os gincaneiros.
André Murilo Mrozkowski, coordenador da Comissão de Provas da Gincana de Blumenau

O Beto, meu vizinho de infância, muito amigo da minha família, sempre foi uma pessoa amabilíssima. Bom amigo, ou melhor, autêntico amigo. Com o passar do tempo, aprimorou este seu lado e passou a se dedicar às causas, fatos e histórias do Grande Garcia, passando a ser uma referência para muitos estudos e teses. Tem sob sua guarda um farto registro, tanto escrito como físico, de muitas passagens, principalmente do grande Amazonas Esporte Clube, clube que ele, eu e milhares de pessoas admiramos e curtimos e que hoje está abaixo de toneladas de aterro. Foi lutador ferrenho, junto com amigos da existência hoje do Ambulatório Geral do Garcia, enfrentando autoridades e até moradores para que isto acontecesse. Assistiu e sofreu com as catástrofes que ocorreram em Blumenau, principalmente no Bairro Progresso. Poderia registrar várias facetas do Beto, mas isto levaria muito tempo. Das peladas que jogávamos no campo do Doze aos sábados à tarde... Enfim, grande Beto. Obrigado por sempre lembrar de mim.
Djalma Fontanella da Silva Filho, técnico têxtil e amigo de infância de Adalberto

Para que a história possa continuar a ser contada, é preciso de homens como o meu pai para manter a memória de sua gente sempre viva para que as futuras gerações, possam se compreender como agentes de sua própria história. É assim que o homem evolui, conhecendo as suas raízes. O seu trabalho é acima de tudo um ato de amor com a sua gente, com as suas raízes.
Louisiana Waleska Day, jornalista, filha mais velha de Adalberto

Somos do mesmo colégio, do mesmo bairro e admiro muito seu apego à História, às Ciências Sociais, o seu museu particular, com sua incrível coleção de fotografias, sua luta sempre garimpando fatos que seriam esquecidos para sempre se não fosse ele _ comenta a doutoranda em Geografia pela Universidade Federal do Paraná.
Urda Alice Klueger, escritora e historiadora

Confira o blog de Adalberto Day em adalbertoday.blogspot.com

Eduardo Moscovis passa por Blumenau antes de estrear peça em Florianópolis

17 de agosto de 2012 0


O ator e a professora Eloina Thais ,na Escola Spazio Bambini


Eduardo Moscovis esteve circulando por Blumenau nesta sexta-feira. O ator, que apresenta um espetáculo neste fim de semana em Florianópolis, aproveitou a proximidade para vir à cidade visitar a prima, Cristina Piazera. Na passagem por aqui, esteve durante a manhã na Escola Spazio Bambini, onde posou para fotos como a acima, ao lado da professora a Eloina Thais.
O espetáculo Corte Seco, para maiores de 16 anos, será exibido hoje, amanhã e domingo, às 20h, no Teatro Sesc Prainha (Travessa Syriaco Atherino, 100), com entrada franca. Só é preciso retirar o ingresso uma hora antes do espetáculo ou na Central de Atendimento. Informações: (48) 3229-2208 e (48) 3229-2209.

Fio condutor

18 de julho de 2012 0

"Sharon Stone esteve em Balneário Camboriú e, como a sua louraça presença fez com que tenha se tornado conhecida, despertou alguns de nossos instintos mais selvagens. Além do que o seu notório par de pernas provoca, ela atiçou o nosso interesse. A curiosidade que a vida alheia surte - e nem precisa se tratar da de um famoso - é inerente à necessidade do homem de estar em sociedade, estabelecer contato e comunicar-se. Exemplo disso é que qualquer um pode ser alvo de pautas quentíssimas na boca de vizinhos, parentes, colegas de trabalho e outros tantos possíveis gêneros de linguarudos e seus ouvintes. No entanto, há - claro - uma diferença entre a sua tia ter comido um bobó de camarão muito bem acompanhada na praia e uma mítica estrela de Hollywood ter sido vista fazendo isso. E fazendo isso logo ali, em Balneário Camboriú.

Pelo fato de se destacarem entre rostos desconhecidos, pessoas famosas funcionam como "colas sociais". Elas nos fixam uns aos outros. Comunicacional e sociologicamente, falar sobre elas congrega, reúne, despista a nossa solidão, exatamente como fazemos ao falar da chuva, do clima. Como diz Zygmunt Bauman, elas nos agrupam em uma comunidade. E apesar do que possa parecer, no fundo não importam nem Sharon Stone, o bobó, o camarão ou que ele tenha dentro da cabeça (conteúdo que muitos costumam tomar de empréstimo para classificar a inevitável cobertura da imprensa sobre o tema, sobretudo se este prato informativo for servido às nossas vistas, fato curioso que merece ser noticiado).

Celebridades são apenas o fio condutor desta conexão que buscamos entre nós. São um dos nossos pontos de referência. Atribuir à mídia a culpa pelo frisson e mobilização que a proximidade de um famoso causa é como dizer que o McDonald's criou a fome. Ainda que estimulem este apetite, os meios de comunicação atendem a um desejo que acompanha o homem historicamente. Desde os totens, figuras simbólicas e entidades mitológicas aos reis, rainhas e grandes líderes e personalidades em torno das quais a humanidade se organiza, o interesse pelo outro rompe a nossa caminhada solitária. Além disso, as celebridades nos distraem das tensões e dissabores da vida. Em dias de tantas aporrinhações politiqueiras - tão bem descritas pelo genial Cao Hering em sua coluna do último final de semana -, a vida torna-se muito mais leve ao desviarmos momentaneamente as nossas preocupações à notícia de uma cinematográfica loira eternizada por ter cruzado as pernas sem calcinha desfilando por nossas praias ao desgosto de dedicarmos toda a nossa atenção a informações e discursos aparentemente sérios que serão convertidos, em muitos casos, em dólares na cueca".

* Opinião de Susan Liesenberg, jornalista blumenauense, mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS e pesquisadora do tema celebridades, para matéria sobre a divulgação de celebridades no caderno Lazer desta quarta-feira

Entrevista com Marisa Monte

08 de junho de 2012 0

A Viver! deste fim de semana traz um perfil de Marisa Monte que lançou em outubro passado O que Você Quer Saber de Verdade, disco produzido por ela e pelo instrumentista Dadi. O oitavo disco de estúdio ganha agora os palcos na turnê Verdade, Uma Ilusão. Aos 44 anos, a mãe de Mano Wladimir, nove anos, e da pequena Helena (nascida em 2008) falou ao repórter Roger Lerina sobre o show, sua relação com o público, as cantoras que tem escutado e o que acha da MPB atual.  Confira:

O que Você Quer Saber de Verdade é um título provocativo de uma artista que, aos 25 anos de carreira, quer confrontar as expectativas do público e da crítica?
Olha, o título não tem uma interrogação no final, não é uma pergunta. Ele é uma reflexão sobre o mundo contemporâneo, em que a gente vive exposto a uma quantidade de informação absurda todos os dias, o que distrai muito do que realmente é fundamental no íntimo de cada um. Esse questionamento é tão individual que a gente precisa, às vezes, só de um pouco de silêncio, de atenção para escutar o que você quer saber de verdade, para conseguir focar nas necessidades da nossa alma. É uma resposta a essa avalanche de informações, às vezes completamente irrelevantes, que não fazem a menor diferença na vida de cada um de nós. A música-título fala sobre isso, sobre a libertação e escutar o coração, sobre o silêncio necessário para que isso aconteça. É um apelo ao silêncio, acho bonito abrir um disco fazendo esse apelo ao silêncio interior. A gente vive em um mundo com tanto ruído e tanta distração que talvez a chave da felicidade passe por aí.

Esse novo disco parece ter uma influência bem forte da canção romântica brasileira, passando por Roberto Carlos e Odair José, com um apelo bem popular...
Mas você acha que esse meu novo disco é mais popular do que o resto do meu trabalho? Meu primeiro disco tinha Bem que se Quis, o segundo tinha Beija Eu... Eu imagino que, quando você escreve para o seu jornal, você busque um texto claro, objetivo, que toque as pessoas, principalmente porque você escreve para um jornal que fala para um grande público. Eu também não faço música para mim mesma, eu tenho a intenção de me comunicar com as pessoas, com quem ouve meus discos e vai aos shows, se não eu ficaria aqui em casa, com meu violão no colo. Isso é uma premissa de quem faz música profissionalmente. Eu não acho que esse trabalho de agora tenha isso mais do que o repertório de Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (disco de 2000), os Tribalistas ou o meu primeiro disco, que tem Chocolate, por exemplo. Eu gosto de ser simples, de ser direta, e isso não é uma novidade para mim.

Vou tentar ser mais claro, então: esse disco traz melodias, letras e arranjos que disfarçam sua complexidade sob a simplicidade da música romântica popular e radiofônica, um jogo que o Arnaldo Antunes e o Marcelo Jeneci, seus parceiros, também têm feito nos trabalhos deles. O resultado são canções diretas mas também rebuscadas, algo que você realmente sempre busca com seu trabalho.
Somos de uma geração que cresceu ouvindo música brasileira e a palavra cantada, claro que a gente dialoga com isso. Por outro lado, não acho que o assunto do meu último disco seja a questão amorosa. O assunto do disco é o bem viver, inclusive o bem viver a questão amorosa. Quando eu canto Ainda Bem, Amar Alguém, Seja Feliz ou Hoje Eu Não Saio, Não são propostas de bem viver. Minha questão hoje na vida, muito mais do que a questão amorosa - que, claro, faz parte da vida de todos nós _, é, aos 40 e poucos anos, desfrutar minha vida e valorizar ao máximo o meu tempo. Porque eu quero chegar lá na frente, olhar para trás e poder falar: " Aproveitei". Minha preocupação hoje em dia é muito mais em valorizar meu tempo e desfrutar a vida da melhor maneira possível, e acho que isso está presente em todas as canções do disco. Quando elas falam de amor, falam de bem viver o amor.

Desde que você estourou com seu primeiro disco, seus trabalhos são sempre aguardados com expectativa pelo público e pela imprensa, que esperam que você aponte alguma novidade ou tendência. Você sente essa cobrança?
Não tenho essa pretensão, nem tenho como absorver a pretensão alheia (risos). Claro que eu nunca vou conseguir satisfazer todo mundo, se eu conseguir me satisfazer, já estou muito feliz. E eu sou bastante exigente! Eu devo isso a mim, estar inteira. Cada passo que eu dou, cada disco, cada música que eu gravo é um relacionamento de vida, eu vou responder a minha vida inteira por isso tudo. Então eu levo muito a sério isso: não posso gravar uma música e daqui a pouco me arrepender. Mas tenho certeza que a única pessoa a qual tenho obrigação de estar satisfazendo é a mim mesma. Se eu estiver inteira e ainda conseguir comunicar isso às pessoas, aí é perfeito.

O que você tem escutado? Alguma cantora lhe chamou a atenção?

Gostei do último disco da Mallu Magalhães, acho simpático, ouvi bastante. Gosto da Gaby Amarantes, acho que ela é exuberante, tem personalidade. Adoro várias cantoras que já não são tão novidade, como a Tereza Cristina. Ela é uma grande compositora e tem bom gosto na escolha do repertório. Nina Backer também faz um trabalho com inteligência e critério. A Maria Gadú faz um trabalho autoral e canta com segurança, sem esforço. Dessa geração, talvez ela seja quem melhor tenha feito essa comunicação com um público grande. De fora, gosto muito da Melody Gardot (cantora e compositora americana de jazz e blues) e da Regina Spektor (cantora, compositora e pianista americana nascida em Moscou).

E os trabalhos recentes da Vanessa da Mata e da Céu, que têm uma sonoridade parecida com a do seu disco, ecoando também influências como guarânia, bolero e tecnobrega.
Ainda não ouvi o último disco da Céu (Caravana Sereia Bloom, de 2012), gostaria muito de escutar. O penúltimo dela (Vagarosa, de 2009) eu acho muito maneiro. Ela é simpática, acho ela muito bacana. O disco da Vanessa (Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, de 2010) tem o Marcelo Jeneci, que é incrível, um grande compositor, que tem um bom gosto na composição, o que já é meio caminho andado.

Ao longo da sua carreira, os intervalos entre um disco e outro costumam ser bastante longos, de quatro a seis anos. Isso se deve ao fato de você ser muito criteriosa?
Esse tempo é interno, subjetivo, não é um tempo medido em relógio. Em 2006, fiz dois discos. No total, 27 músicas inéditas. Foi um derrame enorme de repertório, que deu para o público absorver aos poucos por um tempo mais longo, um repertório que daria para fazer quase três discos. Daí fiz uma turnê longa, que foi até 2008, quando filmamos também um documentário sobre o show, que virou ainda um disco ao vivo. Depois, me envolvi como produtora do documentário O Mistério do Samba (dirigido por Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor) sobre o samba tradicional do Rio, que conta a minha relação com a Velha Guarda da Portela. Quando o filme saiu, eu já estava grávida de oito meses, o que também é uma produção (risos). Tive o neném, fiquei me dedicando a esse momento e descansando desse período longo de trabalho do qual eu estava saindo. Estou te contando tudo isso para dizer que, depois que saio do palco, apesar de eu ficar invisível para o público e aparentemente não estar fazendo nada, eu estou trabalhando. Depois desse tempo com a minha filha, passei a preparar o repertório desse disco novo, com calma, com o vento e o tempo a favor. Comecei a gravar no final de 2010 e terminei em maio de 2011. Quando o disco foi lançado, veio acompanhado de uma série de conteúdos que a gente teve que produzir, como site novo, textos, entrevistas, vídeos. Esperei passar as férias escolares para começar a preparar a turnê em março. Quer dizer, eu trabalho sem parar (risos).

Queria saber sua opinião sobre o cenário da produção nacional. Você está gostando da música brasileira atual?
Eu acho que a música brasileira segue inabalável. O que sustenta a música brasileira é o amor que as pessoas têm por ela aqui no nosso país. Aqui, a música vibra em todas as esquinas. Tem música brasileira para todos os tipos de pessoas, para todos os tipos de situações. O Brasil é um país enorme, com tantos estilos diferentes. A música pode estar acalmada em um canto, mas está vibrando em outro. É como o futebol, é uma afirmação cultural muito forte.

Confira as datas da turnê aqui.