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Posts do dia 12 maio 2011

Mar difícil, evento crucial, impressões das tops...

12 de maio de 2011 0

Sally Fitzgibbons é séria candidata ao título, se Carissa Moore deixar. Foto ASP Kirstin Scholtz

Já virou tradição no circuito mundial: quando o mar não está perfeito, são as mulheres que têm que dar o show de surfe. Pois foi assim na Barra da Tijuca, nesta quinta-feira. O sweel de seis a oito pés perdeu força durante a madrugada e o mar amanheceu com ondas de dois a quatro pés, cheias e, apesar da boa formação, as surfistas tiveram muita dificuldade para arrancar boas notas no inside da Barra (fico imaginando se tivesse sido em Imbituba!).

Veja o que disse a aussie Tyler Wright, autora do melhor placar da primeira fase, com 14,27:

-O mar está bem inconsistente, mas se você esperar e tiver sorte, dá para pegar umas ondas abrindo. Eu consegui uma direita longa e bem manobrável, então deu tudo certo pra mim hoje e estou feliz por ter passado direto para a terceira fase.

Vice-lider do ranking, a australiana Sally Fitzgibbons recebeu nota 8,67 em sua melhor apresentação nas ondas da Barra da Tijuca.

- As condições estão um pouco difíceis. Até que tem umas ondas, mas com três surfistas dentro da água loucas por uma onda da série fica realmente difícil – analisou Sally.

Stephanie precisa da vitória a qualquer custo para lutar pelo penta. Foto ASP Kirstin Scholtz

Desde que estreou na divisão de elite do ASP Tour, Stephanie Gilmore coleciona quatro títulos mundiais de forma consecutiva: 2007, 2008, 2009 e 2010. Esta é a primeira temporada que ela não está na frente do ranking e sabe que para conquistar o penta precisa de um ótimo resultado no Billabong Girls Rio Pro.

- Esse evento é crucial pra mim. É agora ou nunca, então estou muito focada para buscar a vitória aqui, pois só assim para eu poder entrar na briga do título – afirmou Gilmore.

As doze classificadas na quinta-feira já estão escaladas na terceira fase do Billabong Girls Rio Pro. Todas agora têm duas chances para chegarem nas quartas de final. As vencedoras das baterias passam direto e as perdedoras se enfrentam na segunda e última repescagem da categoria feminina.

Terceira fase do Billabong Girls Rio Pro – 1ª=quartas de final /2ª e 3ª=repescagem:

1ª: Silvana Lima(Bra), Tyler Wright (Aus), Alana Blanchard(Hav)
2ª: Carissa Moore(Hav), Courtney Conlogue(EUA), Paige Hareb(NZ)
3ª: Sally Fitzgibbons(Aus), Sofia Mulanovich(Per), Pauline Ado(Fra)
4ª: Stephanie Gilmore(Aus), Coco Ho(Hav), Laura Enever(Aus)

Repescagem – 1ª=Terceira fase /2ª=13º lugar – US$ 4.500 e 1.750 pontos:
1ª: Laura Enever(Aus) 14.40 x 12.60 Claire Bevilacqua (Aus)
2ª: Pauline Ado (Fra) 11.03 x 8.00 Felicity Palmateer (Aus)
3ª: Coco Ho (Haw) 14.94 x 4.17 Maya Gabeira (Bra)
4ª: Courtney Conlogue(EUA) 13.44 x 8.17 Andrea Lopes (Bra)
5ª: Paige Hareb (NZ) 10.33 x 5.96 Suelen Naraisa (Bra)
6ª: Alana Blanchard (Hav) 13.10 x 8.70 Jessi Miley-Dyer (Aus)

Primeira fase classificatória 1ª=Terceira fase / 2ª e 3ª=Repescagem:
1ª:14.27=Tyler Wright(Aus),10.17=Courtney Conlogue (EUA),4.70=C. Bevilacqua (Aus)
2ª: 12.50=Silvana Lima (Bra), 11.17=Paige Hareb (NZ), 9.47=Felicity Palmateer(Aus)
3ª: 8.30=Carissa Moore (Hav), 5.00=Jessi Miley-Dyer (Aus), 3.56=Maya Gabeira(Bra)
4ª: 13.84=Sally Fitzgibbons(Aus), 11.07=Laura Enever (Aus), 9.23=Andrea Lopes(Bra)
5ª: 12.16=Stephanie Gilmore(Aus), 8.43=Pauline Ado (Fra), 7.17=Suelen Naraisa (Bra)
6ª: 12.83=Sofia Mulanovich (Per), 10.87=Coco Ho(Hav), 9.30=Alana Blanchard (Hav)

As favoritas venceram logo na primeira fase

12 de maio de 2011 0

Vice-campeã na última etapa, Sofia quer voltar as primeiras posições. Foto ASP Kirstin Scholtz  As surfistas que estrearam com vitórias no Billabong Girls Rio Pro passaram direto para a terceira fase.  Foram os casos das favoritas: a havaiana Carissa Moore, as australianas Sally Fitzgibbons, Tyler Wright, Stephanie Gilmore, e a brasileira Silvana Lima.

A peruana Sofia Mulanovich também se classificou na sexta bateria, deixando Coco Ho em segundo lugar, e Laura Enever, em terceiro. A ex-campeã mundial só não está entre as primeiras do ranking de 2011 porque teve um início ruim de temporada, mas já se recuperou com o vice-campeonato na quarta etapa, em Sydney, na Austrália, e mostrou que está embalada para voltar às primeiras posições.

A melhor atuação da primeira fase ficou com a aussie Tyler Wright, com 14,27. A marca só foi superada em duas baterias da repescagem – por Laura Enever, com 14,40 na vitória sobre Claire Bevilacqua;  e pela havaiana Coco Ho, que foi a recordista do dia com 14,94 na bateria derradeira de Maya Gabeira.

- Não fui bem na minha bateria de manhã e senti que algo estava errado, então procurei abrir bem a bateria agora, encaixar os pés na prancha e surfar mais relaxada.  Dessa vez consegui achar boas ondas para vencer. Não costumo surfar em beach breaks (fundo de areia) no Havaí, então aqui é uma ótima oportunidade pra treinar nesse tipo de mar – contou Coco Ho.

Silvana salvou a pátria no primeiro dia

12 de maio de 2011 0

Quinta colocada no ranking, Silvana Lima precisa da vitória para subir posições. Foto ASP/Kelly Cestari

Após o primeiro dia do Billabong Girls Rio Pro, sobrou apenas a cearense Silvana Lima como representante do Brasil na etapa brasileira do tour, a quinta do circuito mundial. A veterana Andrea Lopes, a big rider Maya Gabeira e a bicampeã brasileira Suelen Naraísa acabaram eliminadas nas baterias de repescagem, após terem ficado em terceiro lugar na primeira fase.

É bem verdade que não era possível esperar muito das três surfistas, principalmente de Andrea Lopes, que já estava aposentada, e Maya Gabeira, convidada por ser patrocinada pela marca. Talvez Diana Cristina, a Tininha, se tivesse sido convidada, poderia ter feito um pouco melhor. Infelizmente, as três escolhidas fizeram figuração, a exceção para Suelen Naraísa, que ganhou experiência, porque tem planos de tentar uma vaga no tour.

Mas voltando para Silvana, ela se garantiu na terceira fase ao vencer a sua bateria de estreia no evento, a segunda da primeira fase. Silvana venceu a neozelandesa Paige Hareb e a australiana Felicity Palmateer por um placar apertado. Mas venceu e mostrou sua superioridade.

- Muito bom estar de volta em casa. Estou há quase 4 meses viajando pela Austrália, Nova Zelândia e depois Bali, então estou super feliz por competir em casa, com todos os brasileiros aqui torcendo, comida boa,  vibe boa, e eu só quero aproveitar essas condições para fazer o meu melhor, quem sabe avançar até a final e ganhar o campeonato.

Triagem e Billabong Girls inauguram etapa brasileira

12 de maio de 2011 0

Francesa Pauline Ado caiu para a repescagem. Foto ASP/Cestari

A triagem do evento masculino, o Billabong Rio Pro, deu início logo cedo, às 7h30min, à etapa brasileira do circuito mundial, o ASP World Tour, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O catarinense Jean da Silva, campeão brasileiro 2010, disputava uma das duas vagas oferecidas ao país sede contra os cariocas Leandro Bastos, Simão Romão e Igor Morais. O mar baixou em relação a quarta-feira, com séries de dois a três pés, e as duas vagas para o Billabong Rio Pro ficaram com Simão Bastos e Igor Morais.

Mas sem querer puxar a sardinha para a brasa catarinense, ficou feio o campeão brasileiro de 2010 não ter vaga assegurada no evento principal, como sempre aconteceu quando a competição acontecia em Imbituba. É nesses momentos que a força da Abrasp precisa ser questionada ou respeitada, se esse for o caso.

Após a triagem, a direção optou por colocar na água as mulheres e então teve início o Billabong Girls Rio Pro. E logo na primeira fase não houve surpresas: Carrissa, Sally, Stephanie, Tyler, Sofia e a brasileira Silvana Lima venceram suas baterias e avançaram direto para a terceira fase do evento, As demais surfistas se enfrentam na repescagem, que deve encerrar as disputas por hoje, caso o vento sopre mais forte e o mar não apresente condições para a terceira fase.

Nova chamada será feita amanhã e quem sabe o evento masculino, o Billabong Rio Pro, entra na água, a partir das 8h, com nove brasileiros na briga pelo título da etapa brasileira. Mais tarde, atualizo resultados e chave de baterias, com fotos do evento.

Triagem Billabong Rio Pro

1º Simão Romão 13.50 2º Igor Morais 9.57 3º Jean da Silva 9.00 4º Leandro Bastos 6.93

Primeiro Round Billabong Girls Rio Pro

1ª Tyler Wright(Aus)14.27 2ª Courtney Colongue(EUA)10.17 3ª C.Bevilacqua (Aus) 4.70
1ª Silvana Lima(Bra)12.50 2ªPaige Hareb(NZ) 11.17 3ª Felicity Palmateer(Aus) 9.47
1ª Carissa Moore(Hav) 8.30 2ª Jessi Miley-Dyer(Aus) 5.00 3ª Maya Gabeira(Bra)3.53
1ª  Sally Fitzgibbons(Aus)13.84 2ª Laura Enever(Aus)11.07 3ª Andrea Lopes(Bra) 9.23
1ª  Stephanie Gilmore(Aus)12.16 2ª Pauline Ado(Fra) 8.43 3ª Suelen Naraisa(Bra)7.17
1ª  Sofia Mulanovich (Per) 12.83 2ª Coco Ho (Hav) 10.87 3ª Alana Blanchard (Aus) 9.30

Encontros do surfe no Rio

12 de maio de 2011 0

Galera foi conferir de perto os tops na loja da galeria River. Foto Pedro Monteiro

A etapa brasileira do mundial sempre proporciona momentos legais fora da água, com o encontro de novas com velhas gerações de surfistas. Foi isso que aconteceu na noite de quarta-feira, na loja Boards Co., durante a noite de autógrafos dos atletas da O’neill.
Antes da chegada do time de talentos  da O’neill formado pelos brasileiros Danilo Couto e Raoni Monteiro, o sul-africano Jordy Smith e o americano Cory Lopez, quem marcou presença foi Rossini Maranhão, o Maraca (primeiro brasileiro a surfar em Waimea, 1969). Ele veio de Saquarema especialmente para parabenizar o baiano Danilo Couto pela onda surfada em Jaws e pelo título “Ride of the Year”, do XXL Billabong Awards, considerado o “Oscar” do surf de ondas grandes.

Maraca (em pé) veio de Saquarema para abraçar Danilo Couto (centro), ladeado por Smith e Raoni. Foto Pedro Monteiromith

Os dois bateram um papo e falaram das dificuldades de surfar as ondas grandes do Havaí tanto no passado como hoje, apesar da evolução dos equipamentos. Para Danilo as portas foram abertas pelo lendário Maraca que desbravou a mais temida baía havaiana dos anos 60, Waimeia.
- Com certeza o Maraca abriu as portas do surf de ondas grandes para os brasileiros. Isso ajudou em nossa evolução. O Brasil vive um bom momento tanto no surfe de competição como para os atletas do free surf – disse Danilo, que atualmente desbrava as ondas da hoje temida baía de Peahi, em Maui.
Além do lendário Rossini Maranhão, outros surfistas dos anos 60 marcaram presença no evento, assim como muitos jovens e crianças amantes do surfe. As noites de autógrafos na Boards Co. continuam na sexta-feira, com as presenças dos irmãos CJ e Damian Hobgood.