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Rolex Ilhabela Sailing Week entra na reta final com favoritos na liderança

11 de julho de 2013 0

Crioula segue líder do S40. Foto Carlo Borlenghi/RISW

A Rolex Ilhabela Sailing Week entra na reta final da edição 2013 e as equipes fazem as contas em relação à classificação geral do campeonato. Quem está na liderança e com vantagem segura já sabe qual estratégia adotar para sair com o título do maior evento de vela oceânica da América Latina. As súmulas dos monotipos apontam quatro barcos próximos do título e que podem confirmar matematicamente o primeiro lugar nas regatas desta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Na C30, o Loyal , do comandante Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento após novo show nesta quinta-feira (11). Na S40, o Crioula, de Eduardo Plass, também venceu as duas regatas do dia e só precisa de mais dois segundos lugares para ser campeão antecipado. Na HPE, o Ginga, que tem o comando de José Vicente, leva 13 pontos de vantagem sobre Fit to Fly, Eduardo Mangabeira.

Regata da Star. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Na Star, os medalhistas olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada são virtuais campeões da classe.

- A parte física está fazendo a diferença para nós, mas tecnicamente as duplas do Lars Grael e do Marcelo Fuchs são de alto nível, o que deixa o campeonato ainda melhor - afirmou Bruno Prada, que reconhece a vantagem ‘considerável’ na tabela de classificação.

Scheidt reconhece o favoritismo, mas mantém cautela:

- Ainda precisamos de dois terceiros lugares. O objetivo nesta sexta-feira será poupar o equipamento para evitar quebras.
A dupla tem apenas seis pontos perdidos, 10 a menos do que a dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert e 11 de vantagem sobre Lars Grael/Samuel Gonçalves.
- Correr contra os atuais medalhistas olímpicos na Star eleva o nível da nossa dupla. Mesmo assim, temos condições de melhorar ainda mais. Eu tenho um dos maiores velejadores do mundo ao meu lado – ressaltou Samuel Gonçalves, em referência a Lars Grael.

Loyal é o virtual campeão da C30. Foto Carlo Borlenghi/RISW


Diplomaticamente, nenhum tripulante dos barcos líderes assumiu que o título da Rolex Ilhabela Sailing Week está garantido. Principalmente pela qualidade das equipes.
- Vamos fazer um match race e marcar o segundo colocado. Geralmente, quem larga na frente na classe S40 tem vantagem – explicou Samuel Albrecht, do líder Crioula.
A equipe tem vantagem para o Carioca, de Roberto Martins.
- Os resultados comprovam o entrosamento da equipe, que já sabe o que fazer nas últimas regatas. Nossa tripulação, que é do Veleiros do Sul, de Porto Alegre (RS), veleja há muito tempo junta, desde as classes olímpicas.

Ginga confirma favoritismo na HPE

A tripulação do Ginga, liderada por José Vicente, é a atual bicampeã brasileira da classe. Com quase 100% de velejadores de Ilhabela, a equipe conhece bem o regime de ventos da raia, fator decisivo nos resultados. O Ginga, com o descarte, tem 13 pontos de vantagem para o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, em sete regatas já disputadas.

- Nosso barco é muito rápido e bom de manobra. O principal, para ser campeão, é manter a calma e trabalhar de acordo com os adversários. São eles que precisam correr atrás da gente. A vantagem é muito grande, mas faltam dois dias de competição e não podemos bobear - contou o regulador de vela, Juan de La Fuente, que além de ajudar o Ginga a andar bem, é treinador da única equipe 100% feminina na Rolex Ilhabela Sailing Week, a Alfa Instrumentos, também da HPE.

Regata de HPE. Foto Carlo Borlenghi/RISW


Quem está atrás, como o Fit to Fly, segue preparado para aproveitar qualquer eventual vacilo do líder Ginga.
- Ainda não está definido, mas reconhecemos que o Ginga merece os resultado pelo treinamento e habilidade dos velejadores que tripulam a equipe. O Breno Chvaicer, que montou a equipe, escolheu bem o quarteto - elogiou Beto de Jesus, do Fit to Fly.
- A classe HPE é bastante equilibrada e forte, reunindo atletas de ponta da modalidade no Brasil -completou.

Loyal, perto do título

Na classe C30, após sete regatas, o Loyal, de Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento e também está próximo do título na flotilha com nove barcos.

- Somos uma das equipes que mais treina na vela oceânica brasileira e os resultados podem ser explicados por esse ângulo – explicou Marcelo Massa.

As categorias que precisam de fórmula para calcular o vencedor, como ORC, RGS e IRC podem apontar os campeões apenas na última regata do sábado (13). As provas desta quinta-feira (11) foram disputadas no formato barla-sota ( rumo da primeira boia contra o vento e da segunda, a favor) com vento leste de até 15 nós e temperatura média de 25 graus no extremo norte de Ilhabela. A intenção da Comissão de Regatas é de realizar mais duas regatas no mesmo formato para todas as classes nesta sexta-feira a partir do meio-dia.

Resultados parciais:

S40 após 6 regatas e 1 descarte
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 5pp (1+1+[2]+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 9pp (2+3+1+2+2+2)
3º – Super Matanga (Ruben Salvucci) – 18pp ([5]+4+3+4+4+3)

C30 após 6 regatas e 1 descarte

1º – Loyal (Marcelo Massa) – 5pp (1+1+1+1+1+[1])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 15pp (3+3+[7]+4+2+3)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 15pp ([6]+2+3+3+3+4)

Star – após 7 regatas e 1 descarte:

1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 6pp ([5]+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 16pp ([4]+3+2+4+2+2+3)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 17pp ([7]2+3+3+4+3+2)

HPE – após 7 regatas e 1 descarte

1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 12 pp ([4]+1+1+3+3+3+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 25pp (2+[8]+5+7+5+1+5)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3)

ORC Geral – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 7pp (1+1+1+2+2+[2])
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 16pp ([29]+2+3+1+9+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 26pp (14+5+4+9+3+5)

ORC 700 – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Prozak (Marcio Finamore) – 8pp (2+1+2+[3]+2+1)
2º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 8pp ([5]+2+1+2+1+2)
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 14pp ([5]+3+3+1+4+3)

IRC – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 9,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 14pp (1+4+[7]+3+1+5)
3º – Angela Star (Peter Siemsen) – 15.5pp ([20]+1,5+2+1+8+3)

RGS A – após 4 regatas e 1 descarte

1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 8pp (2+[6]+2+1+1+2)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 10pp (3+2+4+2+2+1)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 14,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5)

RGS B – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6pp (1+1+2+1+1+3)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 13pp (3+2+3+6+3+2)
3º – Asbar II (Sérgio Klepacz) – 19pp (6+3+1+3+6+[9])

RGS C – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp ([2]+1+2+1+1+1)
2º – Azulao (Marcello Polonio) – 14pp (1+3+3+[4]+3+4)
3º – Santeria (Mauricio Martins) – 16pp ([15]+12+4+2)

RGS Cruiser – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Jambock (Marco Aleixo) – 10pp ([10]+1+1+1+1+5)
2º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 12pp (2+[10]+4+2+2+2)
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 16pp ([10]+2+2+3+4+5)

Com informações da ZDL Comunicação

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