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Groupama e Puma contornam o Cabo Horn

30 de março de 2012 0
Foto Yann Riou/Volvo Ocean Race

Tripulação do barco francês posa para foto histórica da VOR 2012. Foto Yann Riou/Volvo Ocean Race

O Groupama foi a primeiro veleiro a contornar o Cabo Horn, ponto mais meridional da América do Sul, nesta sexta-feira, dia 30, na Volvo Ocean Race. Enquanto isso, o time Abu Dhabi Ocean Racing seguia a uma distância de mais de 1.500 milhas náuticas (2778 km) após uma ousada parada em alto mar para consertar o casco do barco.

O time Telefónica, do brasileiro Joca Signorini, segue na terceira posição. O Groupama, líder da quinta perna, passou pelo importante marco marítimo Cabo Horn às 9h55min (horário de Brasília) com uma diferença de apenas 24 quilômetros sobre o Puma, segunda colocado até o momento na quinta etapa.

- Terminar a passagem pelo Cabo Horn foi um grande alívio para nós. Parece que estamos saindo da zona de perigo iminente, principalmente quando levamos em consideração o que aconteceu com os outros barcos. Estamos orgulhosos de sermos os primeiros a passar pelo Cabo. É um momento especial para toda a tripulação – disse o capitão da Groupama, Franck Cammas.

Foto Amory Ross/Volvo Ocean Race

Água invade o convés do Puma. Foto Amory Ross/Volvo Ocean Race

A equipe Puma completou a passagem às 10h52min,uma hora após a Groupama. Nada ainda está definido, uma vez que ainda faltam mais de 3.700 quilômetros de navegação pelo Atântico Sul em direção a Itajaí.

Enquanto a Groupama e o Puma atravessavam o Cabo Horn, a equipe Abu Dhabi ainda decidia qual caminho seguir depois de ser obrigada a consertar o barco em uma das regiões mais remotas do mundo.  A tripulação de Ian Walker descobriu uma delaminação no meio do casco durante a noite e trabalhou por cinco horas seguidas tentando consertar o barco, colocando 30 parafusos para evitar danos futuros.

Para realizar os reparos necesssários, a tripulação precisou diminuir a velocidade do barco até que ele parasse e depois virá-lo de lado – tudo isso em condições climáticas adversas – para que o timoneiro Justin Slattery, que havia sido preso seguramente a uma corda, fosse rebaixado até a parte danificada pela borda externa do barco para apertar os parafusos no casco.

Foto Nick Dana/Volvo Ocean Race

Jules Slatery e Simon Fisher preparam a cola para conserto do casco do Abu Dhabi. Foto Nick Dana/VOR

Do lado de dentro, o capitão Wade Morgan e o chefe de turno Craig Satterthwaite mantinham firme a parte danificada com pedaços arrancados das beliches, sistema de empilhamento e armários. Esse foi o segundo maior conserto que a tripulação da Abu Dhabi teve que realizar só na quinta perna.

O Telefónica, em terceiro lugar, estava a caminho de Ushuaia, na Argentina, enquanto o Camper se dirigia para Puerto Montt, no Chile. Ambas as equipes foram forçadas a desviar suas rotas para consertar danos na estrutura dos barcos.

- Esta foi provavelmente a semana mais difícil que já tivemos na corrida – desabafou o capitão da Telefónica, Iker Martínez.

- O vento continua soprando forte e em alguns dias fomos atingidos por ondas gigantes que não tiveram dó nem piedade da gente – completou.

Foto Diego Fructuoso/Volvo Ocean Race

João Signorini encarando as difíceis condições dos mares do Sul. Foto Diego Fructuoso/Volvo Ocean Race


Com informações de Allan Walbert – H+K Strategies e ZDL Comunicação

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