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Posts do dia 8 maio 2011

Odirlei leva o título do Supersurf em Xangri-lá

08 de maio de 2011 0

Foto Daniel Smorigo/ASP South America

O paulista Odirlei Coutinho, 31 anos, festejou sua primeira vitória no Circuito Mundial neste domingo no SuperSurf Internacional do Rio Grande do Sul. Na grande final da etapa inédita do ASP World 5-Star em Xangri-Lá, ele garantiu o título numa onda surfada no último minuto da bateria que era liderada pelo baiano Rudá Carvalho, 23.

Leandro fez a única 10 do evento, a primeira de um argentino na ASP. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

O argentino Leandro Usuña, 23, tirou a única nota 10 do campeonato num tubo incrível na semifinal e terminou em terceiro lugar, com Peterson Rosa, 36 anos, recordista com oito vitórias em etapas da ASP South America, ficando em quarto no pódio da Praia de Atlântida.

- O campeonato foi animal, condições extremas ontem (sábado), quase quebrei meu pulso aqui quando voei do jet ski lá no fundo, mas hoje deu tudo certo, fui campeão na última onda, mar super difícil e toda a galera está de parabéns, porque surfaram muito também – disse Odirlei Coutinho, que ofereceu a vitória para a mãe, o pai e toda a família, além da galera de Xangri-Lá.

Foto Daniel Smorigo/ASP South America

Odirlei também comentou sobre a calmaria que marcou a bateria final, com as séries demorando muito para entrar na praia de Atlântida justo na decisão do título.

- Eu decidi ficar lá no fundo esperando e foi lá que entrou a esquerda que foi minha primeira onda boa. O Rudá (Carvalho) estava ganhando, mas eu estava na prioridade da direita que me deu a vitória, remei junto com ele e joguei tudo na junção, que aqui é bem difícil porque a bancada é muito rasa e foi show de bola. Deu altas ondas no campeonato e a galera daqui é demais, só tenho que agradecer a todos”.

Rudá Carvalho quase levou em Xangri-lá. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

O domingo decisivo do SuperSurf Internacional começou as 7h, com um mar bem diferente das condições extremas do sábado. No entanto, as ondas de três a quatro pés apresentavam melhor formação e alguns belos tubos foram surfados durante o dia. O próprio campeão pegou um. Mas o melhor mesmo foi o do argentino Leandro Usuña na semifinal, que valeu a única nota 10 do campeonato. Aliás, ele foi o primeiro surfista da Argentina a receber nota máxima em eventos da ASP.

- Estou muito contente. O mar muda muito rápido aqui. Fiquei lá fora, não veio nada, aí remei mais pro inside pra surfar. Foi quando entrou aquela onda mágica vinda não sei de onde. Talvez, alguém de Mar Del Plata mandou pra mim. A onda já armou o tubo e botei pra dentro. Eu estava em último na bateria e consegui a classificação com a nota 10 – contou Leandro.

Após grande campanha, Peterson não achou as ondas na final. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

Final do Supersurf Internacional, em Xangri-lá
Campeão: Odirlei Coutinho (Bra) com 14,16 pontos – US$ 16.000 e 2.000 pontos
Vice-campeão: Rudá Carvalho (Bra) com 11,00 pontos – US$ 8.000 e 1.500 pontos
Terceiro lugar: Leandro Usuña (Arg) com 5,13 pontos – US$ 5.250 e 1.125 pontos
Quarto lugar: Peterson Rosa (Bra) com 4,93 pontos – US$ 4.750 e 984 pontos

Semifinais – 3º=5º lugar (US$ 2.900 e 844 pts) / 4º=7º lugar ($ 2.700 e 738 pts):
1ª: 1-Peterson Rosa, 2-Leandro Usuña(Arg),3-Alex Ribeiro, 4-Simão Romão
2ª: 1-Rudá Carvalho, 2-Odirlei Coutinho, 3-Diego Rosa, 4-Halley Batista (BRA)

Quartas de final  3º=9º lugar – US$ 2.500 e 633 pontos:
1ª: 1-Alex Ribeiro, 2-Leandro Usuña(Arg), 3-Luel Felipe
2ª: 1-Simão Romão, 2-Peterson Rosa, 3-Patrick Tamberg
3ª: 1-Halley Batista, 2-Odirlei Coutinho, 3-Vincent Duvignac(Fra)
4ª: 1-Diego Rosa, 2-Rudá Carvalho, 3-Peterson Crisanto

Quarta fase – 24 melhores – 3º=13º lugar / 4º=19º lugar):
1ª: 1-Alex Ribeiro, 2-Patrick Tamberg, 3-Tomas Hermes, 4-Fábio Carvalho
2ª: 1-Luel Felipe, 2-Peterson Rosa, 3-Charlie Brown, 4-Tânio Barreto
3ª: 1-Simão Romão, 2-Leandro Usuña (Arg), 3-Robson Santos, 4-Gabriel Galdino
4ª: 1-Odirlei Coutinho, 2-Diego Rosa, 3-Franklin Serpa, 4-Dennis Tihara
5ª: 1-Halley Batista, 2-Rudá Carvalho, 3-Marco Fernandez, 4-Bernardo Lopes
6ª: 1-Peterson Crisanto, 2-Vincent Duvignac(Fra), 3-Chris Waring(EUA), 4-Stefano Dornelles

Top 32 DO ASP WORLD RANKING – 15 etapas em 2011:
01: Kelly Slater (EUA) – 69.000 pontos
02: Jordy Smith (AFR) – 52.000
03: Mick Fanning (AUS) – 44.656
04: Owen Wright (AUS) – 38.700
05: Dane Reynolds (EUA) – 37.557
06: Taj Burrow (AUS) – 36.927
07: Adrian Buchan (AUS) – 36.492
08: Jeremy Flores (FRA) – 35.266
09: Michel Bourez (TAH) – 34.900
10: Bede Durbidge (AUS) – 34.620
11: Adriano de Souza (BRA) – 34.213
12: Jadson André (BRA) – 33.739
13: Damien Hobgood (EUA) – 32.057
14: Chris Davidson (AUS) – 31.325
15: Joel Parkinson (AUS) – 30.007
16: C. J. Hobgood (EUA) – 29.692
17: Brett Simpson (EUA) – 29.000
18: Kieren Perrow (AUS) – 26.545
19: Tiago Pires (PRT) – 26.292
20: Matt Wilkinson (AUS) – 26.200
21: Heitor Alves (BRA) – 26.087
22: Taylor Knox (EUA) – 24.842
23: Alejo Muniz (BRA) – 24.356
24: Adam Melling (AUS) – 24.307
25: Patrick Gudauskas (EUA) – 21.957
26: Dusty Payne (HAW) – 21.500
27: Julian Wilson (AUS) – 21.399
28: Travis Logie (AFR) – 19.299
29: Miguel Pupo (BRA) – 19.178
30: Willian Cardoso (BRA) – 18.324
31: Gabe Kling (EUA) – 18.045
32: Granger Larsen (HAW) – 18.038
Próximos sul-americanos:
40: Gabriel Medina (BRA) – 14.381 pontos
43: Raoni Monteiro (BRA) – 13.893
53: Wiggolly Dantas (BRA) – 11.533
61: Thiago Camarão (BRA) – 10.443
63: Jessé Mendes (BRA) – 10.243
65: Hizunomê Bettero (BRA) – 10.072
70: Leonardo Neves (BRA) – 9.826
75: Junior Faria (BRA) – 9.161

Com informações João Carvalho, assessoria de imprensa ASP South America

Scheidt frustrado com exclusão da Star no Rio 2016

08 de maio de 2011 0

Dupla se prepara para competir na Itália. Foto Fred Hoffmann/arquivo

Em reunião na madrugada deste sábado, em São Petersburgo, na Rússia, o Conselho da Federação Internacional de Vela (Isaf) decidiu manter decisão de excluir a classe Star dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Da Itália, onde se prepara para a disputada do Olympic Garda, a partir desta quarta-feira, Robert Scheidt, prata na Star na Olimpíada de Pequim, em 2008, afirmou estar desapontado.
- Não há muito o que falar. Eu e o Bruno (o proeiro Bruno Prada) ficamos muito tristes com a decisão, que é muito mais política do que técnica. Ela frustra as expectativas brasileiras de ver a Star de volta aos Jogos.
Segundo o velejador, ainda existe uma possibilidade, mesmo que remota, da reinclusão da 11ª medalha no programa da vela para 2016.
- Isso pode ocorrer a pedido do Comitê Organizador do Rio/2016. A avaliação do pedido ficaria para novembro.
A volta da 11ª medalha, porém, implicaria diminuir o número de atletas nas outras classes da vela.
- Em Olimpíadas, existe um limite de atletas por modalidade. Se não me engano, na vela são 450. Se diminuísse o número de velejadores nas outras classes, haveria espaço para os da Star sem que fosse preciso excluir nenhuma disciplina – diz Scheidt.
A exclusão da classe, segundo o velejador, não deixa de ter fundo político.
- Como a Star não tem grande representatividade em países da Ásia, na Austrália e Nova Zelândia, a área da Oceania, eles preferem barcos mais simples. Além disso, a Isaf busca veleiros rápidos, que atraiam a mídia e os jovens. Mas excluir a Star é um erro tremendo. É a classe mais antiga do programa olímpico, caminho natural de campeões em outras classes, e a preferida de grandes velejadores brasileiros. A disputa da Star no Rio de Janeiro certamente atrairia muito interesse – argumenta Scheidt.
A Star é a classe mais antiga do programa olímpico – está presente desde 1932. Chegou a ser retirada dos Jogos em 1997, mas não chegou a ficar fora de nenhuma Olimpíada, porque foi recolocada no ano seguinte.
- O Comitê Olímpico Internacional (COI) tem a última palavra e a Star foi disputada nos Jogos de Sydney, em 2000. Por enquanto, vamos nos concentrar nos Jogos de Londres, em 2012, que já estão bem próximos – finaliza.

Com informações da Local assessoria de imprensa.

Final rolando em Atlântida, em Xangri-lá

08 de maio de 2011 0

Bronco está de volta a uma final de Supersurf. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

O paranaense Peterson Rosa, o paulista Odirlei Coutinho, o baiano Ruda Carvalho e o argentino Leandro Usuna são os finalistas do Supersurf Internacional 2011 de Xangri-lá, que começou na última quarta-feira, e já apresentou todo o tipo de condição de mar para os competidores.

Patrick Tamberg desceu a morra no sábado, mas foi eliminado nas quartas. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

O destaque fica para as ondas de seis a oito pés que rolaram neste sábado, com verdadeiras morras quebrando atrás da plataforma de Atlântida e dando muito trabalho para a organização do evento que precisou alterar o formato da competição para finalizá-la neste domingo, com baterias de quatro surfistas até a final. Neste domingo, as ondas baixaram, mas ainda tem show de surfe no litoral norte gaúcho.  Acompanhe a bateria decisiva pelo link: http://supersurf.abril.com.br/aovivo.shtml

Argentino Leandro Usuna é a surpresa na final do Supersurf. Foto Daniel Smorigo/ASP South America

Miguel Pupo é campeão em Trestles

08 de maio de 2011 0

Miguel Pupo vence seu primeiro campeonato na ASP e com status Prime. Foto Hilleman

O paulista Miguel Pupo (BRA), 19 anos fez a festa do Brasil e levou o título do Nike 6.0 Lowers Pro, evento com status Prime, encerrado neste sábado, em San Clemente, na Califórnia (EUA). Na final, Pupo venceu o local Tanner Gudauskas, de virada, por 13.63 a 13,57. Com a vitória, Pupo levou 6.500 pontos no ASP World Ranking, o ranking de qualificação para a elite do surfe mundial, e pulou da 42ª para a 29ª posição.

Bandeira brasileira tremulou na Califórnia. Foto Hilleman

Pupo esteve atrás Gudauskas durante toda a primeira metade da bateria final e conseguiu a virada após obter uma nota 8,33, em uma esquerda, após uma sequência de rasgadas, finalizada com um aéreo reverse. Depois ainda fez um 5,30 para trocar a segunda nota e assegurar o título da competição dominada pelos brasileiros.
– Estou tão feliz por vencer este evento e eu sinto muito se tirei cara locais da cidade. Eu sabia que ia ter um brasileiro na final. Eu só estava tentando ser o brasileiro e mal posso acreditar que ganhei – disse Pupo, que estava acompanhado do pai, o ex-surfista profissional Wagner Pupo.

Outro brasileiro que entrou na lista do G-32 após a etapa Prime de Trestles foi o catarinense Willian Cardoso, eliminado na quinta fase do evento. Willian agora é o 30º colocado.

Galera fez festa com Miguel Pupo, o campeão do campeonato dominado pelos brasileiros. Foto Hilleman

Resultado final Nike 6.0 Lowers Pro:
1º – Miguel Pupo (Bra) 13.63
2º Tanner Gudauskas (EUA) 13.57
Semifinais:
1ª: Tanner Gudauskas (EUA) 12.03 x 11.33 Jesse Mendes (Bra)
2ª: Miguel Pupo (Bra) 16.70 x 12.67 Thiago Camarao (Bra)
Quartas de final:
1ª: Tanner Gudauskas (EUA) 16.37 x 11.76 Heitor Alves (Bra) 11.76
2ª: Jesse Mendes (Bra) 11.60 x 8.33 Kolohe Andino (EUA) 8.33
3ª: Thiago Camarao (Bra) 14.50 x 11.47 Junior Faria (Bra)
4ª: Miguel Pupo (Bra) 15.24 x 14.93 Jadson Andre (Bra)