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Magia V, de Torben Grael, é o fita-azul da Regata Santos-Rio e Rudá vence no tempo corrigido

28 de outubro de 2013 0
Comemoração merecida do Magia. Foto Arquivo Pessoal.

Comemoração merecida do Magia. Foto Arquivo Pessoal.

Uma das mais tradicionais regatas do calendário oceânico brasileiro, a Regata Santos-Rio foi disputada neste final de semana por 28 equipes. Como costuma ser, o vento estava forte desde a largada no Iate Clube de Santos, chegando a 30 nós (54 km/h) durante a noite, o que causou quebras e algumas desistências. Depois de 30 horas de regata, o S40 Magia V, de Torben Grael, foi o primeiro barco a cruzar a linha de chegada para garantir o prêmio fita-azul. Quarenta minutos depois foi a vez do Sorsa, de Maurício Santa Cruz fazer o mesmo. Até a meia-noite do sábado também cruzaram a linha Lexus/Chroma, Zing, Rudá e Ângela Star. No final, os títulos com os tempos corrigidos ficaram com Rudá na IRC e ORC, e My Boy, na RGS.

Esta foi a sexta vez que Torben cruzou a linha em primeiro. Mas se engana quem pensa que a regata foi fácil para ele. O vento forte vindo de proa favorece a equipe do Sorsa, um 52 pés, que assumiu a liderança já na ilha da Moela, no Guarujá, para só perder nas imediações da restinga da Marambaia. Durante a noite o vento foi ficando mais fraco, até girar e entrar de popa, situação em que o barco de Torben anda mais.

O Magia é menor que alguns barcos que estavam na raia, portanto mais lento em algumas situações. O Sorsa velejou muito bem a primeira parte da regata e abriu bastante, mas quando o vento enfraqueceu e virou de popa, que é o melhor para este barco por causa do balão grande, conseguimos aproveitar bem a condição e recuperar — disse o comandante.

Apesar do mar picado, que deixou muito tripulante molhado, a regata começou com sol, que foi sumindo no meio das nuvens no final do dia. Ao cair da noite, as equipes foram presenteadas com uma lua alaranjadar. O domingo foi de sol, mas uma névoa no continente diminuía a visibilidade dos velejadores. Na chegada ao Rio de Janeiro o tempo estava cinza e chuvoso.

 No final de tarde nós tínhamos alguns barcos no visual, mas quando a noite chegou, não vimos mais ninguém até a chegada no Iate Clube do Rio de Janeiro. Só ficamos sabendo da vitória do Torben quando chegamos no Pão de Açúcar. A hora que o vento entrou de popa eles velejaram bem mais rápidos que nós e acabaram nos passando — disse Maurício Santa Cruz.

O Sorsa teve um problema com a bateria do barco e ficou sem instrumentos durante toda a regata. Com isso a equipe teve dificuldade de fazer a navegação e a comunicação com a organização da prova. Quem também comemorou muito foi o pessoal do Rudá. A equipe santista se inscreveu na regata a pedido de Lars Grael sem muitas pretensões. No final, a tática deu certo e a equipe e vai levar para casa dois troféus: da classe ORC e da classe IRC.

A regata foi muito difícil no começo, com muita onda e o barco pulando muito. Cinco dos nove tripulantes acabaram passando mal e tivemos que nos adaptar. Nós acabamos optando por velejar mais perto de Ilhabela enquanto os outros barcos foram mais para fora. Quando deu 1h da manhã vimos o Torben passando pela nossa popa com todos os tripulantes na borda e nós só com dois e aí concluímos que estávamos bem na regata. Demos sorte! — comemorou o comandante Mario Martinez.

A festa de premiação será realizada na próxima quinta-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro. Na sexta-feira terá início o Circuito Rio, com três dias de regatas curtas e longas, dentro e fora da baía de Guanabara.

Resultado final no tempo corrigido:
ORC:
1º Rudá
2º Lady Milla
3º Ângela IV
4º Dourado
5º Magia V
6º Sorsa
7º Chroma
8º Bijupirá
9º Miragem
10º Santa Fé
11º Maestrale
12º Navy Blue
13º Saravah

IRC:
1º Rudá
2º Magia V
3º Ângela IV
4º Santa Fé
5º Ventaneiro 3

RGS:
1º My Boy
2º BL3

Com informações de Marianna Peccicacco – Peccicom Comunicação

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