As fotos são de Kirstin Scholtz e Steve Robertson, os fotógrafos oficiais de ASP
As fotos são de Kirstin Scholtz e Steve Robertson, os fotógrafos oficiais de ASP
O Volcom Fiji Pro retornou nesta quinta-feira e os brasileiros não conseguiram passar da repescagem disputada em ondas de asté dois metros no pico de Restaurants, na ilha de Tavarua, em Fiji. Adriano de Souza foi quem chegou mais perto da classificação, mas foi derrotado por 17 décimos pelo australiano Yadin Nicol e perdeu a liderança do ranking mundial para o sul-africano Jordy Smith.
Gabriel Medina, Alejo Muniz e Filipe Toledo também não acharam os tubos nas suas baterias e o Brasil fica mesmo só com Miguel Pupo e Heitor Alves, que estrearam com vitórias no quarto desafio do ASP World Tour 2013. A qualidade das ondas variou bastante durante o dia em Restaurants, palco do segundo dia de competição no Volcom Fiji Pro.
A maioria dos brasileiros competiu numa hora ruim do mar, sem tantos tubos como os que o havaiano John John Florence pegou quando as séries bombavam longos canudos de 6-8 pés na tarde da quinta-feira. Em esquerdas tubulares, ele arrancou a segunda nota 10 do campeonato e aumentou o recorde de placar para 19,80 pontos, e descartou ainda um 9,40, nota que também aparece entre as 10 maiores no WCT de Fiji esse ano.
- Essas foram as melhores ondas que já surfei aqui em Fiji - disse John John Florence, que disputou três baterias na quinta-feira. O havaiano foi mandado para a repescagem pelo californiano Brett Simpson no último confronto da primeira fase, depois fez estes recordes contra o australiano Bede Durbidge e já passou para a quarta rodada ao despachar o americano Damien Hobgood no penúltimo duelo do dia.
- O mar ficou alucinante agora à tarde. Restaurants é uma onda incrível, uma máquina de tubos e com o vento certo fica simplesmente perfeita - completou.
Depois da apresentação recorde de John John Florence, Filipe Toledo entrou no mar para fechar a repescagem na última chance de classificação verde-amarela para a terceira fase. Mas quem aproveitou a boa condição do mar foi o norte-americano Nat Young. Ele abriu a bateria surfando três sessões de tubos combinados com três manobras em uma longa esquerda em Restaurants para largar na frente com nota 9,2. O brasileiro ficou com a prioridade, mas o californiano pegou uma que ele deixou passar e os tubos abriram e praticamente liquidou a fatura com nota 9,03 para completar o terceiro maior placar da repescagem, 18,23 pontos.
- Essas podem ter sido as melhores ondas que já surfei na vida. Esta ilha é muito perfeita, praticamente um paraíso. Para mim que nunca tinha estado aqui, foi importante chegar antes para treinar nas duas ondas do campeonato (Cloudbreak e Restaurants). Foi difícil de manhã com os ventos mais fortes, mas agora à tarde sem vento e com ondas maiores ficou perfeito para você surfar os tubos, muito divertido - disse Young.
Filipe Toledo era o último brasileiro com chances matemáticas de brigar pela liderança do ranking mundial no Volcom Fiji Pro. Gabriel Medina também fracassou e Adriano de Souza já caiu do primeiro para o terceiro lugar com a derrota para Yadin Nicol por 12,77 a 12,60 pontos em mais uma bateria sem muitos tubos em Restaurants.
No duelo seguinte, eles apareceram para Joel Parkinson atingir 18,34 pontos, marca só superada pelo novo recordista absoluto, John John Florence. Apesar das ótimas condições em alguns momentos, a irregularidade do mar no decorrer do dia foi comprovada depois da vitória de Parko surfando altas ondas contra o havaiano Dusty Payne.
Na disputa seguinte, não entrou quase nada para o confronto de Taj Burrow com Adam Melling. Burrow levou a melhor por 7,87 a 7,76 nas duas notas computadas de cada um, mas depois surfou boas ondas na abertura da terceira fase para despachar o havaiano Fredrick Patacchia.
Nas baterias de Gabriel Medina e Alejo Muniz, a condição do mar também não estava boa, com poucas séries entrando em Restaurants. Vice-campeão em Fiji na final contra Kelly Slater no ano passado, Medina foi batido por 11,50 a 9,67 pontos pelo americano Kolohe Andino. No duelo seguinte, Alejo Muniz também não achou os tubos contra o australiano Julian Wilson, que venceu por 13,93 a 9,04. Com as derrotas, Mineirinho, Medina, Alejo e Filipe, ficaram em 25º lugar com apenas 500 pontos na quarta etapa do WCT 2013, recebendo 8 mil dólares pelas participações no Volcom Fiji Pro.
As três primeiras baterias da terceira fase fecharam a quinta-feira em Restaurants e o paulista Miguel Pupo está na quarta com o francês Jeremy Flores. Este duelo ficou para abrir o próximo dia de competição nas Ilhas Fiji. O outro brasileiro, Heitor Alves, que surfou grandes tubos em Cloudbreak na terça-feira, vai enfrentar o bicampeão mundial Mick Fanning na sétima bateria, logo após o duelo do defensor do título desta etapa, Kelly Slater, com o nota 10 da primeira fase, Mitchel Coleborn.
Slater não compareceu para estrear na primeira fase porque ficou na Flórida para acompanhar o nascimento do seu sobrinho. Ele estreou direto no primeiro duelo da repescagem e não teve dificuldades para superar o surfista local das Ilhas Fiji, Aca Lalabalavu. Joel Parkinson foi outro que deu w.o na primeira fase, pois tinha saído para pescar achando que o campeonato não começaria na terça-feira. Parko pegou bons tubos para derrotar o havaiano Dusty Payne e também avançou para a terceira fase do Volcom Fiji Pro.
O quarto desafio do ASP World Tour 2013 tem prazo até o dia 14 para ser encerrado em Fiji e está sendo transmitido ao vivo pela internet, com o link podendo ser acessado clicando-se no banner do evento na capa do www.aspsouthamerica.com
Terceira fase – (2º=13º lugar/US$ 9.000/1.750 pontos):
1ª: Taj Burrow (AUS) 18.10 x 12.33 Fredrick Patacchia (HAV)
2ª: John John Florence (HAV) 16.10 x 16.06 Damien Hobgood (EUA)
3ª: Jordy Smith (AFR) 18.30 x 14.00 Kieren Perrow (AUS)
Baterias que vão abrir o próximo dia:
4ª: Jeremy Flores (FRA) x Miguel Pupo (BRA)
5ª: Kai Otton (AUS) x Sebastian Zietz (HAV)
6ª: Kelly Slater (EUA) x Mitchel Coleborn (AUS)
7ª: Mick Fanning (AUS) x Heitor Alves (BRA)
8ª: C. J. Hobgood x Travis Logie (AFR)
9ª: Josh Kerr (AUS) x Brett Simpson (EUA)
10ª: Julian Wilson (AUS) x Kolohe Andino (EUA)
11ª: Nat Young (EUA) x Matt Wilkinson (AUS)
12ª: Joel Parkinson (AUS) x Yadin Nicol (AUS)
Segunda fase (repescagem) - (2º=25º lugar/US$ 8.000/500 pontos):
1ª: Kelly Slater (EUA) 16.27 x 10.90 Aca Lalabalavu (FIJ)
2ª: Mick Fanning (AUS) 14.67 x 6.26 Alex Gray (EUA)
3ª: Yadin Nicol (AUS) 12.77 x 12.60 Adriano de Souza (BRA)
4ª: Joel Parkinson (AUS) 18.47 x 15.53 Dusty Payne (HAV)
5ª: Taj Burrow (AUS) 7.87 x 7.76 Adam Melling (AUS)
6ª: Jordy Smith (AFR) 13.50 x 8.43 Glenn Hall (IRL)
7ª: Kolohe Andino (EUA) 11.50 x 9.67 Gabriel Medina (BRA)
8ª: Julian Wilson (AUS) 13.93 x 9.04 Alejo Muniz (BRA)
9ª: Matt Wilkinson (AUS) 15.57 x 10.33 Michel Bourez (TAH)
10ª: Sebastian Zietz (HAV) 17.10 x 17.06 Adrian Buchan (AUS)
11ª: John John Florence (HAV) 19.80 x 12.83 Bede Durbidge (AUS)
12ª: Nat Young (EUA) 18.23 x 7.60 Filipe Toledo (BRA)
Primeira fase (1º=terceira fase/2º e 3º=repescagem):
Baterias que abriram a quinta-feira:
11ª: 1-Jeremy Flores (FRA)=17.80, 2-Nat Young (EUA)=12.93, 3-Kolohe Andino (EUA)=9.10
12ª: 1-Brett Simpson (EUA)=13.20, 2-John John Florence (HAW)=12.40, 3-Adrian Buchan (AUS)=11.00
Com informações de João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America – jcarvalho@aspworldtour.com
A fotógrafa sul-africana Kirstin Scholtz encontrou um ângulo diferente - embaixo d'água - para registrar a passagem dos tops pelo oceano índico, mais precisamente em Fiji, durante o Volcom Fiji Pro 2013. Na quarta-feira, lay day na competição, a fotógrafa oficial da ASP aproveitou o encerramento do VQS World Champion para fazer algumas fotos durante uma session em Cloudbreak, que contou com alguns tops como Dusty Payne, Joel Parkinson e Taj Burrow. Quem quiser saber mais sobre o trabalho de Kirstin também pode acessar o site pessoal http://www.kirstinscholtz.com/ . Confira:
Joel Parkinson teve uma missão diferente na quarta-feira. O campeão mundial de surfe teve a missão de ensinar as crianças da Associação de Surf da Rocinha a pegar onda. Ao lado de Jack Freestone, bicampeão mundial do Pro Jr e wildcard do Billabong Rio Pro, e de Mark Occhilupo, campeão mundial em 1999), Parko chegou a praia de São Conrado antes das 8h da manhã.
Os três fizeram uma session sozinhos, para aquecer, enquanto as crianças faziam a limpeza da praia, num trabalho de conscientização ambiental. Em seguida, ídolos e alunos caíram no mar numa grande farra. Parko, Jack e Occy ensinaram algumas de suas táticas para a garotada que demonstrava muito carinho pelos surfistas profissionais.
- Foi muito divertido. Foi incrível! - disse Parko ao sair da água.
Quando a aula acabou, por volta das 10h, todos subiram o morro da Rocinha. Lá, o time Billabong foi até uma das lajes da comunidade e apreciou a vista que os moradores do local têm. Enquanto Parko, Jack e Occy apreciavam a beleza do Rio de Janeiro sob um outro ângulo, a Associação de Surf da Rocinha preparava um churrasco em homenagem aos surfistas. Todos participaram juntos de um momento de confraternização, que incluiu doação de pranchas para o projeto e pôsteres autografados para os alunos.
A ação foi acompanhada pelo staff nacional e internacional da marca, além de convidados e imprensa. Para mais informações: https://www.facebook.com/billabongbrasil
Com informações de Camila Dias - Agência Cartaz
Nos dias de day off, os melhores surfistas do mundo tem aproveitado para conhecer o Rio de Janeiro e cumprir compromissos com patrocinadores. O atual campeão do mundo, o australiano Joel Parkinson, aproveitou a folga para remar de stand up paddle na Barra da Tijuca. O australiano caiu no mar na frente do palanque do Billabong Rio PRO, no Postinho, e contornou as Ilhas Tijucas.
Acompanhado do staff internacional da marca e da CEO do Grupo GSM para a América Latina Alessandra Berlinck, Parko mostrou disposição e em seguida aproveitou para tomar café a beira-mar. Joel Parkinson está classificado para a terceira fase do Billabong Rio Pro.
Com informações de Bruna Lorenzete - Agência Cartaz
Depois de duas etapas longe dos holofotes, Gabriel Medina reapareceu em grande estilo para ser o grande destaque do dia de abertura do Billabong Rio Pro, a terceira etapa do circuito mundial de surfe, que acontece nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca. O surfista paulista fez os recordes da primeira fase na etapa brasileira do WCT, com 18 pontos no somatório e melhor nota, 9,77, que depois foi igualada pelo sul-africano Jordy Smith.
A melhor nota do paulista veio após ele surfar o tubo mais longo do dia em ondas de até um metro, bastante balançadas, que ofereciam um drop com certo grau de dificuldade, seguido de tubos rápidos e esprimidos. Em um deles, o aussie Yadin Nicol machucou as costas e teve que deixar o mar. Neste primeiro dia foram disputadas as 12 baterias da primeira fase, e os primeiros colocados avançaram direto para a terceira-fase, enquanto segundo e terceiro colocados terão mais uma chance de permanecer no competição nos duelos da repescagem.
— Estou voltando de uma contusão agora e nesses dois meses que fiquei em recuperação, pude pensar bastante e ver realmente o quanto eu amo o surfe — disse Gabriel Medina.
— Estou feliz porque deu tudo certo para mim nessa bateria. Consegui aquela onda muito boa e estou me sentindo em casa surfando aqui no Rio. Minhas pranchas estão boas e também tive o apoio da galera na praia torcendo por mim, então quero agradecer todos que vieram aqui hoje — completou.
Medina venceu o oitavo confronto do Billabong Rio Pro 2013, depois da apresentação dos líderes do ranking mundial. O americano Kelly Slater surfou bons tubos em três lugares diferentes do Postinho, mostrando uma sintonia impressionante com o mar na Barra da Tijuca.
— Sempre que você vem para o Brasil, costuma vir preparado para surfar ondas menores, mas os tubos estão prevalecendo aqui no Postinho. Parece não estar tão bom quanto no ano passado, mas temos boas ondas e tubos pra surfar — disse Slater.
— Eu estava olhando o mar desde cedo e dava pra ver que você podia pegar o tubo, mas depois a onda oferecia no máximo uma ou duas manobras, então foi isso que busquei fazer.
O atual campeão mundial Joel Parkinson também gostou das condições do mar. Vice-campeão no Billabong Rio Pro no ano passado, Parko estreou com vitória sobre os brasileiros Miguel Pupo e Messias Felix.
— Foi uma boa bateria para começar o evento. Eu procurei surfar o máximo de ondas possível, pois o mar está muito balançado e a sorte acaba contando um pouco — disse Joel Parkinson.
— Eu estava na Indonésia fazendo uma trip e até serviu de preparação aqui pro Brasil. A gente vem esperando ondas menores e às vezes se surpreende como no ano passado, com ondas grandes e pesadas aqui no Postinho.
Assim como Slater e Parko, mais quatro surfistas têm chances de brigar pela liderança do ranking em uma final entre eles: Taj Burrow, Mick Fanning, Nat Young e Adriano de Souza. Mineirinho já venceu o Billabong Rio Pro em 2011, quando assumiu a ponta pela primeira vez na carreira. Ele conquistou a primeira vitória brasileira na quinta-feira, mandando dois australianos para a repescagem, Matt Wilkinson e Yadin Nicol.
— É sempre muito importante começar bem o campeonato. O mar estava bem difícil, muita correnteza, mas estou feliz por iniciar com o pé direito — falou Adriano de Souza.
— Acho que tive um pouco de sorte em achar duas ondas boas pra vencer e estou focado e determinado em conseguir um bom resultado aqui no Brasil. Aqui é a minha casa e quero aproveitar essa vantagem a meu favor, já que a torcida aqui na praia é sempre maior para os brasileiros.
Triagem
A competição teve início com uma bateria preliminar vencida pelo catarinense Ricardo dos Santos, convidado de última hora da Billabong. Depois de competir no Taiti e no Havaí, o surfista da Guarda do Embaú voltou a competir entre os melhores do mundo, mas ficou em segundo lugar na bateria vencida pelo havaiano Sebastien Zietz e terá que encarar a repescagem.
Repescagem
No mesmo caminho está outro catarinense, Alejo Muniz. O surfista de Bombinhas não teve sorte na escolha das ondas na bateria inaugural do evento e agora terá que enfrentar outro brasileiro na repescagem, o paulista Miguel Pupo. A curiosiodade é que ambos estão hospedados no mesmo apartamento, juntamente com seus pais, e apenas um irá avançar e garantir um terceiro representante do Brasil na terceira fase.
Além de Medina, o outro brasileiro que se classificou para a terceira fase foi o paulista Adriano "Mineirinho" de Souza. O carioca Gustavo Fernandes e o cearense Messias Felix, que foram convidados para o evento, também terão que enfrentar a repescagem, assim como Raoni Monteiro e Filipe Toledo. O terceiro desafio do ASP World Tour 2013 continua nesta sexta-feira, com a repescagem prevista para começar às 6h30 novamente no palco principal do Billabong Rio Pro, no Postinho da Barra da Tijuca.
Primeira fase do Billabong Rio Pro (1º=terceira fase/2º e 3º = repescagem):
1ª: 1-Patrick Gudauskas (EUA)=11.50, 2-Josh Kerr (AUS)=10.27, 3-Alejo Muniz (BRA)=1.40
2ª: 1-Adriano de Souza (BRA)=12.07, 2-Yadin Nicol (AUS)=7.56, 3-Matt Wilkinson (AUS)=1.83
3ª: 1-Sebastian Zietz (HAV)=15.66, 2-Ricardo dos Santos (BRA)=8.93, 3-Taj Burrow (AUS)=8.67
4ª: 1-Mick Fanning (AUS)=13.20, 2-Filipe Toledo (BRA)=8.27, 3-Jack Freestone (AUS)=7.96
5ª: 1-Joel Parkinson (AUS)=13.34, 2-Messias Felix (BRA)=9.83, 3-Miguel Pupo (BRA)=2.47
6ª: 1-Kelly Slater (EUA)=16.30, 2-Kieren Perrow (AUS)=4.63, 3-Gustavo Fernandes (BRA)=4.23
7ª: 1-Glenn Hall (IRL)=15.00, 2-Travis Logie (AFR)=10.00, 3-Julian Wilson (AUS)=1.46
8ª: 1-Gabriel Medina (BRA)=18.00, 2-Dusty Payne (HAV)=7.26, 3-Damien Hobgood (EUA)=4.04
9ª: 1-Nat Young (EUA)=11.46, 2-Raoni Monteiro (BRA)=9.74, 3-Jeremy Flores=9.37
10ª: 1-Jordy Smith (AFR)=16.94, 2-Adam Melling (AUS)=12.44, 3-Kai Otton (AUS)=5.53
11ª: 1-Bede Durbidge (AUS)=11.27, 2-Michel Bourez (TAH)=9.77, 3-Brett Simpson (EUA)=9.27
12ª: 1-Kolohe Andino (EUA)=12.43, 2-Adrian Buchan (AUS)=8.56, 3-C. J. Hobgood (EUA)=7.43
Segunda fase - Repescagem (vitória = terceira fase/derrota = 25º lugar)
1ª: Taj Burrow (AUS) x Gustavo Fernandes (BRA)
2ª: Josh Kerr (AUS) x Messias Felix (BRA)
3ª: Julian Wilson (AUS) x Jack Freestone (AUS)
4ª: Jeremy Flores (FRA) x Ricardo dos Santos (BRA)
5ª: Michel Bourez (TAH) x Yadin Nicol (AUS)
6ª: C. J. Hobgood (EUA) x Dusty Payne (HAV)
7ª: Adrian Buchan (AUS) x Raoni Monteiro (BRA)
8ª: Kai Otton (AUS) x Adam Melling (AUS)
9ª: Damien Hobgood (EUA) x Brett Simpson (EUA)
10ª: Travis Logie (AFR) x Kieren Perrow (AUS)
11ª: Alejo Muniz (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
12ª: Matt Wilkinson (AUS) x Filipe Toledo (BRA)
Com informações da Assessoria de Imprensa Billabong Rio Pro e ASP - João Carvalho - jcarvalho@aspworldtour.com
A corrida do título do ASP World Tour 2013 pode ganhar um novo líder no Billabong Rio Pro, etapa brasileira que acontece entre os dias 8 e 19 de maio nas ondas do Postinho, na Barra da Tijuca. O paulista Adriano "Mineirinho" de Souza, entrou na disputa ao badalar o sino do troféu mais tradicional no surfe mundial, em Bells Beach. Ele subiu para o quarto lugar e pode assumir a ponta se repetir a vitória emocionante de 2011 na Barra da Tijuca, quando a etapa brasileira voltou a ser realizada na capital carioca.
— Não vejo a hora de pisar nas areias e surfar no Rio de Janeiro. Para mim, é mais do que uma honra poder defender a bandeira brasileira nas ondas da Cidade Maravilhosa. Só em vestir a camiseta (de competição) do evento, já é um feito enorme pra mim. Espero que consigamos repetir o sucesso de 2011, depois desta conquista tão importante que foi a de Bells Beach — comentou Mineirinho, que se tornou o primeiro brasileiro da história a liderar a corrida pelo título mundial em 2011.
Já em 2012, também no Billabong Rio Pro, foi a vez de Joel ‘Parko’ Parkinson, 32 anos, iniciar a caminhada rumo ao primeiro troféu de campeão do ASP World Tour. A final contra o havaiano John John Florence, 20 anos, foi a primeira das quatro que o australiano disputou no ano passado.
— A etapa do Rio foi super importante para mim em termos de título mundial. Foi o meu melhor resultado até aquele ponto e me deu muita força para a sequência da corrida pelo titulo do circuito. Esse ano será ainda mais importante porque o top 10 está muito apertado e até agora não tem nenhum favorito ao título— destaca Joel Parkinson.
Patrocinado pela Billabong, Parko decidiu as outras duas etapas patrocinadas pela marca australiana em 2012. Perdeu a do Taiti, nos tubos de Teahupoo, para Mick Fanning, 31 anos, mas venceu a mais importante da temporada, o Pipeline Masters, no Havaí, e conquistou o título mundial de 2012. Tirou a coroa de Kelly Slater, 41 anos, campeão nos dois últimos anos, com os dois começando a temporada decidindo a primeira etapa na Gold Coast.
BRAZILIAN STORM
Slater largou na frente, mas ambos pararam diante da "Brazilian Storm" no segundo desafio do WCT 2013, em Bells Beach. O catarinense Willian Cardoso, 27 anos, derrotou o 11 vezes campeão mundial na terceira fase. No duelo seguinte, o carioca Raoni Monteiro, 30 anos, barrou o defensor do título, Joel Parkinson. O estreante Filipe Toledo, 18 anos, também brilhou e o campeonato mais tradicional do ASP World Tour terminou com a inédita vitória brasileira de Adriano de Souza.
— Todos nós já vimos o que o Gabriel Medina é capaz de fazer e estamos começando a ver quão bom o Filipe Toledo será. São dois surfistas incríveis e será um desafio para quem enfrentá-los no Rio de Janeiro — falou Joel Parkinson, que espera fazer outra final no Billabong Rio Pro.
LIDERANÇA NA FINAL
Além de Parko e Mineirinho, os outros surfistas que podem decidir o primeiro lugar no ranking na grande final do Billabong Rio Pro são o líder Kelly Slater, os australianos Mick Fanning e Taj Burrow, 34 anos, que dividem o segundo lugar com apenas 50 pontos de desvantagem em relação ao americano, e o novato Nat Young, 21 anos, que surpreendeu em Bells Beach ao chegar à final contra Adriano de Souza.
O talento da nova geração americana está empatado com Joel Parkinson em quinto lugar na classificação geral. No entanto, matematicamente, 25 surfistas da elite dos top-34 do ASP Tour têm chances de liderar o ranking com a vitória no Billabong Rio Pro. Inclusive os outros brasileiros que competiram na divisão de elite este ano, como o estreante Filipe Toledo (9º lugar no ranking), Willian Cardoso (16º), Raoni Monteiro (18º), Gabriel Medina (23º) e Alejo Muniz (23º). A única exceção é Miguel Pupo, que está contundido e vem sendo substituído por Willian Cardoso, segundo alternate da ASP World Tour.
ASP WOMEN´S TOUR
Enquanto no masculino a corrida do título está só iniciando, no ASP Women´s Tour o Brasil já inaugura a reta final da temporada. Depois do Rio, restarão apenas duas provas para definir a campeã mundial de 2013. A briga pela ponta do ranking na capital carioca estará restrita às cinco primeiras colocadas: Carissa Moore (HAV), Tyler Wright (AUS), Courtney Conlogue (EUA), Sally Fitzgibbons (AUS) - que venceu a etapa brasileira do WCT no ano passado - e a defensora do título mundial, Stephanie Gilmore (AUS).
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TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2013 - após duas etapas na Austrália:
1º: Kelly Slater (EUA) - 11.750 pontos
2º: Mick Fanning (AUS) - 11.700
2º: Taj Burrow (AUS)
4º: Adriano de Souza (BRA) - 10.500
5º: Joel Parkinson (AUS) - 9.750
Nat Young (EUA)
7º: Jordy Smith (AFR) - 8.250
8º: Michel Bourez (TAH) - 7.000
9º: Julian Wilson (AUS) - 6.950
Bede Durbidge (AUS)
Kai Otton (AUS)
Filipe Toledo (BRA)
13º: Josh Kerr (AUS) - 5.750
Jeremy Flores (FRA)
J. Hobgood (EUA)
Matt Wilkinson (AUS)
Willian Cardoso (BRA)
18º: Adrian Buchan (AUS) - 4.500
Travis Logie (AFR)
Brett Simpson (EUA)
Raoni Monteiro (BRA)
Adam Melling (AUS)
Outros brasileiros:
23º: Gabriel Medina (SP) - 3.500 pontos
Alejo Muniz (SC)
31º: Miguel Pupo (SP) - 1.000
Com informações da Assessoria de Imprensa Billabong Rio Pro e ASP - João Carvalho - jcarvalho@aspworldtour.com
Joel Parkinson, atual campeão mundial do ASP World Championship Tour está pronto para o Billabong Rio PRO, que acontece entre os dias 8 e 19 de maio e é apresentado pela prefeitura do Rio de Janeiro e pela RIOTUR, com realização da GEO. O surfista australiano, 31 anos, disputou a final da etapa brasileira em 2012 e gostaria de repetir o desempenho em 2013. Mas se engana quem acha que Parko gostaria de enfrentar Kelly Slater.
O australiano ficou mordido com a derrota precoce na segunda etapa, em Bells Beach, principalmente por ter obtido uma nota máxima, mas que se tornou insuficiente diante do desempenho do adversário, o carioca Raoni Monteiro.
— Eu realmente adoraria ter uma final no Rio com o Raoni Monteiro. Como todos os caras do tour, eu tenho muito respeito pelo Raoni e ele está na melhor fase de sua carreira, depois de alguns anos difíceis com lesões. Além disso, gostaria de levá-lo de volta pra Bells, para uma revanche — afirma Joel Parkinson.
Em 2012 a final foi contra o havaiano John John Florence e o surfista de Coolangata, na Gold Coast, Parko guarda boas lembranças apesar da derrota na final.
— A etapa do Rio foi super importante para mim em termos de titulo mundial. Foi o meu melhor resultado até aquele ponto e me deu muita força para a próxima fase da corrida pelo titulo. Esse ano será ainda mais importante porque o top 10 é muito apertado e até agora não há um favorito — afirma Parkinson.
Parko, que após as duas primeiras etapas do circuito 2013 (iniciado na Austrália) chega para a disputa ocupando o quinto lugar do ranking, diz que ama a energia da capital carioca e que a torcida brasileira é muito semelhante à torcida da Gold Coast, sua terra natal.
—Eles são um público muito conhecedor do surf e que acompanha de perto os surfistas locais — explica o aussie.
Quando perguntado sobre a “Brazilian Storm”, Parko elogia a nova geração do surf brasileiro e acrescenta:
— Todos nós vimos o quê o Gabriel Medina é capaz de fazer e estamos apenas começando a ver quão bom o Felipe Toledo será. Esses caras são dois surfistas incríveis e será um desafio para quem enfrentá-los no Rio de Janeiro.
Já em relação as ondas da cidade, Park comenta que, nos últimos dois anos, desde que a etapa saiu de Santa Catarina, ele presenciou dias divertidos e com boas ondas.
— Você tem que estar preparado para se transformar, pois as ondas não duram todo o campeonato e você pode ver algo muito diferente de um dia para o outro — afirma Parkinson.
Billabong Rio PRO
O Billabong Rio Pro é a etapa brasileira do circuito mundial de surf, patrocinado pela Billabong. O evento é apresentado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pela RIOTUR, com apoio da Moster Energy, Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf da Barra da Tijuca (ASBT), Arpoador Surf Club e Favela Surf Club e realização da GEO.
Pelo jeito, o norte-americano Kelly Slater está em busca do seu 12º título mundial para valer. Nesta quarta-feira, o 11 vezes campeão do mundo faturou o título do Quiksilver Pro Gold Coast com apresentações impecáveis nas tubulares ondas de Kirra (três a cinco pés) e largou na frente na corrida pelo título mundial de 2013.
Na final, Slater venceu o atual campeão mundial, o australiano Joel Parkinson. Slater e Parkinson fizeram uma emocionante bateria final de 40 minutos com boas ondas surfadas e trocas na liderança até o americano ficar entocado em um tubo profundo e levar 9.93 pontos do juízes.
- Foi muito divertido hoje. Eu realmente queria surfar Kirra como eu cheguei a conhecer e foi muito divertido lá fora. E surfar com o Joel (Parkinson) é ainda melhor. Ele é um dos melhores e tivemos muito momentos bons lá fora - disse Slater.
A vitória no Quiksilver Pro Gold Coast foi a de número 52 em etapas do ASP World Tour, mas Slater admitiu que ainda é cedo para falar sobre a disputa do título mundial de 2013:
- Todos os eventos são importantes, mas é bom largar com um bom começo. Eu, Joel e Mick, como cabeças de chave, poderíamos vencer, e o Michel Bourez também surfou muito bem nesse evento. É provavelmente o elenco mais talentoso que já esteve no tour, mas há mais nove eventos. Estou comprometido com o tour neste temporada - disse Slater, assegurando que vai lutar pelo título.
Parkinson parecia imbatível no último dia do evento, após obter uma nota 10 perfeita pela manhã na semifinal, antes de marcar 17,47 na final contra Slater. No entanto, o placar impressionante se tornaria insuficiente contra ataque de Slater na final.
- Quando Kirra está desse jeito, nem parece que estamos em um evento. Eu agradeço ao apoio da galera e ficar em segundo lugar é um bom começo para a temporada. Que venha Bells - disse Parko.
Mick Fanning (AUS), 31 anos, foi eliminado pela manhã diante de Slater. Apesar de abrir a bateria com uma vantagem inicial, Fanning acabaria por cair para Slater nos últimos momentos da bateria (18,60 a 19,37).
- É uma maneira difícil de sair da prova, mas você não pode ficar muito chateado quando você está numa bateria como essa. Eu tive um começo muito bom, mas Kelly (Slater) fez das suas e obteve aquele 10 incrível que o recolocou na briga. Pena que eu não poder chegar na final com o Joel (Parkinson), mas é um bom começo para o ano. Vou focar novamente e me preparar para Bells - disse Mick.
Michel Bourez (TAH) abriu as disputas pela manhã na primeira semifinal contra Parkinson. Apesar de ser reconhecido pelo power surf, o taitiano não conseguiu se encontrar na bateria após o bom começo de Parko.
- Era uma bateria difícil contra Parko (Joel Parkinson). Ele é um local e fez um 10 na sua primeira onda. Foi meio constrangedor para mim, que fiquei esperando sentado lá por muito tempo, enquanto Joel foi capaz de pegar um monte de ondas. É o meu melhor resultado neste evento. Eu me sinto ótimo, minhas pranchas estão indo bem e eu mal posso esperar por Bells - declarou.
A próxima parada do ASP World 2013 Championship Tour (WCT) será o Rip Curl Pro Bells Beach apresentado pela Ford de 27 de março - 7 de abril de 2013.
QUIKSILVER PRO GOLD COAST
Resultados
Final: 1º– Kelly Slater (USA) 18.56 x 2º Joel Parkinson (AUS) 17.47
Semifinal:
SF 1: Joel Parkinson (AUS) 18.17 a 15.80 Michel Bourez (TAH)
SF 2: Kelly Slater (USA) 19.37 a 18.60 Mick Fanning (AUS)