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Filipe Toledo rouba a cena no sábado de maratona no Billabong Rio Pro

18 de maio de 2013 0

Filipinho arrebentou neste sábado. Foto ASP/Smorigo

O jovem paulista Filipe Toledo, 18 anos, roubou a cena neste sábado, durante o Billabong Rio Pro, depois de acertar dois aéreos sensacionais na mesma onda e arrancar a primeira nota 10 unânime dos cinco juízes no Rio de Janeiro esse ano. Ao lado de Adriano de Souza e Gabriel Medina, Filipinho forma o trio brasileiro que tenta o título da etapa neste domingo.

Antes, Kelly Slater já havia surfado tubos incríveis no Postinho para fazer o maior placar do ano no ASP World Tour, 19,67 pontos de 20 possíveis. O onze vezes campeão mundial vai abrir o domingo decisivo da etapa brasileira do WCT, às 8 horas, em mais um duelo contra Adriano de Souza, que conquistou a primeira vaga para as quartas de final.

Mas quem se candidatou ao título da etapa foi Filipe Toledo. Ele totalizou exatos 18,43 pontos nas duas baterias que disputou, usando os aéreos e pegando bons tubos também no Postinho. A primeira foi contra o australiano Josh Kerr e, na segunda, conquistou a última vaga direta para as quartas de final ao mandar o bicampeão mundial Mick Fanning e o sul-africano Jordy Smith para a repescagem com a primeira nota 10 unânime do Billabong Rio Pro 2013.

Foi a minha primeira onda nota 10 no WCT e não tenho palavras pra definir o que eu estou sentindo. Eu já tinha competido com eles nesta mesma fase em Bells Beach (Austrália) e ter vencido essa bateria foi um grande prazer pra mim. Sobre o 10, eu vi a onda vindo e sabia que poderia ser boa. O Jordy (Smith) estava com a prioridade (de escolha da onda), mas muito distante de mim. Aí, na hora que eu dropei já pensei que ia ser animal pra dar um aéreo. Fui com tudo e dei o primeiro aéreo, que foi bem alto. Quando voltei, já vi aquela junção levantada e mandei outro aéreo rodando. Acertei os dois e foi demais — disse.

Mineirinho entocado no Postinho. Foto ASP/Smorigo

BATERIA NOTA 10

Os dois notas 10 voltam a se enfrentar na última bateria das quartas de final, pois Jordy Smith derrotou o irlandês Glenn Hall no duelo que fechou o longo sábado do Billabong Rio Pro. A competição começou às 7h e só terminou quase de noite na Barra da Tijuca. Na etapa passada, em Bells Beach, o sul-africano levou a melhor sobre Filipe Toledo, que quer dar o troco agora que compete em casa com o apoio de toda a torcida brasileira que já vibrou bastante com ele no sábado.

A primeira bateria do dia será um verdadeiro clássico entre Kelly Slater e Adriano de Souza, que venceram as duas primeiras etapas do ASP World Tour 2013 na Austrália. É um confronto direto pela liderança do ranking mundial, defendida pelo maior ídolo do esporte. Adriano começou o sábado ganhando um duelo verde-amarelo com Miguel Pupo e depois mandou Taj Burrow e Nat Young para a repescagem.

Eu estava muito focado antes da bateria e eu sabia que o Taj (Burrow) ia ser duro de bater. O Taj surfou muito, mas consegui me manter focado e no final escutei o locutor dizendo que ele tinha surfado uma onda incrível. Só que dei sorte de ele ter feito uma interferência (penalidade) naquela onda e eu acabei vencendo. Esse campeonato aqui no Brasil é superimportante pra mim e vim para cá 100% preparado para conseguir um bom resultado — disse Mineirinho, após a segunda vitória no sábado.

Slater deu show até Filipinho aparecer. Foto ASP/Kirstin

Na segunda disputa por classificação direta para as quartas de final, os favoritos Kelly Slater e Gabriel Medina acabaram surpreendidos pelo australiano Adrian Buchan, mas não desperdiçaram a segunda chance na repescagem e avançaram às quartas de final. Slater despachou o australiano Taj Burrow e Medina soltou os aéreos para eliminar o americano Nat Young.

Hoje (sábado) eu tive que surfar três baterias. A primeira foi muito boa (quando fez o maior placar do ano no WCT), a segunda muito ruim e a terceira agora deu tudo certo — contou Kelly Slater.

Na verdade eu não queria surfar essa minha última bateria. Estava achando o mar muito ruim e queria ter esperado pelo menos uns 30 minutos pra ver melhor as condições. Mas, depois da bateria do Filipe (Toledo) e do Jordy (Smith), que tiraram duas notas 10, deu pra ver que ainda tinham boas ondas. O Taj (Burrow) pegou bons tubos e tive sorte de acertar aquele aéreo 8,5, então estou amarradão de estar nas quartas de final. Não vim pra cá no ano passado, quando deu bons tubos aqui também e espero que seja assim no último dia.

RECORDE DO ANO

Slater começou o sábado surfando tubos fantásticos contra o compatriota Patrick Gudauskas. Ele quase conseguiu o primeiro 10 do campeonato logo na primeira onda, mas apenas três dos cinco juízes deram nota máxima e a média ficou em 9,97, a maior do Billabong Rio Pro 2013 até ali. Depois pegou outro tubão que valeu nota 9,70 para totalizar incríveis 19,67 pontos de 20 possíveis, superando o maior placar do ano no WCT, que era os 19,37 pontos dele mesmo nas semifinais do Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália.

Jordy Smith também marcou em 10 neste sábado. Foto Smorigo/ASP

Já Gabriel Medina terá a chance de vingar a derrota sofrida para Adrian Buchan na terceira quarta de final, pois eles voltam a se enfrentar agora em um duelo homem a homem.

Estou muito feliz em estar nas quartas de final. Já é o meu melhor resultado esse ano e aqui no Rio também. Estou surfando confiante, acertando meus aéreos, as ondas e o vento estão ajudando bastante e é isso ai. Também quero agradecer a todos que estão me apoiando e torcendo por mim. Amanhã (domingo) é a final e vou fazer de tudo pra conseguir um bom resultado — disse Medina.

Os outros candidatos ao título do terceiro desafio do ASP World Tour 2013 são o bicampeão mundial Mick Fanning e o havaiano Sebastian Zietz, que disputam o terceiro duelo das quartas de final. A grande surpresa do sábado foi a derrota do atual campeão mundial Joel Parkinson para o irlandês Glenn Hall na terceira fase da competição. Parko foi finalista da etapa brasileira no ano passado, quando só perdeu para o havaiano John John Florence, que está contundido e não veio defender o título no Brasil.

Gabriel Medina voando e aprontando. Foto ASP/Kirstin

TRANSMISSÃO AO VIVO : Billabong Rio Pro - http://wctbrasil.com/rio13

QUARTAS DE FINAL DO BILLABONG RIO PRO:
1ª: Kelly Slater (EUA) x Adriano de Souza (BRA)
2ª: Gabriel Medina (BRA) x Adrian Buchan (AUS)
3ª: Mick Fanning (AUS) x Sebastian Zietz (HAV)
4ª: Jordy Smith (AFR) x Filipe Toledo (BRA)

QUINTA FASE - (1º=quartas de final/2º=9ºlugar - US$ 12.500 e 4 mil pontos):
1ª: Kelly Slater (EUA) 15.10 x 14.03 Taj Burrow (AUS)
2ª: Gabriel Medina (BRA) 14.20 x 11.20 Nat Young (EUA)
3ª: Mick Fanning (AUS) 14.83 x 2.80 Michel Bourez (TAH)
4ª: Jordy Smith (AFR) 17.43 x 13.63 Glenn Hall (IRL)

QUARTA FASE -(1º=quartas de final/2ºe 3º=Repescagem):
1ª: 1-Adriano de Souza (BRA)=15.90, 2-Taj Burrow (AUS)=9.30, 3-Nat Young (EUA)=5.57
2ª: 1-Adrian Buchan (AUS)=12.77, 2-Gabriel Medina (BRA)=11.40, 3-Kelly Slater (EUA)=7.33
3ª: 1-Sebastian Zietz (HAV)=14.10, 2-Michel Bourez (TAH)=11.84, 3-Glenn Hall (IRL)=6.03
4ª: 1-Filipe Toledo (BRA)=18.43, 2-Jordy Smith (AFR)=16.83, 3-Mick Fanning (AUS)-13.20

TERCEIRA FASE -(1º=quarta fase/2º=13º lugar - US$ 9.500 e 1.750 pontos):
1ª: Taj Burrow (AUS) 12.10 x 6.50 Kolohe Andino (EUA)
2ª: Nat Young (EUA) 13.13 x 10.17 Jeremy Flores (FRA)
3ª: Adriano de Souza (BRA) 12.00 x 7.14 Miguel Pupo (BRA)
4ª: Gabriel Medina (BRA) 16.40 x 11.77 Travis Logie (AFR)
5ª: Adrian Buchan (AUS) 12.94 x 6.83 C. J. Hobgood (EUA)
6ª: Kelly Slater (EUA) 19.67 x 10.07 Patrick Gudauskas (EUA)
7ª: Glenn Hall (IRL) 12.33 x 10.83 Joel Parkinson (AUS)
8ª: Michel Bourez (TAH) 12.43 x 11.17 Bede Durbidge (AUS)
9ª: Sebastian Zietz (HAV) 17.47 x 16.34 Julian Wilson (AUS)
10ª: Filipe Toledo (BRA) 18.43 x 10.67 Josh Kerr (AUS)
11ª: Jordy Smith (AFR) 12.17 x 9.00 Kai Otton (AUS)
12ª: Mick Fanning (AUS) 16.53 x 13.33 Brett Simpson (EUA)

Com informações de Assessoria de Imprensa Billabong Rio Pro e ASP - João Carvalho - jcarvalho@aspworldtour.com

Miguel Pupo e Filipe Toledo avançam em dia de chuva e ondas mexidas no Billabong Rio Pro

17 de maio de 2013 1

Kerr usou o aéreo para despachar Messias Felix. Foto ASP/Kirstin

O Billabong Rio Pro recomeçou nesta sexta-feira com vento sul forte, chuva, frio e ondas mexidas de três a quatro pés no Postinho da Barra da Tijuca.  Diante destas condições e com mais dois dias de prazo, a organização resolveu colocar na água as baterias da repescagem, a primeira fase eliminatória da da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro.

Dos seis brasileiros que disputaram a repescagem, apenas os paulistas Miguel Pupo e Filipe Toledo avançaram para a terceira fase nas últimas baterias do dia. No sábado, os que estrearam com vitórias na quinta-feira da semana passada voltam a competir, a partir das 7h na Barra da Tijuca. Na sexta-feira, os aéreos arrancaram as maiores notas dos juízes, com o australiano Josh Kerr igualando a nota 9,77 do recorde de Gabriel Medina nos tubos do primeiro dia do Billabong Rio Pro 2013 no Postinho.

Josh Kerr atingiu 17,94 pontos, segundo maior placar do campeonato, na vitória sobre o bicampeão brasileiro Messias Felix no segundo duelo da repescagem.

— Foi muito louca essa onda — conta Josh Kerr, sobre o aéreo da maior nota do dia.
— Eu vi aquela sessão crescendo na minha frente e com esse vento todo achei que poderia tentar o aéreo. Felizmente deu certo, mas normalmente eu não costumo fazer esse tipo de manobra arriscada de manhã logo cedo, já que realmente não acordo totalmente antes do meio-dia. Mas é isso aí, nessa condição de mar o negócio é não desperdiçar nenhuma chance lá fora e pegar muitas ondas, além de ter um pouco de sorte também, porque estava muito difícil.

Taj Burrow bateu Guga Fernandes. Foto ASP/Kirstin

Josh Kerr conquistou a segunda vitória australiana sobre os convidados da etapa brasileira do WCT debaixo da chuva intensa da manhã da sexta-feira no Postinho. A primeira foi a do vice-líder do ranking, Taj Burrow, sobre o campeão carioca Gustavo Fernandes, que ainda tentou uma reação no final da bateria, mas foi batido por 11,34 a 10,70 pontos. Burrow também vai abrir o sábado, enfrentando o norte-americano Kolohe Andino no primeiro duelo da terceira fase.

É muito bom estar de volta na competição, mesmo surfando nessas condições difíceis —disse Taj Burrow.

Está ventando bastante, o mar bem mexido, irregular, então a estratégia era pegar o máximo de ondas e dar sorte de encontrar uma sessão boa abrindo. Eu não conseguia ouvir quase nada das notas lá dentro por causa do vento e comecei a ficar nervoso porque não sabia da minha situação, mas no final deu tudo certo e bom que avancei pra terceira fase.

As derrotas brasileiras continuaram com o catarinense Ricardo dos Santos para o francês Jeremy Flores e do carioca Raoni Monteiro, por muito pouco, para o australiano Adrian Buchan, dono de uma nota 9. Raoni quase conseguiu virar o resultado no final da bateria, mas acabou eliminado por uma pequena diferença no placar encerrado em 14,93 a 14,33 pontos.

Miguel Pupo superou Alejo Muniz. Foto ASP/Smorigo

As vitórias verde-amarelas só aconteceram nos últimos confrontos do dia. A primeira no duelo brasileiro entre o catarinense Alejo Muniz e o paulista Miguel Pupo, que conseguiu a classificação para a terceira fase em sua última onda surfada no minuto final da bateria. Pupo começou a temporada contundido e não participou das duas primeiras etapas do ASP Tour 2013 na Austrália. Ele está estreando agora no Billabong Rio Pro do Rio de Janeiro.

Foi uma bateria muito difícil e tive sorte de ter conseguido virar ali no final — conta Miguel Pupo.

Estou muito feliz, mas foi uma pena ter caído logo com o Alejo (Muniz). Ele é um grande amigo, a gente está hospedado junto, andamos juntos a semana toda e realmente foi uma semana tensa, sete dias seguidos pensando nessa bateria e sabíamos que alguém teria que ganhar.

Pupo terá um novo duelo verde-amarelo na terceira fase, desta vez contra Adriano de Souza na terceira bateria do sábado. Mineirinho vem de vitória na etapa passada em Bells Beach, Austrália, e está na briga direta pela liderança do ranking mundial no Billabong Rio Pro. Na disputa seguinte, Gabriel Medina enfrenta o sul-africano Travis Logie e Filipe Toledo será o último a disputar classificação para a quarta fase, na décima bateria contra o australiano Josh Kerr.

Nestas condições, Filipinho vira favorito ao título da etapa. Foto ASP/Smorigo

Filipinho acertou os aéreos para ganhar o último confronto da sexta-feira do australiano Matt Wilkinson.

Eu entrei na água pensando em dar aéreos — afirmou Filipe Toledo.

O mar está bem difícil e a galera não está arriscando muito as manobras, então eu sabia que qualquer aéreo ali os juízes iam soltar a nota e deu certo. Na minha melhor onda, fiz duas manobras no começo e depois um aéreo bom para vencer a bateria. Ainda não consegui mostrar todo o meu surfe, mas vou tentar fazer melhor nas próximas para continuar avançando na competição.

CJ Hobgood venceu o embalado Dusty Payne. Foto ASP/Kirstin

Segunda fase (repescagem) (2º=25º lugar - US$ 8 mil e 500 pontos):

1ª: Taj Burrow (AUS) 11.34 x 10.70 Gustavo Fernandes (BRA)
2ª: Josh Kerr (AUS) 17.94 x 5.07 Messias Felix (BRA)
3ª: Julian Wilson (AUS) 13.56 x 9.60 Jack Freestone (AUS)
4ª: Jeremy Flores (FRA) 11.50 x 7.47 Ricardo dos Santos (BRA)
5ª: Michel Bourez (TAH) 10.16 x 8.67 Yadin Nicol (AUS)
6ª: C. J. Hobgood (EUA) 13.17 x 8.10 Dusty Payne (HAV)
7ª: Adrian Buchan (AUS) 14.93 x 14.33 Raoni Monteiro (BRA)
8ª: Kai Otton (AUS) 12.24 x 12.20 Adam Melling (AUS)
9ª: Brett Simpson (EUA) 15.10 x 15.04 Damien Hobgood (EUA)
10ª: Travis Logie (AFR) 11.40 x 10.76 Kieren Perrow (AUS)
11ª: Miguel Pupo (BRA) 12.23 x 10.50 Alejo Muniz (BRA)
12ª: Filipe Toledo (BRA) 10.70 x 4.93 Matt Wilkinson (AUS)

Assessoria de Imprensa Billabong Rio Pro e ASP - João Carvalho - jcarvalho@aspworldtour.com

Billabong Rio Pro deve começar nesta quarta-feira, dia 8 de maio

06 de maio de 2013 0

Alejo Muniz é o primeiro brasuca a cair na água. Foto ASP/Kirstin

O Billabong Rio Pro deve começar logo no primeiro dia do prazo da etapa brasileira do WCT, nesta quarta-feira, 8 de maio. É o que indicam as previsões das condições do mar. O palco principal do terceiro desafio da corrida pelo título mundial é nas ondas do Postinho, na Barra da Tijuca. A primeira chamada para a abertura do evento está marcada para as 7h. A expectativa é grande para a participação do "Brazilian Storm", como é chamado o grupo de brasileiros no Circuito Mundial. O catarinense Alejo Muniz está escalado para abrir o Billabong Rio Pro 2013, na primeira bateria, contra o australiano Josh Kerr e o norte-americano Patrick Gudauskas.

No ano retrasado também entrei na primeira bateria e não fui bem. No ano passado, mesmo machucado consegui ficar em quinto lugar, só perdi nas quartas de final, então quero tentar fazer melhor ainda — disse Alejo Muniz.

Meu pai (Rubão) está aqui comigo dessa vez, estamos juntos com o Miguel (Pupo) e o pai dele (Wagner Pupo), que está sendo legal pra trocar experiências. Também tem swell (ondulação) vindo, então acho que o campeonato pode ser muito legal para nós brasileiros — completou Alejo.

Miguel Pupo está de volta. Foto ASP/Kirstin

Na segunda, tem Adriano de Souza, que está na briga direta pela ponta do ranking na etapa brasileira do WCT. Na quarta entra Filipe Toledo com o bicampeão mundial Mick Fanning. E na quinta, outro paulista, Miguel Pupo, com o defensor do título, Joel Parkinson, que no ano passado foi vice-campeão na final com o havaiano John John Florence nos tubos do Postinho. Miguel Pupo é a novidade entre os brasileiros. Ele não competiu nas duas etapas da Austrália porque estava contundido no tornozelo.

É sempre bom estar em casa e pra mim começar o ano em casa é melhor ainda. Estou aqui no Rio com meu pai (Wagner Pupo), que é meu treinador, junto também com o Alejo (Muniz) e o pai dele, a gente se dá superbem, então agora é esperar o campeonato começar porque estou totalmente recuperado da contusão já — falou Miguel.

Filipe Toledo tem um arsenal de manobras que pode surpreender os tops. Foto ASP/Robertson

Antes dele, o ubatubense Filipe Toledo, enfrenta outra grande estrela do esporte, Mick Fanning, que já tem dois títulos mundiais no currículo. Filipe é um dos estreantes na elite dos top-34 do ASP Tour, mas já mostrou os seus aéreos e a grande variedade de manobras modernas do seu repertório nas duas primeiras etapas que disputou na Austrália. Em Bells Beach, barrou até o campeão mundial C. J. Hobgood, além do fenômeno Gabriel Medina, outro expoente do "Brazilian Storm" no WCT.

Para mim é tudo novidade. É o meu primeiro ano no ASP Tour, minha primeira vez competindo no WCT aqui no Rio de Janeiro e cada campeonato é uma experiência. Estou bem tranquilo, confiante e acho que aqui é um bom lugar para eu me dar bem. É no Brasil, em uma onda que estou acostumado a surfar, então espero que dê tudo certo, que eu consiga achar boas ondas nas baterias para mostrar o meu surfe — disse Filipe Toledo, que completou 18 anos de idade no mês de abril.

NOVE BRASILEIROS

Além de Mineirinho, Alejo, Miguel e Filipe, mais cinco brasileiros vão participar do Billabong Rio Pro. Gabriel Medina e o carioca Raoni Monteiro são mais integrantes da divisão de elite atual com presença garantida no circuito. O cearense Messias Félix é o convidado da organização da etapa brasileira do WCT, por ter conquistado o circuito nacional do ano passado. O campeão estadual do Rio de Janeiro, Gustavo Fernandes, também ganhou uma vaga dos tops que estão contundidos e tiveram que cancelar suas participações no Rio de Janeiro.

TRIAGEM PELA ÚLTIMA VAGA

E o último nome para completar o grupo dos 36 participantes sairá de uma bateria especial a ser disputada antes do início da rodada inicial do Billabong Rio Pro. O catarinense Willian Cardoso, que substituiu muito bem o contundido Miguel Pupo nas etapas da Austrália, inclusive derrotando Kelly Slater em Bells Beach, é a novidade desta triagem. Ele vai disputar a última vaga com um surfista a ser indicado pela Billabong e dois cariocas, Jerônimo Vargas representando a Associação de Surf da Barra da Tijuca e Simão Romão pelo Arpoador Surf Club.

Com informações de João Carvalho - Assessoria de Imprensa do Billabong Rio Pro

Alejo Muniz e Filipe Toledo em perfeita sintonia

01 de maio de 2013 0

Como chegam os brasucas para o Billabong Rio Pro 2013

11 de abril de 2013 0

Adriano de Souza chega ao Rio como top 5. Foto ASP/Robertson

Faltam menos de 30 dias para o início do prazo de realização do Billabong Rio Pro (8 a 19 de maio), e os surfistas da elite enfrentam um hiato nas competições como há muito tempo não acontecia (é a crise não é só aqui, em termos de calendário). Diante desse período sabático, vale a pena fazer uma análise da participação dos brasileiros nas duas primeiras etapas do ASP World Championship Tour e "dar uma de mãe Dinah" ao analisar as chances deles na etapa brasileira, diante das condições de um beach break como a Barra de Tijuca, palco principal do Billabong Rio Pro. Confira:

Adriano de Souza - Após ser surpreendido pelo interminável sul-africano Travis Logie logo na segunda fase do Quiksilver Pro Gold Coast e amargar um 25º lugar, Mineirinho mostrou no Rip Curl Bells Beach que não ficou abalado. Na segunda etapa, Adriano de Souza galvanizou o seu caminho para o título com uma vitórias sobre aquele que melhor vinha "lendo" as direitas geladas do pico do Sul da Austrália, o sul-africano Jordy Smith, e sobre Mick Fanning, ex-campeão em Bells, que tentou de tudo, até trocar de prancha, para tentar superar sem sucesso a competitividade extrema do paulista. Confiança não faltará para Mineirinho tentar repetir a vitória conquistada no Rio em 2011.

Filipinho é o segundo melhor brasuca no ranking. Foto ASP/Kirstin

Filipe Toledo - O surfista de Ubatuba tem se adaptado bem ao ASP World Tour e já aparece como candidato a Rookie of the Year, ao lado do americano Nat Young, vice-campeão em Bells. Nas ondas da Barra de Tijuca uo no Arpoador, pico alternativo, Filipinho terá todas as condições de exibir o seu surf inovador, com as manobras aéreas que podem definir uma bateria a qualquer momento. Com apoio da torcida, deve crescer ainda mais, e o pai dele, Ricardinho Toledo, talvez dispense seus tradicionais assovios e não ficará tão agoniado na beira da praia.

Alejo Muniz - Com duas eliminações na terceira fase, o catarinense está em 23º lugar e vem para o Billabong Rio Pro precisando de um bom resultado e uma boa dose de sorte. Pois o surfista de Bombinhas teve boas participações nos dois eventos da elite e foi eliminado em baterias de alto nível, com seus adversários somando dois highscores. As ondas da Barra de Tijuca podem ajudar o catarinense que sempre é elogiado pelos gringos pelo estilo de surfe e a agressividade das manobras. O catarinense está aproveitando o intervalo das competições para fazer uma trip na Indonésia.

Gabriel Medina na etapa da Gold Coast. Foto ASP/Kirstin

Gabriel Medina - O fenômeno ainda está devendo uma grande atuação este ano. Após a eliminação no Quiksilver Gold Coast, Medina sofreu uma lesão na primeira fase do Rip Curl Pro Bells Beach e, descontado, não foi páreo para Filipe Toledo no confronto verde-amarelo na terceira fase. No início do ano, muito assediado pela mídia, o paulista cumpriu uma série de compromissos profissionais e talvez não tenha focado o suficiente para ter um bom começo de ano. Agora, já em casa, em Maresias, Medina se recupera de uma gripe passageira.

Raoni Monteiro - O guerreiro da Brazilian Storm deverá chegar ao Rio de Janeiro com muita confiança, apesar do 18º lugar no ranking mundial. Eliminado na segunda fase (repescagem) do Quiksilver Pro Gold Coast, Raoni se recuperou em Bells Beach no chamado Brazilian Day, quando superou Joel Parkinson e sua nota 10, com duas ondas na casa dos 9,50. O surfista radicado em Saquarema foi barrado por Mick Fanning, mas somou um importante 9º lugar. Na Barra da Tijuca, com seu surfe explosivo e o apoio da torcida, Raoni deverá crescer diante dos favoritos.

Miguel Pupo está de volta em mais um beach break. Foto ASP/Kirstin

Willian Cardoso - O power surfe do catarinense de Balneário Camboriú finalmente apareceu nas direitas de Bells Beach. Conhecido por suas patadas de backside, Willian nem teve como usar o expediente nas direitas de Bells (pois seu posicionamento é regular) e mesmo assim venceu Kelly Slater naquela que é sua maior vitória na carreira. Segundo alternate do tour, Willian fica na expectativa para participar da etapa brasileira. Ele depende das recuperações do top John John Florence e do primeiro alternate, Fred Pattachia, que fica com a vaga caso o campeão do Billabong Pro rio 2012 não possa defender o título devido a lesão sofrida na Gold Coast.

Miguel Pupo - Recuperado de uma contusão no tornozelo sofrida durante uma session em Paúba, no litoral paulista, no início do ano, o paulista de São Sebastião deverá voltar com todo o gás. Já pude testemunhar uma vitória de Miguel Pupo em minúsculas ondas na Barra de Tijuca durante um Quiksilver Pro Júnior, em 2010 e sei do que ele é capaz, com seus aéreos reverses. É uma boa aposta para a etapa brasileira.

Peterson eliminou Gabriel Medina na repescagem em 2012. Foto ASP/Dunbar

Wildcard - A expectativa fica por conta de quem a Billabong irá chamar para entrar direto na chave principal. O paranaense Peterson Crisanto tem sido convidado nos últimos anos, mas não conseguiu soltar seu surfe inovador diante dos gringos, apesar de ter provocado a eliminação precoce de Gabriel Medina no ano passado. Outro atleta da marca, o catarinense Ricardo dos Santos, que está na Indonésia, também pode ser convidado, embora tenha predileção por etapas que têm o tubo como referência (Teahupoo e Pipeline, duas ondas com eventos chancelados pela marca). O atual campeão brasileiro Messias Felix, atleta de Pena, também pode ganhar um convite e fazer parte de uma bateria de triagem, como já aconteceu com outros campeões brasileiros em anos anteriores.

Galeria de Imagens - Rip Curl Pro Bells Beach

02 de abril de 2013 0

Foto ASP/Kirstin

Foto ASP/Kirstin

Foto ASP/Kirstin

Foto ASP/Kirstin

Taj Burrow chutando a rabeta. Foto ASP/Kirstin

Kai Otton parou nas quartas diante de Taj. Foto ASP/Kirstin

Willian Cardoso conquistou o melhor resultado na elite. Foto ASP/Kirstin

Filipe Toledo foi barrado por Jordy Smith nas quartas. Foto ASP/Kirstin

Nat Young foi o vice-campeão. Foto ASP/Kirstin

Jordy Smith em ação. Foto ASP/Kirstin

Depois de quebrar o sino, Mineiro badalou. Foto ASP/Kirstin

Brasileiros vencem melhores do mundo e trio segue na briga por título em Bells Beach

01 de abril de 2013 0

Willian em ação no round 4. Foto ASP/Kirstin

Três brasileiros garantiram a classificação para o dia decisivo do Rip Curl Pro Bells Beach, segunda etapa do circuito mundial da ASP, nestra segunda, em Bells Beach, na Austrália. Destaque para o catarinense Willian Cardoso, que eliminou o 11 vezes campeão do mundo Kelly Slater no round 3 e depois venceu a bateria do round 4 para se classificar direto para as quartas de final.

Adriano de Souza e Filipe Toledo são os outros dois brasucas que garantiram vaga nas quartas de final, com vitórias nas baterias do round 5, a segunda repescagem do evento.

- Este é um grande dia para mim. Eu nem estava pensando em disputar este evento. Depois da Gold Coast e Margaret River, eu voei para casa para o Brasil. Quando cheguei em casa, recebi o aviso de que eu estaria em Bells, e voltei. Kelly (Slater) é um herói para mim e vencê-lo é inacreditável. Obter mais uma vitória esta tarde é ainda melhor. Espero tocar o sino para o Brasil - disse Willian, atleta da Rusty.

Feliz da vida após bater Slater no templo de Bells. Foto ASP/Kirstin

Após a bateria, Slater chegou a dizer que estava com um problema nas costas e que não estava 100%. Já Joel Parkinson levou mais na esportiva a derrota prematura para Raoni Monteiro, ainda pelo round 3.

- Ninguém quer perder com um 10 e um 9, mas Raoni (Monteiro) está surfando muito bem e se ele me bateu com esse tipo de pontuação, então ele merece crédito. Perder em Bells tão cedo é uma oportunidade perdida, mas temos uma longa temporada pela frente. Vou focar no Brasil - disse.

Adriano de Souza apresentou um surfe sólido diante de Kolohe Andino. Foto ASP/Kirstin

Ainda no Round 3, o Brasil sofreu as baixas do catarinense Alejo Muniz e do paulista Gabriel Medina. Alejo Muniz só somou uma onda boa e Jordy Smith foi preciso nas duas únicas que surfou para vencer por 18,27 a 10,60 pontos. O catarinense ficou em 13º lugar no Rip Curl Pro, assim como Gabriel Medina, que na bateria contra Filipe Toledo quase conseguiu a virada no final com nota 7,43, porém precisava de 7,97 pontos e o placar foi encerrado em 15,10 a 14,56.

O australiano Mick Fanning fechou a terceira fase com vitória sobre o português Tiago Pires e tirou a vice-liderança do ranking de Joel Parkinson. Depois de barrar Kelly Slater, Willian Cardoso se tornou o primeiro brasileiro nas quartas de final do Rip Curl Pro, ao superar na sua última onda os australianos Josh Kerr e Adrian Buchan.

Filipinho vai fazendo estragos no ano de estreia. Foto ASP/Kirstin

O segundo foi Adriano de Souza, que venceu CJ Hobgood e Raoni Monteiro na terceira bateria do round 4. O novato Filipe Toledo surfou bem de novo, mas Jordy Smith atingiu 19,10 pontos para vencer a bateria, com o brasileiro ficando em segundo com 17,67, contra 17,03 do defensor do título do Rip Curl Pro, Mick Fanning.

Já no Round 5, Raoni Monteiro surfou a melhor onda da bateria - nota 9,0 - mas faltou outra boa pra somar no mar que deu uma piorada com a maré cheia em Bells Beach. O carioca acabou derrotado por Mick Fanning ganhou por 16,37 a 14,63. Já Filipe Toledo usou os aéreos para atropelar C. J. Hobgood na última bateria da segunda-feira inesquecível para o surf brasileiro no campeonato mais tradicional do Circuito Mundial.

RIP CURL PRO BELLS BEACH

ROUND 3:

H4: Josh Kerr (AUS) 16.50 a 14.17 Sebastian Zietz (HAV)

H5: Adrian Buchan (AUS) 17.47 a 17.16 Bede Durbidge (AUS)

H6: Willian Cardoso (BRA) 16.66 a 14.96 Kelly Slater (EUA)

H7: Raoni Monteiro (BRA) 19.17 a 19.10 Joel Parkinson (AUS)

H8: C.J. Hobgood (USA) 18.06 a 17.74 Damien Hobgood (EUA)

H9: Adriano de Souza (BRA) 18.67 a 16.00 Kolohe Andino (EUA)

H10: Filipe Toledo (BRA) 15.10 a 14.56 Gabriel Medina (BRA)

H11: Jordy Smith (AFS) 18.27 a 10.60 Alejo Muniz (BRA)

H12: Mick Fanning (AUS) 18.50 a 14.73 Tiago Pires (POR)

ROUND 4:

H1: Kai Otton (AUS) 15.87, Taj Burrow (AUS) 11.03, Nat Young (EUA) 10.36

H2: Willian Cardoso (BRA) 16.50, Josh Kerr (AUS) 16.40, Adrian Buchan (AUS) 16.00

H3: Raoni Monteiro (BRA), C.J. Hobgood (EUA), Adriano de Souza (BRA)

H4: Jordy Smith (AFS) 19.10, Filipe Toledo (BRA) 17.67, Mick Fanning (AUS) 17.03

ROUND 5:

H1: Taj Burrow (AUS) 16.23 a 15.33 Adriano Buchan (AUS)

H2: Nat Young (USA) 15.50 a 15.13 Josh Kerr (AUS)

H3: Mick Fanning (AUS) 16.37 a 14.63 Raoni Monteiro (BRA)

H4: Filipe Toledo (BRA) 18.34 a 12.94 C.J. Hobgood (EUA)

Quartas de final - baterias formadas:

QF1: Kai Otton (AUS) vs. Taj Burrow (AUS)

QF2: Willian Cardoso (BRA) vs. Nat Young (AUS)

QF3: Adriano de Souza (BRA) vs. Mick Fanning (AUS)

QF4: Jordy Smith (AFS) vs. Filipe Toledo (BRA)

Raoni Monteiro e Willian Cardoso avançam direto para a terceira fase em Bells Beach

28 de março de 2013 0

Willian Cardoso feliz da vida após vencer a bateria com Taj e Kieren Perrow. Foto ASP/Kirstin

Apesar do mar pequeno e das séries demoradas em Bells Beach, no Sul da Austrália, a direção de prova do Rip Curl Pro colocou na água a competição masculina na manhã desta sexta-feira (fim de tarde de quinta no Brasil) e os brasileiros garantiram duas classificações diretas para a terceira fase. Raoni Monteiro venceu logo a primeira bateria que também tinha o paulista Gabriel Medina.

Raoni Monteiro venceu sua bateria com autoridade. Foto ASP/Robertson

O carioca assumiu a liderança com 10 minutos de bateria e não deu chances para Medina e para o australiano Matt Wilkinson, que terão de encarar a repescagem. A segunda classificação brasuca veio com o primeiro alternate Willian Cardoso, que substitui a Miguel Pupo, lesionado. Willian conquistou sua primeira vitória na elite e mandou Taj Burrow e o veterano Kieren Perrow para a repescagem.

Após a quarta bateria, a direção de prova decidiu paralisar a competição a espera das melhores condições com previsão de nova chamada a partir das 22h30min, horário de Brasília. A competição retornou às 11h30min, quando as ondas ficaram mais constantes em Bells Beach. Joel Parkinson e Kelly Slater também confirmaram o favoritismo sobre seus adversários. Slater fez os recordes do dia, atingindo 18,03 pontos com a nota 9,70 da onda finalizada com um aéreo 360. Em seguida, começou a segunda bateria com dois brasileiros disputando uma única vaga para a terceira fase.

Alejo mandou muito bem na estreia. Foto ASP/Kirstin

O português Tiago Pires não conseguiu acompanhar o ritmo de Alejo Muniz e Adriano de Souza, que trocaram a liderança onda a onda na primeira metade da bateria. Mineirinho largou na frente com nota 7 e Alejo deu o troco com 7,83. Adriano reassumiu a ponta com 6,60, mas o catarinense respondeu com 6,67 e ficou na frente até o fim. Alejo ainda selou a vitória na onda que surfou no último minuto e foi a melhor de toda a bateria, nota 8,5.

Com as direitinhas perfeitas parecendo as da Praia de Itamambuca, Filipe Toledo se sentiu em casa e apresentou o seu arsenal de manobras modernas, incluindo o aéreo rodando de frontside que valeu a liderança para o ubatubense na bateria. Logo o taitiano Michel Bourez destruiu uma onda para assumir a ponta com nota 8. Mas, faltando 5 minutos, Filipinho acertou dois aéreos incríveis na mesma onda, um sem as mãos na borda, para tentar tirar os 7,18 pontos que precisava para vencer. Ganhou nota 8,97, a segunda maior do campeonato.

Filipinho também venceu sua bateria. Foto ASP/Robertson

Isso até o norte-americano Kolohe Andino mandar os seus aéreos na última bateria do dia. Um foi muito alto, com aterrisagem perfeita, para arrancar nota 9,57 dos juízes. Ele foi o terceiro surfista a superar a casa dos 17 pontos de 20 possíveis. Na disputa anterior, o australiano Adrian Buchan conseguiu virar o resultado contra o irlandês Glenn Hall nos segundos finais, com nota 8,83 para totalizar 17,26 pontos, marca que só ficou abaixo dos 18,03 do maior fenômeno da história do esporte, Kelly Slater.

Medina vai ter nova chance na repescagem. Foto ASP/Robertson

Resultados - Rip Curl Pro Bells Beach
Round 1
1ª- 1º 13.60 Raoni Monteiro BRA 2º 13.33 Matt Wilkinson AUS 3º 11.17 Gabriel Medina BRA
2ª - 1º 14.64 Julian Wilson AUS 2º 14.43 Kai Otton AUS 3º 12.83 Patrick Gudauskas EUA
3ª - 1º 15.06 Willian Cardoso BRA 2º 11.33 Taj Burrow AUS 3º 8.16 Kieren Perrow AUS
4ª - 1º 14.83 Mick Fanning AUS 2º 12.34 Sebastian Zietz HAV 3º 7.60 Oney Anwar IND
5ª - 1º 16.20 Joel Parkinson (AUS) 2º 10.20 Brett Simpson (EUA), 3º 8.87 Jack Perry (AUS)
6ª - 1º 18.03 Kelly Slater (EUA) 2º 15.50 Adam Melling (AUS) 3º 10.17 Jacob Willcox (AUS)
7ª - 1º 16.33 Alejo Muniz (BRA) 2º 13.60 Adriano de Souza (BRA) 3º 11.10 Tiago Pires (POR)
8ª - 1º 15.06 Josh Kerr (AUS) 2º 14.20 Dusty Payne (HAV) 3º 13.87 Damien Hobgood (EUA)
9ª - 1º 16.43 Nat Young (EUA)2º 15.90 Jeremy Flores (FRA) 3º 12.20 Travis Logie (AFR)
10ª -1º 15.47 Filipe Toledo (BRA) 2º 13.67 Michel Bourez (TAI) 3º 12.23 Bede Durbidge (AUS)
11ª -1º 17.26 Adrian Buchan (AUS) 2º 13.77 Glenn Hall (IRL) 3º 13.73 Owen Wright (AUS)
12ª -1º 17.14 Kolohe Andino (EUA) 2º 13.90 C.J. Hobgood (EUA) 3º 12.76 Jordy Smith (AFR)

REPESCAGEM - Vitória=Terceira Fase / Derrota=13º lugar - US$ 8.000 e 1.750 pontos:
1ª: Taj Burrow (AUS) x Jacob Willcox (AUS)
2ª: Gabriel Medina (BRA) x Jack Perry (AUS)
3ª: Adriano de Souza (BRA) x Oney Anwar (IDN)
4ª: Jeremy Flores (FRA) x Patrick Gudauskas (EUA)
5ª: Michel Bourez (TAI) x Tiago Pires (POR)
6ª: Owen Wright (AUS) x Dusty Payne (HAV)
7ª: Jordy Smith (AFR) x Glenn Hall (IRL)
8ª: C. J. Hobgood (EUA) x Adam Melling (AUS)
9ª: Bede Durbidge (AUS) x Brett Simpson (EUA)
10ª: Travis Logie (AFR) x Sebastian Zietz (HAV)
11ª: Damien Hobgood (EUA) x Kieren Perrow (AUS)
12ª: Matt Wilkinson (AUS) x Kai Otton (AUS)

Alejo Muniz e Jean da Silva avançam em Margaret River

22 de março de 2013 0

Jean da Silva tem uma das linhas mais bonitas do circuito. Foto ASP/Robertson

O swell deu uma baixada em Surfer's Point nesta sexta-feira, mas mesmo assim os melhores surfistas do mundo deram um show de surfe em ondas de 1,5 metro, abrindo para os dois lados durante o Drug Aware Margaret Pro, em Margaret River. Destaque para a dobradinha de Alejo Muniz e Jadson André na sétima bateria do Round dos 48 e a definição das semifinalistas do evento feminino, válido como segunda etapa do circuito mundial.

O evento recomeçou com a disputa entre as meninas e Stephanie Gilmore, Sally Fitzgibbons, Tyler Wright e Carissa Moore provaram que são, no momento, as quatro melhores surfistas do mundo. Elas venceram suas baterias com autoridade e garantiram lugar no dia decisivo do evento.

Em seguida vieram as baterias do ASP Prime. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi o primeiro a garantir vaga no Round dos 24 (sem perdedores) ao vencer a bateria com Adam Melling em segundo, eliminando Jordy Smith e Nate Yeomans. Depois foi a vez de Alejo Muniz e Jadson André encararem o americano Luke Davis e o português Tiago Pires.

Com duas direitas bem trabalhadas que lhe valeram notas acima dos 8 pontos, Alejo venceu a bateria e teve a companhia de Jadson, que mostrou que seu backside está funcionando como nunca. Após a bateria, Alejo foi elogiado pela lenda Martin Potter, comentarista do webcasting, e falou sobre a vitória com o maior placar até então:

- O Tiago está na mesma casa, o Jadson é um dos meus melhores amigos no surfe e é sempre difícil surfar contra eles. Mas eu tentei fazer o meu melhor na bateria e deu tudo certo. Estou amarradão - disse.

Filipinho voltando no canal após ser eliminado. Foto ASP/Robertson

Na oitava bateria, Filipe Toledo e Caio Ibelli encararam Bede Durbidge e o francês Marc Lacomare. Usando o seu backside, Caio explorou as esquerdas mais cheias e começou com um high score (8.23), enquanto Filipe adotou a tática de pegar o maior número de ondas e partir para o áereo.

A estratégia deu certo a partir do meio da bateria, quando Filipe passou para a liderança e deixou Ibelli brigando com Bede Durbidge pela segunda posição. Então o francês Marc Lacomare pegou a melhor onda do dia e saiu da combinação com uma nota 9.20. E faltando três minutos para o fim da bateria, faltou experiência e sobrou disposição para Filipinho, que já havia surfado nove ondas.

Ele remou junto com Lacomare, que caiu na onda, e os juízes marcaram uma intereferência do brasileiro, que lhe custou a classificação. Lacomare avançou em primeiro, seguido de Ibelli. Depois foi a vez do catarinense Jean da Silva e do paranaense Peterson Crisanto formarem dupla em outro bateria. E Jean levou a melhor conseguindo a classificação em segundo lugar, enquanto Peterson foi eliminado.

Mineiro tem nova chance na quarta fase. Foto ASP/Robertson

Após o complemento do Round dos 48, a direção colocou na água as primeiras quatro baterias do Round dos 24, sem perdedores. O único brasileiro a entrar na água foi Adriano de Souza, que perdeu a chance de avançar direto para a quinta fase e ainda terá uma segunda chance na quarta fase do evento. Alejo Muniz, Caio IBelli, Jadson André e Jean da Silva ainda terão que disputar as baterias do Round dos 24. Para mais informações acesse www.margaretriverpro.com .

FEMININO - QUARTAS DE FINAL:
QF 1: Stephanie Gilmore (AUS) 10.93 a 8.34 Courtney Conlogue (EUA)
QF 2: Carissa Moore (HAV) 15.17 a 1.86 Coco Ho (HAV)
QF 3: Sally Fitzgibbons (AUS) 15.40 a 4.77 Alana Blanchard (HAV)
QF 4: Tyler Wright (AUS) 13.17 a 8.74 Paige Hareb (NZL)

SEMIFINAIS FORMADAS:
SF1: Stephanie Gilmore (AUS) vs. Carissa Moore (HAV)
SF2: Sally Fitzgibbons (AUS) vs. Tyler Wright (AUS)

MASCULINO - ROUND DOS 48
H1: Kolohe Andino (EUA) 16.27, Julian Wilson (AUS) 13.57, Chris Friend (AUS) 11.40, Gabe Kling (EUA) 7.67
H2: Granger Larsen(HAV)14.83,Jonathan Gonzalez(CNY)10.66,Kiron Jabour(HAV)10.57, Pat Gudauskas (EUA) 5.07
H3: Adriano de Souza(BRA)12.97, Adam Melling(AUS)11.27, Jordy Smith(AFS)10.93, Nathan Yeomans(EUA)10.60
H4: Nathan Hedge (AUS)13.93, Andrew Doheny (EUA)13.44, Jacob Willcox (AUS)11.00, Billy Stairmand(NZL)9.46
H5: Dion Atkinson (AUS)15.27, Brian Toth (PRI) 14.43, Nat Young (EUA) 12.93, Evan Geiselman (EUA) 9.20
H6: Dusty Payne (HAV)15.24, Jay Thompson (AUS) 13.00, Travis Logie (AFS) 11.63, Keanu Asing (HAV) 10.17
H7: Alejo Muniz (BRA)17.04, Jadson Andre (BRA) 12.83, Tiago Pires (PRT) 12.47, Luke Davis (EUA) 11.83
H8: Marc Lacomare(FRA) 17.63, Caio Ibelli (BRA) 14.83, Filipe Toledo (BRA) 12.42, Bede Durbidge (AUS) 11.50
H9: Josh Kerr (AUS)13.94, Jay Quinn (NZL) 12.30, Owen Wright (AUS) 8.84, Nic Von Rupp (ALE) 8.00
H10: Mitchel Coleborn(AUS)12.80, Jean da Silva(BRA)11.90, Peterson Crisanto(BRA)11.00, Ola Eleogram (HAV)10.44
H11: Tom Whitaker(AUS) 15.50, Aritz Aranburu (EUK) 15.07, G. Zubizarreta (ESP) 14.60, Raoni Monteiro (BRA)14.27
H12: Adrian Buchan(AUS) 14.37, Glenn Hall (IRL) 12.10, Jack Freestone (AUS) 10.66, Ramzi Boukhiam (MAR) 8.60

ROUND DOS 24 - SEM PERDEDORES:
H1: Kolohe Andino (EUA) 12.00, Adam Melling (AUS) 11.87, Jonathan Gonzalez (CNY) 11.70
H2: Granger Larsen (HAV) 15.56, Adriano De Souza (BRA) 11.15, Julian Wilson (AUS) 9.57
H3: Jay Thompson (AUS) 15.76, Dion Atkinson (AUS) 15.06, Nathan Hedge (AUS) 8.23
H4: Dusty Payne (HAV) 11.77, Brian Toth (PRI) 11.20, Andrew Doheny (EUA) 6.00

ROUND DOS 24 - BATERIAS DE COMPLEMENTO:
H5: Alejo Muniz (BRA) vs. Caio Ibelli (BRA) vs. Jay Quinn (NZL)
H6: Marc Lacomare (FRA) vs. Jadson Andre (BRA) vs. Josh Kerr (AUS)
H7: Mitchel Coleborn (AUS) vs. Glenn Hall (IRL) vs. Tom Whitaker (AUS)
H8: Adrian Buchan (AUS) vs. Jean Da Silva (BRA) vs. Aritz Aranburu (EUK)

Galeria de Imagens do Quiksilver Pro Gold Coast

13 de março de 2013 0

Kirra voltou a funcionar para o dia decisivo. Foto ASP/Will H-S

Slater. Foto ASP/Kirstin

Slater na sequência. Foto ASP/Kirstin

Joel Parkinson rasgando forte na semifinal. Foto ASP/Will H-S

Parko desapontado com a derrota na final em casa. Foto ASP/Will H-S

Mas depois relaxou no pódio. Foto ASP/Kirstin

Simpatia de Slater com fã japonesa. Foto ASP/Kirstin

Fanning e Slater falando sobre os tubos de Kirra. Foto ASP/Kirstin

Michel Bourez conquistou seu melhor resultado na etapa de abertura. Foto ASP/Kirstin

Bede Durbidge voando em Rainbow Bay. Foto ASP/Kirstin

Dusty Payne jogando água em Snapper. Foto ASP/Will-HS

Kelly relaxado nos bastidores no penúltimo dia. Foto ASP/Will-HS

Travis Logie foi uma das surpresas no evento. Foto ASP/Kirstin

Mick Fanning e Julian Wilson na descontração. Foto Will H-S

Dane Reynolds também fez estrago no evento. Foto ASP/Kirstin

A esquerda de Snapper aparecendo. Foto ASP/Kirstin

O lifestyler (estileira!) Matt Wilkinson ficou em quinto lugar no evento. Foto ASP/Kirstin

Filipe Toledo chamou atenção fora da água. Foto ASP/Kirstin

E dentro da água também. Foto ASP/Will H-S

O público lotou a praia para ver o show de Slater e Parko. Foto ASP/Kirstin

Slater recebe os parabéns do bicampeão mundial Tom Carrol. Foto ASP/Kirstin