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Tim Reyes conquista título do Mr Price Pro Ballito, na África do Sul

06 de julho de 2014 0
Tim Reyes. Foto ASP/Cestari

Tim Reyes. Foto Mr Price/Cestari

As ondas subiram para 6-8 pés neste domingo para fechar o Mr. Price Pro Ballito em condições desafiadoras em Willard´s Beach. Os brasileiros Filipe Toledo, 19 anos, e Jadson André, 24, ficaram nas quartas de final que abriram o último dia e o norte-americano Tim Reyes, 31, faturou os 40 mil dólares da vitória no ASP Prime da África do Sul.

Na final, Reyes derrotou o australiano Matt Wilkinson, 25, por 15,44 a 14,70 pontos. Com o título na segunda etapa de 6.500 pontos do ano, Reyes saltou da 131ª para a quinta posição no ASP Qualifying Series. O vice-campeão também entrou na lista dos 10 surfistas indicados pelo ranking de acesso para a elite dos top-34 do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour com os 5.200 pontos, subindo do 108º para o 11º lugar na classificação geral das 11 etapas completadas em KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Depois do day-off no sábado de ondas pequenas, o mar mudou bastante no último dia e Filipe Toledo não conseguiu repetir os aéreos que lhe renderam as duas únicas notas 10 do Mr. Price Pro Ballito esse ano. No domingo, os tubos arrancaram as maiores notas dos juízes e as condições estavam difíceis para os dois competidores do primeiro duelo do dia.

Matt Wilkinson. Foto ASP/Cestari

Matt Wilkinson. Foto Mr Price/Cestari

O português Tiago Pires teve mais sorte na escolha das ondas para derrotar por 13,00 a 11,60 pontos o recordista absoluto do campeonato, Filipe Toledo. Tiago depois perdeu para o campeão Tim Reyes na semifinal, mas também deu um grande salto no ranking com os 4.225 pontos computados, saindo da 109ª para a 15ª posição no ranking do ASP QS.

O potiguar Jadson André entrou na terceira bateria do dia e surfou bem contra o australiano Adam Melling. Com 14,74 pontos totalizados, poderia ter vencido todas as outras três baterias das quartas de final, menos a dele, pois seu oponente fez maior o placar do dia – 16,17 – para tirar o último brasileiro da disputa do título na África do Sul.

Mesmo assim, Jadson já havia cumprido sua meta, que era entrar no G-10 do ASP Qualifying Series. No momento, ele está fora do grupo dos 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem e agora vai garantindo sua permanência pelo ranking de acesso do ASP World Tour.

Tiago Pires eliminou Filipe Toledo. Foto ASP/Cestari

Tiago Pires eliminou Filipe Toledo. Foto Mr Price/Cestari

É a mesma situação de Matt Wilkinson, que passou por dois australianos no domingo para conquistar o seu melhor resultado na temporada 2014. A primeira vítima foi Jack Freestone, e a segunda, Adam Melling, quando surfou um tubaço nota 9,9.

Na grande final, Wilkinson também fez a melhor onda da bateria, que valeu nota 9,2. No entanto, na soma das duas notas computadas, o veterano Tim Reyes, que já foi top do WCT e depois se tornou um big-rider especialista em ondas grandes, superou o australiano com o 7,17 e 8,27 recebidos em suas duas melhores apresentações.
Esta é definitivamente a maior vitória que já tive na minha vida — vibrou o norte-americano Tim Reyes.

Eu sabia que o Matt (Wilkinson) ia receber uma nota alta naquela onda que ele surfou. Mas, eu tive um sonho a poucos dias que eu estava na final e teria que ter paciência que a onda viria para mim. Foi assim em quase todas as baterias que disputei aqui e aconteceu de novo, quando eu consegui aquela nota 8,25 no final que me garantiu a vitória.

O curioso é que Tim Reyes ficou sem surfar por 10 semanas por causa de uma contusão no ombro e só voltou a pegar ondas duas semanas antes do Mr. Price Pro Ballito. Com o salto que deu do 131º para o quinto lugar no ranking do ASP Qualifying Series, ele agora passa a ter chances reais de se requalificar para o WCT.

É muito cedo ainda e só quero manter a concentração em uma etapa de cada vez, bateria por bateria, para depois ver o que vai acontecer — disse Reyes.

Filipe Toledo foi o destaque brasileiro em Ballito. Foto ASP/Cestari

Filipe Toledo foi o destaque brasileiro em Ballito. Foto ASP/Cestari

O australiano Matt Wilkinson foi o destaque do domingo de grandes ondas em Willard´s Beach e ganhou novo ânimo com o vice-campeonato na África do Sul, pois não vinha conseguindo bons resultados nas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour esse ano. Ele agora passou a ocupar a penúltima posição no G-10 do ASP Qualifying Series, que está indicando até o 12º colocado, Patrick Gudauskas, dos Estados Unidos.

Isto porque o líder Adriano de Souza e o também brasileiro Filipe Toledo, fazem parte dos top-22 que são mantidos no WCT e dispensam a classificação pelo ranking de acesso.

BRASIL NO G-10

Ainda assim, o Brasil é maioria na lista do G-10 atualizada após o resultado do ASP Prime da África do Sul, com três surfistas – o paulista Wiggolly Dantas em terceiro lugar, o catarinense Tomas Hermes em sétimo e o potiguar Jadson André em oitavo. As outras vagas estão sendo ocupadas pelos australianos Matt Banting em segundo no ranking e Matt Wilkinson em 11º, o neozelandês Billy Stairmand em quarto, os norte-americanos Tim Reyes em quinto e Patrick Gudauskas em 12º, o havaiano Keanu Asing em sexto e o único representante da Ilha Guadalupe no Circuito Mundial da ASP, Charles Martin, que ocupa a nona posição.

A próxima etapa importante na batalha pelas vagas no G-10 do ASP Qualifying Series será nos Estados Unidos, que vai promover o terceiro ASP Prime de 6.500 pontos do ano, o tradicional Vans US Open of Surfing em Huntington Beach, na Califórnia, que no ano passado foi vencido pelo catarinense Alejo Muniz. Antes desta prova que começa em 26 de julho e vai até 3 de agosto, tem uma etapa do ASP 4-Star de 1.000 pontos nesta semana no México, de 8 a 12 de julho em Acapulco, além de uma do ASP 3-Star de 750 pontos nos dias 14 a 21 de julho no Japão.

Tomas Hermes manteve o sétimo lugar no ASP Qualifying Series. Foto ASP/Cestari

OUTRAS NOTÍCIAS

Para ver os textos dos outros dias do Mr. Price Pro Ballito iniciado na segunda-feira, destacando a participação dos surfistas sul-americanos na África do Sul, além de todos os resultados das baterias do dia a dia da competição, clique em NOTÍCIAS na barra superior da página da ASP South America - www.aspsouthamerica.com

Resultados finais do Mr.Price Pro Ballito 2014
Final (1º=6.500 pontos,$ 40 mil/2º 5.200 pts/$ 20 mil)
H1- Tim Reyes EUA 15.44 a 14.70 Matt Wilkinson AUS

Semifinais (2º=3º lugar, 4225Pts, $ 11,000)
H1- Tim Reyes EUA 11.50 a 11.26 Tiago Pires POR H2- Matt Wilkinson AUS 15.57 a 10.56 Adam Melling AUS

Quartas de final (2º=5º lugar, 3320Pts, $ 7,000)
H1- Tiago Pires POR 13.00 a 11.60 Filipe Toledo BRA H2- Tim Reys EUA 11.43 a 9.16 Dillon Perillo EUA H3- Adam Melling AUS 16.17 a 14.74 Jadson André BRA
H4- Matt Wilkinson 13.20 a 10.90 Jack Freestone AUS

G-10 DO RANKING DO ASP QUALIFYING SERIES – 11 etapas:
1º: Adriano de Souza (BRA) – 10.789 pontos
2º: Matt Banting (AUS) – 9.760
3º: Wiggolly Dantas (BRA) – 9.705
4º: Billy Stairmand (NZL) – 8.030
5º: Tim Reyes (EUA) – 7.110
6º: Keanu Asing (HAV) – 7.036
7º: Tomas Hermes (BRA) - 6.878
8º: Jadson André (BRA) - 6.640
9º: Charles Martin (GLP) – 6.416
10º: Filipe Toledo (BRA) - 6.380
11º: Matt Wilkinson (AUS) – 6.080
12º: Patrick Gudauskas (EUA) – 5.590
Próximos sul-americanos até 100:
16º: Heitor Alves (BRA) – 4.958 pontos
18º: Alex Ribeiro (BRA) – 4.750
19º: Peterson Crisanto (BRA) – 4.720
26º: Krystian Kymerson (BRA) – 4.075
29º: Caio Ibelli (BRA) – 3.970
32º: Jessé Mendes (BRA) – 3.581
35º: David do Carmo (BRA) – 3.505
48º: Raoni Monteiro (BRA) – 2.400
51º: Marco Fernandez (BRA) – 2.363
52º: Italo Ferreira (BRA) – 2.357
60º: Santiago Muniz (ARG) – 2.145
62º: Hizunomê Bettero (BRA) – 2.102
66º: Willian Cardoso (BRA) – 2.045
71º: Ian Gouveia (BRA) – 1.855
74º: Thiago Camarão (BRA) – 1.780
76º: Messias Felix (BRA) – 1.773
77º: Alejo Muniz (BRA) – 1.760
78º: Michael Rodrigues (BRA) – 1.726
92º: Jean da Silva (BRA) – 1.526
92º: Bino Lopes (BRA) – 1.526
100º: Halley Batista (BRA) – 1.328
101º: Lucas Silveira (BRA) – 1.261
102º: Leandro Usuña (ARG) – 1.238

Texto de João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America

Texto de João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America

Filipe Toledo comanda o airshow no Mr Price Pro Ballito, na África do Sul

04 de julho de 2014 0
Airshow de Filipe Toledo. Foto Mr Price / Cestari

Airshow de Filipe Toledo. Foto Mr Price / Cestari

Se alguém ainda tinha dúvida de quem é o favorito pra vencer a etapa ASP Prime da África do Sul, ela acabou nesta sexta-feira. O paulista Filipe Toledo voltou a dar show e garantiu lugar no dia decisivo do Mr Price Pro Ballito, etapa ASP Prime, realizada na África do Sul. Além dele, o potiguar Jadson André corre por fora na briga pelos 6.500 pontos no ranking qualificatório da ASP para a elite do surfe mundial.

Assista aos melhores momentos do dia 5

Filipinho repetiu a atuação da última quarta-feira e voltou a fazer uma nota 10, desta vez diante do paulista Caio Ibelli. Logo na primeira onda, Filipe quebrou a sua prancha e teve que substituí-la. Apesar do problema, o equilíbrio predominou até Filipe conseguir a nota 10. O paulista voltou para o outside e surfou outra onda de forma excelente (nota 9) para colocar o amigo em combinação e garantir a passagem para as quartas de final.

- Eu não tenho palavras pra descrever o que estou sentindo. Eu quebrei a prancha e depois Deus me ajudou a surfar bem melhor com a prancha reserva. O Caio é um grande competidor, é triste vê-lo fora do evento, mas eu estou confiante e agora é focar no próximo round - disse Toledo, após a bateria.

Já o potiguar Jadson André superou o veterano aussie Tom Whitaker e agora enfrentará outro aussie, Adam Melling. Com o resultado na África do Sul, Jadson passou a fazer parte do G-10 do ranking qualificatório, já que ainda está fora da lista dos 22 do Samsung Galaxi World Championship Tour que se mantêm na elite no ano que vem.

As baixas brasucas do dia foram David do Carmo, que não competiu na sua bateria ainda pelo Round 4. Na véspera, o paulista sofreu um acidente, cortou a boca ao ser atingido pela prancha, e não teve condições de encarar o americano Michael February. Já pelo round 5, além de Caio Ibelli, o capixaba Krystian Kymerson acabou eliminado e finalizou o evento na nona colocação.

Quartas de final (2º=5º lugar, 3320Pts, $ 7,000)
H1- Tiago Pires POR x Filipe Toledo BRA
H2- Dillon Perillo EUA x Tim Reyes EUA
H3- Jadson André BRA x Adam Melling AUS
H4- Matt Wilkinson AUS x Jack Freestone AUS

Resultados da sexta-feira no Mr Price Pro Ballito:
Round 5 (2º=9º lugar, 2400Pts, $ 4,300)
H1- Tiago Pires POR 11.84 a 10.50 Davey Cathels AUS
H2- Filipe Toledo BRA 19.00 a 14.94 Caio Ibelli BRA
H3- Dillon Perillo EUA 14.17 a 12.67 Torrey Meister HAV
H4- Tim Reyes EUA 15.43 a 14.26 Krystian Kymerson BRA
H5- Jadson André BRA 13.17 a 8.17 Tom Whitaker AUS
H6- Adam Melling AUS 15.83 a 15.03 Jeremy Flores FRA
H7- Matt Wilkinson AUS 14.87 a Adrian Buchan AUS 12.17
H8- Jack Freestone AUS 15.60 a 15.10 Michael Dunphy EUA

Round 4 (2º=17º lugar, 1300Pts, $ 2,700)
H5- Tom Whitaker AUS 15.84 a 14.53 Marlon Lipke POR
H6- Adam Melling AUS 13.10 a 10.90 Damien Hobgood EUA
H7- Matt Wilkinson AUS 18.10 a 14.33 Jonathan Gonzalez CNY
H8- Michael Dunphy EUA a David do Carmo BRA *

* O brasileiro sofreu uma lesão na véspera e não teve condições de disputar a bateria.

Jadson André e Caio Ibelli garantem vagas nas oitavas de final do Mr Price Pro Ballito

03 de julho de 2014 0
Jadson conquistou mais uma vaga brasileiro nas oitavas. Foto Mr Price/Cestari

Jadson conquistou mais uma vaga brasileiro nas oitavas. Foto Mr Price/Cestari

O potiguar Jadson André e o paulista Caio Ibelli garantiram vagas nas oitavas de final do Mr Price Pro Ballito, evento ASP Prime realizado na África do Sul. Nesta quinta-feira foi completado o Round 4, onde Jadson André conquistou a vaga ao vencer sua bateria, e aberta o Round 5, quando Caio Ibelli superou o catarinense Tomas Hermes e garantiu a quarta vaga brasileira nas oitavas de final.

Outro brasileiro que deu adeus à competição foi o cearense Heitor Alves, barrado pelo português Tiago Pires na abertura do Round 5. Heitor e Tomas finalizaram o evento em 17º lugar e somaram 1.300 pontos no ranking. Já o paulista David do Carmo ainda tem uma chance para se juntar a Jadson, Caio, Filipinho e Krystian Kymerson nas oitavas quando a competição recomeçar nesta sexta-feira, em Willard Beach.

David sofreu um acidente quando pegava a sua segunda onda na bateria pelo Round 4, acabou atingido pela prancha na boca e teve que sair da água para ser atendido e encaminhado ao hospital, onde levou pontos externos e internos. Mas o surfista já está bem e espera estar em condições para duelar pela vaga nesta sexta-feira com o surfista das Ilhas Canárias Jonathan Gonzalez.

Além dos brasucas, os principais destaques do dia foram o aussie Jack Freestone, autor do maior placar com 16.84, na oitava bateria do Round 4, e a eliminação de outro australiano, Matt Banting, terceiro colocado no ranking do WQS.

Com a passagem para as oitavas de final, Jadson André entrou na lista dos 10 surfistas que o ASP Qualifying Series classifica para o Samsung Galaxy ASP World Championship Tour. Além dele, o francês Jeremy Flores também ingressou no G-10 ao vencer o segundo confronto da quinta-feira na África do Sul.

Ele e Jadson fazem parte da atual elite dos top-34, mas estão fora do grupo dos 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos para o ano que vem, então já buscam garantir suas permanências pelo ranking de acesso do ASP World Tour. Os dois passaram a ocupar as vagas que eram do paulista Alex Ribeiro e do cearense Heitor Alves.

Resultados do dia no Mr Price Pro Ballito:
Round 3 (No Loser):
H5- 1 Jadson Andre BRA 11.26 2 Marlon Lipke POR 10.94 3 Damien Hobgood EUA 9.83
H6- 1 Jeremy Flores FRA 13.07 2 Adam Melling AUS 11,53 3 Tom Whitaker AUS 4.36 13.07
H7- 1 Adrian Buchan AUS 15.50 2 Jonathan Gonzalez CNY 11.83 3 David do Carmo BRA 9.17
H8- 1 Jack Freestone AUS 16.84 2 Michael Dunphy EUA 11.24 3 Matt Wilkinson AUS 10.60

Round 4 (2º=17º lugar, 1300Pts, $ 2,700)
H1- Tiago Pires POR 14.50 a 13.16 Heitor Alves BRA
H2- Caio Ibelli BRA 14.17 a 13.10 Tomas Hermes BRA
H3- Dillon Perillo EUA 16.00 a 15.00 Matt Banting AUS
H4- Tim Reyes EUA 11.43 a 10.56 Frederico Morais POR

Baterias que abrem o próximo dia de competição:
Round 4 (2º=17º lugar, 1300pts, $ 2,700)
H5- Marlon Lipke POR x Damien Hobgood EUA
H6 – Adam Melling AUS x Tom Whitaker AUS
H7 – Jonathan Gonzalez CNY x David do Carmo BRA
H8 – Michael Dunphy EUA x Matt Wilkinson AUS

Baterias já formadas de Round 5 (2º=9º lugar, 2400Pts, $ 4,300)
H1 – Davey Cathels AUS x Tiago Pires POR
H2- Filipe Toledo BRA x Caio Ibelli BRA
H3- Torrey Meister HAV x Dillon Perillo EUA
H4- Krystian Kymerson BRA x Tim Reys EUA

H5- Jadson André BRA x 1ºH5
H6- Jeremy Flores FRA x 1ºH6
H7- Adrian Buchan AUS x 1ºH7
H8- Jack Freestone AUS x 1ºH8

Krystian Kymerson voa alto no Mr Price Pro Ballito, etapa ASP Prime

02 de julho de 2014 0
A quarta-feira foi de Krystian Kymerson em Ballito. Foto Mr Price/Cestari

A quarta-feira foi de Krystian Kymerson em Ballito. Foto Mr Price/Cestari

Pelo terceiro dia consecutivo de competição, os surfistas brasileiros fizeram bonito nas ondas de Willard Beach, palco da etapa ASP Prime, o Mr Price Pro Ballito, na África do Sul. Desta vez o destaque ficou com a atuação do capixaba Krystian Kymerson. Com um surfe agressivo, ele fez o maior placar (17.73) e surfou a melhor onda, que chegou a levar um 10 dos cinco juízes, na última bateria do dia, antes da direção de prova colocar o evento em stand by.

Krystian garantiu a segunda vaga verde amarela direta no Round 5 com a vitória sobre dois americanos, Dillon Perillo e o veterano Tim Reyes. Com um 9,63 e 8.10 nas suas duas melhores ondas, o capixaba ficou à vontade na bateria e se deu ao luxo de descartar duas ondas na casa dos sete pontos.

Antes dele, Filipe Toledo já havia assegurado a vaga ao bater os brasucas Tomas Hermes e Heitor Alves. O catarinense iniciou a bateria colocando pressão com duas ondas na casa dos 6 pontos, mas Filipinho logo descolou suas duas melhores ondas – 8.17 e 7.17, enquanto Heitor só conseguiu entrar na disputa nos minutos finais com uma onda que valeu 6.93.

A competição foi paralisada com a maré cheia e mais dois brasileiros ainda buscam vaga direta para o Round 5: Jadson André e David do Carmo. O paulista, atual campeão brasileiro, entrou na água nesta quarta-feira no complemento das baterias do Round 2 e avançou em segundo lugar, atrás do australiano Jack Freestone.

Quem não teve a mesma sorte foi o baiano Marco Fernandez, que finalizou o evento em 25º lugar. Já Tomas, Heitor e Caio Ibelli, terceiro lugar na bateria de abertura do Round 3, ainda têm uma segunda chance no Round 4. O cearense vai encarar o português Tiago Pires, enquanto Tomas e Caio fazem um duelo verde amarelo.

Resultados do dia do Mr Price Pro Ballito

Round 2 (3º=25º lugar, 700Pts, $ 1,900/4º=37º lugar, 650Pts, $ 1,600)
Baterias de complemento:
H9-1 Jeremy Flores FRA 14.56 2 Damien Hobgood EUA 3 Marc Lacomare FRA 13.20 4 Ramzi Boukhiam MAR 12.30
H10-1 Adrian Buchan AUS 12.77 2 Michael Dunphy EUA 11.50 3 Marco Fernandez BRA 9.50 4 Hiroto Ohhara JAP 8.76
H11-1 Jonathan Gonzalez CNY 13.33 2 Matt Wilkinson AUS 12.30 3 Yadin Nicol AUS 12.14 4 M.Coleborn AUS 11.57
H12- 1 Jack Freestone AUS 17.10 2 David Carmo BRA 15.17 3 Ryan Callinan AUS 12.67 4 G.Zubizarreta ESP 11.14

Round 3 – No Loser (1º= Round 5/2º e 3º=Round 4)
H1- 1 Davey Cathels AUS 14.90 2 Tiago Pires POR 14.76 3 Caio Ibelli BRA 13.20
H2- 1 Filipe Toledo BRA 15.34 2 Tomas Hermes BRA 13.10 3 Heitor Alves BRA 9.83
H3- 1 Torrey Meister HAV 17.67 2 Matt Banting AUS 12.17 3 Frederico Morais POR 6.94
H4- 1 Krystian Kymerson BRA 17.73 2 Tim Reyes EUA 9.67 3 Dillon Perillo EUA 7.84

Baterias do Round 3 em stand by:
H5- Jadson Andre BRA x Marlon Lipke POR x Damien Hobgood EUA
H6 – Adam Melling AUS x Tom Whitaker AUS x Jeremy Flores FRA
H7- Adrian Buchan AUS x David do Carmo BRA x Jonathan Gonzalez CNY
H8- Jack Freestone AUS x Michael Dunphy EUA x Matt Wilkinson AUS

Baterias já formadas de Round 4 (2º=17 lugar, 1300Pts, $ 2,700)
H1- Tiago Pires POR x Heitor Alves BRA
H2- Tomas Hermes BRA x Caio Ibelli BRA
H3- Matt Banting AUS x Dillon Perillo EUA
H4- Tim Reyes EUA x Frederico Morais POR

Filipe Toledo arranca nota 10 e lidera esquadrão brasileiro em Ballito

01 de julho de 2014 0
Filipinho voando alto em Willard Beach. Foto ASP/Cestari

Filipinho voando alto em Willard Beach. Foto ASP/Cestari

O Mr Price Pro Ballito teve continuidade nesta terça-feira, em Willard Beach, e o destaque foi mais uma vez um brasileiro. O paulista Filipe Toledo arrancou a primeira nota 10 do evento e garantiu vaga na terceira fase do evento. Os brasileiros também forma o maior pelotão entre os já classificados para o Round 3. Nesta terça-feira, com ondas de até um metro de altura e boa formação, foram realizadas as baterias de complemento do Round 1 e oito baterias do Round 2.

No complemento do Round 1, David do Carmo, Marco Fernandez e Hizunome Bettero ainda buscavam a vaga. O baiano entrou na água primeiro e venceu sua bateria superando o ex-top do WCT Damien Hobgood e o top Brett Simpsom, além do havaiano Gavin Gillette. Já o paulista Hizunomê Bettero amargou a última posição em bateria que teve dobradinha aussie. No encerramento da primeira fase, David do Carmo sacramentou o ataque brasuca em Ballito.

Na abertura do Round 2, Caio Ibelli e Tomas Hermes mantiveram o ritmo da véspera. Caio, que havia passado a sua primeira bateria na temporada em um evento QS, conquistou agora a primeira vitória com Tomas Hermes em segundo. O paulista Alex Ribeiro também estava na disputa e ficou em quarto, atrás do basco Aritz Aramburu.

Em seguida veio o show de Filipinho, em uma bateria Brasil x Portugal. Com uma nota 10 e um 9.83, o top brasuca colocou os adversários em combinação e o português Tiago Pires garantiu o segundo lugar, a frente de Peterson Crisanto, que assim perde a chance de consolidar a posição entre o G-10 do WQS.

Com uma bela atuação, bem solto no pico, o cearense Heitor Alves garantiu outra vitória verde amarela, assim como o potiguar Jadson André. O capixaba Krystian Kymerson também avançou com o segundo lugar na bateria vencida pelo embalado australiano Matt Banting.

Nesta mesma bateria, uma das surpresas do dia, a eliminação do catarinense Alejo Muniz, que parecia encaixado na vala após a apresentação na véspera. Outra surpresa foi a eliminação de Wiggolly Dantas, vice-líder do ranking WQS, e do australiano Dion Atkinson, que também faz parte do G-10. Já os sul-africanos agora terão que escolher para quem torcer. Jordy Smith, Travis Logie, Slade Prestwich e David Van Zyl foram eliminados no Round 2.

O terceiro dia de competição será aberto pelas baterias complementares do round 2. David do Carmo e Marco Fernandez ainda tentam se juntar aos seis brasileiros já classificados para o Round 3.

Resultados da terça-feira no Mr Price Pro Ballito
Round 1 – Baterias de complemento:
H17-1 Jeremy Flores FRA 14.50 2 Hiroto Ohhara JAP 9.40 3 Nathan Hedge AUS 9.20 4 Brian Toth PRI 7.60
H18-1 Marc Lacomare FRA 14.87 2 Michael Dunphy EUA 13.70 3 Dion Atkinson AUS 12.03 4 Cooper Chapman EUA 10.86
H19-1 Marco Fernandez BRA 14.16 2 Damien Hobgood EUA 13.76 3 Bret Simpson EUA 13.20 4 Gavin Gilette HAV 13.07
H20-1 Adrian Buchan AUS 15.00 2 Ramzi Boukhiam MAR 8.64 3 Dylan Lightfoot AFS 8.30 4 Glen Hall IRL 7.10
H21-1Matt Wilkinson AUS 15.70 2 Jack Freestone AUS 14.14 3 Kiron Jabour HAV 14.00 4 Hodey Colazzo EUK 6.84
H22-1 Yadin Nicol AUS 19.10 2 Gony Zubizarreta EUK 16.40 3 Vicente Romero ESP 12.33 4 Mitch Crews AUS 9.43
H23-1 Ryan Callinan AUS 15.24 2 Mitch Coleborn AUS 14.37 3 C. Coffin EUA 13.87 4 Hizunome Bettero BRA 10.66
H24-1 David do Carmo BRA 13.27 2 Jonathan Gonzalez CYN 12.80 3 S.Prestwich AFS 12.00 4 CJ Hobgood EUA 10.53

Round 2(3º=25º lugar,700Pts e US$ 1.900/4º=37º lugar, 650Pts e U$ 1600)
H1- 1 Caio Ibelli BRA 16.33 2 Tomas Hermes BRA 15.27 3 Aritz Aranburu EUK 14.26 4 Alex Ribeiro BRA 9.60
H2- 1 Filipe Toledo BRA 19.83 2 Tiago Pires POR 15.23 3 Peterson Crisanto BRA 10.74 4 Nic Von Rupp POR 9.44
H3- 1 Heitor Alves BRA 16.67 2 Davey Cathels AUS 12.37 3 David V.Zyl AFS 11.23 4 Travis Logie AFS 10.50
H4- 1 Frederico Morais POR 12.33 2 D. Perillo EUA 10.66 3 Wiggolly Dantas BRA 10.16 4 T.Gudauskas EUA 7.94
H5- 1 Matt Banting AUS 13.63 2 Krystian Kymerson BRA 13.07 3 B.Stairmand NZL 12.30 4 Alejo Muniz BRA 10.33
H6- 1 Tim Reyes EUA 14.27 2 Torrey Meister HAV 13.943 Jordy Smith AFS 12.97 4 Thomas Woods AUS 12.43
H7 – 1 Jadson André BRA 12.76 2 Tom Whitaker AUS 12.24 3 Stu Kennedy AUS 12.10 4 Joan Duru FRA 11.87
H8 – 1 Adam Melling AUS 14.53 2 Marlon Lipke POR 13.20 Kai Otton AUS 13.13 4 Granger Larsen HAV 11.43

Baterias que abrem o próximo dia de competição:
Round 2
H9- Jeremy Flores FRA x Marc Lacomare FRA Damien Hobogood EUA x Ramzi Boukhiam MAR
H10- Adrian Buchan AUS x Marco Fernandez BRA x Michael Dunphy EUA x Hiroto Ohhara JAP
H11- Matt Wilkinson AUS x Yadin Nicol AUS x Mitch Coleborn AUS x Jonathan Gonzalez CYN
H12- David do Carmo BRA x Ryna Callinan AUS Gonzalo Zubizarreta EUK x Jack Freestone AUS

Round 3 – Baterias já formadas
H1- Caio Ibelli BRA Tiago Pires POR Davey Cathels AUS
H2- Filipe Toledo BRA Tomas Hermes BRA Heitor Alves BRA
H3- Frederico Morais POR Torrey Meister HAV Matt Banting AUS
H4- Tim Reyes EUA Dilon Perillo EUA Krystian Kymerson BRA
H5- Jadson André BRA Marlon Lipke POR + A Ser Definido
H6- Adam Melling AUS Tom Whitaker AUS + ASD
H7- ASD + ASD + ASD
H8- ASD + ASD + ASD

Glen Hall substitui Kai Otton no Billabong Rio Pro

28 de abril de 2014 0
Micro vai voar para o Brasil. Foto ASP/Robertson.

Micro vai voar para o Brasil. Foto ASP/Robertson.

Alternate da elite em 2014, o australiano naturalizado irlandês Glen Hall terá mais uma oportunidade de competir entre os melhores no mundo no Billabong Rio Pro, quarta etapa do Samsung Galaxi ASP World Championshiop Tour, que tem janela aberta a partir de 7 de maio .

Pelo Twitter, Micro, como é conhecido, relatou ter recebido a ligação do Brasil para comparecer no evento depois que o australiano Kai Otton, número 21 do ranking, decidiu permanecer na Austrália para acompanhar o nascimento do seu filho.

No microblog, Hall salientou ter ficado feliz com a possibilidade ainda mais que a chance não apareceu devido a lesão de algum companheiro de tour. Micro sabe bem como é estar lesionado depois de perder a vaga na elite devido a uma lesão na coluna sofrida durante a etapa das Ilhas Fiji do ASP World Tour 2012. Para quem quer saber mais sobre o surfista, vale a pena dar uma olhada no blog do cara, onde ele aproveita também para revelar novos talentos do surfe australiano.

Com a entrada do “irlandês”, resta saber agora como ficará a chave de bateria do evento. Otton estava escalado para enfrentar o americano Nat Young e o brasileiro Jadson André, que mandou um “Yeah Glen” no Instagram ao saber do convite anunciado pelo irlandês. Em relação ao surfe, Micro tem um surfe polido que pode causar surpresas nas ondas do Rio. Se as ondas tiverem pesadas, o desfalque de Otton pode ser sentido com maior peso.

 

Gabriel Medina lidera ataque da Brazilian Storm em Margaret River

06 de abril de 2014 0
Medina em mais um dos seus voos. Foto ASP/Cestari

Medina em mais um dos seus voos. Foto ASP/Cestari

A Brazilian Storm, liderada por Gabriel Medina, teve um dia positivo neste domingo (madrugada de sábado no Brasil), em Margaret River, durante a disputa da terceira fase do Drug Aware Margaret River Pro, segunda parada do Samsung Galaxi ASP WCT. Dos cinco brasileiros que brigavam para avançar para o Round 4, quatro conseguiram a classificação. O único que deu adeus à competição foi o potiguar Jadson André, que terminou em 13º lugar após ser derrotado por Kelly Slater.

O principal destaque foi Gabriel Medina, que impôs sua terceira vitória sobre John John Florence na temporada. O paulista está com os aéreos no pé e não deu chances para John John.

- Eu estava nervoso antes da bateria, porque é sempre difícil competir contra o John John (Florence), que é um excelente surfista. Nós já disputamos várias baterias e somos realmente muito competitivos. Eu apenas tento me concentrar no meu próprio jogo para fazer o melhor que posso nas ondas, mas é ótimo competir contra alguém como o John John, porque nós ficamos empurrando os limites um do outro, então é sempre emocionante enfrentá-lo – disse Medina.

Medina só foi superado pelo australiano Yadin Nicol, dono da melhor nota do dia – 9.77 – que aplicou a surpresa do dia ao eliminar o atual campeão do mundo, Mick Fanning.

Yadin Nicol. Foto ASP/Cestari

Yadin Nicol. Foto ASP/Cestari

Miguel Pupo foi o primeiro brasileiro a garantir vaga, com vitória sobre C.J. Hobgood. Em seguida Medina superou John John. Filipe Toledo e Adriano de Souza completaram o dia de vitórias ao baterem os australianos Julian Wilson e Owen Wright, respectivamente.

O australiano Julian Wilson começou na frente, enquanto o paulista Filipe Toledo não conseguia completar as aterrisagens. Só que o brasileiro continuou insistindo até acertar as manobras para vencer por 14,57 a 12,00 pontos. Filipe agora vai enfrentar Kelly Slater e o taitiano Michel Bourez na briga pela terceira vaga direta para as quartas de final na quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro.

- Eu acordei hoje (domingo) ainda com muitas dores no ombro, mesmo sem nem ter surfado nos dois últimos dias – contou Filipe Toledo.

- Entrei na bateria sentindo muita dor, mas tentei fazer os aéreos mesmo assim e deu tudo certo, então estou muito satisfeito porque consegui completar alguns para vencer a bateria. Eu estava muito confiante para tentar recuperar o mal resultado na primeira etapa aqui em Margaret River e estou muito animado junto com os outros brasileiros que estão competindo aqui para conseguirmos outro bom resultado como foi lá na Gold Coast, com a vitória do (Gabriel) Medina, o terceiro lugar do Mineirinho (Adriano de Souza) e o quinto do Miguel (Pupo).

KS.Foto ASP/Cestari

KS.Foto ASP/Cestari

Já Adriano de Souza usou a tática de sair pegando ondas quando a prioridade de escolha era do australiano Owen Wright. Mineirinho foi construindo uma boa vantagem depois da sua primeira onda finalizada com um aéreo perfeito que valeu nota 6,83. O australiano preferiu ficar aguardando por ondas maiores que não entraram na bateria e acabou facilitando a vitória de Adriano de Souza por 12,50 a 11,40 pontos.

Agora, os quatro terão duas chances para avançar para as quartas de final, sendo que Pupo e Medina estão escalados na mesma bateria que tem ainda o surpreendente Yadin Nicol.

O dia também foi marcado por um fato diferente. A direção do evento teve que reiniciar a bateria entre Bede Durbidge e Taj Burrow depois que o segundo ficou preso no leash do primeiro. Em desvantagem no placar, Taj tinha a prioridade quando surgiu uma boa onda, mas ele ficou preso na cordinha de Durbidge. A bateria foi reiniciada e Durbidge conseguiu a virada no final para avançar para a quarta fase e eliminar o representante mais famoso do local.

Drug Aware Margaret River Pro – masculino
Round 3
1 Bede Durbidge (AUS) 15.20 a 14.93 Taj Burrow (AUS)
2- Josh Kerr (AUS) 12.23 a 10.30 Adrian Buchan (AUS)
3- Jordy Smith (AFS) 13.10 a 9.67 Adam Melling (AUS)
4- Miguel Pupo (BRA) 11.34 a 9.67 C.J. Hobgood (EUA)
5- Gabriel Medina (BRA) 16.44 a 13.00 Jonh John Florence (HAV)
6- Yadin Nicol (AUS) 16.94 a 9.83 Mick Fanning (AUS)
7- Kelly Slater (EUA) 12.56 a 10.47 Jadson André (BRA)
8- Miche Bourez (TAH) 12.87 a 9.70 Kai Otton (AUS)
9- Filipe Toledo (BRA) 14.57 a 12.00 Julian Wilson (AUS)
10- Nat Young (EUA) 12.26 a 11.03 Sebastian Zietz (HAV)
11- Adriano de Souza (BRA) 12.50 a 11.40 Owen Wright (AUS)
12- Joel Parkinson 14.50 a 5.23 Kolohe Andino (EUA)

Baterias formadas do Round 4 (sem perdedores)
1 – Bede Durbidge (AUS) x Josh Kerr (AUS) x Jordy Smith (AFS)
2 - Miguel Pupo (BRA) x Gabriel Medina (BRA) x Yadin Nicol (AUS)
3 – Kelly Slater(EUA) x Michel Bourez (TAH) x Filipe Toledo (BRA)
4 – Nat Young (EUA) x Adriano de Souza (BRA) x Joel Parkinson (AUS)

Com informações de João Carvalho – ASP South America

Oakley lança nova versão da Blade, a bermuda para o surfe de alta performance

10 de março de 2014 0
Elasticidade é um dos trunfos do novo produto. Foto Fred Pompermayer/Oakley

Elasticidade é um dos trunfos do novo produto. Foto Fred Pompermayer/Oakley

Já está à venda a Blade 4 – evolução do primeiro boardshort de compressão desenvolvido pela Oakley. O produto, altamente tecnológico, é destinado aos praticantes do surfe que buscam alta performance. Assim como em sua terceira edição, a peça é composta de dois shorts, um interno e outro externo. Agora, com diferenciais no tecido e um novo produto que completa a coleção, a rasguard Blade Graduated Compression Top.

Foto Divulgação/Oakley

Foto Divulgação/Oakley

O short de compressão interno foi desenhado para otimizar o desempenho e resistência de seus usuários, graças a sua tecnologia de compressão graduada. Apliques posicionados no lado externo da peça estruturam a musculatura durante os movimentos de explosão, melhorando a circulação sanguínea e a oxigenação muscular – reduzindo, assim, o acúmulo de ácido lático nas pernas. Essa tecnologia proporciona uma melhor atuação e uma recuperação mais rápida após o surfe. Vale lembrar que essa peça pode ser usada de forma independente e possui costuras seladas, o que a torna mais leve e confortável.

Foto Divulgação/Oakley

Foto Divulgação/Oakley

O short externo também conta com o selamento das costuras, garantido pela tecnologia Hydrofuse, É produzido em tecido 4 Way Stretch Rip Stop. O Rip Stop, além de evitar rasgos, mantém a bermuda longe da pele, minimizando a abrasão. Já o 4 Way Strech possui elasticidade de até 120%, aumentando a liberdade de movimento e permitindo que o produto não trave nos joelhos ou no corpo. Ele também está presente no fecho, que, por meio de uma camada fina de Lycra, dispensa o uso de velcro e de zíperes, em geral pesados e pouco discretos. O ilhós e o cordão de silicone proporcionam melhor ajuste da peça ao corpo, assim como o interno do cós – feito de Unobtanium, borracha exclusiva da marca desenvolvida para um melhor grip.

Jadson André voando alto com a nova Blade. Foto Fred Pompermayer/Oakley

Jadson André voando alto com a nova Blade. Foto Fred Pompermayer/Oakley

A Blade 4 conta ainda com a tecnologia Hydrofree 2.0, que acaba de ser lançada. Ela otimiza a performance em água salina ou com cloro, uma vez que usa polaridade e engenharia química para repelir os íons do tecido na água. A Hydrofree 2.0 foi criada por engenheiros têxteis da NASA exclusivamente para a Oakley. A marca incluiu ainda painéis de Mesh em pontos estratégicos da bermuda, permitindo a livre circulação de água por toda a peça e minimizando o “efeito balão”. Leveza e agilidade na água. O produto pode ser encontrado nas Oakley Stores de todo o país e o preço sugerido é de R$ 399.

Com informações de Ana Carolina/Noticeria/MTCom

Jadson André e Miguel Pupo garantem vagas na terceira fase do Quiksilver Pro Gold Coast

04 de março de 2014 0
Miguel Pupo. superou seu parceiro Alejo Muniz. Foto ASP/Robertson

Miguel Pupo. superou seu parceiro Alejo Muniz. Foto ASP/Robertson

Mais dois brasileiros ganharam suas primeiras baterias no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 na Austrália. O potiguar Jadson André e o paulista Miguel Pupo venceram os primeiros duelos da terça-feira para se juntar aos paulistas Adriano de Souza e Gabriel Medina na terceira fase do Quiksilver Pro Gold Coast. Jadson despachou o havaiano Sebastian Zietz e Miguel derrotou o catarinense Alejo Muniz no confronto verde-amarelo da repescagem. Os quatro brasileiros já estão escalados para o próximo desafio nas ondas de Snapper Rocks, com a vitória agora valendo duas chances de classificação para as quartas de final da etapa que abre a disputa pelo título mundial da temporada na Austrália.

O primeiro a competir na terceira fase é Gabriel Medina, na quinta bateria com Adrian Buchan. Eles já fizeram dois duelos eliminatórios no WCT, ambos no ano passado, com o brasileiro derrotando o australiano tanto no Billabong Pro Rio como no Quiksilver Pro France. Por outro lado, Adriano de Souza, próximo brasileiro a entrar no mar na oitava bateria com Jeremy Flores, também teve dois confrontos com o francês e perdeu os dois, mas faz tempo, em 2007 no Taiti e em 2008 em Trestles.

Além de Mineirinho, os outros dois brasileiros que passaram pela repescagem também ficaram na chave de baixo da terceira fase encabeçada por Kelly Slater, que vai apontar o segundo finalista do Quiksilver Pro Gold Coast. O potiguar Jadson André, que está retornando ao grupo dos top-34 da ASP, agora vai enfrentar o oitavo cabeça de chave, Nat Young, dos Estados Unidos, na 10ª bateria. E a 11ª será entre Miguel Pupo e o australiano Owen Wright, que também está retornando de contusão.

Sally foi uma das meninas que deu show nesta terça-feira em Snapper. Foto ASP/Cestari

Sally foi uma das meninas que deu show nesta terça-feira em Snapper. Foto ASP/Cestari

O duelo verde-amarelo na segunda fase entre Miguel Pupo e o seu parceiro de viagem no Circuito Mundial, Alejo Muniz, aconteceu pela quarta vez no circuito. O catarinense só ganhou o primeiro, em 2012 na etapa de Trestles, na Califórnia. Depois, Miguel Pupo devolveu essa derrota na repescagem no Billabong Rio Pro e ainda no ano passado deixou o amigo em 25º lugar no Billabong Pipe Masters, quando precisava de resultado para confirmar sua permanência na elite dos top-34 e conseguiu isso surfando altos tubos em Banzai Pipeline.

Além das duas baterias envolvendo os brasileiros, aconteceram mais duas para fechar a repescagem do Quiksilver Pro e depois a terça-feira em Snapper Rocks ficou toda para o Roxy Pro Gold Coast. O jovem norte-americano Kolohe Andino barrou o experiente australiano Bede Durbidge. E Adam Melling ganhou o confronto australiano pela última vaga para a terceira fase de Matt Wilkinson, que começa a temporada 2014 sem vencer nenhuma bateria na Gold Coast, assim como três brasileiros, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Raoni Monteiro.

Carissa Moore. Foto ASP/Kirstin

Carissa Moore. Foto ASP/Kirstin

SHOW DAS MENINAS

As ondas foram melhorando durante o dia em Snapper Rocks e as meninas deram um show, surfando belos tubos e apresentando manobras modernas executadas com pressão e velocidade incríveis para a categoria feminina. Foram realizadas três rodadas completas para definir as classificadas para as quartas de final e o grande destaque do dia foi mais uma vez a atual campeã mundial Carissa Moore.

A havaiana bateu todos os recordes do Roxy Pro Gold Coast, ao totalizar impressionantes 19,50 pontos de 20 possíveis com as notas 9,90 e 9,60 que recebeu nas melhores ondas que surfou contra a compatriota Malia Manuel e a francesa Pauline Ado na primeira rodada classificatória para as quartas de final. Manuel depois passou pela neozelandesa Paige Hareb na repescagem e vai enfrentar a número 1 do mundo pela terceira vez na Austrália.

Stephanie Gilmore. Foto ASP/Cestari

Stephanie Gilmore. Foto ASP/Cestari

QUARTAS DE FINAL

Malia perdeu na primeira e na terceira fase, e agora vai tentar a primeira vitória sobre Carissa Moore na segunda quarta de final. A primeira será entre a pentacampeã mundial Stephanie Gilmore e a norte-americana Courtney Conlogue. Depois do duelo havaiano de Carissa e Malia, tem a defensora do título do Roxy Pro Gold Coast, Tyler Wright, da Austrália, enfrentando a sul-africana Bianca Buitendag. E a última vaga nas semifinais será disputada pela australiana Sally Fitzgibbons e a norte-americana Lakey Peterson.

Acesse a transmissão ao vivo pelo www.aspsouthamerica.com e acompanhem a participação dos brasileiros também pelas redes sociais da ASP South America – www.facebook.com/aspsouthamerica e www.twitter.com/aspsouthameric1

QUIKSILVER PRO GOLD COAST
Terceira fase (2º=13º lugar com US$ 9.500 e 1.750 pontos):
1ª: Taj Burrow (AUS) x Travis Logie (AFS)
2ª: Michel Bourez (TAH) x Fredrick Patacchia (HAV)
3ª: Julian Wilson (AUS) x Mitch Crews (AUS)
4ª: C. J. Hobgood (EUA) x Adam Melling (AUS)
5ª: Gabriel Medina (BRA) x Adrian Buchan (AUS)
6ª: Mick Fanning (AUS) x Dane Reynolds (EUA)
7ª: Kelly Slater (EUA) x Tiago Pires (PRT)
8ª: Adriano de Souza (BRA) x Jeremy Flores (FRA)
9ª: Josh Kerr (AUS) x Kolohe Andino (EUA)
10ª: Nat Young (EUA) x Jadson André (BRA)
11ª: Owen Wright (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
12ª: Joel Parkinson (AUS) x Dion Atkinson (AUS)

Repescagem – (2º=25º lugar com US$ 8.000 e 500 pontos):
Abriram a terça-feira:
9ª: Jadson André (BRA) 11.77 x 7.23 Sebastian Zietz (HAV)
10ª: Miguel Pupo (BRA) 13.77 x 9.84 Alejo Muniz (BRA)
11ª: Kolohe Andino (EUA) 13.46 x 12.17 Bede Durbidge (AUS)
12ª: Adam Melling (AUS) 12.94 x 8.50 Matt Wilkinson (AUS)

Resultados da segunda-feira:
1ª: Mick Fanning (AUS) 13.67 x 9.17 Matt Banting (AUS)
2ª: Tiago Pires (POR) 12.70 x 12.67 Jordy Smith (AFS)
3ª: Julian Wilson (AUS) 13.56 x 9.00 Brett Simpson (EUA)
4ª: Dion Atkinson (AUS) 16.23 x 7.00 Kai Otton (AUS)
5ª: Travis Logie (AFR) 13.77 x 3.83 John John Florence (HAV)
6ª: Owen Wright (AUS) 11.10 x 9.37 Raoni Monteiro (BRA)
7ª: Adriano de Souza (BRA) 14.17 x 10.07 Aritz Aranburu (ESP)
8ª: Mitch Crews (AUS) 13.76 x 7.83 Filipe Toledo (BRA)

Tyler Wright botando pra dentro. Foto ASP/Kirstin

Tyler Wright botando pra dentro. Foto ASP/Kirstin

ROXI PRO GOLD COAST

Quartas de final:
1ª: Stephanie Gilmore (AUS) x Courtney Conlogue (EUA)
2ª: Carissa Moore (HAV) x Malia Manuel (HAV)
3ª: Tyler Wright (AUS) x Bianca Buitendag (AFS)
4ª: Sally Fitzgibbons (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

QUARTA FASE – REPESCAGEM – (Vitória=Quartas de Final / Derrota=9º lugar com 4.000 pontos):
1ª: Courtney Conlogue (EUA) 12.83 x 10.73 Pauline Ado (FRA)
2ª: Malia Manuel (HAV) 10.83 x 8.60 Paige Hareb (NZL)
3ª: Bianca Buitendag (AFR) 16.77 x 12.93 Alessa Quizon (HAV)
4ª: Lakey Peterson (EUA) 15.37 x 6.64 Dimity Stoyle (AUS)

TERCEIRA FASE – (Vitória=Quartas de Final / 2ª e 3ª=Repescagem):
1ª: 1-Stephanie Gilmore (AUS)=16.34, 2-Courtney Conlogue (EUA)=14.84, 3-Paige Hareb (NZL)=5.83
2ª: 1-Carissa Moore (HAV)=19.50, 2-Malia Manuel (HAV)=14.34, 3-Pauline Ado (FRA)=10.64
3ª: 1-Tyler Wright (AUS)=14.14, 2-Bianca Buitendag (AFR)=9.20, 3-Dimity Stoyle (AUS)=8.43
4ª: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=14.43, 2-Lakey Peterson (EUA)=13.20, 3-Alessa Quizon (HAV)=12.30

Por João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America

Jadson André esquenta as turbinas em Santa Catarina para o retorno ao WCT na Austrália

10 de fevereiro de 2014 0
Jadson aproveitou o power das ondas de Vila. Foto Basílio Ruy/The Box

Jadson aproveitou o power das ondas de Vila. Foto Basílio Ruy/The Box

A última semana do mês de janeiro foi de muito treino para o surfista top da elite mundial Jadson André. Ele escolheu a região de Imbituba para fazer sua preparação para encarar o circuito mundial de 2014. Depois de ficar de fora na última temporada, Jadson retornou a elite do surf mundial de forma arrasadora, sendo um dos “back to back” mais fortes do circuito até hoje, computando todos seus resultados para sua volta ao WCT.

O ponto alto dessa volta foi à vitória incontestável no evento Prime em Portugal, quando atropelou o americano Conner Coffin na final, com direito a nota 10 unânime. Em 2014, o potiguar não quer dar mole e está se dedicando ao máximo atrás de seu objetivo, de ficar entre os melhores do mundo. Antes de aportar no sul, Jadson André esteve um bom período surfando forte nas ondas tubulares de Fernando de Noronha, repetindo o início da temporada passada. Se para muitos era época de descanso, para Jadson os trabalhos começaram cedo no ano e mostraram todo o foco do potiguar e a fome por bons resultados neste ano.

Foto Basílio Ruy/The Box

Foto Basílio Ruy/The Box

Nesta semana de treinos em Imbitubal, Jadson teve sua preparação física toda coordenada pelo projeto Mar Azul, que já trabalha com o atleta há sete anos. Foi elaborado um circuito funcional de exercícios que exigiu muito da parte física do atleta, com até três sessões diárias de treinos. A parte cardiorrespiratória também foi muito exigida, aliado a parte muscular.

Como na temporada passada, este ano a preparação começou em Fernando de Noronha, com a entrada de bons swells, ele conseguiu treinar bastante nas ondas tubulares. Nesta semana focamos principalmente a parte física, com o objetivo de ele estar bem preparado para o inicio da temporada. A ideia agora e chegar 15 dias antes do evento na Austrália, se adaptar bem as ondas e buscar os melhores resultados possíveis — comentou Luis Henrique Saboia Campos, o Pinga, técnico e manager de Jadson, que o acompanhou nessa pré-temporada.

Foto Basílio Ruy/The Box

Foto Basílio Ruy/The Box

Paralelo aos treinos físicos, que foi o foco principal desta semana intensa em Ibiraquera, as sessões de surfe fizeram parte do cronograma. As praias escolhidas para as performances foram a praia da Vila e Itapirubá. Jadson conhece bem os atalhos da Vila e tem uma ótima lembrança do lugar, pois foi ali que ele conquistou seu primeiro e único título na elite do surf mundial em 2010, numa vitória antológica e irretocável sobre Kelly Slater. Na ocasião, era apenas a terceira participação de Jadson no WCT, o que causou boa impressão com sua chegada ao circuito.

Foto Basílio Ruy/The Box

Foto Basílio Ruy/The Box

Foto Basílio Ruy/The Box

Foto Basílio Ruy/The Box

Quem também apareceu em Santa Catarina para acompanhar de perto os treinos de Jadson André foi o renomado shaper Ricardo Martins, com quem Jadson trabalha há 10 anos. Ricardo veio do Rio de Janeiro para conversar mais com o atleta e com Pinga para trabalharem as pranchas neste início de temporada. Foi uma semana muito produtiva de treinos, surfe e foco para o Jadson André que, com apenas 23 anos, tem muito pela frente dentro do circuito. Jadson embarca dia 15 de fevereiro para Austrália, onde ficará por quase três meses competindo. Ele disputa as três primeiras etapas do circuito mundial do WCT – na Gold Coast, Bells Beach e em Margaret River, na costa oeste australiana, – esta última, prova que estréia no calendário do WCT.

Por João Ricardo Lopes/ The Box