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Equipe Olímpica de Vela foca Londres 2012

27 de fevereiro de 2011 0

Equipe brasileira formada na Semana Brasileira de Vela 2011, em Jurerê. Foto Fernando Soutello

Após a Semana Brasileira de Vela, a equipe brasileira de Vela Olímpica formada durante o evento, parte para desafios na Europa de olho em Londres-2012. A competição também definiu velejadores no Pan de Guadalajara.  Os 16 atletas da equipe brasileira terão apoio para disputar as principais competições do ano, incluindo o evento teste na raia olímpica de Weymouth, e o Mundial de Perth, na Austrália, que aponta as classes que o Brasil estará classificado para Londres/2012.

A competição terminou neste domingo com a conclusão da última regata em cada classe. Apenas na Star não houve disputa, já que a classificação estava definida desde com o desempenho quase perfeito da dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, com nove vitórias em 10 regatas. Os resultados da Semana Brasileira de Vela foram somados aos do Campeonato Nacional de cada classe para definir os escolhidos da Equipe Brasileira de Vela Olímpica, que é a seguinte:

- Bruno Fontes (Laser Standard)
– Adriana Kostiw (Laser Radial)
– Ricardo Winicki(RS:X M)
– Patrícia Freitas (RS:X F)
– Robert Scheidt e Bruno Prada (Star)
– Jorge Zarif (Finn)
– Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 F)
– Fábio Pillar e Gustavo Thiesen (470 M)
– André Fonseca e Marco Grael (49er)
– Juliana Mota, Marina Jardim e Larissa Juk (Match Race).

Para as competições no exterior, a Confederação Brasileira de Vela e Motor dará prioridade aos atletas com melhores índices técnicos nas categorias. O primeiro desafio na Europa, em algumas classes, será a Semana de Palma de Mallorca, na Espanha, em abril. A RS:X (prancha à vela masculino e feminino) tem o Sul-Americano na Argentina, em março.

O bicampeão olímpico e integrante da equipe, Robert Scheidt, também elogiou os velejadores que se destacaram na Semana Brasileira de Vela.
– É uma equipe jovem, que tem muito potencial. Eles serão beneficiados pela entrada dos patrocinadores. Vejo um grande potencial no Bruno Fontes, no Bimba e na Fernanda Oliveira. Os outros ainda têm um caminho a percorrer, mas com investimento podem ter grandes chances de chegar bem em 2016.

Os velejadores do Brasil terão a oportunidade de classificar as classes para a Olimpíada de Londres no Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro. Para chegar bem preparados ao evento que reúne todas as classes do calendário olímpico, os atletas comemoram a chance de poder participar das competições internacionais da temporada.
– É fundamental competir lá fora, principalmente com o nível de profissionalização da vela. Quem almeja bons resultados, essa é a coisa básica a se fazer – apontou Fernanda Oliveira, medalhista de bronze em Pequim/2008 na 470.

O maior medalhista olímpico do Brasil, Torben Grael, não conseguiu entrar na Equipe Brasileira de Vela na Star, mas, mesmo assim, viaja para competir no exterior. A primeira parada da dupla Torben Grael/ Marcelo Ferreira será a Semana de Palma de Mallorca.
– Vamos tentar a vaga para Londres/2012. Na China, eu tive que desistir por causa da Volta ao Mundo. Agora, a gente precisa correr atrás do tempo que ficou parado, sem ritmo de competição. O entrosamento de 22 anos com o Marcelo Ferreira (proeiro) ajuda nessa retomada – declarou Torben.

As regatas na raia da praia de Jurerê, em Florianópolis, apontaram também as tripulações classificadas para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro. O Brasil terá 16 representantes: Bernardo Arndt/ Bruno Oliveira (Hobie Cat 16), Bruno Fontes (Laser Standard), Adriana Kostiw (Laser Radial), Cláudio Biekarck/ Gunnar Ficker /Marcelo Batista da Silva (Lightning), Ricardo Winicki(RS:X M), Patrícia Freitas (RS:X F), Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Snipe), Matheus Dellagnelo (Sunfish). A classe J24, com quatro velejadores, não participou da seletiva em Florianópolis e o representante brasileiro ainda será escolhido pela entidade.

A logística de transporte de barco e viagem dos atletas ao México será definida entre o COB e a CBVM. No último Pan, em 2007, o Brasil trouxe sete medalhas, com três de ouro.
– O COB não faz projeção de medalhas, mas a esperança é de bons resultados. A vela passa por um bom momento e sempre conquista medalhas. Vamos tentar trazer todas possíveis, já que o grupo é forte – destacou Roberto Osiris Silva, superintendente de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro.

No Rio/2007, o Brasil só não ganhou medalha na Hobie Cat 16 (por desclassificação) e na Sunfish. Desta vez, porém, os velejadores esperam melhorar o desempenho.
– Vou me dedicar este ano para subir ao pódio no México. Vou mudar a rotina de treinos com a chegada de dois barcos Sunfish. Devo usar o que tenho de melhor na Laser e aplicar na classe – garantiu o catarinense Matheus Dellagnelo.

Na seletiva, o velejador conseguiu a vaga para o Pan velejando com barcos da Laser Radial, já que a Sunfish não é comum no País. Em junho,Dellagnelo disputará o Mundial da categoria, em Curaçau.

O grupo de velejadores terá patrocínio do Bradesco e da CPFL para as disputas internacionais na temporada 2011. Os integrantes da equipe devem participar das Semanas de Kiel (Alemanha), Medemblik (Holanda), além do Mundial de Perth (Austrália), em dezembro. Recentemente, a CBVM, em conjunto com COB, Clube Veleiros do Sul, Bradesco e Unifertil, trouxe seis barcos Elliott 6M para as tripulações femininas do Match Race, que integra o calendário olímpico em Londres/2012.

O investimento na modalidade mais vitoriosa do País comprova o profissionalismo da vela no Brasil.
– As empresas estão claramente acordando em relação ao potencial do esporte. Aí quando faz uma tabelinha de medalhas por esporte, você vai no topo e enxerga a vela. A modalidade tem um potencial de retorno de investimento às empresas que apóiam – analisa Enio Ribeiro, diretor da Brasil1 Esporte, agência de marketing da CBVM.

Resultados finais da seletiva olímpica

Laser Radial – 11 regatas (2 descartes)
1- Adriana Kostiw (SP) – 10 pp (1+1+2+5+3+1+1+1+1+1=1) – classificada
2- Odile Ginaid (ES)- 20 (5+2+3+2+1+3+3+4+2+2+2)
3- Monica Matschinske (RJ) – 25 (4+3+1+1+4+4+4+2+3+3+4)

Laser Standard – 11 regatas (2 descartes)
1- Bruno Fontes (SC) – 12 (4+1+6+4+1+1+1+1+1+1+1) – classificado
2- Eduardo Couto (RS) – 33 (3+3+1+5+13+3+3+3+2+2+13)
3- Adrion Santos (RS) – 39 (1+2+4+2+4+6+4+5+4+5+13)

RS:X Masculino – 11 regatas (2 descartes)
1- Ricardo Winicki, o “Bimba” (RJ) – 9 (1+1+1+1+2+1+1+1+1+1+1) – classificado
2- Albert de Carvalho (RJ) – 20 (2+2+2+2+1+2+2+2+2+2+5)
3- Gabriel Carvalho (RJ) – 29 (3+3+3+3+3+3+3+3+3+3+5)

RS:X Feminino – 11 regatas (2 descartes)
1- Patrícia Freitas (RJ) – 9 (1+2+1+1+1+1+1+1+1+1+1) – classificada
2- Patrícia Castro (RJ) – 20 (2+1+3+2+2+2+2+2+2+2+5)
3- Lélia Winkler (RJ) – 28 (4+4+2+3+3+3+4+4+5+3+2)

Finn – 11 regatas (2 descartes)
1- Jorge Zarif (SP) – 9 (1+1+1+1+1+1+1+1+2+2+1) – classificado
2- Henry Boening (RJ) – 16 (2+2+2+2+3+2+2+2+1+1+7)
3- Fábio Bodra (SP) – 31 (4+3+4+5+5+3+3+3+3+5+2)

470 – 11 regatas (2 descartes)
1- Fábio Pillar/Gustavo Thiesen (RJ) – 11 (6+1+1+6+3+1+1+1+1+1+1) – classificados
2- Fernada Oliveira/Ana Barbachan (RS) – 22 (5+4+3+2+1+3+2+2+4+2+3) – classificadas
3- Martine Grael/Isabel Swan (RJ) – 24 (2+3+2+3+2+2+6+4+5+4+2)

Star – 10 regatas (2 descartes)
1- Robert Scheidt/Bruno Prada (SP) – 8 (1+2+1+1+1+1+1+1+1+1) – classificados
2- Torben Grael/Marcelo Ferreira (RJ) – 15 (3+1+3+2+2+2+2+2+3+3)
3- Admar Gonzaga/Rony Seifert (DF/SP) – 22 (2+5+2+4+3+3+3+3+3+3)

49er – 16 regatas (2 descartes)
1- André Fonseca/Marco Grael (RS-RJ) – 18 – classificados (2+1+1+1+2+4+1+3+1+1+1+1+2+1+1+2)
2- Pablo Herman/Luis Herman (Chile) – 35 (1+3+2+3+3+3+3+1+3+2+3+3+3+3+3+1)
3- Santiago Silveira/Philipp Umpierre (Uruguai) – 36 (4+4+3+4+4+1+4+4+2+3+2+2+1+2+2+3)

Match Race
1- Juliana Mota/Marina Jardim/Larissa Juk – classificadas
2- Renata Decnop/Fernanda Decnop/Tatiana Ribeiro
3- Juliana Senfft/Gabriela Sá/Daniela Adler
4- Caroline Bejar/Andrea Grael/Kira Penido

A Semana Brasileira de Vela foi organizada pela Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e pelo Iate Clube de Santa Catarina, com apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação de Iatismo do Estado de Santa Catarina, da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Governo de Santa Catarina e a produção da Brasil1 Esporte. O patrocínio foi do Bradesco e da CPFL Energia, apoiadores oficiais da CBVM.

Com informações da ZDL Comunicação

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