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As lições do remo

17 de outubro de 2009 3

Letícia carrega o barco para mais uma competição/Acervo pessoal/Letícia Lima

Na vida somos surpreendidos a todo momento e, particularmente, acho que esse é o grande barato de se viver. Não existem limites, não existem regras. Já falei isso aqui no blog e mantenho este pensamento.

Neste sábado, recebi um e-mail de uma atleta do remo que me chamou a atenção. Trata-se de uma garota que entrevistei há cerca de 1 ano e meio, para uma matéria especial no DC, e que hoje tem o sonho de disputar uma olimpíada.

É um desafio e tanto para jovens em formação, que ainda procuram um rumo, estabalecer prioridades, ainda mais no remo, onde a tendência é de haver dificuldades extras.

As competições são pouco valorizadas, têm divulgação restrita e o trabalho de atletas e treinadores, muitas vezes, é esquecido. Culpa de quem? Da mídia, dos dirigentes, dos (poucos) patrocinadores?

Acho que todos, de uma certa forma, são culpados…mas vamos ao que interessa. A atleta em questão é a Letícia Lima, de 15 anos, da categoria juvenil do Clube Riachuelo, da Capital.

Na mensagem, ela me relatou que a cada treino, a cada prova, tira experiências e lições de vida. Tanto que hoje ela reconhece que ter potencial para ser uma grande remadora não é tudo.

O atleta tem que saber perder e ganhar, ter humildade e, principalmente, saber ouvir os conselhos de quem tem maior experiência do esporte.

E olha que ela começou a remar no Riachuelo, tradicional clube da Capital, há menos de dois anos. O futuro de Letícia e de tantos outros atletas do remo catarinense ainda é incerto, mas pode e deve ser promissor. Basta acreditar.

Vou destacar um pequeno trecho da conversa via e-mail que tive com a Letícia e o qual ela falar sobre uma derrota que teve em uma regata na Baía Norte, em Florianópolis:

“Eu estava acostumada com a vitória e, de repente, veio a derrota, que me derrubou de começo, mas depois fez com que eu crescesse muito mais, pois sei que se aquela vitória viesse pra mim, hoje eu não seria o que eu sou. Humildade em um atleta é uma porta aberta para o sucesso, para a carreira, e hoje posso dizer que melhorei muito depois dessa `decepção` que posso chamar de escola da vida. Sei que tenho muito para aprender e muito para viver também. Hoje eu sei perder e ganhar. Da minha vitória, eu tiro as experiências e o valor dos meus treinos, das derrotas a força para treinar mais e tentar novamente. Dor é momentânea, glórias são eternas.”

Postado por Jean Balbinotti, em Flotianópolis

Comentários (3)

  • Bárbara Bastos Corrêa diz: 18 de outubro de 2009

    Essa é nossa menina, mesmo nova nos faz aprender muitas lições. Nossa pequena apenas de tamanho, não se engane com isso, as aparências enganam.Determinada, carismática com sua determinação vai longe.Atleta que luta não apenas pelos seus ideais(olimpíadas) mas também pelo crescimento do nosso esporte o remo. Parabéns, pela reportagem essa atleta merece isso e muito mais. Com carinho de sua amiga e companheira de treino. E viva o remo!

  • Surfando os Blogs diz: 17 de outubro de 2009

    Olá Jean,

    Seu blog foi incluído no “Surfando os Blogs”, que é o local mais prático para conferir uma lista sempre atualizada (automaticamente, pelo RSS/Feed) das postagens mais recentes de Blogs de Surf escritos na língua portuguesa.
    Caso não queira que seu blog faça parte da lista, basta informar.

    Caso queira retribuir o link em seu blog, ficaremos muito agradecidos.

    Saudações,

    Equipe do “Surfando os Blogs”
    http://surfandosblogs.blogspot.com

  • Ronaldo César dos Santos diz: 19 de outubro de 2009

    Boa Lê!!

    Isso mesmo.. não desiste dos teus sonhos, não faz como eu não! hoje me arrependo de não estar mais treinando!

    bjao!
    e gogo RIO 2016

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