Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Robert Scheidt disputa Medal Race de olho na medalha de bronze da Copa do Mundo de Vela

25 de abril de 2014 0
Foto Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014

Foto Ivan Zedda/Isaf Sailing World Cup 2014

Robert Scheidt segue para mais uma Medal Race na etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela, neste sábado (26), após somar três vitórias e três resultados entre os cinco primeiros colocados em 11 regatas. Mesmo com alguns momentos de irregularidade, o maior atleta olímpico do Brasil está perto do pódio, com 59 pontos perdidos, apenas um a mais que o terceiro colocado, o holandês Rutger van Schaardenburg, e distante do inglês Nick Thompson, em quinto lugar com 75 pontos perdidos. O novo líder é o neozelandês Andy Maloney, com 42.

Nesta sexta-feira, o velejador obteve um 24º e um primeiro lugar para garantir vaga entre os dez que disputarão a regata decisiva neste sábado (26), com pontuação em dobro.

Larguei mal na primeira regata, escolhi o lado errado da raia e não consegui uma grande recuperação. É uma pena, porque eu vinha bem na competição e esse resultado acabou pesando, já que eu também tinha um 22º lugar — lamentou Scheidt.

Na segunda prova, meu desempenho foi melhor. Montei a primeira boia em 8º e alcancei os primeiros colocados, até ultrapassá-los e vencer. Foi bom ter vencido mais uma, no final, antes da Medal Race. Isso mostra que posso brigar de igual para igual com os principais adversários em Hyères.

O vento voltou a soprar forte na raia francesa nesta sexta-feira após dois dias de brisas fracas.

As rajadas chegaram a 18 nós (33 km/h), o mais forte até agora na competição. O Tom Burton e o Andy Maloney são especialistas nesse vento, por isso acabaram se destacando em Hyères, além de serem muito bons. Mas eu tenho velejado bem. Tanto no vento forte quanto no fraco, consegui manter uma boa média — afirmou o velejador.

Para o brasileiro, o foco, na Medal Race deste sábado (26), será o terceiro colocado Rutger van Schaardenburg.

Vou me concentrar em superar o holandês, que está no meu controle — destacou Scheidt, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.

As largadas estão complicadas, porque a raia da Laser tem um espaço muito estreito, para uma quantidade grande de barcos (a classe é a mais numerosa da competição, com 123 veleiros). Nessa situação, se você arriscar demais, pode largar escapado, e se for muito conservador, não consegue mais alcançar os primeiros lugares. É fundamental ficar entre os primeiros desde o início da prova. Mas mostrei que não devo nada aos outros competidores em velocidade.

Compatriota de Scheidt, Bruno Fontes também vai para a Medal Race, em 7º lugar. Os outros dois brasileiros, Matheus Dellagnelo e Alex Veeren deram adeus à competição, com o 57º e o 113º lugar, respectivamente.

Classificação (após 11 regatas e um descarte):
1º Andy Maloney (NZL) – 42 pp ([8]+7+1+6+3+1+3+3+8+[20]+2)
2º Tom Burton (AUS) – 45 pp ([6]+5+2+1+4+2+5+6+6+8+[63])
3º Rutger van Schaardenburg (HOL) – 58 pp (2+5+[6]+2+4+6+10+4+[37]+14+5)
Robert Scheidt (BRA) – 59 pp (1+9+7+4+1+[22]+4+8+2+[24]+1)
5º Nick Thompson (GBR) – 75 pp (9+8+10+9+2+[63]+17+2+3+5+10)
6º Jean Baptiste Bernaz (FRA) – 82 pp (1+1+9+16+[63]+5+8+7+26+4+6)
Bruno Fontes (BRA) – 90 pp (3+6+10+8+5+7+[38]+1+18+15+17)
8º Tonci Stipanovic (CRO) – 95 pp (3+4+4+2+1+26+23+12+13+[39]+7)
9º Sam Meech (NZL) – 95 pp (6+2+15+5+6+9+35+11+[52]+3+3)
10º Nicholas Heiner (HOL) – 112 pp (23+11+12+6+10+11+12+17+1+9[63])

Envie seu Comentário