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Veleiro catarinense é um dos campeões da Rolex Ilhabela Sailing Week 2013

15 de julho de 2013 0


Comemoração do Kiron III, campeão na ORC. Foto Carlo Borlenghi/RISW

A Rolex Ilhabela Sailing Week definiu, no último sábado (13 de julho), todos os campeões da 40ª edição do maior evento de vela oceânica da América Latina, com destaque para o Loyal, na C30, e o Kiron III, na ORC Geral. A tradicional semana contou com a participação de 134 barcos e velejadores do Brasil e de países como Argentina, Áustria, Estados Unidos, Porto Rico, Reino Unido e Uruguai.

No último dia de provas, os ventos, sempre de fraca intensidade, demoraram para entrar na raia e as regatas se tornaram ainda mais técnicas, exigindo muita perícia das tripulações em busca de qualquer rajada que pudesse dar velocidade aos barcos.

Na promissora classe C30, o Loyal conquistou o bicampeonato com uma campanha exemplar: seis vitórias em nove regatas. Com apenas 11 pontos perdidos, o barco do comandante Marcelo Massa, ficou à frente do Katana/Energia (18 pontos) e do Caballo Loco (26), os três com direito ao pódio.

O Loyal foi para a última batalha como amplo favorito ao título. Precisava de apenas um sétimo lugar em duas provas previstas. A Comissão de Regatas optou por cancelar a segunda devido à falta de vento. Na única disputa do dia, chegou na segunda colocação, atrás do Katana, e a tripulação pode comemorar a segunda conquista consecutiva em Ilhabela.

- Temos de atribuir o título ao empenho de toda a tripulação, que está de parabéns. Treinamos o ano todo e na hora de competir soubemos velejar em todas as condições de vento. Essa regularidade mostra que os treinos deram resultado – avaliou André Fonseca, o Bochecha, tático do Loyal e velejador olímpico.

Loyal é bicampeão na C30. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Apesar do rendimento do barco campeão, o comandante Massa demonstra a necessidade de manter a tripulação afinada porque os adversários estão evoluindo.

- As regatas de veleiros iguais, como os C30, proporcionam equilíbrio. Tivemos muito trabalho para vencer o Caballo Loco. A tripulação de Ubatuba mostra que está mais bem preparado a cada competição – disse Marcelo Massa.

A formatura dos catarinenses

Persistência, talento e amizade a bordo marcaram a conquista do Kiron III, do comandante Leonardo Guillermo Cal, na classe ORC Geral. A equipe do Iate Clube de Santa Catarina participa da Rolex Ilhabela Sailing Week desde 2007 e a edição 2013 coroou o trabalho dos velejadores, que tem o campeão pan-americano e mundial Matheus Dellagnelo como tático e timoneiro.

O resultado coloca a equipe no hall dos grandes campeões da Semana de Vela. Os vencedores consideraram a vitória uma formatura a bordo.

- Como médico, eu precisei de seis anos para pegar o diploma. Na vela, encaro a conquista em Ilhabela como um momento histórico para toda a equipe. Uma formatura no mar. A amizade entre os tripulantes nos levou ao título, pois quando chegamos aqui há sete anos ninguém sabia velejar direito e hoje somos campeões – enalteceu emocionado o cardiologista uruguaio Leonardo Guillermo Cal.

O relógio Rolex, prêmio concedido aos comandantes campeões, ele promete não tirar do pulso.

- Foi a maior vitória da carreira.

Comemoração foi dentro da água. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Leonardo Guillermo Cal completou:

- A Rolex Ilhabela Sailing Week desse ano foi uma lição de vida. No primeiro dia, sem vento, a paciência deu o tom. Fomos aprovados nessas condições. Na sequência, a segunda regata foi disputada com muito vento e ondas grandes. Entrou a coragem. No fim, com a liderança, a tripulação do Kiron teve sabedoria e Inteligência para não colocar tudo a perder.

Os alunos do professor Leonardo Guillermo Cal passaram por escolas de Optimist em Santa Catarina. O maior talento é Matheus Dellagnelo. Com o ouro nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial de Sunfish, além da campanha para 2016 na Laser, o atleta acumula experiência e talento para ser o tático do Kiron, uma das funções mais importantes dentro de um barco. A estratégia dele deu certo e a equipe venceu quatro das nove regatas disputadas.

- Chegamos em Ilhabela sem saber como o barco se comportaria em todas as condições de vento. Mas o veleiro correspondeu, principalmente no vento forte. Erramos apenas uma manobra em todos as regatas do campeonato, provando que o entrosamento foi determinante – declarou.

Na classificação final da ORC Geral, o Kiron venceu com nove pontos de vantagem sobre o Angela Star, de Peter Siemens. A competição contou com 28 barcos. A equipe catarinense, que mede em ORC 650, também foi campeã nessa subdivisão. Na ORC 700, o primeiro colocado foi o Rocket Power, de Luiz Augusto Lopes.

Rudá mesclou brasucas e caribenhos e levou título da IRC. Foto Edu Grigaitis

Campeões da maior flotilha

Na RGS, classe com a maior flotilha da Rolex Ilhabela Sailing Week, os campeões foram conhecidos no último dia de regatas. Na “A”, o melhor foi o Quiricomba, barco tripulado por aspirantes da Marina do Brasil. O barco da Escola Naval superou o Jazz, de Valéria Ravani na última prova e os jovens oficiais puderam colocar mais esse título no currículo.

- É uma tripulação talentosa e que tem a linguagem náutica no sangue. O time passa por uma renovação e o título nos dará ainda mais moral – comemorou o jovem comandante Arytan Silva.

- Nossa tripulação é destaque da semana. Ganhamos as regatas dentro da água e as meninas de Ilhabela nas competições fora do mar – completou.

Na RGS B, o Mandinga, de Jonas Penteado, venceu o campeonato, assim como o Rainha/Empresta Capital, de Leonardo Pacheco, na “C”. O Jambock, de Marco Aleixo, levou a melhor na Cruiser. Na IRC, classe que fez sua estreia na Rolex Ilhabela Sailing Week, O Rudá, de Guilherme Hernandez, mesclou tripulantes caribenhos e brasileiros. A mistura resultou em título.

Angela Star ficou atrás do Kiron III na geral da ORC. Foto Edu Grigaitis

Ginga vence regata final

A tripulação do Ginga, comandada por José Vicente, fechou com chave de ouro a HPE ao cruzar a linha na primeira colocação. na última regata do campeonato. A equipe, por ter vencido a Rolex Ilhabela Sailing Week com um dia de antecedência, nem precisava ir para a raia. A vantagem para o vice-campeão, Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, foi de 18 pontos, com seis vitórias em 10 regatas.

A classe HPE mostrou força com 25 barcos na raia. Praticamente todas as equipes contaram pelo menos com um atleta profissional ou tripulante com experiência em regatas internacionais. Um dos exemplos é o segundo colocado Fit to Fly com o especialista em match race e integrante da nova geração da vela, Henrique Haddad, o “Gigante”. Outro destaque foi o Relaxa Next/Caixa, de Roberto Mangabeira, quinto colocado com dois campeões mundiais e pan-americanos a bordo: Maurício Santa Cruz e Alexandre Saldanha.

- A classe HPE tem muitos barcos, teoricamente iguais, atraindo os velejadores que não gostam de competir com a regra de tempo corrigido. Além disso, com vento, o monotipo é muito gostoso de se velejar graças ao balão assimétrico. Mas quando não tem vento fica difícil – analisou Alexandre ‘Spanto’ Saldanha.

Absoluto. Foto Edu Grigaitis

Mesmo as tripulações que não contavam com velejadores consagrados tiveram a chance de brigar de igual para igual com os chamados profissionais.
Conseguimos ser a melhor equipe amadora na disputa e o resultado deve ser comemorado. Velejar no meio de tanta gente boa e às vezes chegar na frente deles é gratificante – disse Fernando Haaland, que levou seu barco Repeteco ao sexto lugar na classificação geral da classe HPE. O velejador é presidente nacional da classe.

Fuchs à frente de Lars na Star

Com os campeões antecipados Robert Scheidt e Bruno Prada fora da raia, a disputa do vice-campeonato monopolizou as atenções do sábado na classe Star. Marcelo Fuchs e Ronald Seifert venceram a última regata e asseguraram a medalha de prata. A dupla Lars Grael/Samuel Gonçalves chegou em segundo para complementar o pódio. Encerrada a Rolex Ilhabela Sailing Week, Lars e Samuel seguem treinando para o Mundial de Star, entre os 1º e 8 de setembro em San Diego, na Califórnia.

Os tricampeões mundiais, Scheidt e Prada, projetam reatar a dupla para o Mundial de 2014, no Lago de Garda, “quintal de casa” em relação à atual residência de Scheidt, na Itália. A classe S40 também já estava definida desde a sexta-feira, com o título para o Crioula, comandado por Eduardo Plass, que foi para a raia e confirmou sua oitava vitória na competição, à frente do vice-campeão Carioca, de Roberto Martins.

A festa da tripulação do Crioula. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Resultados finais
S40- após 9 regatas e 1 descarte
1º – Crioula (Eduardo Plass) – 8pp (1+1+[2]+1+1+1+1+1+1)
2º – Carioca (Roberto Martins) – 15pp (2+[3]+1+2+2+2+2+2+2)
3º – Vesper 4 (João Marcos Mendes) – 27pp (4+5+4+3+3+[4]+3+3+3)

C30 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 11pp (1+1+1+1+1+1+3+[3]+2)
2º – Katana/Energia (Fabio Filippon) – 18pp (3+3+[7]+4+2+3+1+1+1)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 26pp ([6]+2+3+3+3+4+5+2+4)

Star - após 10 regatas e 1 descarte
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 8pp (5+1+1+1+1+1+1+1+1+[12])
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 23pp (4+3+2+4+2+2+3+[5]+2+1)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 26pp ([7]2+3+3+4+3+2+4+3+2)

HPE - após 10 regatas e 1 descarte
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 15 pp ([4]+1+1+3+3+3+1+1+1+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 33pp (2+[8]+5+7+5+1+5+2+3+3)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 47pp (13+2+2+5+6+7+3+4+5+[26])

ORC Geral – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 12pp (1+1+1+2+2+[2]+1+2+2)
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 21pp ([29]+2+3+1+9+1+3+1+1)
3º – Asbar 4 (Marcelo Pereira) – 49,5pp (2+[15]+13+8+7+4+4+4,5+7)

ORC 500 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Angela VI (Peter Dirk) – 9pp ([12]+1+1+1+2+1+1+1+1)
2º – Catuana Kim (Paulo Cocchi) – 29pp ([12]+3+2+3+5+3+2+6+5)
3º – Miragem (Paulo Roberto) – 32pp (4+4+4+4+6+[12]+4+2+4)

ORC 600 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Absoluto (Renato Gama) – 26pp ([11]+2+2+5+2+3+4+1+7)
2º – Asbar 4 (Marcelo Pereira) – 26,5 (1+7+[8]+4+5+2+2+2,5+3)
3º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 28pp ([9]+1+1+6+4+4+6+5+1)

ORC 650 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 8pp (1+[1]+1+1+1+1+1+1)
2º – Maestrale (Adalberto Casaes) – 18pp (2+2+2+[3]+3+2+3+2+2)
3º – Samurai Ni (Ian Muniz) – 23pp (4+3+4+2+2+3+2+[4])

ORC 700 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 11pp ([5]+2+1+2+1+2+1+1+1)
2º – Prozak (Marcio Finamore) – 18pp (2+1+2+3+2+1+3+[5]+4)
3º – Colin (Sebastian Menendez) – 23pp (1+5+[5]+4+3+4+2+2+2)

IRC - após 9 regatas e 1 descarte
1º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 21,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1+7+6+1)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 21,5pp ([20]+1,5+2+1+8+3+4+1+2)
3º – Tangaroa (James Bellini) – 25pp (1+4+[7]+3+1+5+2+5+5)

RGS A – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Quiricomba (Escola Naval) – 12pp (2+[6]+2+1+1+2+2+1+1)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 16pp (3+2+[4]+2+2+1+1+3+2)
3º – Fram (Felipe Aidar) – 29pp (6+[7]+1+5+4+5+3+2+3)

RGS B – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 13pp (1+1+2+1+1+3+18+[18]+3)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 27pp (3+2+3+6+3+2+[7]+6+2)
3º – Albatroz (Gremio de Vela Escola Naval) – 28pp ([8]+5+6+4+4+1+1+1+5)

RGS C – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 10pp (2+1+2+1+1+1+1+[9]+1)
2º – Santeria (Mauricio Martins) – 21pp ([15]+12+4+2+1+2+2)
3º – Azulao (Marcello Polonio) – 25pp (1+3+3+[4]+3+4+4+3+4)

RGS Cruiser - após 9 regatas e 1 descarte
1º – Jambock (Marco Aleixo) – 10pp ([10]+1+1+1+1+1+1+2+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 21pp ([10]+2+2+3+4+5+3+1+1)
3º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 27pp (2+[10]+4+2+2+2+2+10+3)

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